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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

quinta-feira, 20 de julho de 2017

COMO ERVAS DANINHAS

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Neste final de semana, fui fazer algo que amo: mexer no meu jardim, plantar e tirar as ervas daninhas. Coloquei uma música e fiquei lá, sentada no calorzinho do sol, curtindo minhas plantas e árvores frutíferas.  Há anos limpo meu jardim, catando com uma faquinhas esses matinhos que não servem para nada, a não ser enroscar suas raízes nas flores e plantas e bancarem as parasitas. Para mim é uma terapia, além do que, o contato com a Mãe Terra fortalece meu espírito.

Concentrada ali no trabalho, ouvindo suave melodia, inevitavelmente me perdi nos pensamentos. E logo comecei a perceber a lição que aquele exercício me dava. Notei que na natureza temos o que denominamos de belo e saudável e aquilo que existe pura e simplesmente para incomodar. 

Logicamente, esta é uma visão de quem quer seu jardim da vida sempre lindo e perfeito. Talvez a razão das ervas daninhas sejam justamente a de nos fazer enxergar o melhor e de aprender como tratá-las em nossos jardins.

Metaforicamente falando, quantas ervas daninhas temos ao nosso redor? Pessoas que querem a todo custo ficar por perto, mas que nos sugam e nos usam para seu bem próprio, sem dar nada em troca. Cutucando a terra, percebi que essas pragas tem longas raízes, querendo tomar conta, realmente, da situação. E, que destas raízes, brotam mais e mais galhos, sufocando tanto a terra, quanto o que de belo poderia nascer e viver nela.

Meus pensamentos se alongaram e fiz um auto-julgamento. Seria eu uma erva daninha ou uma bela planta na Terra? Como estava eu me comportando perante a vida, minha família e amigos? Meditei sobre isso e acho que todos deveriam ao menos parar para pensar sobre o assunto. Porque facilmente julgamos as atitudes das pessoas, mas dificilmente paramos para olhar dentro de nós e perceber que nossas palavras e ações podem estar, de alguma forma, abalando o equilíbrio do universo. Talvez essa seja a razão de vermos a maravilhosa Terra, não mais como um belo jardim florido e perfumado, mas desnutrido de beleza, confiscado pelas ervas daninhas que nada fazem, a não ser querer mais e mais, deixando pouco espaço para os que a querem embelezar.

Mas, como todo jardim tem recuperação através da força e da persistência, sempre que alguém resolver "cutucar" a terra, limpar o terreno e adubar a vida, haverá esperança de que o pequeno jardim se transforme num lindo parque. 

Comparando com nossas vidas, sabendo que temos escolhas, podemos ser os que salvam, que encantam, que acolhem vidas perto de si, que atraem. Ou optar por sermos as ervas daninhas, sendo arrancados de nossas próprias vidas porque só incomodamos, só destruímos e nossa ganância vai disseminando raízes profundas, levando com elas maldade, inveja e escuridão.

Mas, como acredito que Deus criou tudo com perfeição e função, fui buscar qual seria a importância da erva daninha. E, claro que existe uma função para ela, que vou registar aqui, para sua curiosidade:

" Muitos benefícios também podem ser obtidos pelo conhecimento e uso correto de plantas daninhas. Devido a sua velocidade de crescimento, muitas são usadas no controle da erosão em áreas degradadas, como o que ocorre com as gramíneas. Outras são utilizadas nos processos de fitorremediação, permitindo a retirada ou degradação de compostos residuais no solo, ou seja, além de absorver água e nutrientes que as fazem crescer, algumas espécies são capazes de absorver elementos poluentes, funcionando como filtros biológicos.

Muitas espécies consideradas daninhas podem ainda servir na medicina para tratamento fitoterápico a partir da infusão de folhas, a exemplo do uso popular de quebra-pedra ou da urtigueira, ou fornecendo inúmeros compostos para sua extração. Algumas plantas daninhas servem também de alimento para inimigos naturais ou mesmo para as abelhas melíferas, como o assapeixe e a vassourinha de botão."



Como vemos, tudo e todos podem ser úteis, dependendo de como são considerados. Talvez haja um momento especial para que floresça em nós, algo que possa auxiliar de alguma forma, em algum momento. E nesta hora talvez tudo mude em nossas vidas. Continuaremos a ser ervas daninhas, não tão atraentes, nem cheias de beleza como as flores e plantas ornamentais, mas com função específica de exercer trabalhos auxiliares que fortaleçam espíritos e a vida na Terra.

O que mais importa é a nossa consciência. Quando olhamos para dentro de nós e vemos jardim, não haverá erva daninha que seja corrompida. Adubando com bons pensamentos, atitudes, meditação e caridade, fortaleceremos cada vez mais nosso jardim interior. E quem sabe, até as ervas daninhas terão sua verdadeira função dentro dele.

NAMASTÊ