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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

terça-feira, 14 de novembro de 2017

O QUE É O AMOR PARA VOCÊ?

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Esses dias me peguei pensando sobre o amor e comecei a analisar tudo que passei na vida e  sobre o que vejo ao meu redor. E estou certa de que a frase "eu te amo" virou algo fácil de sair da boca, mas sem o real significado e energia que envolve.

Todos ficam esperando ouvir esta frase de alguém e, quando ouvem, não dão o real valor, talvez porque venha como um chavão e não como verdadeiro sentimento. Porque o amor emociona, ele faz chorar e até dói no peito. Quando se olha alguém nos olhos e temos a sensação de que aquela pessoa faz parte de nós de maneira tranquila e absurdamente inexplicável, parece que amamos de verdade.

Tenho presenciado frases soltas e sem nenhuma emoção sobre o amor. Parece que as pessoas estão sendo obrigadas a amar. O amor é sublime, é fácil, é tranquilo. As expectativas que colocamos sobre este sentimento o fazem decantar do coração ao ego. Se não formos amados como queremos, então não somos amados.

Quando conseguimos sentir o amor de verdade, se é que isto é possível neste mundo, parece que não há prisão, não há cobrança, não há confusão em nossas cabeças. Será que o amor por outra pessoa significa que ela estará obrigatoriamente ligada a nós por toda a vida? 

Como alguém pode dizer que ama e faz sofrer? Em que plano mental o amor que sentimos deve estar classificado? Como loucura, como sanidade ou ambos?

Você já se deparou com esta pergunta: o que é o amor para mim? Será que você sabe amar? Ou a única coisa que sabe é cobrar das pessoas atenção e carinho. Talvez o amor seja algo tão fluídico que nossos corpos ainda não tenham a percepção verdadeira para sustentar tal sentimento.

Obviamente, muitas coisas envolvem amar e ser amado. A vida de cada um é um livro de história cheio de suspense, dramas e terror. Mas o fato é que as pessoas estão confundindo o amor com outros diversos sentimentos como admiração, carência e até medo. Se apegam na oportunidade para não ficarem sós no mundo e acham que estão amando. Ou talvez, queiram acreditar e fazer os outros acreditarem nisso.

Fato é que, como humanos, parecemos despreparados para o verdadeiro amor. Sim, existem diversas formas de amor e uma das mais sublimes é a de termos a responsabilidade de uma vida que nasceu de nós. E, mesmo esta, parece já não ser tão intensa para alguns.

Por que será que odiamos alguém, em algum momento e, do nada, podemos amá-lo intensamente? Sabemos que isto acontece quando a raiva surge, mas se algo acontece de inesperado para aquela pessoa, somos os primeiros a correr para salvá-la. Isto seria amor, medo de perder e termos que arcar com nossa própria consciência ou simplesmente um ato mecânico?

Estamos chegando ao final de mais um ano em nossas vidas e neste planeta. E quando olhamos para trás devemos ver mais atos de amor do que de tristeza, raiva, brigas e estupidez. Se isto acontece poderemos ter orgulho de nossas vidas. Porque amar nos faz melhor, no sentido de que nosso coração é fortalecido por uma energia do bem. Mas, como saber se amamos ou se "nos" amamos e queremos toda a atenção do mundo voltada para nós?

Amor seria doação total, subjulgar-se e entregar a própria vida em prol de outra pessoa ou de causas comuns? A dificuldade em se "desenhar" o amor, talvez esteja na forma com que cada um o sente e descreve. Mas é fato que muitos estão enganados e enganando quando abrem suas bocas para dizer eu te amo. Às vezes é preferível só deixar-se sentir o amor pela vida, pelas pessoas, pela estrada à sua frente.

A vida toda somos ensinados que devemos amar, mas ninguém nos ensina que esse amor não precisa ter volta. Apenas ser enviado e sentido, pois quanto mais amor for doado, mais o mundo se enche dessa energia. Somos seres carentes de amor e não sabemos amar se não tiver retorno de alguma forma, seja através do respeito, seja através de atitudes ou de palavras. Somos frágeis demais!

Finalmente, termino este texto de hoje inspirada a aprender mais sobre o amor que recebo das pessoas e tentar fortalecer meu espírito através do amor universal. Colocar expectativa nos outros, esperando que cada um dê o que talvez não tenha é, de alguma forma, uma maneira rude e egoísta de querer que todos sejam o que não podem ou conseguem ser como espírito único e aprendiz.

Afinal, a escala de evolução está dentro de cada um de nós, guardada a séculos e séculos numa energia armazenada em algum lugar, onde algum dia poderemos acessar, responder e sentir a verdadeira essência do amor.

Namastê

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

SUBIDA

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Sabe aquela descida, onde o freio parece falho,
onde o vento balança o galho,
que não sabemos onde vai parar,
nem percebemos o tempo passar...?

Ela tem fim, ela acaba no momento oportuno,
quando pensamos que nada mais nos resta.
Ela tem fim, seja na lama ou na cama,
seja no barro ou em algo bizarro.

E tudo que nos resta é subir e a subida é viciante.
O problema é o vício, que acaba com a ternura,
de quem não sabe ganhar ou receber a sorte.
Nada pior que perder o mais sagrado em nós,
transferindo o sentimento do coração para o ego.

Mas essa subida pode ser cansativa ou leve,
depende de como se encara, se respira e se observa.
Uns alcançam a chegada quase sem vida,
outros, com a tática certa, a fazem destemida.

Estamos todos no topo ou no poço.
É o momento da vida em ondas contínuas.
Todo aprendizado no caminho é perfeito,
se abrimos a mente e ouvimos o som do universo,
no ritmo certo e sem preconceito.

A subida pode ser apenas o que se sonha ou espera.
Pode ser a hora certa que nos tira do sufoco.
Mas pode ser o inesperado momento de nos tornarmos apenas um esboço,
e voltarmos...

NAMASTÊ

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O CORAÇÃO SE ACALMA

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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O cheiro do mar, a brisa quente e plácida,
o barulho da cachoeira e os respingos dela em mim.
Passo a passo percebo paz em minh'alma
e o coração se acalma.

Caminhar na mata, ouvir multi sons,
perceber a folha amarela cair em ritmo circular.
O raio de sol entre as árvores ilumina a palma
e, o coração se acalma.

O entra e sai da minha consciência,
me afasta de um mundo negro e insensato.
Quero tanto a paz, quero tanto amar,
mas me sinto no anonimato.

Esfarela-se pouco a pouco meu coração,
já não tem mais o brilho de outrora.
Mas a natureza sábia e encantadora,
trabalha em mim e, o coração se acalma.

Tanto espaço para ser feliz, 
e tudo se resume em quatro paredes.
Quero afastar sentimentos lúgrubres,
espairecer pensamentos em redes.

Quem realmente sou e o que faço aqui?
Fecho os olhos, mentalizo o nada e amorteço.
Não há muito a se preocupar, só viver.
Alguém em meu ouvido sussurra: isto é só o começo!


NAMASTÊ



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

O PASSADO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Hoje, ao conversar com uma colega de trabalho, começamos a falar de acontecimentos passados de nossas vidas. E comecei a lembrar de coisas que, sinceramente, gostaria de nunca mais lembrar. Mas elas vieram à tona. E a energia que surge nessa hora é de buscar informações que não fazem mais parte de nossos arquivos conscientes.

Acontece que os arquivos permanecem muito claros em mensagens enviadas e recebidas na web. Longe de entrar em detalhes sobre o quanto me decepcionei com pessoas de minha vida e com as atitudes que jamais esperaria delas, o que nos sobra é entender o por que de tais atitudes. Se são devido à inveja, a causas de vidas passadas, por acharem que suas "boas atitudes" não fazem mal algum ou simplesmente pela maldade de algumas almas. Existem pessoas que precisam desesperadamente de credibilidade e outras de acreditar em alguém. Prato feito quando se encontram.

Isso realmente nos afeta "de novo". Mesmo tendo perdoado e até esquecido os fatos, voltar ao passado é extenuante e frustrante demais. Cometemos erros também, é claro! A vida nos faz enxergar o quanto somos pequenos, somos orgulhosos, somos inconsequentes com os diversos setores que temos que lidar. Li alguns emails e tive vontade de me castigar por ser tão idiota naquela época. Percebi o quanto nos deixamos afastar da razão quando estamos com o coração partido ou fragilizados por qualquer coisa. Abrimos a guarda e deixamos invasores intrometidos se apoderar de nossas vidas. Esses invasores normalmente não sabem o que fazer com a própria vida, mas amam dar palpites na dos outros.

Ler e relembrar palavras me fizeram ter tantos sentimentos, que começo a pensar no passado como um filme de castigo. Por mais que tenhamos tido momentos felizes, bons e construtivos, também existiram os de dor, desespero e desamor. E é mais sobre estes últimos a que me refiro. Afinal, o que nos desequilibra é o que desperta maus sentimentos.

Comecei a me perguntar quem são as pessoas que passam em nossas vidas e o que elas realmente pretendem com suas palavras, atitudes e intromissões. A conclusão é uma só: fazer com que alguém sofra mais do que elas mesmas. Tem pessoas que são verdadeiros vampiros energéticos, dispostas a saborear o sofrimento de outras. Feito isso, elas começam a viver num mundo fantástico, onde suas vidas são perfeitas, seus lares lindos, suas relações magníficas. Até que caem da cama, acordam e resolvem vampirizar novamente, tentando achar quem atacar.

Olhando para nosso passado, podemos enxergar pessoas e situações em que nos encontramos desse jeito. Daí vem a busca por diversas crenças, religiões, seitas e tudo que puder limpar e ajudar a nos afastar destes vampiros e almas que se acham benfeitoras. Se cada um cuidasse mais de suas vidas, de suas casas, de seus relacionamentos, sem se envolver no dos outros, seria tudo bem melhor e perfeito. Muitas pessoas são destruídas por outras. Muitas tem destinos cortados e relacionamentos desfeitos por fofocas, intromissões e amigos da onça.

Claro que tudo isso não está somente no passado, mas acontece hoje, aqui e agora e acontecerá sempre. Pois nós, seres humanos, estamos longe de atingir o nível de racionalidade espiritual que realmente pode ajudar, sem pensar (no íntimo) em nós mesmos ganhando títulos como o de pessoa caridosa e gentil.

O passado fica marcado em algum lugar e um dia ressurge. E vem com tristeza, mágoas e ressentimentos, mas também fortalece e ensina a termos mais cuidado com as pessoas ao nosso redor e para quem entregamos amor e confidências. 

Quanto mais o tempo passa, mais aprendemos a nos distanciar, calar e silenciar. A pensar melhor antes de nos abrir com alguém, a olhar amigos com olhos de lince e farejar os que vem bisbilhotar nossas vidas com a desculpa de querer ajudar. E, ao relembrar o passado, isso se fortalece ainda mais. Abre mais uma vez nossos olhos.

Talvez hoje não tenhamos as mesmas atitudes que outrora, a mesma resignação ou paciência. Talvez hoje tenhamos outras maneiras de agir. A questão é que andamos sempre na corda-bamba, prontos a desmoronar para um dos lados: o de ser melhor ou de agir como animal. Cada um acredita no que seu espelho diário faz questão de dizer sobre si mesmo. Mas nunca tem coragem de ver através de seus próprios olhos.

Namastê

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

OS QUE FICAM NAS COXIAS

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)


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Tem vezes que a vida nos pede para silenciar apenas. Percebemos que não estamos atuando como a platéia apreciaria, os aplausos diminuem e apenas notamos que a energia não é a mesma para exibições e performances teatrais. Então, apenas deixar seguir é o melhor que podemos fazer.

A solidão é para os fortes, para aqueles que simplesmente não se importam. Mas estar sozinho num mundo tão grandioso é às vezes, entediante. Precisamos externar sentimentos, precisamos ouvir opiniões para que o cérebro volte a pensar, a analisar, a construir possibilidades.

Mesmo estando no centro do palco, aqueles que deveriam se importar conosco, nossa platéia, não comparece ou está alheia ao que interpretamos. Nossa atuação parece fraca, por mais esforçada e calorosa que tentamos encenar. Mas a platéia parece interessada em outros assuntos, mesmo estando ali, na sua frente. Isso é frustrante!


Resolvemos então encerrar a peça e nos recolher à coxia. E é justamente ali que aparecem, no meio da escuridão, vozes que não reconhecemos, pessoas inéditas com paciência e energia suficiente para nos olhar, nos enxergar, nos ouvir. Aparecem do nada, em um encontro casual na frutaria, no supermercado, na sala do médico. Conversam atentas ao telefone, quando a conversa profissional, acaba por desviar para um lado mais pessoal. Pessoas se encontram na necessidade de falar, de serem ouvidas.

Talvez jamais venhamos a conhecê-las profundamente ou até mesmo visualizar tal pessoa. Mas ela veio na hora certa. Pode ter deixado até aquele abraço que você, faz tempo, espera de tantas outras pessoas que se dizem amigos e familiares. Onde andará a sensibilidade? 

Os que ficam nas coxias, com certeza são enviados divinos. Não podemos nos apegar a eles, mas nos trazem a paz e o conforto que precisávamos em determinada hora. Eles, provavelmente, são os anjos que nos guardam, são os que nos fortalecem e não nos deixam sucumbir no meio da jornada.

Nós também somos da coxia para alguma pessoa em algum momento. Quem já não deitou a mão no ombro de alguém e o consolou, sem ao menos saber exatamente de sua vida? E aquela conversa ao telefone que alguém simplesmente começa a falar de um problema, tirando o foco da venda que tem que fazer? Se estamos na energia da coxia, ouvimos pacientes e sentimos o calor humano. Mas, se nosso momento é ser platéia, talvez achemos uma desculpa para desligar o telefone.

Os que ficam nas coxias parecem estar atentos ao espetáculo de nossas vidas, pois em algum momento precisam nos ajudar a não desistir de nosso próprio teatro. Talvez Deus os toque e na sua Infinita Luz, eles aparecem e nos salvam da solidão, da tristeza e da dor que sentimos. E nos fazem rir e nos sentir amados de alguma forma. 

Normalmente, os que se afastam da rotina, os que viajam muito, os que buscam sempre estar conhecendo lugares, também conhecem os "das coxias" com mais frequência. E sabem bem do que falo, pois estar sozinho não significa solidão. Devemos ser gratos a essas pessoas maravilhosas que nos surpreendem com seus gestos de bondade, sorrisos e atenção. 

O que nos faz continuar com força e fé são essas pessoas pois, se fôssemos nos importar com o desdém da platéia, jamais buscaríamos outros palcos para apresentar nossa peça. Sempre haverá um novo tempo que trará pessoas especiais, momentos únicos e pelo menos, o aplauso de alguém que, sem dúvida, pode ser nosso maior salvador.

Namastê

terça-feira, 17 de outubro de 2017

UMA JANELA SE ABRIU

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Ao acordar, logo penso no que farei e em como resolver minha vida. 
Neste momento, uma janela se abre em minha mente e me diz " bom dia"!

Levanto, jogando as cobertas de lado, espreguiço um pouco o corpo e meio cambaleando de sono penso que é mais um dia. E uma janela se abre novamente em minha mente dizendo "mais uma oportunidade de vencer, de resolver, de tentar"!

Tomo um banho morno deixando a água escorrer pelo rosto e nuca, quase esquecendo do tempo. O banheiro abafado e enevoado me fazem abrir a janela, não só do recinto, mas da minha mente. E percebo que meu corpo está são.

Sigo em direção à cozinha, coloco a chaleira de água no fogo e reclamo o esquecimento de ter comprado pão. Resolvo abrir a janela da cozinha e um pensamento vem, me fazendo abrir o armário. Trigo, ovos, fermento, leite e um delicioso bolinho de chuva cheiroso é iniciado. O cheiro da canela é melhor que qualquer pão com manteiga.

Inicio minha refeição matinal que apesar de saborosa não me tira o foco dos problemas que preciso resolver e das pessoas chatas que preciso enfrentar. Imediatamente, uma janela se abre em minha mente ao perceber o cheiro da canela em minhas mãos e meu coração me pede paciência pois o dia está apenas começando e preciso focar no meu poder de ação.

Tomo meu rumo em direção ao trabalho, à vida, a um novo e inesperado dia. Dia frio, cidade fria, úmida. Garoa. Meu cabelo vai espetar. Esqueci o guarda-chuva. A irritação começa a tomar conta de mim. Na caminhada percebo o sol tentando sair por detrás das nuvens, causando um quadro interessante no céu. Raios e buracos de luz me fazem lembrar de Deus. Uma janela se abriu no céu para me dizer o quão interessante e linda é a vida, mesmo com frios e garoas. E sorrio com o coração.

Ao chegar para mais um dia de trabalho, meu bom dia é baixo e sem entusiasmo. Sento-me na escrivaninha, abro gavetas e penso na rotina. Ao abrir o computador uma linda imagem aparece com a seguinte frase: " Que tal imaginar-se num lugar como este e relaxar?" Fico alguns segundos visualizando a tal imagem e respiro profundamente fechando os olhos. Uma janela se abriu em minha mente e entrei para um mundo de paz e amor. Olhei ao meu redor e percebi que devia estar ali para colaborar de alguma forma com minhas tarefas e aprendizados. Pois isso fazia o mundo girar e eu participar disto. E me senti viva e útil.

O dia seguiu tranquilo, as pessoas estressadas, insatisfeitas, rudes, engraçadas, melodramáticas. Eu observava tudo lembrando das janelas que se abriram para mim e que eu simplesmente aceitei. Cansada, volto ao lar com a sensação de dever cumprido. Levo junto energias de todos, inclusive de seus pensamentos. Ao adentrar a porta, cheiro de incenso misturado ao de canela. Gostoso! Lembrei-me de ser grata pela segurança do lar e por mais uma batalha vencida. Tomo um banho de ervas para limpeza espiritual e mental. 

Visto roupa leve, sento-me nas almofadas, música relaxante, fecho os olhos e medito. Respiração consciente. Momentos de quietude me fazem flutuar e enxergar coisas que nem imaginava existir. Sinto paz. Uma janela, aos poucos, vai se abrindo em minha frente e nela faço questão de me apoiar. Visualizo ondas de energia, caminhos de luz. E percebo que nada começa, nem termina, apenas continua. Continua como uma corrida de bastão, onde cada corredor entrega o bastão para que o próximo persiga sua meta.

Ao levantar, estico as pernas e braços, bocejo. O sono vem. A mente já não funciona igual. Ao deitar-me, uma janela se abriu novamente. E me chama para entrar no mundo dos sonhos. E eu, totalmente esgotada, sem conseguir manter os olhos abertos, deixo-me envolver pela bruma e vou, mais uma vez, iniciar a jornada.

Namastê

" Cada pessoa tem sua vida escrita por diversas fontes e histórias. Seus acontecimentos diários podem diversificar. Mas as janelas se abrem para todos. Basta que estejamos atentos e aproveitemos a melhor paisagem para nós oferecida"!

JosiLuA



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

ORAÇÃO PARA AS DOENÇAS

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Pai de Infinita Bondade,
estou cansada, meu corpo não é mais o mesmo. O que tomou conta de mim talvez seja porque não me cuidei o suficiente e peço seu perdão. Esse sofrimento e dor que sinto agora me faz pensar melhor em toda a minha vida. Sei que me excedi de alguma forma, seja por exigir demais do meu aparelho, seja porque não respeitei o que sabia ser o correto para uma vida mais sadia.

Agora estou necessitando de energia e força e venho a Vós pedir que eu possa ao menos suportar e entender tudo. Esta caminhada não está sendo fácil, é exaustiva, irritante e, muitas vezes, quero desistir. E só por isso peço perdão! Quero estar cada vez mais ciente de que preciso ter fé e enxergar as possíveis e diversas alternativas que o Senhor coloca em meu caminho.

Que Teu Filho Jesus possa colocar suas mãos sobre mim e me curar, pois eu solicito isso com grande humildade. Aceito a manifestação dessa energia em mim, agora!

Sim, Pai, errei! Peguei atalhos, caminhos obscuros. Fui rebelde, arrogante, injusto e sem paciência. Não parei para analisar, muitas vezes fiz sofrer ou deixei-me sofrer por coisas que não necessitava. Exagerei. Por não buscar Teu auxílio, caí no desespero e fiz meu corpo sofrer, meus órgãos se estressarem. Deixei-me desamparar no amor, não tive respeito por mim mesmo. Meu orgulho me conduziu em um mar de tristezas e insatisfações.

Sei que tudo isso, aos poucos, vão bloqueando nossas energias e nos causando dores, males. Somos arrogantes, achando que nossa força pode tudo. Mas nosso corpo é sensível, é ligado a energias que vão se dissipando, conforme o que pensamos, fazemos e agimos.

Mas te peço, meu Pai que olhes por mim, que me ajude nesta hora de sacrifício e dor. Que não me abandones, que Sua mão possa estar sobre minha cabeça neste momento, enviando-me Tua luz, paz, energia e força. Permita-me banhar-me na Tua essência Divina e resgatar, senão minha saúde, ao menos a compreensão a tudo isso.

Faça-me ser melhor, Pai! Quero poder reajustar meu equilíbrio e minha capacidade de amar a mim mesmo e à vida que me forneceu. E que, mesmo estando e sentindo a dor, eu consiga entender o que preciso entender, para que minha alma se fortaleça em tamanha proporção, criando no meu corpo físico a condição necessária para suportar a vida que ainda resta para mim na Terra.

Abençoa-me meu Deus em nome de Teu filho Jesus e da mãe Maria! Que a partir de hoje, possa sentir que Tua presença é constante dentro de mim, aliviando-me e recondicionando meu corpo, espírito e alma. Que assim seja, assim é!

Amém

Namastê

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

JÁ NÃO ME IMPORTO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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É interessante como a vida nos faz saborear a fruta no momento exato. Precisamos passar por todo um ciclo para entender o por que das atitudes, dos pensamentos, das idéias. Sem desmerecer a loucura e os insanamente deturpados, os que adoram contrariar tudo e os que pensam (só pensam) que tudo que fazem e falam é o correto, pois eles fazem parte do aprendizado de todos nós, a vida é um ciclo de instruções e nossa mente e corpo vão se adaptando a tudo isso.

Eu não sei mensurar qual é a metade da vida e acredito que depende de cada existência. Uns vão longe, outros ficam na primeira curva. A questão é que parece ter a ver com missão ou fatalidade mesmo.

Se a vida fosse marcada em cem anos, eu já passei da metade dela, então muitas coisas aprendi, deixei de lado, incorporei na minha alma ou deixei passar. Posso olhar para trás e ver o quanto me importava com coisas que não podia resolver, com pessoas que não se importavam com nossa amizade, com meu carinho ou com o que eu poderia ser para elas.

Não sei se é a maneira que decidi viver a minha vida, as escolhas que tive com relação aos cuidados, não só do meu corpo, mas principalmente da minha alma que me fazem enxergar que eu simplesmente já não me importo mais com muitas coisas. Fui desesperadamente preocupada com problemas dos outros que gostaria de resolver e não podia, pois essas pessoas não queriam resolver, não estava no seu tempo ou simplesmente não atingiram a maturidade suficiente para entender.

A questão não é exatamente "não se importar", mas como se importar. Acredito que os problemas surgem em nossas vidas para que possamos transmutá-los em sabedoria. São como flechas prontas para atingir o alvo chamado aprendizado. Quanto mais centrados vamos ficando, menos vamos dando proporções aos acontecimentos. Não significa frieza, mas consenso, purificação, entendimento.

Costumava achar que as pessoas me usavam, me enganavam, não me amavam. Talvez até acontecesse isso e me destruía. Até que conheci a meditação, buscando o conhecimento em livros, religiões e estudos. Aos poucos percebi mudanças incríveis, mas ainda sutis. Hoje, já conto com vinte anos de entrega espiritual que mudou a minha maneira de sofrer na Terra. Sofro, mas com mais consciência. Choro, mas com lágrimas de purificação. E realmente, já não me importo com certas maldades, atitudes e palavras contra a minha pessoa. Não ligo se estou sendo elogiada, mas ligo se estou sendo feliz e tenho equilíbrio onde quer que me encontre.

Já não me importo se as pessoas apreciam meu trabalho, pois entendi que o que faço é para o bem, para a cura e sou simplesmente um canal. Se acreditam ou não, não me importo. Me importo com os resultados e com o sorriso no rosto de quem saiu feliz de um atendimento. Me importo com abraços, com o carinho e com meu dever cumprido.

Também não me importa se acreditam ou não em minhas palavras ou no meu jeito de ser. Você tem todo direito de discordar e de seguir um caminho totalmente diferente, conforme o que acredita e busca para sua estada na Terra. Sinto que ser diferente ou seguir um rumo meio solitário te faz distanciar de pessoas e acontecimentos. A pouco tempo, me importava. Hoje, entendo que os que se afastam e não te querem no seu círculo de amigos, simplesmente não tem nada a acrescentar ou a ver com você. E, se não tem, porque estar com eles?

A experiência vai mostrando formas de lidar com apegos, com opiniões, com a maneira de alguns de ser e tratar outros. Não sei se é um cansaço de um mundo tolo, cheio de futilidades e baboseiras, mas mudamos a forma de pensar e agir. Já não me importo com tantas coisinhas, que fizeram de mim alguém melhor, mais saudável e menos dramática. Saio à francesa de discussões calorosas, de egocentrismos sem limites, de reuniões barulhentas que não me façam rir ou me sentir feliz. E já não me importo de ser assim ou de causar dúvidas e desconfortos. Cada um tem que resolver seus próprios julgamentos.

Hoje sinto paz, que é o que sempre busquei, sinto tranquilidade mental, que é remédio para o mundo de hoje, sinto a fé ampliada e os sentidos cada vez mais atentos. Demorei este tempo da minha vida para chegar nisso. Talvez você não chegue, ou demore mais. Talvez já esteja nisso faz tempo. A questão é que cada um tem algo a percorrer e a descobrir em si mesmo.

Faça com que sua vida seja, não o que os outros querem de você, mas o que você pretende se transformar, para que algo tenha realmente sentido.

NAMASTÊ


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

CADA UM DE NÓS

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Cada um de nós morre de medo, morre de dor, morre de saudades,
Cada um de nós morre de aflição, morre de fome, morre de tristeza.
Mas cada um de nós também morre de amor, morre de rir, morre de alegria.
Cada um de nós morre de orgulho, morre de emoção, morre de satisfação.

Cada um de nós vive preocupado, vive acompanhado, vive cantando.
Cada um de nós vive aborrecido, vive de mau humor, vive querendo mais.

Cada um de nós tem que viver com surpresas no amor, na saúde, no trabalho.
Cada um de nós não sabe bem o que fazer, o que falar ou o que comprar.

Cada um de nós sente, renasce, se levanta ou cai.
Cada um de nós não sabe, não entende ou não tem noção alguma.

Cada um de nós quer ajuda e ser ajudado, quer amar e ser amado.
Cada um de nós luta e perde, apanha e surra, ajoelha e reza.

Cada um de nós busca o melhor para sua vida, atropela quem não merece.
Cada um de nós fala na hora errada, se envolve com a pessoa errada e se transforma no momento errado.

Cada um de nós pára na beira do abismo ou pula nele. 
Cada um de nós sabe dar valor à sua vida, mas não à vida do outro.

Cada um de nós tem segredos e os carrega por toda uma vida.
Cada um de nós finge não ser solitário e veste máscaras de felicidade.

Cada um de nós é louco, é insano, é doente mental.
Cada um de nós julga, incomoda e é injusto.

Cada um de nós quer dirigir a vida do outro, sem saber qual o caminho da sua.
Então, cada um de nós deveria pensar melhor, agir melhor e fazer melhor,
para que cada um de nós pudesse ser um todo harmonioso.

NAMASTÊ


terça-feira, 26 de setembro de 2017

DE PERNAS PARA O AR

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Não sei de onde saiu a expressão "de pernas para o ar", mas quem a usou pela primeira vez deve ter pensado em algo totalmente bagunçado, sem estrutura, sem organização. De repente, o mundo está assim. Nem é bom estar a par dos acontecimentos se pretendemos viver o dia a dia de nossas vidas. Mas como estamos constantemente conectados, já que o mundo de hoje e a tecnologia existente fez com que ficássemos assim, é difícil não saber de nada.

Me pergunto o que está acontecendo com o homem, que ao invés de se preocupar com um mundo melhor, se preocupa em ter fama e causar medo. Vejo pessoas debochando de profecias, rindo da miséria alheia, engolindo dinheiro ao invés de comida e preocupada com o jardim do vizinho o tempo todo. Minha preocupação é com os descendentes e o mundo que receberão (ou não) em suas mãos.

Dois homens malévolos jogando pedrinhas um no outro, brincando de superpoderosos e querendo provar que podem destruir o mundo num piscar de olhos. Outros, voltando no tempo e se achando na época do faroeste, tentando provar virilidade e estupidez ao mesmo tempo. Outros ainda, comprando calças com bolsos mais largos para enfiar nelas todo o dinheiro necessário para, quem sabe, terem o melhor mausoléu quando morrerem. Porque talvez eles achem que vão levar tudo para algum outro lugar onde possam utilizar.

Estamos vivenciando governantes e políticos de pernas para o ar e mal sabem eles, que desse jeito vão excretar em suas próprias cabeças e comer sua própria sujeira. É interessante ver alguns com as mãos para trás e dormindo enclausurados. Infelizmente eles procriam. E o conserto da humanidade está dentro deles e não em como são tratados. E, se estão ou são podres, nem para suco servem mais.

Se olhássemos a Terra do alto, o que acham que veríamos mais: pernas ou cabeças? Graças a Deus ainda tem muitas cabeças e com pensamentos corretos e do bem. Pessoas que buscam melhorar a si mesmas, pois só assim podem ajudar outras. Infelizmente os "de pernas para o ar" também estão no caminho dessas e o choque entre eles às vezes é inevitável. Não quero dizer que o mal está vencendo o bem, porque não acredito nisso. Nem sabemos o real propósito de algumas pessoas saírem de cena e deixarem outras.

Analisando a atual situação mundial, as crises em diversas partes do mundo parecem estar testando quem é quem. Que melhor momento para que todos mostrem o que tem dentro de si, senão o do medo, da frustração e da ansiedade? Trabalhar com nossas sombras é temer o que de pior pode sair de dentro de nós. 

Por isso tanto se fala em autoconhecimento, em equilíbrio, em meditação e busca interior. Pessoas que o tempo todo só pensam em dinheiro, não tem como livrar-se da própria ganância, se de repente não aprenderem a repartir. E o dinheiro é que faz toda a máquina planetária estar de pernas para o ar. Chega a ser nojenta a ganância sem limites. Não confunda com abundância. Abundância é você ter aquilo que te sustenta e ser grato pelo que se apresenta na vida. 

Me pergunto o que determinadas pessoas realmente são: seres humanos, extraterrestres, demônios ou anjos? Somos tão diferentes, alguns totalmente secos em sentimentos e outros com tanto amor e doação. Alguns simplesmente não se importam com nada além de seu limite circular e outros movimentam toda a energia ao seu redor, a fim de transmutá-la em paz e amor.

Lembram da famosa frase "separar o joio do trigo"? Será este o real destino do planeta Terra? Tão cheio de profetizantes e julgadores, vamos caminhando desconfiados, olhando para os lados e tentando analisar quem são os que nos acompanham. A cada dia, as redes sociais inflamam egos dos que se acham ditadores de regras, sábios e analistas da vida, cheios de inocentes que os aplaudem, sem saber exatamente quem é aquela pessoa e o que ela pretende. 

É, o mundo está de pernas para o ar ou são as pessoas que saíram do eixo planetário e já nem sabem bem quem são e o que realmente querem. Para terminar este texto de hoje, vou deixar uma pergunta no ar para que você se faça ao acordar todos os dias: - Quem eu realmente sou e o que pretendo para esta vida na Terra? Se tiver algum tipo de fé, talvez descubra que não é imortal e precisa se conhecer para descobrir que não é um Deus, mas pode mudar o mundo se trabalhar para Ele.

Namastê

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

ESTAÇÕES

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Hoje vi luvas, um cobertor enrolado e pantufas prontas para serem armazenadas. Aquele casaco mais pesado e cachecol saindo de cena. Tive uma sensação estranha, já que ele estava despedindo-se sorrateiramente. Cheguei a pensar "não vá", gosto de dormir agarrada no seu cobertor e sentir-me protegida pelo seu calor. Mas compreendi que a vida são estações, em que subimos e descemos dos trens em destinos ainda inesperados. A única coisa que temos certeza é que em uma das estações, permaneceremos para sempre.

Abri as portas e as janelas e deixei que ela agora tomasse o lugar de quem se vai. Fui embriagada por um cheiro doce e peculiar de flores. Gostei dessa recepção! Além disso, ela trouxe junto, o canto da natureza, enlouquecendo corações femininos. As rasteirinhas saíram do armário e ela tirou da mala tecidos mais leves e um certo estilo desbravador de corpos. Apesar do querido amigo ter deixado o palco em grande estilo, mostrando toda luz que emanou durante alguns dias, ela reverenciou o momento e aproveitou-se dele para usurpar essa luz.

Não é tímida, se faz presente em cores e barulhos. Mas ela sabe bem que é apenas mais uma estação em que ficará retida. Logo dará lugar para outro momento e embarcará a fim de levar seu estilo para qualquer outro lugar. Enquanto se aloja, dá início a alguns sentimentos, cutucando o coração de alguns. Afinal, seu brilho e cheiro são como feromônios naturais que abalam a estrutura da natureza.

O lugar começa a ter uma paisagem diferente, as pessoas parecem mais animadas e dispostas. Já se enxergam os rostos, outrora escondidos em mantas e gorros. As cores das vestimentas já combinam com o arco-íris e até os animais saem das tocas para um passeio mais longo. Mas ela também pode esconder o jogo e, de repente, tirar da mala dias de chuva intensa, afinal precisa regar sua amiga natureza.

Nesta estação, as pessoas se preparam para o final de um ciclo. Sabem que logo virá o forte e torrencial calor. Aquele que não deixa a gente dormir, mas que nos empurra para lugares lindos para banharmo-nos em rios, cachoeiras e mares. Para alguns ele incomoda demais, desanima e não veste o mundo tão elegantemente. Mas não deixa de ser a estação que quase todos esperam pelas férias e descanso. Há tempos atrás me parecia mais suave e menos dramático. O sol era suportavelmente gostoso e convidava para passeios e banhos de luz. Não é fácil comportar-se em meias e sapatos, gravatas e paletós. Sempre pensei em como os homens aguentam isso.

Com o final das férias, ouvimos o toc-toc na porta da frente e ao abrirmos, eis que um vento gélido percorre o corpo, jogando para dentro da sala algumas folhas secas. Neste início, parece algo propício para nos tirar do sufoco do inferno. Pensamos imediatamente: - "Ah, que vento delicioso"! O trem saiu de fininho e deixou um novo morador chegar. Normalmente traz na mala as matizes do cinza e preto. E nosso querido sofá de tecido grosso volta a ser protagonista na sala de estar. Aquela xícara de chá ou chocolate quentinho já começa a sair da cozinha. As meias voltam a conquistar espaço no cesto de roupas.

Infelizmente, a vassoura também volta a ser mais usada, já que esta estação insiste em não querer ensacar os restos da natureza. Adora jogar tudo para o alto e saborear a dança das folhas no chão. Lembram da música lá na outra estação? Nessa, começa um silêncio próximo, deixando lugar para o chiado das árvores. E um novo ciclo vai se completando, modificando pessoas, natureza e a vida.

Podemos correr atrás da estação em que o trem for parar. Temos essa opção se não gostamos de receber alguma delas em nossas casas. Mas este ciclo nos faz sentir, observar e criar em nós um equilíbrio perfeito de vontades, sentimentos e emoções. Um dia, poderemos deixar de existir em qualquer uma dessas estações. E eu, em particular, peço que ser for na primavera, me encham de flores, se for no inverno, me cubram bem, se for no verão me deixem sem sapatos e se for no outono, deixem que as folhas amarelas cubram meu corpo. De qualquer forma, podemos aproveitar cada momento que temos a chance de ter, apreciando o ciclo de toda a vida. 

Comece hoje. Receba a sua querida prima Vera e encha de flores sua casa e seu jardim interior.

Namastê

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

POR QUE ESTOU DOENTE

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Tenho visto tantas pessoas queridas com problemas de saúde que chega a ser um absurdo, já que tem uma vida estável, financeiramente falando. Por isso, resolvi escrever este texto, que dedico a elas.

Sempre gostei de estudar sobre as doenças e como elas resolvem aparecer no corpo físico. Muitas informações e caminhos podem esclarecer certas coisas. Claro, não podemos evitar quando somos picados por mosquitos que transmitem algum tipo de vírus, nem quando acidentes possam nos levar aos hospitais. Mas, mesmo assim fico a analisar o que nos levou a estar naquela hora, naquele lugar. 

Na faculdade de parapsicologia, estudei a somatização das doenças e, desde então, me encantei pelo assunto, que me chamou a atenção de imediato. Nunca havia pensado em como nossas atitudes e a própria vida que levamos pode nos deixar enfermos. Obviamente, o corpo perde toda sua força ao longo dos anos e, como toda a natureza, o que um dia foi vislumbrante, aos poucos vai se tornando sem brilho e murcha. Mas isso é a natureza em si, o ciclo da vida.

A pergunta é: fizemos a escolha de um dia termos tal doença para podermos evoluir na humildade e compreensão, ou isto é apenas uma fatalidade? Lembram da história do livre arbítrio, em que fazemos nossas próprias escolhas e decidimos como viver nossas vidas? Pois bem, acho que o caminho começa aqui. 

Uma das situações que tenho percebido é que o equilíbrio é um dos fatores mais importantes para se conseguir manter-se são. Existem muitos grupos buscando esse equilíbrio, seja em alimentação, seja em algum tipo de fé, seja em um estilo de vida. Acontece que isso não nos deixa fora de uma possível doença inesperada. Então, me pergunto o que mais existe que nos faz adoecer?

A resposta talvez esteja em nossas vidas, desde que ela é gerada. Impressionantemente, somos acometidos pelos sentimentos de amor ou negação dentro do útero. Nossos traumas e condições emocionais começam a ser guardados em nossos arquivos no mais profundo inconsciente. Talvez nunca acessemos estes arquivos, mas nossas células, nossa mente, nossa alma sabe muito bem o que se guarda ali. Quem nunca se perguntou em seu próprio silêncio " por que eu sou assim"? É que fazemos coisas que nem a gente entende, agindo por um impulso que vem sabe Deus de onde. E são essas atitudes que muitas vezes acabam com o equilíbrio.

Por medo de não sermos amados suficientemente, quantos de nós não se entregam a relações frustrantes, acreditam e se agarram às condições estúpidas e insalubres? E, dia a dia, vão acumulando tristezas, raiva e mágoas que acabam bloqueando o fluxo da energia vital em nós. Este fluxo precisa ser livre para que possamos funcionar em harmonia. Com este bloqueio, nós de energia estagnada vão se acumulando em determinados locais e acontecem as dores. A acupuntura, o do-in, as massagens, o renascimento, são algumas das técnicas para livrar estes nós. 

Tenho percebido que as pessoas nem se dão conta de suas tristezas internas e nem querem dar. Acham que preencher a vida com viagens fantásticas, carros luxuosos e compras sem fim vão esquecer tudo que as frustra. Isso são apenas momentos, porque na hora do silêncio, onde os pensamentos voam, estaremos lembrando e sentindo algo inexplicável, que nos incomoda, que nos aflige. E esta é uma das causas que nos faz perder energia e força. Tudo vai ficando amontoado e confuso. E, num belo dia, algum acontecimento muito intenso, como ser enganado, perder um emprego ou um ente querido, faz toda essa desordem criar um surto, que pode ser silencioso ou dramático.  De repente, surge uma doença estranha.

Para explicar melhor, vou contar a história do cão do meu irmão. Ele passou mais de dez anos ao lado de sua companheira canina, até que ela teve um tumor e morreu. Ele sempre foi forte, grande e enérgico. Do nada, começou a enfraquecer, definhou, apareceram diversas feridas no corpo, perdeu todo seu pelo. Parecia outro cachorro. Diagnóstico: lúpus. Como assim? Doença hereditária quando ele tinha uma vida incrível? Para mim foi o baque de acordar e não ver mais sua companheira. Muita tristeza envolvida. O desequilíbrio fez com que baixasse sua imunidade. Assim somos nós.

Lembro-me de uma das aulas em que o professor disse que o câncer é uma doença ligada ao amor. Não só entre homem e mulher, mas entre pais e filhos e qualquer outro tipo de amor intenso. E que o único órgão que não se ouvia falar que alguém teve câncer era o coração, pelo própria energia intensa do amor no chakra coronário. 

Quantos de nós se perguntam diariamente por que estou doente? A razão pode responder através de exames e toda forma de explicações científicas. Mas o sentimento questionará o que você fez na sua vida que o levou a ficar assim? Como se sente como pessoa, no amor, nas relações de diversas formas? Que tipo de tristezas, amarguras e raivas tenta esconder do mundo e de você mesmo? Como afinal trabalhar esses sentimentos, a fim de que não se transformem em dores e prejuízos físicos? Quem você culpa? Que tamanho é a sua fé, afinal? Quando você diz "eu não me importo", isso realmente é real?

Você se queixa o tempo todo que não consegue ter paz, mas o que você busca, a fim de manter seu verdadeiro equilíbrio? Não ter tempo para besteiras é a maior desculpa que arrumamos para nós. E depois, vamos ter tempo para uma ponte de safena ou ficar acamados. Não se revolte ao ler isto. Sei que deve estar pensando " eu não escolhi isto", " não quero ficar assim" ou outra coisa qualquer. Claro que não! Queremos ser fortes, sadios e aproveitar a vida. Mas a doença talvez seja a maneira que seu corpo esteja gritando por socorro, suas emoções gritando por ajuda, sua mente gritando por paz, sua alma gritando para que não desista de ser feliz. 

Ter em mente que não somos eternos, não significa que não podemos ser eternos enquanto dure. Essa garantia estendida pagamos ao reencarnar. Então, porque não aproveitá-la? Se você está lendo este texto ainda dá tempo de transformar sua vida, mesmo que decaída em algo oportuno e feliz. Eleve seu pensamento à criação, ao que possa transformar seu dia a dia numa oportunidade única, trabalhe seu interior de alguma forma, leia, busque, viva. Não entregue os pontos, porque apesar de suas dores e você pensar que não faz falta, acredite: você é especial!

Uma saúde maravilhosa a todos

NAMASTÊ

terça-feira, 19 de setembro de 2017

FALAR É FÁCIL

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Muitas vezes nos questionamos o por que que determinadas coisas "só" acontecem conosco. Como se o mundo se resumisse ao nosso redor. As pessoas sofrem em todas as partes do mundo de formas mais ou menos dramáticas do que nós. Ninguém está livre de um acontecimento inesperado e que venha abalar completamente a vida.

Temos a vontade de ajudar algumas vezes e isto pode nos fazer bem. Nos sentimos melhores quando estendemos nossas mãos, seja de que forma for, para erguer alguém da sua tristeza e desamparo. Muitos fazem isso pelo medo embutido na sua consciência de que se não forem bons, não ganharão um lugar no paraíso. É tão nosso barganhar! 

Você já parou para pensar o que realmente você faz, sem interesse algum? Faz pelo simples fato de querer ver bem, de entregar amor e de participar de um mundo melhor, sem tirar nenhuma vantagem para si mesmo? Cuidado, pois falar é fácil! E uma das formas que você ajuda sem querer nada em troca é quando se depara com o real desespero de alguém, por estar ferido, desesperado ou até morrendo. Nesta hora, quem tem o mínimo de sentimento no coração, faz alguma coisa, com certeza.

Esse é aquele momento que não pensamos e que só depois nos damos conta do perigo que corremos ou da loucura que fizemos. Mas fizemos. Agir sem pensar parece ser a maneira com que o homem simplesmente se doa de verdade. 

No livro espírita "Nosso Lar", quando o médico morre e se depara com o umbral, questiona por que estaria ali se era alguém que ajudava a todos na profissão escolhida. E alguém lhe pergunta quantas consultas grátis ele havia dado na Terra. Ele se cala. Sim, é fácil falar que se faz, que se é, que se tem força ou qualquer outra coisa. Difícil é perceber de que maneira fazemos, o que queremos receber em troca e quais os reais propósitos para tal atitude.

O que mais as pessoas temem é autoconhecerem-se, pois analisar a si mesmos pode ser uma tarefa que trará muitas lembranças ruins, de atitudes impensadas e maldades exercidas contra outros. É fácil falar que somos do bem, honestos e leais. Mas quanto? E em que momento?

Óbvio que ninguém é perfeição, senão não estávamos neste plano, tentando melhorar algo que deixamos no passado. Só que alguns fazem, outros imaginavam fazer e outros não querem colaborar com nada. Mesmo assim, é fácil falar que o outro não fez, que o outro não é, que o outro deveria ser. Quantas vezes apontamos nosso dedinho em nossa direção? 

O mais importante de toda essa história é a consciência. Erros existem e cometemos, mas ao tomarmos consciência deles, não devemos só falar, mas agir em prol das mudanças positivas. Algumas coisas fatalmente nunca serão as mesmas. Devemos lamentar? Ou será que tudo está numa ordem perfeita do universo? 

A mania das pessoas de tentarem acreditar que suas atitudes são melhores que de outros é impressionante. Em todos os setores que se apresentam no decorrer do nosso caminho (profissional, amoroso, familiar, de amigos) temos que agir conforme o que nos é imposto para sermos aceitos. E, muitas vezes, dependendo de nossa personalidade e caráter, queremos ser apenas nós, sem fingir posição social, aceitar rituais ou maneiras de se portar. É fácil falar o que os outros querem ouvir, difícil é falar o que "nós" queremos ouvir de nossas bocas.

É fácil também falar que você deu o primeiro passo, que você fez tudo que podia, que você tem plena consciência de que não foi por sua causa e tantas outras desculpas. Mas, será que realmente fez tudo? Se sente paz total, talvez tenha feito. Se vive a pensar na situação, algo não está certo.

Enfim, falar é fácil, julgar é fácil, ordenar é fácil. Talvez o erro do ser humano seja não colocar a mão na massa e "demonstrar" como se faz. Ou talvez fazer junto, providenciar o movimento da energia. 

Só hoje, pense no que poderia fazer para realmente não ficar só nas promessas ou mandando. Faça algo se está incomodado com alguma coisa: limpe, organize, mostre como se faz, ajude e tantos outros verbos. Não diga para você mesmo que é tão bom ou perfeito, pois pensar que é, não te faz alguém pronto a ganhar o céu.

Bom dia!

NAMASTÊ

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

DÊ UM TEMPO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Só a maturidade nos ensina que cutucar onça com vara curta nos faz sair machucados. Só a experiência de nossas almas percebe que a tábua cheia de pregos, um dia fica sem espaço para receber mais pancadas. E só o cansaço espiritual nos faz perceber que precisamos de um tempo.

Quantos sentimentos de amargura cabem num coração? Quantos de nós acumulam ano após ano palavras e atitudes que nos magoam profundamente, mas que vamos simplesmente enfiando goela adentro por amarmos quem nos magoa e não queremos causar separações e mais tristezas?

Chega um determinado momento que a fadiga de carregar tantos fardos vai mostrando sua face em rugas e processos de envelhecimentos. Nossos olhos já não são tão eficientes, talvez por não querermos realmente enxergar as maldades do mundo. Nossa mente falha, já não consegue lembrar de nomes e situações, talvez porque gostaríamos de recordar apenas aquilo que realmente importe para nossas vidas. Alguns desenvolvem processos de tremedeira, talvez por medo de abraçar, de tocar e serem mais uma vez negados. E silenciamos.

A vida toda imaginamos um mundo de paz e união, onde as pessoas procuram respeitar os mais velhos pelo simples fato de que já contribuíram ao mundo, já se doaram a nós, já correram o suficiente para nos educar, nos fazer felizes e nos amar. Mas às vezes o mundo não corresponde, não entende e não respeita. E, aos poucos, vão enchendo de pregos que perfuram corações, mentes e espíritos. Um dia, tudo se transforma em cansaço e pedimos um tempo. Um tempo para nos recompor, para respirar, para nos equilibrarmos o suficiente para enfrentar novamente o mundo.

Então, dê um tempo aos que se calam, aos que sofrem e aos que querem ficar sós. Dê um tempo às suas palavras impulsivas, às suas atitudes insanas e à sua falta de respeito. Mude o foco, busque entender o que te faz agir de tal e tal maneira, sem pensar em quem está ferindo e por quê. Se tem problemas internos com relação à essa pessoa, existem apenas duas saídas: deixá-la ir ou resolver a situação com maturidade, em uma conversa aberta e adulta.

De que adianta esperar momentos para lançar venenos e prejudicar o equilíbrio do outro? Às vezes, aquela pessoa que você tem raiva, nem sabe direito o que ela fez. Pode ter pensado agir corretamente para seu bem. Cuide de suas atitudes para que não esteja sendo observado e indiretamente não esteja educando alguém da mesma forma. Pessoas rudes, criam filhos rudes. 

Dê um tempo para que o outro possa pensar e assimilar sua ira, sua rebeldia, suas frustrações. Não haja sem pensar para depois correr se desculpar e achar que tudo pode voltar ao normal. Feridas podem ser superficiais ou profundas. Pregos muito profundos podem rachar a madeira. E quando ela racha, fica difícil consertar sem que marque para sempre uma fenda na alma. 

Dizem que o tempo apaga lembranças, mas talvez ele apenas amenize. E tentar ser feliz e continuar é a grande lição da vida. Alguns demoram a entender, outros parecem nascer com um interior tão lindo, que conseguem superar alguns pregos, pelo simples fato de serem amor intenso.


Enfim, dê um tempo para que o outro possa se refazer de suas dores. Respeite seu afastamento, sua solidão, seus pensamentos. Esse momento pode ser dolorido para você, pois se sentirá com remorsos, mas será importante para que também analise, observe e veja se realmente essa pessoa faz falta na sua vida. E, se fizer, comece um trabalho de cuidado e conservação da amizade, amor ou qualquer outra forma de relacionamento entre vocês. Caso contrário, talvez esteja na hora de cada um seguir seu rumo, em busca da felicidade. Algum lado fatalmente poderá se lamentar para o resto da vida. Mas não há mais o que se fazer, para que não hajam mais pregos.

NAMASTÊ

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

MEU GRITO ENGASGADO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)


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Quero gritar por tantas coisas que sufocam minha garganta,
por tantas pessoas que precisam de ajuda,
por tantas atitudes que me afetam direta ou indiretamente.

Quero gritar pelo erros cometidos no passado,
pelo perdão que peço e não recebo,
pela ingratidão das pessoas que só lembram do que lhes convém.

Quero gritar de saudades dos meus tempos de risos e abraços,
pelos momentos incríveis que tive com amigos,
e que hoje já não vejo nas pessoas a mesma disponibilidade.

Quero gritar ao mundo meu direito de externar minhas emoções,
sem que seja julgada de louca ou desequilibrada.
E se assim o for, quero gritar que posso ser as duas coisas em algum momento da vida.

Quero gritar a falta de carinho e dizer que estou aberta a eles,
que sou pessoa intensa e cheia de amor,
mas que não gosto de quem me usa ou me transforma em meio para conseguir algo.

Quero gritar prazer e alegria e sentir que ela está presente e pronta a me aceitar,
que mereço ser ouvida, ser amada e ser sentida, sem medo de tudo acabar.
Por que sou inteira, sou tudo e me entrego ao mundo.

Quero gritar "parem"! Parem de me sufocar, de me maltratar e de fazer com que minha vida seja apenas vivida. Quero mais, mais do que viver, quero eternizar!

Quero gritar à minha consciência, mudando a mim mesma,
ultrapassando meus limites e indo ao encontro do inesperado, do misterioso, do incrível.
Pois a mesmice me sufoca, o que é irreal me chama.

Quero gritar "me escutem"! O mundo não ouve mais, só quer falar.
Esse mundo perdido em opiniões sem sentido, irracionais e impuras, afetam a minha paz,
causando-me náuseas e insatisfação de estar no meio.

Quero gritar "saiam da minha frente, da minha vida"! Deixem-me ser, viver e criar meus caminhos.
Porque vim para modificar algo, para construir pontes e destruir barreiras.

Esse meu grito engasgado, apoderado e encorpado tem que sair e se transformar. Tem que abrir olhos, corações e mentes. Não quero morrer com meu grito, mas quero viver sabendo que externá-lo causou mudanças no universo.

Namastê

O MAGNÍFICO NASCER DO SOL

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Hoje cedo tive a visão fantástica do sol se levantando e posso dizer que estava se espreguiçando. Eram tantos raios iluminando o céu azul, em matizes do laranja e amarelo que, imediatamente agradeci a Deus pela visão.

O caminhar pela manhã nos faz pensar na vida, nas pessoas. Pelo menos eu sou assim. Procuro respirar o ar ainda gélido e refrescante e, em algumas vezes, fecho os olhos e somente sinto. Sinto a plenitude, a paz e a bênção de Deus em minha vida.

Ao ver o sol tão belo e imponente, me dei conta da beleza no universo e de quantas coisas existem para que nós, seres humanos, possamos ter momentos de paz, quietude e trabalhar o amor pelas coisas. Ultimamente percebo que as pessoas viajam, não para apreciar e realmente sentir o lugar, mas para poder divulgar que estão em tal lugar e causar um pouco de inveja em quem não pode estar. 

O magnífico nascer do sol às vezes é deixado de lado pelo não menos magnífico pôr do sol. Mas quem normalmente gosta de acordar cedo, principalmente à beira mar, sabe que a chegada da luz, arrastando a escuridão é fantástica. 

Tenho dentro de mim uma paixão avassaladora pela natureza e talvez por isso, admiro-a tanto. Gosto de observar, de me ater, desde à simples florzinha nascendo solitária em meio à vegetação densa, até às grandes árvores frondosas e tão cheias de galhos que parecem abraçar o mundo. E o nascer do sol vai iluminando as águas, os caminhos, os prédios. Essa energia faz com que todo ser vivo pare, abra os braços, se espreguice de alguma forma e se anime para mais uma jornada.

Muitos são automáticos, nem pensam na beleza da vida, apenas a vivem. Outros, aproveitam o acordar junto com a luz para serem gratos e buscar a melhor forma de começar um novo dia: tendo paz e sendo feliz.

A vida hoje em dia se resume num ritual estressante e sem graça, de correria e pensamentos profissionais logo cedo. Só quem vive em pequenas cidades, mais isolados podem falar sobre a diferença que sentem em suas vidas, não terem tamanhas regras. 

Sim, o desenvolvimento e o progresso seriam maravilhosos se o nosso próprio interior seguisse junto. Mas ambos parecem andar na contramão. Com tudo que temos no exterior, não ajudamos nosso interior ao desenvolvimento dos sentimentos e da alma. Então, tudo que é externo é mais importante que o que carregamos dentro de nós. É triste pensar que a maioria é assim.

Quem realmente se importa com a lua cheia a brilhar no céu, a cachoeira de águas abundantes ou com o incrível vale visto do alto da montanha, sentindo toda essa energia, buscando entender o que de fato tudo isso faz para nós? Deveríamos dar mais tempo para nossas observações e análises sobre as belezas da vida. Gastar com momentos de intenso prazer, aproveitando realmente o lugar, a cultura e a poesia que a terra nos oferece.

Não me importo de parecer piegas, pois o que sinto realmente é inexplicável quando consigo observar toda a beleza da vida ao meu redor. E, pelo simples fato de um magnífico nascer do sol ter inspirado em mim toda essa paz e luz, posso dizer que vale muito a pena se dar um tempo. 

Gratidão à toda beleza que Deus nos proporciona, mas que infelizmente o homem não sabe nem usar, nem aproveitar para seu próprio benefício. 

Namastê



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

QUERO SER AMADA

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Quando as pessoas realmente entenderem o que é o amor, talvez elas parem de agir como se o amor fosse matéria de troca de favores. Quem acha que ama impondo ao outro que não seja quem é, não ama. Apenas encontrou alguém para servir de gancho para sua própria vida.

O amor é uma essência fantástica, sem limite e transpõe qualquer outro sentimento. Só o amor verdadeiro não subjuga, nem aprisiona. O problema de ser abandonado por alguém que se pensa amar agindo com fúria e irracionalidade, só demonstra que o problema está em nós e não no outro. Amar não significa estar grudado a alguém, mas compreender os momentos de solidão dessa pessoa.

Eu quero ser amada intensamente. Quero sentir em mim os cuidados, o respeito e o carinho que o amor fornece. Não apenas por uma única pessoa, mas pelo mundo. Quero sentir do mundo essa energia. Quero caminhar e poder amar a natureza, amar as pessoas que encontro na estrada da vida, sem que isso precise de relação carnal. Porque ser amada e amar é sentir a força de um universo inteiro conspirando a seu favor.

Quero ser amada por alguém que saiba apreciar o perfume das flores no campo, pois só assim esta pessoa entenderá que o principal é o básico.

Quero ser amada pura e simplesmente pelo que sou, pelo que acredito, pelo que transmito. Pois isso me fará entender que acreditar em Deus faz toda a diferença.

Quero ser amada pela minha presença, sem perguntas, nem respostas. Apenas por eu existir.

Quero ser amada de maneira carinhosa e gentil, respeitando o espírito que sou, sem que para isso precise provar para alguém que também amo, que sofro e que tenho defeitos.

Quero ser amada por quem tem brilho no olhar, quem tem sorriso que encante, quem sabe tocar. Porque parece que tais pessoas são predispostas ao amor.

Quero ser amada por quem possa me ajudar a ser melhor, a me fazer enxergar de maneira simples e justa que peguei o atalho errado. E quero que esta pessoa me ensine, sem me culpar ou atormentar meu espírito. Porque pessoas assim são seres especiais, maduros e iluminados.

Sim, todos queremos ser amados, não há desculpas. Somente o orgulho diz que não precisa de ninguém. Queremos ser apreciados, acalentados e mimados. Mas precisamos amar também, da mesma forma e intensidade, sem cobranças. Apenas amar...

Poetas, mestres e tantos outros tentam a todo momento definir o amor e a forma de se amar. E, como cada um de nós é único, provável é que encaremos o amor de maneiras diferentes. Porém, se cada um se recolher dentro de si, verá que todos, indistintamente, buscam o amor que traz felicidade e paz.

Quando estamos na sintonia do amor, tudo parece mais belo e nossas atitudes são mais suaves, mais gentis. Então, se não está nesta vibração, talvez não ame, mas apenas usa, se prende ou destrói alguém ou a vida.

Chegar nessa forma de ver e sentir o amor não é fácil pois, ao invés de cada um de nós aprendermos e entendermos nosso interior, buscamos informações do mundo afora. E o mundo em desequilíbrio, só pode ensinar o que não trará bons resultados. Portanto, não busquemos o amor das pessoas sem antes corrigirmos a nós mesmos. E, se o outro não souber corresponder, apenas busque sua felicidade em outras paragens, porque o que não falta no mundo é amor, mesmo que escondido em algum canto.

Eu realmente quero ser amada, porque ser amada faz parte do processo. Precisamos desse amor das pessoas, dos animais, das plantas, para fortalecermos nosso espírito. A falta de amor resseca a alma, endurece a pessoa. Eu aprendi que o amor constrói laços poderosos, que levamos para toda a eternidade. E é através do amor que podemos deixar legados e lembranças.

Então, quando me vejo nas trilhas da vida, procuro emanar amor e buscar lugares e pessoas que, pelo menos por segundos, possam me fazer sentir amada.

NAMASTÊ