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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A BUSCA

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Por vezes me pego analisando a vida, as pessoas e os sentimentos que saem delas. Me pergunto por que simplesmente são tão diferentes? A resposta é sempre a mesma: para que possamos aprender e melhorar. Pois é vendo erros que discernimos o correto. Então por que alguns não fazem nenhum esforço para melhorar a si mesmos e insistem em atitudes sempre prejudiciais, não só aos outros, mas a si mesmos?

O orgulho é sempre um fator preponderante, onde as pessoas tem o prazer de dizer: eu sou assim e ponto final. É meu jeito! Não quero mudar. Na verdade, estão se escondendo em camuflagens para não demonstrar sua verdadeira fragilidade. Normalmente são pessoas frustradas, que foram ignoradas de alguma forma na infância e que através da agressividade e de atitudes insanas, se colocam num patamar para causar medo nos outros.

A perfeição é utópica? Talvez ainda seja para todos nós. Mas o desejo em buscar possibilidades, não da falsa felicidade em ter, mas da real condição de ser,  é muito acessível a qualquer um. Alguns parecem fincados em ideais tão irrelevantes, que acabam perdendo a noção do que é a verdadeira liberdade da alma.

Já perceberam como gargalhar acalma? Como orgulhar-se de si mesmo por ajudar alguém te deixa em paz? Como simplesmente respirar muda atitudes, pensamentos e palavras? A questão é querer, pois acredito que todos temos uma centelha de amor dentro de nós, esperando para ganhar força.

Vi pessoas sendo apelidadas de chatas, pura e simplesmente por não aderirem a fofocas, a maldades e se absterem de comentários ou ações que para elas não levam a nada. Se ser chato é estar em paz, prefiro estar no rol deles. Nesta hora, entra a personalidade real, aquela que fala diretamente na índole e coração de cada um. Se acredito no bem, não me desvio do meu caminho para ser popular no meio de pessoas que ainda não acenderam sua luz.

Existem alguns também que sempre tem razão. Devem ter nascido somente com boca e seus ouvidos estão em processo de extinção. Não querem nem considerar a possibilidade de pensar sobre a opinião alheia. São aqueles que estão no famoso "meu mundo e nada mais". Até o momento que começarem a perceber que estão sendo afastados realmente para o "seu mundo e nada mais".

A boa notícia é que mais e mais pessoas estão buscando caminhos para a descoberta interior, para entenderem a si mesmos e seu potencial. E, nesta busca, encontram-se com luz, paz e alegria interior. E quem encontra isso não quer mais perder. Pois o sentimento, a energia são tão recompensadores que voltar para trás não faz mais sentido.

A partir daí, a nova maneira de ser e pensar vai se espalhando ao seu redor e, mesmo não sendo "o popular", não se afetará com isso, pura e simplesmente porque realmente aprendeu de verdade a amar a si mesmo e à sua vida.


NAMASTÊ

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A DOR DO ADEUS

Autora: Josianne  L.Amend (JosiLuA)

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A vida é um mistério tão profundo, que alguns até arriscam dizer que estamos na dimensão dos sonhos e não da realidade.

Ligações sentimentais são intensas, mas as espirituais são imensuráveis. Existem aquelas que jamais se apagam, mesmo estando elas em dimensões diferentes. Talvez seja bem isso que chamamos de amor incondicional.

Sabemos que não escapamos do dia do adeus, do dia em que o corpo físico se desfaz para somente a energia consciente perpetuar. Ainda há muita incógnita sobre o que somos, de onde viemos e para onde vamos depois que nosso corpo físico não suportar as ações de nossas ações. 

Mas há um sentimento que derruba qualquer equilíbrio interno, principalmente para os que se apegaram: a dor da perda! Conforme o caso, podemos até nos preparar para o adeus, mas existem situações que nos pegam totalmente desprevinidos, rasgando algo dentro de nós.

É uma dor tão intensa, que pode perdurar toda a existência de quem fica. Nos agarramos em fé e credos de que um dia poderemos reencontrar o ente amado em algum outro lugar. 

Tenho assistido diversos documentários sobre a vida, sobre os seres que podem ter sido nossos ancestrais, sobre o que estamos fazendo aqui. O homem vive buscando entender e não sei se alguns já não tem a resposta. Mas a questão não é essa aqui. E sim, a dor... a dura dor do adeus.

Talvez seja mais reconfortante saber que, ao termos tido a oportunidade de vida com tal pessoa, pudemos saboreá-la da melhor forma possível, rindo, fazendo coisas juntas, aprendendo e ensinando ou vivendo intensamente com ela, amando-a.

A dor maior, quem sabe, possa vir do próprio desconforto em culpar-nos por não ter feito coisas que poderiam beneficiar tal pessoa, observá-la mais feliz, ajudar no momento certo e encarar todos os problemas com paciência e amorosidade.

Todas as pessoas foram maravilhosas, depois que fazem a viagem. Ouço sempre tais palavras. As pessoas dizem isso por sentir realmente, ou porque se sentem culpadas e querem o alívio imediato, acometidas pelo sentimento de remorso?

A dor do adeus para quem ama de verdade é terrível. Alguns nem conseguem superar, caindo em doenças ou até a morte. Outros buscam ferramentas como compensação para tudo que podiam ter feito, mas nunca imaginaram fazer. Nesta hora entendemos que precisava acontecer algo muito grave para que pessoas se unissem, voltassem a se falar ou se fortalecessem em atitudes humanitárias para o bem comum. Por que somos assim? Por que simplesmente esperamos? 

A dor do adeus pode ser realmente doída, mas talvez sirva para que nós, humanos cheios de orgulho, aprendamos que não somos nada, a não ser energia que tem hora para se dissipar. Portanto, aproveite enquanto conseguimos entender: abrace, sinta, observe, ajude, leve amor e alegria, seja companheiro, dê seu melhor. Talvez isso baste para que você simplesmente abra mão do egoísmo de não querer que  chegue a hora de quem ama. Conforme o caso, depois, o melhor a fazer é guardar essa pessoa longe dos olhos e dentro do coração. Pelo menos por enquanto... não sabemos como é dali para frente!


NAMASTÊ

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O CANTO DO SABIÁ

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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A brisa leve, o sol intenso e uma melodia que enternece o espírito!
Mesmo com chuva eles não deixam de cantar.
Você já parou para ouvir o canto profundo e gogolátrico do sabiá?
O significado que aquelas notas vindas do peito tem para sua vida?

Definindo o início da primavera e o horário de verão, esse pássaro, acostumado a dar espetáculo no silêncio e vazio da madrugada, apenas quer anunciar que está feliz. Que está pronto para recomeçar um novo dia.

Muitas vezes acordo com seu canto alto e agudo, quando pousam próximo ao meu quarto. E, na escuridão e silêncio, com fundo musical, penso na minha vida. 

Não sei como tem pessoas que não se sensibilizam com o canto dos pássaros. Se analisassem a vida de maneira mais leve, notariam o quanto a natureza é bela!

Quando os outros pássaros começam seu canto, mais parecido com sons repetitivos, o sabiá se cala. Gosta de ser único ou será que os outros respeitam a majestade?

Quisera entender profundamente o significado de cada ser e seu trabalho na natureza. Porque é fantástica a ligação física e espiritual que temos. A sinfonia natural de sons, o que querem dizer e para quem ou por que em determinado momento. 

Sou assim mesmo, ligada demais à natureza, observando, sentindo e muitas vezes tentando uma comunicação mais espiritual. Faz bem, deixa-me calma e com o pensamento mais sereno.

O sabiá parece cantar em horários pré-estipulados. Será um canto galanteador ou apenas a expansão de sua felicidade? Não importa! O que vale é o momento que nos damos conta de tal canção. Pode ser que ela nos tire da tristeza, de um pesadelo ou que apenas venha nos comunicar sua gratidão.

Antes de atirar uma pedra nele porque não consegue dormir, entre na sinfonia. Deixe-se levar pela beleza. Não dura muito, apenas o suficiente para você descobrir que pode contar com a graça de estar em um mundo que ainda canta o sabiá.


NAMASTÊ



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

HERANÇAS

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Enquanto mexia nos meus vasinhos, tentando deixá-los mais bonitos e organizados, a lembrança de minha oma veio em meu coração. Quando criança, não entendia por que num calor insuportável e em pleno sol, ela escolhia carpir o mato ao redor da casa de praia, ao invés de participar do banho de mar.
Lembrei com carinho da pele branquinha, mas já avermelhada embaixo do  largo chapéu de palha que usava. Naquela época pensava que aquele trabalho era terrível.

Recordei também da entrada da casa da minha outra vó, cheia de vasinhos e flores lindas, todos perfeitamente cuidados pela menina do dedo verde que ela era.

Não imaginava que eu teria os mesmos gostos, de mexer na terra, de plantar, ajeitar meu jardim. É tão gratificante, tão energizante e nos faz tão bem! E comecei a pensar sobre as heranças que trazemos em nós do comportamento de outrora, de nossos familiares. Claro que elas tanto podem ser boas, como ruins, mas quero me ater somente no que faz bem.

Nossos antepassados tinham manias, características e sentimentos que, ao longo dos anos, vamos percebendo que também temos. A conexão com eles se faz na herança de idéias e maneiras de ser. Você já parou para analisar o quanto é parecido com seus avós, tataravós e quem sabe, por antepassados mais longínquos? Vale a pena pesquisar.

Aquele gosto pela música, por determinado instrumento, por tarefas diferentes, por pesquisas, por cozinhar, pelas tarefas domésticas, pela espiritualidade, por construção e tantas outras coisas que, do nada, surgem dentro de nós de forma intensa e de gostos acentuados.

A questão é que, além da herança genética, carregamos no inconsciente familiar a vida de nossos antepassados, que desabrocha em nós inexplicavelmente.

Por estas, devemos perceber a responsabilidade que temos ao transferir nossa imagem para os que nascem depois. Eles nos observam e começam a dar sinais de que estão se conectando a nós quando gostam de estar por perto e ajudar. 

Lembrei-me agora do quanto eu perturbava meu avô quando ele fazia consertos em casa, construções e calçadas. Acordava cedo só para ir ajudá-lo. E ele permitia, com toda sua paciência, ensinando-me a passar cimento no chão, enquanto ele colocava os ladrilhos. Hoje, quando preciso fazer algo, normalmente tento sozinha, seja elétrica ou consertos. Acho que isso tudo faz com que saibamos que somos capazes, se nos esforçarmos.

E, da mesma forma que minha filha briga hoje comigo por viver oferecendo guloseimas para as netas, minha mãe ficava brava quando ao chegarmos na casa do opa, ele vinha com uma grande gaveta de pirulitos e doces, só para ver nossos vestidos brancos engomados ficarem todos pingadinhos. Acho que o intuito mesmo era sentir o que sinto hoje: ver os rostos de felicidade e alegria.

Existem heranças emocionais também, pois sei que o amor que tenho pelas minhas netas hoje, me foi transmitido em grande escala pelos meus avós. A amizade, o bate papo carinhoso, o jeito de ensinar na cozinha, tudo tem um ar tão maravilhoso de eternização.

Se achamos que só temos responsabilidade com nossos filhos, estamos completamente errados. Não são só eles que nos observam e levam consigo tanto nosso lado construtivo, quanto destrutivo. Por isso, nossas atitudes têm implicações nas vidas futuras. Somos como espelhos para nossos descendentes, ainda mais quando a empatia é muito mais intensa. 

Sejamos sol, brilhando em nossas atitudes e palavras, pois só assim deixaremos um mundo melhor e mais iluminado.

NAMASTÊ

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

DESCOBRINDO SEU CORPO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Resolvi escrever sobre este tema porque, já com certa idade, percebo cada vez mais meu corpo. E quero com isso, ajudar algumas pessoas que sofrem com desequilíbrios corporais.

Desde a adolescência fui interessada em cuidados na alimentação. Vivia em regimes quando me sentia gordinha. Não deixava de comer o que gostava, mas se me percebia mais cheinha, já cortava algumas gordices. Apesar de ter uma mãe que enche a mesa de comida, sem ter a preocupação nos preparos gordurosos, quando me via fora do meu bem estar, diminuía as comidas.

Casei jovem, tive dois filhos e o corpo muda, principalmente se não temos nem dinheiro, nem tempo, nem tanta necessidade (já que minha vida não gira em torno da minha beleza) para vivermos em academias, centros de estética e cirurgias plásticas. Mas no que conseguia, sempre estava em uma natação, numa musculação ou caminhando muito durante as férias, na praia. Não sou do tipo que fica parada, gosto de me movimentar.

Confesso que sempre fui meio neurótica com a gordura do corpo e hoje, vendo minhas fotos de 20 anos atrás percebo que não dava valor suficiente para o belo corpo que tinha. Mas o tempo vai passando e, com a idade, vamos aprendendo e percebendo tantas coisas. E hoje enxergo melhor, apesar de ainda ter minhas neuras, como meu corpo se comporta. Claro que o metabolismo muda e a gente se acomoda um pouco, mas se quer viver melhor, sem estar sempre em médicos, deve se observar.

Com a vinda das comidas mais naturais e programas de vida saudável que emergiram de todos os buracos do planeta, a gente vai ampliando o leque de cuidados e por que não dizer dúvidas e medos.

Sou terapeuta holística e leio bastante sobre comidas, corpo e como ser sã, num corpo são. E posso dizer que mudei muito minha alimentação. Mas isso não emagrece, não se iluda. A não ser que coma alface todo dia a todo momento, e só isso (exagerando). O que muda é a reação do corpo quando você diminui a quantidade ou deixa de comer certas coisas e, de repente, você volta no tempo. O corpo responde com inchaços e dores.

Enfim, quero chegar no ponto de dizer que, quando se muda a alimentação, cuidando mais não só do que se come, mas da quantidade que ingerimos, o corpo reage de forma incrível. Aquela fome ansiosa diminui muito e, com o tempo, percebemos que exageros só nos fazem mal, causando dores intestinais, gases, constipação, azias, sem comentar sobre alergias e dores nos ossos.

Era chocólatra e agora, se sinto vontade, como a quantidade suficiente para me alegrar. Não deixei de comer alimentos considerados assassinos. Quando tenho muita vontade, eu a mato. Mas, só para terem uma idéia, eu comia de duas a quatro pizzas no mês. Este ano, comi duas. Sanduíches americanos, acho que fui uma vez com minhas netas. Sou louca por saladas e comidas vegetarianas. Elas sustentam sim e nos sentimos tão bem depois.

Quando você se sente deprimido e não gosta do que vê no espelho e na própria alma, tem que começar a ter atitudes positivas para com você mesmo. Ficar esperando e guardando dinheiro para cirurgias não é a saída. A saída é você mudar a maneira como encara seu próprio corpo. Se a ansiedade te faz comer, uma boa opção é preencher seu tempo com afazeres. Leia, escreva, costure, pinte, varra, vá dar uma volta na quadra, catar frutas, sei lá. Faça algo que não dê tempo de só pensar em comida. Quando perceber, além de se exercitar, já estará realmente na hora de comer de novo.

O corpo é um mecanismo incrível e precisa da comida física, mas a mente e a alma precisam da comida espiritual, então use táticas para saciar sua fome física, mental e espiritual. Talvez esse seja realmente o segredo: o equilíbrio entre as partes. Ser feliz, entender sua vida, construir formas de entender a si mesmo, não se deixar afetar por rabugices ou humores dos outros podem ser ferramentas que ajudem a nos livrar de ansiedades e frustrações que acabam nos remetendo a comer, pois de alguma forma isso "preenche" nosso vazio.

A questão aqui não é ser magro ou gordo, mas entender o corpo, o que ele precisa para não termos dores e queixas. Faça testes na alimentação e mude seus hábitos sedentários e perceberá que seu corpo responderá com vitalidade. Se seu estômago vive inchado ou queimando, se tem dores de cabeça, se a coluna sofre, se as pernas doem à noite, talvez consiga mudanças ao descobrir o que realmente você necessita para o próprio corpo e, por que não dizer, para a própria mente.

Quanto às propagandas e comentários sobre corpos esculturais, deixe-os de lado, porque cada pessoa tem a sua beleza e isso não é clichê, é a realidade. Tem pessoas que nasceram para serem lindas, outras para serem simpáticas e outras para serem chatas. Ninguém é ou será igual à foto da perfeição.

Descubra seu corpo, ame você e cuide da mente. Depois me conte as mudanças...O que se precisa é força de vontade e acreditar em si mesmo.


NAMASTÊ
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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

SONHOS IMPULSIONAM

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Sonhar é tema de poesia, pesquisa e sentimentos. Não existe quem não sonhe. Acordado ou dormindo, nos conectamos com um mundo ideal ou dramático, onde nossos desejos são realizados ou para onde não queremos ir.

A questão é: por que sonhamos e o que estas imagens ou pensamentos representam para nossas vidas?

Sonhar acordado é  uma forma de pensamentos elaborados e devaneios. Chegamos a visualizar lugares, pessoas e situações que gostaríamos de estar ou conhecer. Esses sonhos que temos e idealizamos são ferramentas que nos impulsionam a buscar a realização de nossos desejos. Pensamentos são energias e essas energias podem tomar formas, se manifestarmos intenso desejo.

Parece loucura e você deve estar se perguntando: sonho em ser milionário e não consigo! E o que faz para chegar nesta situação? Sonhar significa organizar sua vida de tal forma que essa energia de desejo possa se manifestar através da movimentação de toda energia ao seu redor.

Há pessoas que tem tantos desejos e sonhos que literalmente entopem o canal que os liga ao universo, deixando tudo confuso. Ao mesmo tempo que estão sonhando, estão pensando em outras coisas e os medos começam a surgir de não conseguirem dar conta de todo o processos de suas vidas.

O estresse mental vem dessa onda imensa de milhões de pensamentos ao mesmo tempo, sem dar oportunidade para a vida fluir levemente. Existem pessoas que querem mesmo abraçar todo tipo de situação e oportunidade, preenchendo seu canal de intencionalidade com tanta coisa e informação, que chegará o momento do caos total, estourando em alguma forma de doença.

É sadio sonhar, mas com certas seguranças. Por que preencher a vida de tanta informação? Um dos maiores responsáveis por isso é o medo. Medo de não dar conta, de não ser importante, de não mostrar capacidade, etc.

Os sonhos fazem com que acreditemos que as coisas poderão ser melhores. E acreditar também é uma alavanca para sairmos do estado de letargia.

Devemos sonhar com melhorias na vida, mas precisamos ter consciência de que nem tudo se consegue tão facilmente. Talvez nunca se consiga. O que temos que fazer é parar de nos comparar. Apenas ser o que somos e aceitar nossos limites de forma sadia, porém não acomodada.

Lembrar de viver o dia a dia, ter tempo para existir e co-existir, interagir de forma amorosa e sadia com os que convivem com você, sem a eterna neura de chegar e quando chegar querer ir mais além, faz com que a vida, a saúde e os sentimentos de paz e felicidade sejam mais plenos.

Lembre-se de acordar e agradecer por mais um dia, faça suas coisas com amor, organize seu tempo para seus sonhos e para viver sadiamente com os que estão ao seu lado. As pessoas insatisfeitas costumam ser infelizes e nunca está bom o que elas conseguem. Nem se precisa falar muito do final que as espera. Antes de chegarem nos seus sonhos, acabarão por adoecerem ou morrerem.

Use suas ferramentas para ser feliz, sem estagnação, mas também sem se cobrar demais. Pessoas precisam de você, do seu tempo e carinho, do seu sorriso e da vida que há em você.


NAMASTÊ
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

APRISIONADOS

Autora: Josianne L. Amend (JosiLuA)

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A maior parte de nós é livre. Pode ir e vir. Mas a liberdade física pode não corresponder à emocional. Quantos estão aprisionados em si mesmos? Se formos analisar, as doenças são frutos dessas prisões.  A depressão talvez seja a maior delas, onde vemos a vida em si "sem saída".

Aprisionados estão os que vivem reclamando do agito da vida, mas não a organizam, ou não querem deixar algumas coisas de lado para poderem ter tempo, pura e simplesmente porque acham que não vão dar conta de suprir suas necessidades. Ficam aprisionados nos desejos e obsessões de ter.

Aprisionados estão os que insistem em continuar num amor que só os entristece, que não supre e nem alimenta a vida. Ficam aprisionados no medo e na descrença de que não são suficientemente bons para encontrar alguém melhor.

Aprisionados estão os que ficam anos fazendo o que não gostam, sentados atrás de uma mesa, pura e simplesmente porque acreditam que se não estiverem aceitando aquilo, morrerão de fome. Ficam aprisionados na falta de atitude e no comodismo.

Aprisionados estão os que se infiltram em crenças e religiões que os obriga a fazer coisas que no fundo não gostariam de fazer ou que os faz questionar a vida ao seu redor. Ficam aprisionados nas lavagens cerebrais de ideais absurdos contra a sociedade e sua própria vida.

Aprisionados estão os que vivem em sociedades governamentais egoístas, corruptas e mentirosas. Ficam aprisionados em um mundo de incertezas, fobias e frustrações por não conseguirem exprimir sua verdadeira essência.

Aprisionados estão os que aceitam conviver com pessoas ruins, maldosas, individualistas ou interesseiras, porque tem receio de sair do comodismo. Ficam aprisionados numa vida pacata, sem graça, mas segura financeiramente.

Aprisionados estão os que se deixam manipular através da força verbal ou física, sem tomarem uma atitude de libertar-se desta vida. Ficam aprisionados por falta de coragem, achando que não são merecedores de uma vida digna.

Aprisionados estão os que vivem longos anos ao lado de alguém a quem deixaram de amar, pura e simplesmente para manter as aparências. Ficam aprisionados em suas rotinas e achando seu mundo perfeito.

Enfim, todos nós, de uma uma ou outra forma, acabamos aprisionados por sentimentos que minam nossas vidas, destroem caminhos de sonhos e realizações e desencorajam para uma vida plena.

Alternativas estão em aceitarmos nossas limitações e erros, mas sabendo que devemos procurar ajuda de alguma maneira. Através de terapias, da meditação, de profissionais capacitados a abrir nossos olhos e enfrentar nossos problemas, de buscar o autoconhecimento.

Alguns gostam de viver aprisionados para serem o centro das atenções quando se queixam ou choram. A prisão é tanta que a liberdade os assusta. Infelizmente, queixar-se tornou-se para essas pessoas a bengala.

Mas outros, querem sentir a brisa no rosto, a liberdade pulsando nas veias e a vida a seu comando, seja lá o que isso signifique, E, quando isso acontece, a descoberta é incrível: ou se deixam levar para um mundo novo, muitas vezes mais feliz ou,  por insegurança, preferem voltar para o ninho e ficar observando o mundo, sem voar. Escolhas...


NAMASTÊ