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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

QUEM SEMEIA VENTO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

Brisa leve e passageira,
não derruba o galhinho pendurado.
Ele balança, e no embalo só estremece,
mas vive mesmo acabrunhado.

O vento que vem em rajadas,
e nos pega de surpresa,
leva embora alguns sentimentos,
sem deixar-nos nenhuma defesa.

O vendaval chega depressa,
num enorme improviso.
Para que lado corremos?
Me sinto muito indeciso.

Venta, venta, ventania,
que limpa a energia no ar.
Quando chega em demasia,
a vida vai tripudiar.

A semente que plantamos,
pode ou não vir a germinar;
mas o vento que enviamos
em tempestade poderá se transformar.

Se provocamos revolução de energia,
o universo tende a conspirar.
Dependendo da intensidade que envia,
o vento poderá te destelhar.

Sopre bondade e muita paciência,
abane paz para os corações.
Com certeza, virá ao seu encontro,
todo tipo de atenções.

NAMASTÊ
 

NEM IMAGINAMOS

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)


Em nossa vida diária, presos em nossos pensamentos e sonhos, nem ao menos imaginamos o que há ao redor do mundo. E, enquanto os risos saem soltos, o dinheiro se perde nas lojas, a bebida é esvaziada de latas e garrafas e você se acha no mundo de Alice, muitos seres humanos estão em condições precárias de vida.

Nem imaginamos,
a falta de comida em algumas mesas,
enquanto das nossas, muita coisa vai para o lixo sem dó nem piedade.

Nem imaginamos,
o choro de dor e desespero que assola hospitais,
enquanto muitos debocham, riem e se divertem com a pobreza de suas almas.

Nem imaginamos,
quanto esforço há no coração de pais e mães para ver uma família unida,
enquanto muitos filhos não aprendem nunca a palavra respeito.

Nem imaginamos,
quantas pessoas estão sendo assassinadas, retiradas de suas vidas,
pelo simples egoísmo, ganância ou vinganças que poderiam ser trabalhadas.

Nem imaginamos,
quanto sofrimento por culpa da solidão, quantos choros em travesseiros,
causados por pessoas que só pensam em si, querendo a atenção única e exclusiva.

Nem imaginamos,
o veneno que despejamos no coração de alguém, por inveja ou maldade,
ao dar certos conselhos que podem detonar relações para sempre.

Nem imaginamos,
que algumas atitudes e palavras podem afetar tanto pessoas,
quando não paramos para analisar um fato e agir sensatamente.

Nem imaginamos,
quantos corações partidos, quanta dor que leva à loucura,
por conta de pessoas que não têm consideração pelo sentimento dos outros.

Nem imaginamos,
quantas pessoas estão escondidas, fugindo, com medo,
por causa de loucos, insanos soltos pelo mundo a fim de desorganizar o planeta.

Nem imaginamos,
que dor causamos ao abandonar, não dar explicações ou ignorar quem amamos,
porque achamos que somos donos de si o suficiente e os outros que se resolvam.

Nem imaginamos,
quantas crianças são abandonadas ou jogadas ao nascerem em qualquer lixo,
por mães inconsequentes, egoístas e desumanas que existem.

Nem imaginamos,
quanto sofrimento, choros e desespero de crianças ao ver seus pais em conflito,
traumatizando para toda uma vida e transformando-os em seres rebeldes.

Nem imaginamos,
quanta escuridão há dentro de cada casa, de cada família, de cada governo,
capaz de transformar a humanidade num mundo de guerra, de violência, de tristeza.

Deveríamos parar, respirar, parar, observar, respirar, pensar... e analisar o que fazemos, com quem fazemos e por que fazemos.

É tanta impulsividade, tanta ganância, tanto egoísmo nas atitudes, que só queremos saber do que é bom para nós. Nem a própria família está em nossa lista de prioridades. Somente o EU.

Não se importar, não resolver, não ser uma gota no oceano está fazendo com que nosso oceano esteja secando em amor, em caridade, em respeito, em justiça.

Nem imaginamos,
o quanto tudo isso vai nos afetar um dia... que simplesmente pode ser HOJE!

Namastê

domingo, 22 de dezembro de 2013

EI, 2013!

Autora: Josianne L.Amend ( JosiLuA)

O que há com o tempo e o espaço,
que não entendem os meus desejos?
Pedi que durante este ano,
Finalmente me dessem o que almejo...

Clamei por situações satisfatórias,
por amizades verdadeiras.
Insisti em querer um bom trabalho
E me levaram na brincadeira?

Rezei para encontrar o amor,
Me sacrifiquei em ser justo, e afinal,
Onde estão os meus presentes?
2013 chegou ao final!

Lá vou eu tentar novamente,
conversar agora com o próximo ano.
Fazer promessas e pedidos para o astral,
quem sabe olhem para este ser humano.

Tenho que ser bem esclarecedor,
para que entendam o meu pedido.
Se peço paz, afastam-me pessoas,
se peço grana, fico muito entretido.

De repente, uma luz aparece pra mim,
E a revolta diminui em meu peito.
Como assim, nada lhe damos?
Diz a luz envolvida em respeito.

Pediu paz, afastamos o mal,
Pediu dinheiro, lhe demos trabalho a fazer,
Pediu amizades verdadeiras, escolhemos a dedo quem ficaria.
Pediu saúde, colocamos em seu caminho leituras e boas comidas.
Pediu amor, te envolvemos com luz rosa e te presenteamos com um coração novo.
Pediu sonhos realizados, veja o quanto conquistou.
Pediu por uma vida nova, e eis que ainda está na Terra...

Escute agora o que dizemos,
diz a luz dentro do meu peito:
" Não te revoltes com o que parece não conseguir,
pois que nada se consegue sem teu esforço e fé para prosseguir"!

Namastê


 

sábado, 21 de dezembro de 2013

PRESENTES DE NATAL

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)


Chegando o Natal. Muito brilho, luzes e enfeites. Todos saem às ruas à procura de algo, que nem sabem o que é exatamente. Mas o ar fica diferente nesta época. Dá vontade de passear, de perceber a cidade, de sentir a poesia em cada ambiente e de observar os olhares e os sentimentos das pessoas.

Fui uma dessas pessoas que saiu da toca para sentir a magia do Natal. De loja em loja, vitrine em vitrine, olhava as coisas imaginando alguém vestido nelas ou brincando com o objeto. O consumismo abriu uma página extra no livro intitulado O Natal. E as pessoas vão direto para esta nova página, infelizmente, pois são bombardeadas pelo menos três meses antes com músicas e produtos para comprar ou comer.

Enfim, lá estava eu numa loja olhando as coisas e imaginando meus entes queridos dentro delas. De repente, como num passe de mágica saí do foco de comprar e passei a observar.

Discretamente olhei para as pessoas que, ao meu redor, buscavam seu presente de natal. Aí me dei conta do quão interessante estava sendo este processo.

Muitos olhos pareciam cheios de dúvidas, outros demonstravam descaso e outros ainda pareciam se divertir com o que compravam. Comecei a me questionar para quem iriam os presentes e onde estava afinal, o verdadeiro espírito do natal?

As pessoas estão tão acostumadas em comprar, que o ato se torna mecânico. Há um certo desespero de não encontrar o certo ou há um certo desdém em presentear alguém que não se goste.

O que é realmente o PRESENTE DE NATAL, ou o que ele deveria ser?

O presenteado deveria se preparar para receber qualquer coisa que o presenteador lhe oferecer. Isso significa que tanto de um lado, quanto de outro, o que importa é a energia e o amor depositado no gesto de alguém de ir buscar algo "especialmente para você"!

Se é um carro, ou um panetone, se é uma bicicleta ou um livro de história, quem presenteia imagina você. Então, no mínimo quem presenteia pensa em algo que possa te agradar.

Algumas pessoas só dão valor aos presentes caros e que possam aparecer, não só aos olhos do presenteado, mas de todos que estão ao redor. Isso é muito triste em se tratando de magia de Natal. Às vezes, a lembrança de quanto o presenteador se importa com o coração de quem presenteia, pode ser o presente mais importante.

Óbvio que estou falando de pessoas que já se abriram para o mundo de uma forma especial e sensível e não aquelas que acordam, comem e sonham com dinheiro. Para estas, nunca será o bastante você dar um barco, porque o que realmente elas queriam era o navio.

Mas a história ficou interessante para mim, pois acabei saindo daquela loja sem comprar nada, mas com a idéia fixa de falar sobre minha experiência.

De quem realmente queremos ganhar o presente ideal? E existe o presente ideal?
Qual importância que damos aqueles presentes que recebemos?
Paremos para analisar que, se ganharmos um palito de incenso, alguém lembrou com carinho da maneira como vivemos.
Quando compramos algo, realmente pensamos em agradar a pessoa que receberá o presente, ou simplesmente queremos é nos fazer presentes?

E, você dá o valor necessário quando recebe um presente ou simplesmente agradece e diz que abrirá depois? Acredite, isso não é nada gentil, pois quem presenteia gosta de saborear o semblante em seu rosto ao abrir o pacote.

Seja gentil neste Natal e em qualquer momento de sua vida que for presenteado. Abrace, beije, agradeça. Pode ser que você não goste do que ganhou, mas lembre-se:
essa pessoa dedicou um tempo de sua vida procurando algo que te fizesse feliz.

FELIZ NATAL!

namastê