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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

quinta-feira, 27 de abril de 2017

FRIO NÃO SÓ NO CLIMA

Autora: Josianne L.Amend(JosiLuA)

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Hoje parece ser o primeiro dia de frio real em Curitiba. Aquele dia que o ar gela, o nariz fica petrificado e as mãos precisam de luva. Essa é a cidade onde nasci. Nem estamos no inverno, mas a temperatura despencou.

Mas, infelizmente o frio que sinto não vem só do clima, mas de muitos corações. Uma das coisas que as pessoas parecem não saber ou não dar importância, é que acordar com alegria, paz e sorrisos, fará a vida ser melhor, a saúde estar em melhores condições e o pensamento ser tranquilo.

Todos temos problemas, alguns de maior intensidade, outros tão simples que podem ser resolvidos com boas atitudes. Mas parece que algumas pessoas tem prazer em serem rabugentas e passar a frieza no ambiente em que se encontram.

Quando o clima esfria, colocamos casacos, luvas, gorros. Mas, e quando o sentimento é frio, como devemos nos proteger? Penso que ignorando e nos fechando para essa energia ruim. É o famoso "não dar pano para manga" e não se envolver. Porque quanto mais tentamos agradar alguém que está em crise com seu fígado, mais fel receberemos e nos envolveremos nessa energia.

Digo a todo momento que estar em paz é a melhor fase de nossas vidas. Repito: problemas, todos temos, mas saber administrar a própria ansiedade, os medos, a falta de segurança, poucos sabem. E muitas vezes nem querem saber. Adoram o papel de vítimas ou se escondem por trás da muralha de mau humorados, tentando impor respeito que nunca terão. As pessoas não tem respeito por quem é azedo, apenas não gostam de conversar e se aproximar de tais indivíduos. Consciente ou inconscientemente, isso as protege.

Acordar e dizer bom dia ao próprio corpo, à própria vida, ao mundo, é uma arte. Acreditar que o dia será lindo é uma bênção, pois só estar vivo já o é.

Não é fácil não absorver a energia de alguém que vive ao seu lado de mau humor, de cara enfarruscada, de olhar petulante ou de palavras ásperas. Muitas vezes, estamos tão abertos à felicidade que é um choque tremendo uma resposta ou gesto estúpido e egoísta. Parece que desligam nosso interruptor e nossa luz se apaga. Isso é muito comum. Pior ainda é quando nossa energia desvanece e a do outro simplesmente aumenta. Estes são os vampiros energéticos.

Quando estamos aquecidos em nossa felicidade, na alegria, na confiança, na fé, temos que nos proteger a todo momento contra esse vampirismo, essa frieza que faz o ar ao nosso redor ser gélido. Uma das maneiras é nosso equilíbrio buscado através da meditação, da religião, da crença em algo maior e cheio de amor.

Às vezes estamos tão distraídos em nossa felicidade, que o frio das pessoas nos abraça. Imaginemos a cena: como sair de um círculo de pessoas frias, sendo você a única calorosa? O calor não derrete o gelo? Quanto mais calorosa for, mais conseguirá espaço para se movimentar e buscar um lugar melhor.

Não há frio só no clima! Porque se fosse só no clima, até saberíamos como aproveitar bem essa época, já que temos lindas manifestações da natureza em formas e cores. Há frio também nas pessoas que normalmente são egoístas, pois querem deixar quem tem luz, felicidade e alegria no mesmo clima que elas.

Encha seu coração de esperança e luz, erga sua cabeça e busque quem te admira, quem te ama e quem realmente te respeita. Porque andar com gente fria é como tomar picolé no deserto do Saara. Ele não vai te dar o que precisa para sobreviver e sumirá tão rápido, deixando-te com um palito sem proveito algum.

Tenha um dia de calor no coração, mas aproveite esse frio gostoso da natureza!

NAMASTÊ

quarta-feira, 19 de abril de 2017

EXTERNAR

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Não sei o que escrever, mas preciso.
Algo estranho e inexplicável toma conta de mim.
Sonhos confusos, perturbadores,
energia que ora se amplia, ora se apaga,
embriaga-me de um certo estado de languidez.

Parece que o mundo está fora do eixo original,
parece que as pessoas estão enlouquecendo.
E eu, envolvida nesse caos,
busco meu equilíbrio e minha paz.

Preciso escrever, preciso ler o que escrevo.
Talvez me acalme, talvez perceba minha loucura.
Não quero analisar agora, apenas despojar meu espírito
dessa inquietude e congestão mental.

A magia está saindo pelos poros,
não sei se estou necessitando da floresta,
mas sei que agora ela me faria muito bem.
Tantas decisões, tantas dúvidas nos fazem esgotados.
Não por elas, mas pelo medo que não sejam as melhores.

Apenas ouço meu coração, sinto a alma.
Quero correr e encontrar um lugar só meu.
Quero poder sentar e observar a natureza, olhar animais.
Cada vez mais a condição de fazer tudo sozinha é mais real.
Não é querer, mas o que o caminho nos reserva.

Estou à beira da exaustão emocional,
preciso da cabana no meio do mato,
da areia branca na praia deserta.
Preciso do meu círculo de proteção e 
do meu olho que tudo vê.

Mas preciso ser e estar consciente do aqui e agora.
Da minha missão e caminhada.
Estou exausta, estou precisando da magia.
Da magia do amor,
Da magia da bruxa,
da fogueira,
da lua...

Só quero escrever, pois isso irá para o astral.
E talvez ele me ouça,
e me dê em breve o que eu preciso e quero.

Namastê

quinta-feira, 13 de abril de 2017

AS CRIANÇAS NÃO PODEM PAGAR

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Como deixar de observar qualquer criança que passa ao seu lado?
Riem, brincam, se escondem e te olham assustadas,
Imaginam tantas coisas engraçadas, reais e medonhas.
Analisam os adultos e os temem,
Nunca guardam rancores, basta um abraço e está tudo bem.
Carinhosas ou emburradas, divertidas ou briguentas,
A sinceridade nelas é real.
São o néctar da vida, nos fazem agir e melhorar.

Nelas o amor é intenso, porém muitas vezes reprimido
Assustadas, deixam de exalar o perfume da felicidade.
Orgulhosas, nos fazem aprender a calma e a sabedoria.

Precisam de atenção, pois estão ainda sem direção.
Olhos de crianças são a alma e o espelho de toda a humanidade.
Deixá-las à mercê da vida é um crime.
Exterminá-las como se fossem descartáveis é abominável.
Misturá-las aos conflitos dos adultos é monstruosidade.

Pequeninos seres de coração puro,
Alimentam-se da imagem dos adultos.
Geralmente agem imitando os que estão ao seu lado.
Adulterá-las e transformá-las em pessoas ruins é mórbido e cruel.
Restaurá-las depois de quebradas é humanitário e amoroso.

Livre as crianças do peso da sociedade.
Inventemos maneiras delas aproveitarem sua infância.
Beije, aconchegue, ensine
Elimine de suas vidas o medo, a fome, a injustiça social.
Restaure nelas a fé e a vontade de viver
Tome-a nos braços, respeite-a mais do que tudo.
Ensine coisas boas, a ser um ser trabalhador, a buscar seus dons.
- não as abandone!
A vida no planeta depende de todas elas e do que elas serão!
Sem elas... não há felicidade!

Namastê

O QUE SERIA DO MUNDO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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O que seria do mundo sem os palhaços?
Deixaríamos de gargalhar ou de ter medo.

O que seria do mundo sem os loucos?
Talvez parassem as grandes descobertas ou estacionaríamos nos estudos do cérebro.

O que seria do mundo sem tristeza?
Não saberíamos mais o sentido da alegria.

O que seria do mundo sem crianças?
Perderia a graça, a leveza e a preocupação.

O que seria do mundo sem os velhos?
A sabedoria escoaria pelo ralo.

O que seria do mundo sem doenças?
As pessoas morreriam só por ganância e violência.

O que seria do mundo sem religião?
O coração se tornaria pedra e não haveria como alimentá-lo de paz e amor.

O que seria do mundo sem as profissões diversas?
Teríamos que aprender tudo sozinhos e nos condicionar a ensinar.

O que seria do mundo sem guerra?
A liberdade de viver onde e como se quiser.

O que seria do mundo sem justiça?
Não se saberia mais o significado de esperança.

O que seria do mundo sem os bobos?
Não teríamos parâmetros para saber o momento de nos calarmos.

O que seria do mundo sem raiva?
A humanidade com certeza subiria vários degraus.

O que seria do mundo sem política?
Ou aprenderíamos a compartilhar e dividir muito mais tarefas, ou a bagunça seria geral.

O que seria do mundo sem caridade?
Nos transformaríamos em seres autômatos e totalmente egoístas.

O que seria do mundo sem os diversos tipos de corpos?
Não teríamos como aprender a nos cuidar melhor.

O que seria do mundo sem as classes sociais?
A perfeição, pois todos seriam iguais, sem roubos e egoísmos.

O que seria do mundo sem restrições?
O caos.

O que seria do mundo sem orações?
Sem a energia que ela causa, mesmo se não alcançada a intenção, desmancharia a Terra.

O que seria do mundo sem solidão?
Não teríamos o direito de pensar e de analisar a vida.

O que seria do mundo sem amor?
Não aconteceria, não existiria, não sobreviveríamos...


Namastê

terça-feira, 11 de abril de 2017

O QUE VAI NA ALMA

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Meu Deus, como pôdes criar tamanho espaço
que guarda tantas coisas ruins e descartáveis dentro de nós?

Como pôde nos deixar sem clareza para solucionar
as mínimas questões que nos fazem sentir seres inúteis ou fracos?

Nos culpamos por tudo e nos livramos de tudo.
Colocamos a culpa nos outros e nem ao menos nos entendemos.

No silêncio, somos mais atormentados, mais chicoteados,
por nossas próprias dores e indecisões.
Marionetes do amor, fraquejamos no primeiro não, ou na simplicidade da solidão.

Parece que a alma se aloja no peito e por ele quer escapar,
quando nos damos conta que os sentimentos não são correspondidos ou não são aquilo que o mundo queria que fosse.

Meus Deus, apenas sou...!
Alimento-me diariamente de sorrisos, de um olhar em minha direção.
Ao deitar, imagino o mundo perfeito, a felicidade plena,
mas a alma está despedaçada por tantos desafetos e descasos.

Cada um carrega suas dores, sem talvez nunca, jamais dizer realmente o que sente.
A alma, esmigalhada por pequenas ou grandes decepções vai tomando um formato cristalizado.

Quando emerge, grita e esperneia. Deixa olhares de espanto e indignação. Alguns apenas se afastam, outros ignoram. Ninguém quer compartilhar sua própria alma.

Cada vez que mexemos nesse compartimento sombrio, precisamos respirar... e respirar...
tem muitos segredos que queremos esquecer, muitas cargas que gostaríamos de entregar. 

Mas, o que vai na alma de cada um é exatamente o que nós precisamos trabalhar, aprender e libertar. 
É um manto escuro que precisa ser lavado. Talvez daí venha a frase: "lavei a alma"!

Por vezes, a alma grita, noutras chora. E feliz de quem tem a alma lavada, que ri sem preocupar-se, que não acumula tristezas, nem mágoas, nem ressentimentos. Mas, quem? Quem realmente no mundo é assim?

Não confundir momentos de felicidade com alma renovada. Meu Deus, novamente te pergunto: - Já que criou este espaço, mostra-nos a melhor forma de limpá-lo. Só amar não parece resolver, tem algo mais profundo além disso. Talvez a natureza de se libertar totalmente de qualquer expectativa, de qualquer vínculo ou de quaisquer culpas.

O fato é que o que vai na alma talvez seja o baú que, aberto, será a razão do tudo e do nada.


Namastê

sexta-feira, 7 de abril de 2017

PRECISO QUE GOSTEM DE MIM

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Este é um assunto interessante. Resolvi escrever sobre ele, porque tenho visto pessoas que fazem de tudo para serem "queridas". Elas se camuflam de simpáticas, são as queridinhas da sociedade e, no fundo, morrem de medo que a sociedade não as aceite.

Ser simpático, prestativo, também tem seus limites. Muitas vezes, esse excesso de zelo acaba com invasão de privacidades. Acontece que as pessoas estão tão carentes, que essas pessoas queridas, encontram seu nicho perfeito para seu ego ficar calmo. 

Como sempre fui uma pessoa que não suporta puxar o saco de ninguém, observo muito determinadas atitudes. Na hora, se percebe as que precisam ser elogiadas e bem quistas, das que ajudam, elogiam porque definem aquilo como uma atitude a ser feita e ponto final. 

O que essas pessoas não sabem ou não querem saber, é que por dentro delas existem milhões de medos, de sentimentos confusos que as fazem pensar que esta é a arma para serem amadas. Precisam, tem uma necessidade absurda de agradar, mas quem realmente as agrada? E é nesta hora que bloqueiam suas frustrações através da dedicação. 

Infelizmente, tudo isso não passa de paleativos para se sentirem aceitas, mas bem no fundo ainda guardam processos de desamor. Morrem de medo que não gostem delas, então procuram fazer até coisas que nem gostam tanto, mas que as fazem ficar próximas de seus familiares e amigos, esquecendo de suas vontades, seus sonhos e de sua própria vida.

O que mais as enaltecem são os elogios, sejam lá de onde vierem. Alimenta o ego e conseguem enganar-se que suas vidas são perfeitas. E, como existem pessoas carentes, essas são as que mais as elogiam quando recebem seus serviços. Pronto, dupla perfeita: carência x desamor. Encaixam-se perfeitamente na sociedade que precisa ser aceita e viram maria-vai-com-as-outras.

Um dos locais onde mais se sente isso é a mídia social. É interessante ler os posts e observar que se todos concordarem, ótimo. Se uma única pessoa der sua opinião sincera e contrária, pronto! É o maior motivo de estupidez e grosserias para com quem tem sua própria opinião.

Isso faz com que muitas pessoas criem seus grupos de alter ego e que se sustentem diariamente com elogios e acordos, pensando que são as mais populares e incríveis da turma. Muitos estudam tantos anos, para terem sua própria opinião, acreditar no que buscam, e não simplesmente no que alguém diz.

Como já trabalhei em alguns lugares, pude observar que isso é constante nos empregos. E, se você não "se adapta" a lamber sapatos, logo é excluído, inclusive da empresa. Acha isso ruim? Eu não! Acho que ter liberdade de falar, de agir quando se quer, seja lá se for agradar ou não, é somente uma fonte de verdade para sua própria vida. Gostem ou não, eu ajudo, ouço e vou quando e aonde quero.

Claro que em determinadas horas, podemos, por delicadeza, fazer algo que realmente não estamos com vontade. Mas não é para ser aceito, e sim para que possamos fazer alguém feliz ou cumprir ordens superiores.

Outro grande problema são os relacionamentos, onde as pessoas se transformam para serem aceitas, durante o namoro. Quando casam, elas se mostram outras e por isso, a relação entra em queda livre. Para serem amadas, elas viram as pessoas mais meigas, atenciosas e prestativas que existem. Mas, depois de terem a certeza da relação, começam a dar ordens, impor, machucar e até anular as vontades e sonhos do parceiro. Isso é tão lamentável!

Lembram da invasão de privacidade? Pensem nisso! Há momentos que a necessidade de dizer para si mesmo que é útil deve ser deixada de lado, para que os outros possam ter seu crescimento através do próprio sofrimento e dor. Doar-se sem limites pode afetar a vida do outro, deixar alguém sem decisões e até interferir no rumo de sua vida. Perguntar sempre: - você quer ou precisa de ajuda?

Esta é uma decisão importante. Antes de mais nada, tenha carinho por sua criança interior, que busca incessantemente ser aceita e amada. Como saber disso? Receba um simples "me deixe em paz" de alguém ou "eu posso decidir sozinho" e perceba como se sente. Cuide de si mesmo, se aceite, se goste o suficiente para que a falta de elogios não faça de você uma pessoa infeliz.

Pense nisso!

NAMASTÊ


segunda-feira, 3 de abril de 2017

ONDE MORA A RAZÃO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Quando a gente inicia num processo de autoconhecimento, acreditem ou não, muitas coisas começam a mudar dentro de nós. E uma das mais interessantes e talvez, mais importante, é a forma como encaramos os problemas. Isso faz com que pouco a pouco nos afastemos de pessoas que só gritam ao invés de conversar, que não deixam ninguém falar porque querem ser donas da razão ou porque ficar ao lado delas é como mergulhar no oceano com pouco ar.

O mais difícil de toda essa mudança é suportar as ironias, pois um dia também fomos assim. Só que buscamos melhorar, sair de um processo que não mais funcionava e tentar ser alguém que possa ter equilíbrio, ao invés de viver querendo ter razão.

Para alguns, isso pode nunca acontecer. Para outros, levar mais tempo. Mas o importante é tentar. Confesso que meu processo já dura uns vinte anos onde, através da meditação, consegui acalmar a mente e pensar mais antes de partir para os gritos. Aliás, lugares cheios de raiva, onde não se consegue ouvir nem a própria voz, hoje estou fora. Já perdi empregos por não conseguir suportar o burburinho de pessoas vazias, já me distanciei de outras que sempre queriam ter razão, não importando o que você tenha para explicar.

É um processo dolorido ou leve, dependendo de quem se fala. A questão é que a razão mora dentro de cada um e uma hora precisa ser externada. É a maneira como falamos e agimos que faz ela ter sentido ou não.

Muitos acham que têm razão dizer determinadas palavras numa hora de raiva, ou bater e, quem sabe até, chegar ao limite extremo de tirar a vida de alguém. Mas isso é total desequilíbrio, não é razão.

A razão mora no cérebro e, quando não respiramos direito, ela fica desestabilizada. Por isso, respirar é tão importante. Além de aumentar a oxigenação, nos faz lembrar que temos coração e que coração e razão juntos podem ter boas respostas.

Num mundo tão cheio de energia, as pessoas deixam-se envolver facilmente por ela e saem cheias de razão brigando por coisas que nem entendem direito. Apenas querem fazer parte do grupo e dos ideais desse grupo. Não percebem quem prejudicam, quem magoam, quem estão deixando infeliz. E não estou falando somente das relações extra-familiares. Principalmente dentro da família, acontecem os mais atordoantes casos de bloqueios, pura e simplesmente por não haver conversa, somente gritos.

Sei que algumas vezes os gritos são necessários para que alguém desestabilizado, acorde. Mas estou falando de momentos até de lazer, onde todos falam juntos querendo ter razão, sem ouvir. Parece que ouvir e razão não caminham juntos. 

Quando buscamos nos conhecer, sabemos o quão importante é o silêncio. Pode parecer que às vezes somos ignorantes ou sem opinião, mas não é isso. Já dizia o Dalai Lhama: " O silêncio é a melhor resposta"! E a razão pode morar dentro deste silêncio. Porque fazer alguém parar para analisar o teu silêncio, pode ser uma lição muito mais aproveitável, do que encher o outro de palavras soltas.

Portanto, você que adora levantar a cabeça e sair dizendo que não leva desaforo para casa, pense bem! Você pode achar que ter calado alguém foi sua vitória, mas pode estar se afundando num grande mar de malefícios para si mesmo. A lei do retorno é sutil e raramente temos uma segunda chance para corrigir nossos erros e palavras.

Namastê