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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A ARTE DE SER LEVE

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Com a vida agitada de hoje, está cada vez mais difícil ser leve. Porque ser leve significa "deixar ir". Muitas informações vindas de todos os cantos do planeta tentando nos ensinar a sermos leves, acabam nos deixando confusos.

Para alguns, ser leve significa ser magro, para outros, não ter problemas e para outros, ainda, ser feliz.
Mas na verdade, ser leve é respirar tanto quanto for possível para que nosso corpo e cérebro possam assimilar e reagir a tudo de forma que não nos flagelemos.

Ser leve é encontrar a paz, mesmo nos momentos onde nos sentimos atingidos por toda a rispidez e falta de controle do mundo. Ser leve é deixar que a raiva dos outros fique neles. Ser leve é relevar, é realmente o momento de fechar os olhos, respirar e deixar ir.

Ser leve é livrar-se de maus pensamentos, mágoas e ressentimentos que afetam somente a nós mesmos. Enquanto carregamos essa tralha, nosso corpo se transforma num templo de cultura de doenças.

Ser leve é deixar ir o pó que, acumulado durante décadas, cobre nossos mais nobres sentimentos. Você tem raiva da sua vida? Tem medo de manifestar sua beleza interior por parecer frágil? Se essas coisas fazem parte de você, não conseguirá acordar de manhã e se sentir leve ao ponto de ver e perceber detalhes no mundo e nas pessoas que podem te trazer grandes mudanças.

Quando algo ou alguém é tão "carregado" ao ponto de nos incomodar, devemos nos perguntar por que nos deixamos "seduzir" por tais sentimentos. Livre-se disto sendo leve. Com certeza você irá causar aborrecimento em alguém que não suporta tua felicidade. Mas deixe que esse alguém resolva sua própria carga. Siga em frente, sorrindo, aliviando sua vida de infinitos maus humores.

Para ser leve necessitamos treinamento. Comece com minutos de solidão para que seus pensamentos sejam organizados. Aos poucos, com este treino, perceberá que consegue resolver as coisas uma de cada vez e com mais paciência e sabedoria. Ache tempo, não comece com desculpas.

Depois, procure momentos de encontro à natureza, onde possa observar. A observação é uma técnica de relaxamento e ativa seu lado do cérebro onde o pensamento é organizado.

Por fim, tente não focar seu olhar somente nos erros ou defeitos dos outros, mas nas qualidades que essa pessoa tem. Por incrível que pareça, conviver, não querendo saber de fofocas e não julgando tanto os outros, manterá você num nível de extrema paz. E, se para isso precisar ficar sem amigos, pense no que está cultivando e nadando contra a corrente com pessoas que não suprem, mas sugam.

Seja leve e releve. Seja leve e voe na imaginação. Seja leve e perceba as mudanças. Se precisar deixar pessoas, situações e empregos, faça! Porque para viver temos tempo determinado e se a cada dia você plantar uma semente ao seu próprio jardim, quando seu tempo acabar, terá deixado não um terreno seco e árido, mas uma imensa floresta de conhecimento para os que continuarem.

NAMASTÊ

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SER NATURALMENTE NATUREZA

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)


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Andei a passos lentos, respirando compassadamente.
Sorri o mais singelo sorriso, observando o pulsar da vida.

Não levo bagagens pesadas, deixo-as para trás,
porque o que realmente quero e preciso está dentro de mim.

Companheiros? Os que forem sinceros e forem capaz de me deixar ser.
Amores? Somente aqueles que no coração cultivarem a paz.

Não quero me transformar num robô que precisa responder à sociedade,
exatamente naquilo que todos fazem ou são, só para serem aceitos.

Sou natureza e naturalmente quero armazenar a seiva que fortalece a alma,
as raízes que fixam resistência e me arquear no balanço do tempo, sem que para isso precise quebrar toda crença que há em mim.

Olho ao redor e vejo um mundo de pessoas preocupadas em ser mais ou melhor,
sem se darem conta de que cada um tem em si limites e que tem que abrir espaço para viver.

Continuo caminhando, com os olhos em Deus, o coração no infinito, o pensamento no aqui e agora e tentando ser naturalmente natureza. Me desvencilio de padrões arraigados em obrigatoriedades para ser aceita, pura e simplesmente porque sou eu que quero comandar meus passos, meus pensamentos, minhas ações.

Ainda chegará o dia em que me tornarei simplesmente natureza, por completo. Apenas um ser podendo chegar ao ponto de acordar e perceber que o mundo está dentro de mim e eu sou o mundo.

E, neste dia, as bagagens que colocam em nossas costas durante toda uma vida, terão definitivamente caído ao longo do caminho. E eu poderei finalmente voar...!


NAMASTÊ


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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

REGRAS NO AMOR

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Responda com toda a sinceridade: o amor tem regras? Deve-se impor condições para se amar alguém? Ou o amor simplesmente é o sentimento que impõe as regras de como devemos ser e nos comportar quando estamos amando?

Já repararam como somos pessoas pacatas e donas de si quando não estamos amando alguém? E que, ao nos encontrarmos com esse sentimento, perdemos o controle da situação? Por que isso, afinal?

Acredito que a resposta se resuma em um outro sentimento: o medo! Medo e amor são sentimentos que não se cruzam muito. Porque quando damos força ao medo, nos tornamos pessoas inquietas, desconfiadas e por que não dizer chatas. É como se tivéssemos obrigação de controlar tudo. E é aí que começam a surgir regras e mais regras para o relacionamento.

O medo de perder a pessoa para outra pessoa é imediato. Isso significa regras e falta de auto-estima. E os relacionamentos começam a desmoronar por aí. Ou os famosos moldes que queremos que a pessoa seja ou vista.

Conhecemos alguém livre, que sabe bem o que quer e que se interessou por nós pelo que representamos para esta pessoa em termos de beleza, de companheirismo, de amizade. E, após a conquista começam as regras e muitos se sentem sufocados, levando a separações pelo simples fato de querer viver. Quando mostramos a alguém que ser de uma forma é melhor que ser de outra, devemos perguntar a nós mesmos porque essa pessoa tem que ser como eu quero que seja?

Regras que não permitem mais amizades, um pouco de solidão ou devaneios estão limitando todo potencial de vida de uma pessoa. Quem quer trair não deveria ter uma relação a dois. Fique sozinho! Talvez essa seja a regra mais óbvia e justa.

Mas, impor regras no amor só o deixa armazenado dentro de um saco que aos poucos vai inflando e numa determinada hora estoura. Hoje em dia os relacionamentos não duram muito porque a vida agitada deixa as pessoas estressadas. Querem chegar em casa e ter tempo para relaxar. Mas tem a casa para limpar, a roupa para lavar, as toalhas em cima da cama, a louça na pia e, quem quiser ter uma vida a dois, num verdadeiro amor, deve colaborar e entender o que é companheirismo. Não é tarefa de um só a vida A DOIS.

Existem regras no amor? Para amar, talvez não. Porque quem ama, ama e ponto final. Mas para compartilhar o amor com alguém, é necessário fazer ajustes na própria vida para que o outro se encaixe à ela, de uma forma com que eu me sinta bem e feliz e o outro também.

É uma pena que muitos entram de cabeça e saem de voadora. E tudo aquilo que admiravam se torna algo aversivo. Para justificar a si mesmos o próprio fracasso, enaltecem os defeitos do outro para toda uma sociedade.

Amar é o sentimento da liberdade, da beleza e da compreensão. É o sentimento do companheirismo, da amizade e da paciência. Trabalhar com tudo isso é coisa para guerreiros e não para frustrados.

A melhor regra para o amor talvez seja o respeito por si e pelo outro, porque desta advém ternura, compreensão e paciência. Lembre-se que há uma vida dentro de um corpo físico que precisa cumprir sua missão na Terra e, se você cruzou o caminho dela, é porque precisa cumprir a sua também.


NAMASTÊ

terça-feira, 27 de setembro de 2016

A CRISE E SEUS BENEFÍCIOS

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Quando lerem o título deste texto poderão pensar que estou louca e se perguntarem: - que crise traz benefícios? Mas elas trazem. E, ao invés de viver na eterna energia de reclamar, quem arregaça as mangas pode sentir que realmente ela traz lições que nos enaltecerão.

A crise traz muitas perdas de empregos, mas em compensação faz com que muitos acabem por descobrir seus verdadeiros dons. São pessoas que trabalham uma vida toda em coisas que não gostam, só por causa do valor salarial ou nem isso. Só porque têm um emprego. E na demissão, buscam novas maneiras de se sustentar e descobrem valores amortecidos pela correria de uma vida regrada.

A crise também faz com que as pessoas, de alguma forma, se unam. O desespero de alguns faz brotar sentimentos de ternura e compaixão em outros, que só viam a si mesmos. Ela faz com que as pessoas estendam as mãos em direção dos mais necessitados e até ouçam mais.

Muitos desabrocham na crise, seja ela financeira, de saúde ou de sentimentos. Começam a perceber mudanças interiores e buscam novos horizontes, tentam algo que jamais teriam tentado se a mesmice do dia a dia continuasse.

Quem só fica enlameado por queixas e resmungos sente muito mais a crise, do que aqueles que dizem para si mesmo e para o mundo que vão em frente de uma forma ou outra. A vida não pára, as pessoas continuam caminhando e precisando de algo ou alguém.

Os espertos aproveitam oportunidades para expressar sua imaginação, seus dons e se aperfeiçoar. Os malandros, aproveitam para fingir-se de mortos e dizer que o mundo é ruim, com o intuito de se aproveitarem dos bondosos. Mas, mesmo sendo ajudados, não são felizes, se sentem injustiçados e partem para a ignorância de roubarem, matarem ou tornarem-se cada vez mais egoístas. Esta é a grande diferença entre seres humanos de luz e os que não sabem reconhecer o dom da vida.

A crise em si movimenta energias estagnadas, pessoas que precisavam ver a luz no fim do túnel, cria profissões, idéias e relacionamentos, ativa a consciência crística e interioriza, libera a criatividade e organiza a sociedade em termos de ganância, egoísmo e precaução.

As pessoas parecem enlouquecidas, sem freios, consumindo desesperadamente, tentando suprir suas próprias frustrações através dos gastos. A crise as faz pensar e dar valor ao que se ganha, para que seja melhor repensada as formas de gastar. E as faz dividir, medir e aproveitar.

Quem consegue mudar ao passar por uma crise, seja ela de que forma é, percebe crescimento interior, aumento da força e da fé e, com certeza, terá aprendido a viver e ser melhor.


NAMASTÊ

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terça-feira, 13 de setembro de 2016

O LAMENTO DO VENTO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Hoje o vento está falando. Falando verdades aos ouvidos dos homens. Só escuta quem está preparado para a conexão. Só sente quem deixa penetrar em si o próprio universo. 

Estou trabalhando e minha janela se abre para um corredor fechado, onde o vento pode encostar o cisco. Mas, vez ou outra ele grita e, no seu longínquo uivo, sinto o corpo estremecer.

Por vezes amedronta, pois como força da natureza, tem poder para varrer e levar tudo que quiser. Mas, na maior parte de seu "canto", ouço uma tristeza e uma ira embutidas. Talvez queira nos alertar, talvez lembrar. 

Alguns sons parecem de flauta, outros são tão agudos que parecem monstros enlouquecidos. E o barulho das folhas caindo fazem parte da orquestra, junto com o bater dos vidros.

A natureza é extraordinária. Quando eu era criança, nos dias de ventania, corria para uma construção do meu avô, que tinha uma escadaria e ali ficava de braços abertos dizendo em voz alta: "venha vento!"

Ensinei isso às minhas netas e, quando saímos a pé pela rua, costumamos fazer isso nos dias de vento. E o mais interessante é que ele responde quase de imediato com um longo e forte sopro, fazendo nossos cabelos esvoaçar. Somos bruxas, dizem elas! Sim, somos...!

Quando conseguimos nos conectar com a mãe natureza, nossa força interior muda. E dela extraimos força, energia e poder.

Estou escrevendo e o vento continua a falar comigo de forma gentil, com seu lamento, uivo, grito, como quiserem chamar. Para mim essa voz fascina, intriga e age de maneira absurdamente sinistra.

Que o vento venha, que reine na terra da paz e que limpe toda energia de egoísmo, frustração e ganância da Terra! Ele pode destruir, mas o segredo é que quando isso acontece, energeticamente aquele lugar precisava de novas forças, mudanças.

Para mim, trabalhar com seu sussurro ao meu ouvido é motivo de vislumbre. Eu me conecto com tua força mãe natureza e abro os braços para energizar e receber teu alimento.

Namastê