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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

ORAÇÃO PARA AS DOENÇAS

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Pai de Infinita Bondade,
estou cansada, meu corpo não é mais o mesmo. O que tomou conta de mim talvez seja porque não me cuidei o suficiente e peço seu perdão. Esse sofrimento e dor que sinto agora me faz pensar melhor em toda a minha vida. Sei que me excedi de alguma forma, seja por exigir demais do meu aparelho, seja porque não respeitei o que sabia ser o correto para uma vida mais sadia.

Agora estou necessitando de energia e força e venho a Vós pedir que eu possa ao menos suportar e entender tudo. Esta caminhada não está sendo fácil, é exaustiva, irritante e, muitas vezes, quero desistir. E só por isso peço perdão! Quero estar cada vez mais ciente de que preciso ter fé e enxergar as possíveis e diversas alternativas que o Senhor coloca em meu caminho.

Que Teu Filho Jesus possa colocar suas mãos sobre mim e me curar, pois eu solicito isso com grande humildade. Aceito a manifestação dessa energia em mim, agora!

Sim, Pai, errei! Peguei atalhos, caminhos obscuros. Fui rebelde, arrogante, injusto e sem paciência. Não parei para analisar, muitas vezes fiz sofrer ou deixei-me sofrer por coisas que não necessitava. Exagerei. Por não buscar Teu auxílio, caí no desespero e fiz meu corpo sofrer, meus órgãos se estressarem. Deixei-me desamparar no amor, não tive respeito por mim mesma. Meu orgulho me conduziu em um mar de tristezas e insatisfações.

Sei que tudo isso, aos poucos, vão bloqueando nossas energias e nos causando dores, males. Somos arrogantes, achando que nossa força pode tudo. Mas nosso corpo é sensível, é ligado a energias que vão se dissipando, conforme o que pensamos, fazemos e agimos.

Mas te peço, meu Pai que olhes por mim, que me ajude nesta hora de sacrifício e dor. Que não me abandones, que Sua mão possa estar sobre minha cabeça neste momento, enviando-me Tua luz, paz, energia e força. Permita-me banhar-me na Tua essência Divina e resgatar, senão minha saúde, ao menos a compreensão a tudo isso.

Faça-me ser melhor, Pai! Quero poder reajustar meu equilíbrio e minha capacidade de amar a mim mesma e à vida que me forneceu. E que, mesmo estando e sentindo a dor, eu consiga entender o que preciso entender, para que minha alma se fortaleça em tamanha proporção, criando no meu corpo físico a condição necessária para suportar a vida que ainda resta para mim na Terra.

Abençoa-me meu Deus em nome de Teu filho Jesus e da mãe Maria! Que a partir de hoje, possa sentir que Tua presença é constante dentro de mim, aliviando-me e recondicionando meu corpo, espírito e alma. Que assim seja, assim é!

Amém

Namastê

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

JÁ NÃO ME IMPORTO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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É interessante como a vida nos faz saborear a fruta no momento exato. Precisamos passar por todo um ciclo para entender o por que das atitudes, dos pensamentos, das idéias. Sem desmerecer a loucura e os insanamente deturpados, os que adoram contrariar tudo e os que pensam (só pensam) que tudo que fazem e falam é o correto, pois eles fazem parte do aprendizado de todos nós, a vida é um ciclo de instruções e nossa mente e corpo vão se adaptando a tudo isso.

Eu não sei mensurar qual é a metade da vida e acredito que depende de cada existência. Uns vão longe, outros ficam na primeira curva. A questão é que parece ter a ver com missão ou fatalidade mesmo.

Se a vida fosse marcada em cem anos, eu já passei da metade dela, então muitas coisas aprendi, deixei de lado, incorporei na minha alma ou deixei passar. Posso olhar para trás e ver o quanto me importava com coisas que não podia resolver, com pessoas que não se importavam com nossa amizade, com meu carinho ou com o que eu poderia ser para elas.

Não sei se é a maneira que decidi viver a minha vida, as escolhas que tive com relação aos cuidados, não só do meu corpo, mas principalmente da minha alma que me fazem enxergar que eu simplesmente já não me importo mais com muitas coisas. Fui desesperadamente preocupada com problemas dos outros que gostaria de resolver e não podia, pois essas pessoas não queriam resolver, não estava no seu tempo ou simplesmente não atingiram a maturidade suficiente para entender.

A questão não é exatamente "não se importar", mas como se importar. Acredito que os problemas surgem em nossas vidas para que possamos transmutá-los em sabedoria. São como flechas prontas para atingir o alvo chamado aprendizado. Quanto mais centrados vamos ficando, menos vamos dando proporções aos acontecimentos. Não significa frieza, mas consenso, purificação, entendimento.

Costumava achar que as pessoas me usavam, me enganavam, não me amavam. Talvez até acontecesse isso e me destruía. Até que conheci a meditação, buscando o conhecimento em livros, religiões e estudos. Aos poucos percebi mudanças incríveis, mas ainda sutis. Hoje, já conto com vinte anos de entrega espiritual que mudou a minha maneira de sofrer na Terra. Sofro, mas com mais consciência. Choro, mas com lágrimas de purificação. E realmente, já não me importo com certas maldades, atitudes e palavras contra a minha pessoa. Não ligo se estou sendo elogiada, mas ligo se estou sendo feliz e tenho equilíbrio onde quer que me encontre.

Já não me importo se as pessoas apreciam meu trabalho, pois entendi que o que faço é para o bem, para a cura e sou simplesmente um canal. Se acreditam ou não, não me importo. Me importo com os resultados e com o sorriso no rosto de quem saiu feliz de um atendimento. Me importo com abraços, com o carinho e com meu dever cumprido.

Também não me importa se acreditam ou não em minhas palavras ou no meu jeito de ser. Você tem todo direito de discordar e de seguir um caminho totalmente diferente, conforme o que acredita e busca para sua estada na Terra. Sinto que ser diferente ou seguir um rumo meio solitário te faz distanciar de pessoas e acontecimentos. A pouco tempo, me importava. Hoje, entendo que os que se afastam e não te querem no seu círculo de amigos, simplesmente não tem nada a acrescentar ou a ver com você. E, se não tem, porque estar com eles?

A experiência vai mostrando formas de lidar com apegos, com opiniões, com a maneira de alguns de ser e tratar outros. Não sei se é um cansaço de um mundo tolo, cheio de futilidades e baboseiras, mas mudamos a forma de pensar e agir. Já não me importo com tantas coisinhas, que fizeram de mim alguém melhor, mais saudável e menos dramática. Saio à francesa de discussões calorosas, de egocentrismos sem limites, de reuniões barulhentas que não me façam rir ou me sentir feliz. E já não me importo de ser assim ou de causar dúvidas e desconfortos. Cada um tem que resolver seus próprios julgamentos.

Hoje sinto paz, que é o que sempre busquei, sinto tranquilidade mental, que é remédio para o mundo de hoje, sinto a fé ampliada e os sentidos cada vez mais atentos. Demorei este tempo da minha vida para chegar nisso. Talvez você não chegue, ou demore mais. Talvez já esteja nisso faz tempo. A questão é que cada um tem algo a percorrer e a descobrir em si mesmo.

Faça com que sua vida seja, não o que os outros querem de você, mas o que você pretende se transformar, para que algo tenha realmente sentido.

NAMASTÊ


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

CADA UM DE NÓS

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Cada um de nós morre de medo, morre de dor, morre de saudades,
Cada um de nós morre de aflição, morre de fome, morre de tristeza.
Mas cada um de nós também morre de amor, morre de rir, morre de alegria.
Cada um de nós morre de orgulho, morre de emoção, morre de satisfação.

Cada um de nós vive preocupado, vive acompanhado, vive cantando.
Cada um de nós vive aborrecido, vive de mau humor, vive querendo mais.

Cada um de nós tem que viver com surpresas no amor, na saúde, no trabalho.
Cada um de nós não sabe bem o que fazer, o que falar ou o que comprar.

Cada um de nós sente, renasce, se levanta ou cai.
Cada um de nós não sabe, não entende ou não tem noção alguma.

Cada um de nós quer ajuda e ser ajudado, quer amar e ser amado.
Cada um de nós luta e perde, apanha e surra, ajoelha e reza.

Cada um de nós busca o melhor para sua vida, atropela quem não merece.
Cada um de nós fala na hora errada, se envolve com a pessoa errada e se transforma no momento errado.

Cada um de nós pára na beira do abismo ou pula nele. 
Cada um de nós sabe dar valor à sua vida, mas não à vida do outro.

Cada um de nós tem segredos e os carrega por toda uma vida.
Cada um de nós finge não ser solitário e veste máscaras de felicidade.

Cada um de nós é louco, é insano, é doente mental.
Cada um de nós julga, incomoda e é injusto.

Cada um de nós quer dirigir a vida do outro, sem saber qual o caminho da sua.
Então, cada um de nós deveria pensar melhor, agir melhor e fazer melhor,
para que cada um de nós pudesse ser um todo harmonioso.

NAMASTÊ


terça-feira, 26 de setembro de 2017

DE PERNAS PARA O AR

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Não sei de onde saiu a expressão "de pernas para o ar", mas quem a usou pela primeira vez deve ter pensado em algo totalmente bagunçado, sem estrutura, sem organização. De repente, o mundo está assim. Nem é bom estar a par dos acontecimentos se pretendemos viver o dia a dia de nossas vidas. Mas como estamos constantemente conectados, já que o mundo de hoje e a tecnologia existente fez com que ficássemos assim, é difícil não saber de nada.

Me pergunto o que está acontecendo com o homem, que ao invés de se preocupar com um mundo melhor, se preocupa em ter fama e causar medo. Vejo pessoas debochando de profecias, rindo da miséria alheia, engolindo dinheiro ao invés de comida e preocupada com o jardim do vizinho o tempo todo. Minha preocupação é com os descendentes e o mundo que receberão (ou não) em suas mãos.

Dois homens malévolos jogando pedrinhas um no outro, brincando de superpoderosos e querendo provar que podem destruir o mundo num piscar de olhos. Outros, voltando no tempo e se achando na época do faroeste, tentando provar virilidade e estupidez ao mesmo tempo. Outros ainda, comprando calças com bolsos mais largos para enfiar nelas todo o dinheiro necessário para, quem sabe, terem o melhor mausoléu quando morrerem. Porque talvez eles achem que vão levar tudo para algum outro lugar onde possam utilizar.

Estamos vivenciando governantes e políticos de pernas para o ar e mal sabem eles, que desse jeito vão excretar em suas próprias cabeças e comer sua própria sujeira. É interessante ver alguns com as mãos para trás e dormindo enclausurados. Infelizmente eles procriam. E o conserto da humanidade está dentro deles e não em como são tratados. E, se estão ou são podres, nem para suco servem mais.

Se olhássemos a Terra do alto, o que acham que veríamos mais: pernas ou cabeças? Graças a Deus ainda tem muitas cabeças e com pensamentos corretos e do bem. Pessoas que buscam melhorar a si mesmas, pois só assim podem ajudar outras. Infelizmente os "de pernas para o ar" também estão no caminho dessas e o choque entre eles às vezes é inevitável. Não quero dizer que o mal está vencendo o bem, porque não acredito nisso. Nem sabemos o real propósito de algumas pessoas saírem de cena e deixarem outras.

Analisando a atual situação mundial, as crises em diversas partes do mundo parecem estar testando quem é quem. Que melhor momento para que todos mostrem o que tem dentro de si, senão o do medo, da frustração e da ansiedade? Trabalhar com nossas sombras é temer o que de pior pode sair de dentro de nós. 

Por isso tanto se fala em autoconhecimento, em equilíbrio, em meditação e busca interior. Pessoas que o tempo todo só pensam em dinheiro, não tem como livrar-se da própria ganância, se de repente não aprenderem a repartir. E o dinheiro é que faz toda a máquina planetária estar de pernas para o ar. Chega a ser nojenta a ganância sem limites. Não confunda com abundância. Abundância é você ter aquilo que te sustenta e ser grato pelo que se apresenta na vida. 

Me pergunto o que determinadas pessoas realmente são: seres humanos, extraterrestres, demônios ou anjos? Somos tão diferentes, alguns totalmente secos em sentimentos e outros com tanto amor e doação. Alguns simplesmente não se importam com nada além de seu limite circular e outros movimentam toda a energia ao seu redor, a fim de transmutá-la em paz e amor.

Lembram da famosa frase "separar o joio do trigo"? Será este o real destino do planeta Terra? Tão cheio de profetizantes e julgadores, vamos caminhando desconfiados, olhando para os lados e tentando analisar quem são os que nos acompanham. A cada dia, as redes sociais inflamam egos dos que se acham ditadores de regras, sábios e analistas da vida, cheios de inocentes que os aplaudem, sem saber exatamente quem é aquela pessoa e o que ela pretende. 

É, o mundo está de pernas para o ar ou são as pessoas que saíram do eixo planetário e já nem sabem bem quem são e o que realmente querem. Para terminar este texto de hoje, vou deixar uma pergunta no ar para que você se faça ao acordar todos os dias: - Quem eu realmente sou e o que pretendo para esta vida na Terra? Se tiver algum tipo de fé, talvez descubra que não é imortal e precisa se conhecer para descobrir que não é um Deus, mas pode mudar o mundo se trabalhar para Ele.

Namastê

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

ESTAÇÕES

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Hoje vi luvas, um cobertor enrolado e pantufas prontas para serem armazenadas. Aquele casaco mais pesado e cachecol saindo de cena. Tive uma sensação estranha, já que ele estava despedindo-se sorrateiramente. Cheguei a pensar "não vá", gosto de dormir agarrada no seu cobertor e sentir-me protegida pelo seu calor. Mas compreendi que a vida são estações, em que subimos e descemos dos trens em destinos ainda inesperados. A única coisa que temos certeza é que em uma das estações, permaneceremos para sempre.

Abri as portas e as janelas e deixei que ela agora tomasse o lugar de quem se vai. Fui embriagada por um cheiro doce e peculiar de flores. Gostei dessa recepção! Além disso, ela trouxe junto, o canto da natureza, enlouquecendo corações femininos. As rasteirinhas saíram do armário e ela tirou da mala tecidos mais leves e um certo estilo desbravador de corpos. Apesar do querido amigo ter deixado o palco em grande estilo, mostrando toda luz que emanou durante alguns dias, ela reverenciou o momento e aproveitou-se dele para usurpar essa luz.

Não é tímida, se faz presente em cores e barulhos. Mas ela sabe bem que é apenas mais uma estação em que ficará retida. Logo dará lugar para outro momento e embarcará a fim de levar seu estilo para qualquer outro lugar. Enquanto se aloja, dá início a alguns sentimentos, cutucando o coração de alguns. Afinal, seu brilho e cheiro são como feromônios naturais que abalam a estrutura da natureza.

O lugar começa a ter uma paisagem diferente, as pessoas parecem mais animadas e dispostas. Já se enxergam os rostos, outrora escondidos em mantas e gorros. As cores das vestimentas já combinam com o arco-íris e até os animais saem das tocas para um passeio mais longo. Mas ela também pode esconder o jogo e, de repente, tirar da mala dias de chuva intensa, afinal precisa regar sua amiga natureza.

Nesta estação, as pessoas se preparam para o final de um ciclo. Sabem que logo virá o forte e torrencial calor. Aquele que não deixa a gente dormir, mas que nos empurra para lugares lindos para banharmo-nos em rios, cachoeiras e mares. Para alguns ele incomoda demais, desanima e não veste o mundo tão elegantemente. Mas não deixa de ser a estação que quase todos esperam pelas férias e descanso. Há tempos atrás me parecia mais suave e menos dramático. O sol era suportavelmente gostoso e convidava para passeios e banhos de luz. Não é fácil comportar-se em meias e sapatos, gravatas e paletós. Sempre pensei em como os homens aguentam isso.

Com o final das férias, ouvimos o toc-toc na porta da frente e ao abrirmos, eis que um vento gélido percorre o corpo, jogando para dentro da sala algumas folhas secas. Neste início, parece algo propício para nos tirar do sufoco do inferno. Pensamos imediatamente: - "Ah, que vento delicioso"! O trem saiu de fininho e deixou um novo morador chegar. Normalmente traz na mala as matizes do cinza e preto. E nosso querido sofá de tecido grosso volta a ser protagonista na sala de estar. Aquela xícara de chá ou chocolate quentinho já começa a sair da cozinha. As meias voltam a conquistar espaço no cesto de roupas.

Infelizmente, a vassoura também volta a ser mais usada, já que esta estação insiste em não querer ensacar os restos da natureza. Adora jogar tudo para o alto e saborear a dança das folhas no chão. Lembram da música lá na outra estação? Nessa, começa um silêncio próximo, deixando lugar para o chiado das árvores. E um novo ciclo vai se completando, modificando pessoas, natureza e a vida.

Podemos correr atrás da estação em que o trem for parar. Temos essa opção se não gostamos de receber alguma delas em nossas casas. Mas este ciclo nos faz sentir, observar e criar em nós um equilíbrio perfeito de vontades, sentimentos e emoções. Um dia, poderemos deixar de existir em qualquer uma dessas estações. E eu, em particular, peço que ser for na primavera, me encham de flores, se for no inverno, me cubram bem, se for no verão me deixem sem sapatos e se for no outono, deixem que as folhas amarelas cubram meu corpo. De qualquer forma, podemos aproveitar cada momento que temos a chance de ter, apreciando o ciclo de toda a vida. 

Comece hoje. Receba a sua querida prima Vera e encha de flores sua casa e seu jardim interior.

Namastê

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

POR QUE ESTOU DOENTE

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Tenho visto tantas pessoas queridas com problemas de saúde que chega a ser um absurdo, já que tem uma vida estável, financeiramente falando. Por isso, resolvi escrever este texto, que dedico a elas.

Sempre gostei de estudar sobre as doenças e como elas resolvem aparecer no corpo físico. Muitas informações e caminhos podem esclarecer certas coisas. Claro, não podemos evitar quando somos picados por mosquitos que transmitem algum tipo de vírus, nem quando acidentes possam nos levar aos hospitais. Mas, mesmo assim fico a analisar o que nos levou a estar naquela hora, naquele lugar. 

Na faculdade de parapsicologia, estudei a somatização das doenças e, desde então, me encantei pelo assunto, que me chamou a atenção de imediato. Nunca havia pensado em como nossas atitudes e a própria vida que levamos pode nos deixar enfermos. Obviamente, o corpo perde toda sua força ao longo dos anos e, como toda a natureza, o que um dia foi vislumbrante, aos poucos vai se tornando sem brilho e murcha. Mas isso é a natureza em si, o ciclo da vida.

A pergunta é: fizemos a escolha de um dia termos tal doença para podermos evoluir na humildade e compreensão, ou isto é apenas uma fatalidade? Lembram da história do livre arbítrio, em que fazemos nossas próprias escolhas e decidimos como viver nossas vidas? Pois bem, acho que o caminho começa aqui. 

Uma das situações que tenho percebido é que o equilíbrio é um dos fatores mais importantes para se conseguir manter-se são. Existem muitos grupos buscando esse equilíbrio, seja em alimentação, seja em algum tipo de fé, seja em um estilo de vida. Acontece que isso não nos deixa fora de uma possível doença inesperada. Então, me pergunto o que mais existe que nos faz adoecer?

A resposta talvez esteja em nossas vidas, desde que ela é gerada. Impressionantemente, somos acometidos pelos sentimentos de amor ou negação dentro do útero. Nossos traumas e condições emocionais começam a ser guardados em nossos arquivos no mais profundo inconsciente. Talvez nunca acessemos estes arquivos, mas nossas células, nossa mente, nossa alma sabe muito bem o que se guarda ali. Quem nunca se perguntou em seu próprio silêncio " por que eu sou assim"? É que fazemos coisas que nem a gente entende, agindo por um impulso que vem sabe Deus de onde. E são essas atitudes que muitas vezes acabam com o equilíbrio.

Por medo de não sermos amados suficientemente, quantos de nós não se entregam a relações frustrantes, acreditam e se agarram às condições estúpidas e insalubres? E, dia a dia, vão acumulando tristezas, raiva e mágoas que acabam bloqueando o fluxo da energia vital em nós. Este fluxo precisa ser livre para que possamos funcionar em harmonia. Com este bloqueio, nós de energia estagnada vão se acumulando em determinados locais e acontecem as dores. A acupuntura, o do-in, as massagens, o renascimento, são algumas das técnicas para livrar estes nós. 

Tenho percebido que as pessoas nem se dão conta de suas tristezas internas e nem querem dar. Acham que preencher a vida com viagens fantásticas, carros luxuosos e compras sem fim vão esquecer tudo que as frustra. Isso são apenas momentos, porque na hora do silêncio, onde os pensamentos voam, estaremos lembrando e sentindo algo inexplicável, que nos incomoda, que nos aflige. E esta é uma das causas que nos faz perder energia e força. Tudo vai ficando amontoado e confuso. E, num belo dia, algum acontecimento muito intenso, como ser enganado, perder um emprego ou um ente querido, faz toda essa desordem criar um surto, que pode ser silencioso ou dramático.  De repente, surge uma doença estranha.

Para explicar melhor, vou contar a história do cão do meu irmão. Ele passou mais de dez anos ao lado de sua companheira canina, até que ela teve um tumor e morreu. Ele sempre foi forte, grande e enérgico. Do nada, começou a enfraquecer, definhou, apareceram diversas feridas no corpo, perdeu todo seu pelo. Parecia outro cachorro. Diagnóstico: lúpus. Como assim? Doença hereditária quando ele tinha uma vida incrível? Para mim foi o baque de acordar e não ver mais sua companheira. Muita tristeza envolvida. O desequilíbrio fez com que baixasse sua imunidade. Assim somos nós.

Lembro-me de uma das aulas em que o professor disse que o câncer é uma doença ligada ao amor. Não só entre homem e mulher, mas entre pais e filhos e qualquer outro tipo de amor intenso. E que o único órgão que não se ouvia falar que alguém teve câncer era o coração, pelo própria energia intensa do amor no chakra coronário. 

Quantos de nós se perguntam diariamente por que estou doente? A razão pode responder através de exames e toda forma de explicações científicas. Mas o sentimento questionará o que você fez na sua vida que o levou a ficar assim? Como se sente como pessoa, no amor, nas relações de diversas formas? Que tipo de tristezas, amarguras e raivas tenta esconder do mundo e de você mesmo? Como afinal trabalhar esses sentimentos, a fim de que não se transformem em dores e prejuízos físicos? Quem você culpa? Que tamanho é a sua fé, afinal? Quando você diz "eu não me importo", isso realmente é real?

Você se queixa o tempo todo que não consegue ter paz, mas o que você busca, a fim de manter seu verdadeiro equilíbrio? Não ter tempo para besteiras é a maior desculpa que arrumamos para nós. E depois, vamos ter tempo para uma ponte de safena ou ficar acamados. Não se revolte ao ler isto. Sei que deve estar pensando " eu não escolhi isto", " não quero ficar assim" ou outra coisa qualquer. Claro que não! Queremos ser fortes, sadios e aproveitar a vida. Mas a doença talvez seja a maneira que seu corpo esteja gritando por socorro, suas emoções gritando por ajuda, sua mente gritando por paz, sua alma gritando para que não desista de ser feliz. 

Ter em mente que não somos eternos, não significa que não podemos ser eternos enquanto dure. Essa garantia estendida pagamos ao reencarnar. Então, porque não aproveitá-la? Se você está lendo este texto ainda dá tempo de transformar sua vida, mesmo que decaída em algo oportuno e feliz. Eleve seu pensamento à criação, ao que possa transformar seu dia a dia numa oportunidade única, trabalhe seu interior de alguma forma, leia, busque, viva. Não entregue os pontos, porque apesar de suas dores e você pensar que não faz falta, acredite: você é especial!

Uma saúde maravilhosa a todos

NAMASTÊ

terça-feira, 19 de setembro de 2017

FALAR É FÁCIL

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Muitas vezes nos questionamos o por que que determinadas coisas "só" acontecem conosco. Como se o mundo se resumisse ao nosso redor. As pessoas sofrem em todas as partes do mundo de formas mais ou menos dramáticas do que nós. Ninguém está livre de um acontecimento inesperado e que venha abalar completamente a vida.

Temos a vontade de ajudar algumas vezes e isto pode nos fazer bem. Nos sentimos melhores quando estendemos nossas mãos, seja de que forma for, para erguer alguém da sua tristeza e desamparo. Muitos fazem isso pelo medo embutido na sua consciência de que se não forem bons, não ganharão um lugar no paraíso. É tão nosso barganhar! 

Você já parou para pensar o que realmente você faz, sem interesse algum? Faz pelo simples fato de querer ver bem, de entregar amor e de participar de um mundo melhor, sem tirar nenhuma vantagem para si mesmo? Cuidado, pois falar é fácil! E uma das formas que você ajuda sem querer nada em troca é quando se depara com o real desespero de alguém, por estar ferido, desesperado ou até morrendo. Nesta hora, quem tem o mínimo de sentimento no coração, faz alguma coisa, com certeza.

Esse é aquele momento que não pensamos e que só depois nos damos conta do perigo que corremos ou da loucura que fizemos. Mas fizemos. Agir sem pensar parece ser a maneira com que o homem simplesmente se doa de verdade. 

No livro espírita "Nosso Lar", quando o médico morre e se depara com o umbral, questiona por que estaria ali se era alguém que ajudava a todos na profissão escolhida. E alguém lhe pergunta quantas consultas grátis ele havia dado na Terra. Ele se cala. Sim, é fácil falar que se faz, que se é, que se tem força ou qualquer outra coisa. Difícil é perceber de que maneira fazemos, o que queremos receber em troca e quais os reais propósitos para tal atitude.

O que mais as pessoas temem é autoconhecerem-se, pois analisar a si mesmos pode ser uma tarefa que trará muitas lembranças ruins, de atitudes impensadas e maldades exercidas contra outros. É fácil falar que somos do bem, honestos e leais. Mas quanto? E em que momento?

Óbvio que ninguém é perfeição, senão não estávamos neste plano, tentando melhorar algo que deixamos no passado. Só que alguns fazem, outros imaginavam fazer e outros não querem colaborar com nada. Mesmo assim, é fácil falar que o outro não fez, que o outro não é, que o outro deveria ser. Quantas vezes apontamos nosso dedinho em nossa direção? 

O mais importante de toda essa história é a consciência. Erros existem e cometemos, mas ao tomarmos consciência deles, não devemos só falar, mas agir em prol das mudanças positivas. Algumas coisas fatalmente nunca serão as mesmas. Devemos lamentar? Ou será que tudo está numa ordem perfeita do universo? 

A mania das pessoas de tentarem acreditar que suas atitudes são melhores que de outros é impressionante. Em todos os setores que se apresentam no decorrer do nosso caminho (profissional, amoroso, familiar, de amigos) temos que agir conforme o que nos é imposto para sermos aceitos. E, muitas vezes, dependendo de nossa personalidade e caráter, queremos ser apenas nós, sem fingir posição social, aceitar rituais ou maneiras de se portar. É fácil falar o que os outros querem ouvir, difícil é falar o que "nós" queremos ouvir de nossas bocas.

É fácil também falar que você deu o primeiro passo, que você fez tudo que podia, que você tem plena consciência de que não foi por sua causa e tantas outras desculpas. Mas, será que realmente fez tudo? Se sente paz total, talvez tenha feito. Se vive a pensar na situação, algo não está certo.

Enfim, falar é fácil, julgar é fácil, ordenar é fácil. Talvez o erro do ser humano seja não colocar a mão na massa e "demonstrar" como se faz. Ou talvez fazer junto, providenciar o movimento da energia. 

Só hoje, pense no que poderia fazer para realmente não ficar só nas promessas ou mandando. Faça algo se está incomodado com alguma coisa: limpe, organize, mostre como se faz, ajude e tantos outros verbos. Não diga para você mesmo que é tão bom ou perfeito, pois pensar que é, não te faz alguém pronto a ganhar o céu.

Bom dia!

NAMASTÊ

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

DÊ UM TEMPO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Só a maturidade nos ensina que cutucar onça com vara curta nos faz sair machucados. Só a experiência de nossas almas percebe que a tábua cheia de pregos, um dia fica sem espaço para receber mais pancadas. E só o cansaço espiritual nos faz perceber que precisamos de um tempo.

Quantos sentimentos de amargura cabem num coração? Quantos de nós acumulam ano após ano palavras e atitudes que nos magoam profundamente, mas que vamos simplesmente enfiando goela adentro por amarmos quem nos magoa e não queremos causar separações e mais tristezas?

Chega um determinado momento que a fadiga de carregar tantos fardos vai mostrando sua face em rugas e processos de envelhecimentos. Nossos olhos já não são tão eficientes, talvez por não querermos realmente enxergar as maldades do mundo. Nossa mente falha, já não consegue lembrar de nomes e situações, talvez porque gostaríamos de recordar apenas aquilo que realmente importe para nossas vidas. Alguns desenvolvem processos de tremedeira, talvez por medo de abraçar, de tocar e serem mais uma vez negados. E silenciamos.

A vida toda imaginamos um mundo de paz e união, onde as pessoas procuram respeitar os mais velhos pelo simples fato de que já contribuíram ao mundo, já se doaram a nós, já correram o suficiente para nos educar, nos fazer felizes e nos amar. Mas às vezes o mundo não corresponde, não entende e não respeita. E, aos poucos, vão enchendo de pregos que perfuram corações, mentes e espíritos. Um dia, tudo se transforma em cansaço e pedimos um tempo. Um tempo para nos recompor, para respirar, para nos equilibrarmos o suficiente para enfrentar novamente o mundo.

Então, dê um tempo aos que se calam, aos que sofrem e aos que querem ficar sós. Dê um tempo às suas palavras impulsivas, às suas atitudes insanas e à sua falta de respeito. Mude o foco, busque entender o que te faz agir de tal e tal maneira, sem pensar em quem está ferindo e por quê. Se tem problemas internos com relação à essa pessoa, existem apenas duas saídas: deixá-la ir ou resolver a situação com maturidade, em uma conversa aberta e adulta.

De que adianta esperar momentos para lançar venenos e prejudicar o equilíbrio do outro? Às vezes, aquela pessoa que você tem raiva, nem sabe direito o que ela fez. Pode ter pensado agir corretamente para seu bem. Cuide de suas atitudes para que não esteja sendo observado e indiretamente não esteja educando alguém da mesma forma. Pessoas rudes, criam filhos rudes. 

Dê um tempo para que o outro possa pensar e assimilar sua ira, sua rebeldia, suas frustrações. Não haja sem pensar para depois correr se desculpar e achar que tudo pode voltar ao normal. Feridas podem ser superficiais ou profundas. Pregos muito profundos podem rachar a madeira. E quando ela racha, fica difícil consertar sem que marque para sempre uma fenda na alma. 

Dizem que o tempo apaga lembranças, mas talvez ele apenas amenize. E tentar ser feliz e continuar é a grande lição da vida. Alguns demoram a entender, outros parecem nascer com um interior tão lindo, que conseguem superar alguns pregos, pelo simples fato de serem amor intenso.


Enfim, dê um tempo para que o outro possa se refazer de suas dores. Respeite seu afastamento, sua solidão, seus pensamentos. Esse momento pode ser dolorido para você, pois se sentirá com remorsos, mas será importante para que também analise, observe e veja se realmente essa pessoa faz falta na sua vida. E, se fizer, comece um trabalho de cuidado e conservação da amizade, amor ou qualquer outra forma de relacionamento entre vocês. Caso contrário, talvez esteja na hora de cada um seguir seu rumo, em busca da felicidade. Algum lado fatalmente poderá se lamentar para o resto da vida. Mas não há mais o que se fazer, para que não hajam mais pregos.

NAMASTÊ

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

MEU GRITO ENGASGADO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)


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Quero gritar por tantas coisas que sufocam minha garganta,
por tantas pessoas que precisam de ajuda,
por tantas atitudes que me afetam direta ou indiretamente.

Quero gritar pelo erros cometidos no passado,
pelo perdão que peço e não recebo,
pela ingratidão das pessoas que só lembram do que lhes convém.

Quero gritar de saudades dos meus tempos de risos e abraços,
pelos momentos incríveis que tive com amigos,
e que hoje já não vejo nas pessoas a mesma disponibilidade.

Quero gritar ao mundo meu direito de externar minhas emoções,
sem que seja julgada de louca ou desequilibrada.
E se assim o for, quero gritar que posso ser as duas coisas em algum momento da vida.

Quero gritar a falta de carinho e dizer que estou aberta a eles,
que sou pessoa intensa e cheia de amor,
mas que não gosto de quem me usa ou me transforma em meio para conseguir algo.

Quero gritar prazer e alegria e sentir que ela está presente e pronta a me aceitar,
que mereço ser ouvida, ser amada e ser sentida, sem medo de tudo acabar.
Por que sou inteira, sou tudo e me entrego ao mundo.

Quero gritar "parem"! Parem de me sufocar, de me maltratar e de fazer com que minha vida seja apenas vivida. Quero mais, mais do que viver, quero eternizar!

Quero gritar à minha consciência, mudando a mim mesma,
ultrapassando meus limites e indo ao encontro do inesperado, do misterioso, do incrível.
Pois a mesmice me sufoca, o que é irreal me chama.

Quero gritar "me escutem"! O mundo não ouve mais, só quer falar.
Esse mundo perdido em opiniões sem sentido, irracionais e impuras, afetam a minha paz,
causando-me náuseas e insatisfação de estar no meio.

Quero gritar "saiam da minha frente, da minha vida"! Deixem-me ser, viver e criar meus caminhos.
Porque vim para modificar algo, para construir pontes e destruir barreiras.

Esse meu grito engasgado, apoderado e encorpado tem que sair e se transformar. Tem que abrir olhos, corações e mentes. Não quero morrer com meu grito, mas quero viver sabendo que externá-lo causou mudanças no universo.

Namastê

O MAGNÍFICO NASCER DO SOL

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Hoje cedo tive a visão fantástica do sol se levantando e posso dizer que estava se espreguiçando. Eram tantos raios iluminando o céu azul, em matizes do laranja e amarelo que, imediatamente agradeci a Deus pela visão.

O caminhar pela manhã nos faz pensar na vida, nas pessoas. Pelo menos eu sou assim. Procuro respirar o ar ainda gélido e refrescante e, em algumas vezes, fecho os olhos e somente sinto. Sinto a plenitude, a paz e a bênção de Deus em minha vida.

Ao ver o sol tão belo e imponente, me dei conta da beleza no universo e de quantas coisas existem para que nós, seres humanos, possamos ter momentos de paz, quietude e trabalhar o amor pelas coisas. Ultimamente percebo que as pessoas viajam, não para apreciar e realmente sentir o lugar, mas para poder divulgar que estão em tal lugar e causar um pouco de inveja em quem não pode estar. 

O magnífico nascer do sol às vezes é deixado de lado pelo não menos magnífico pôr do sol. Mas quem normalmente gosta de acordar cedo, principalmente à beira mar, sabe que a chegada da luz, arrastando a escuridão é fantástica. 

Tenho dentro de mim uma paixão avassaladora pela natureza e talvez por isso, admiro-a tanto. Gosto de observar, de me ater, desde à simples florzinha nascendo solitária em meio à vegetação densa, até às grandes árvores frondosas e tão cheias de galhos que parecem abraçar o mundo. E o nascer do sol vai iluminando as águas, os caminhos, os prédios. Essa energia faz com que todo ser vivo pare, abra os braços, se espreguice de alguma forma e se anime para mais uma jornada.

Muitos são automáticos, nem pensam na beleza da vida, apenas a vivem. Outros, aproveitam o acordar junto com a luz para serem gratos e buscar a melhor forma de começar um novo dia: tendo paz e sendo feliz.

A vida hoje em dia se resume num ritual estressante e sem graça, de correria e pensamentos profissionais logo cedo. Só quem vive em pequenas cidades, mais isolados podem falar sobre a diferença que sentem em suas vidas, não terem tamanhas regras. 

Sim, o desenvolvimento e o progresso seriam maravilhosos se o nosso próprio interior seguisse junto. Mas ambos parecem andar na contramão. Com tudo que temos no exterior, não ajudamos nosso interior ao desenvolvimento dos sentimentos e da alma. Então, tudo que é externo é mais importante que o que carregamos dentro de nós. É triste pensar que a maioria é assim.

Quem realmente se importa com a lua cheia a brilhar no céu, a cachoeira de águas abundantes ou com o incrível vale visto do alto da montanha, sentindo toda essa energia, buscando entender o que de fato tudo isso faz para nós? Deveríamos dar mais tempo para nossas observações e análises sobre as belezas da vida. Gastar com momentos de intenso prazer, aproveitando realmente o lugar, a cultura e a poesia que a terra nos oferece.

Não me importo de parecer piegas, pois o que sinto realmente é inexplicável quando consigo observar toda a beleza da vida ao meu redor. E, pelo simples fato de um magnífico nascer do sol ter inspirado em mim toda essa paz e luz, posso dizer que vale muito a pena se dar um tempo. 

Gratidão à toda beleza que Deus nos proporciona, mas que infelizmente o homem não sabe nem usar, nem aproveitar para seu próprio benefício. 

Namastê



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

QUERO SER AMADA

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Quando as pessoas realmente entenderem o que é o amor, talvez elas parem de agir como se o amor fosse matéria de troca de favores. Quem acha que ama impondo ao outro que não seja quem é, não ama. Apenas encontrou alguém para servir de gancho para sua própria vida.

O amor é uma essência fantástica, sem limite e transpõe qualquer outro sentimento. Só o amor verdadeiro não subjuga, nem aprisiona. O problema de ser abandonado por alguém que se pensa amar agindo com fúria e irracionalidade, só demonstra que o problema está em nós e não no outro. Amar não significa estar grudado a alguém, mas compreender os momentos de solidão dessa pessoa.

Eu quero ser amada intensamente. Quero sentir em mim os cuidados, o respeito e o carinho que o amor fornece. Não apenas por uma única pessoa, mas pelo mundo. Quero sentir do mundo essa energia. Quero caminhar e poder amar a natureza, amar as pessoas que encontro na estrada da vida, sem que isso precise de relação carnal. Porque ser amada e amar é sentir a força de um universo inteiro conspirando a seu favor.

Quero ser amada por alguém que saiba apreciar o perfume das flores no campo, pois só assim esta pessoa entenderá que o principal é o básico.

Quero ser amada pura e simplesmente pelo que sou, pelo que acredito, pelo que transmito. Pois isso me fará entender que acreditar em Deus faz toda a diferença.

Quero ser amada pela minha presença, sem perguntas, nem respostas. Apenas por eu existir.

Quero ser amada de maneira carinhosa e gentil, respeitando o espírito que sou, sem que para isso precise provar para alguém que também amo, que sofro e que tenho defeitos.

Quero ser amada por quem tem brilho no olhar, quem tem sorriso que encante, quem sabe tocar. Porque parece que tais pessoas são predispostas ao amor.

Quero ser amada por quem possa me ajudar a ser melhor, a me fazer enxergar de maneira simples e justa que peguei o atalho errado. E quero que esta pessoa me ensine, sem me culpar ou atormentar meu espírito. Porque pessoas assim são seres especiais, maduros e iluminados.

Sim, todos queremos ser amados, não há desculpas. Somente o orgulho diz que não precisa de ninguém. Queremos ser apreciados, acalentados e mimados. Mas precisamos amar também, da mesma forma e intensidade, sem cobranças. Apenas amar...

Poetas, mestres e tantos outros tentam a todo momento definir o amor e a forma de se amar. E, como cada um de nós é único, provável é que encaremos o amor de maneiras diferentes. Porém, se cada um se recolher dentro de si, verá que todos, indistintamente, buscam o amor que traz felicidade e paz.

Quando estamos na sintonia do amor, tudo parece mais belo e nossas atitudes são mais suaves, mais gentis. Então, se não está nesta vibração, talvez não ame, mas apenas usa, se prende ou destrói alguém ou a vida.

Chegar nessa forma de ver e sentir o amor não é fácil pois, ao invés de cada um de nós aprendermos e entendermos nosso interior, buscamos informações do mundo afora. E o mundo em desequilíbrio, só pode ensinar o que não trará bons resultados. Portanto, não busquemos o amor das pessoas sem antes corrigirmos a nós mesmos. E, se o outro não souber corresponder, apenas busque sua felicidade em outras paragens, porque o que não falta no mundo é amor, mesmo que escondido em algum canto.

Eu realmente quero ser amada, porque ser amada faz parte do processo. Precisamos desse amor das pessoas, dos animais, das plantas, para fortalecermos nosso espírito. A falta de amor resseca a alma, endurece a pessoa. Eu aprendi que o amor constrói laços poderosos, que levamos para toda a eternidade. E é através do amor que podemos deixar legados e lembranças.

Então, quando me vejo nas trilhas da vida, procuro emanar amor e buscar lugares e pessoas que, pelo menos por segundos, possam me fazer sentir amada.

NAMASTÊ

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

SOMBRAS DA ALMA

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Esse texto começa com uma frase que veio em minha cabeça quando caminhava hoje cedo: " Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz"! Jesus disse isso aos seus apóstolos e a todos nós. Comecei a pensar sobre isso e percebi o quanto buscamos essa paz. E, onde estará ela afinal?

Com o passar dos anos, chegando quase na tal terceira idade, percebo mudanças incríveis na maneira de enxergar a vida, as pessoas, os problemas. Não sei se por causa de me dedicar à espiritualidade, às meditações, por viver uma vida solitária e observadora, mas sei e sinto que me transformei. Infelizmente, nem todos buscam, de alguma forma, esses cuidados mentais, espirituais e físicos, porque eles não só clareiam nossa maneira de pensar, mas afetam a energia do nosso coração. 

Mesmo acontecendo de certa forma um equilíbrio, não estamos sozinhos no mundo. Pessoas nos machucam e talvez, nossas atitudes no passado ecoem sem perdão não desgrudando de nossa vida, mesmo que você já tenha se perdoado e perdoado. A questão é o outro que insiste em reviver tudo.

Cada dia vivido em felicidade é uma grande vitória. Cada momento de paz é abençoado por Jesus. Somos tão complexos como formas de vida, que dizemos para nós mesmos que está tudo bem, quando não está, pelo simples prazer de acreditarmos que nossos pensamentos positivos são benéficos e que precisamos mostrar ao mundo que somos felizes.

Mas existem sombras na alma que, escondidas, esperam o momento certo para se manifestar. É importante entender que essas sombras são perigosas quando não exterminadas por completo. Elas vão preenchendo espaços que deveriam ser da felicidade plena. Ficam guardadas nos porões, cheias de teias e coisas pegajosas. Sim, somos assim. Temos medo de abrir essas portas, até mesmo para nossos psicoterapeutas, pois não queremos mostrar, nem enxergar quem realmente somos.

Camuflamos pensamentos e sentimentos, exibimos aos outros só nosso melhor. Mas, na solidão e quietude da vida, quando algum desequilíbrio acontece, toda essa sombra vem à tona, como um vulcão em erupção. E, fatalmente, nós nos pegamos em discussões e brigas com pessoas que talvez nem tenham culpa, mas estavam no lugar certo, na hora errada.

Essas sombras da alma se aninham em todos nós e são resultados de ações erradas no passado. Coisas que fizemos, falamos ou ouvimos, justamente porque não tivemos equilíbrio, nem maturidade para resolver da melhor forma. Falar alivia a tensão, por isso as terapias são tão importantes. Acontece que precisamos não só falar, mas entender, perdoar e aniquilar a dor de uma vez por todas.

Fazemos coisas para esquecer de tristezas da alma como viagens, festas, encontros animados. Porque companhias ou situações que tiram o foco dos nossos pensamentos sempre nos fazem bem. E aí achamos que a vida é bela. No silêncio, porém, algumas lágrimas podem surgir nos olhos e mexer com nosso emocional. 

Todos nós temos essas sombras que sufocam tanto o peito, quanto a garganta. E somatizamos. Podemos prolongar nossa felicidade e paz se trabalharmos essas sombras e se tivermos a colaboração de pessoas que estão ao nosso redor. Porque algumas delas são responsáveis diretas pelas nossas sombras e sentimentos de tristeza e dor. 

" Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz"! Jesus, se me ouve no dia de hoje, eu quero que saiba que abro meus braços e te recebo em mim. E quero essa paz que deixou para nós. Sei que metade da minha vida já se foi, que não posso voltar no tempo e consertar meus erros. Mas também sei que ainda tenho algum tempo para limpar meus porões da alma e deixar que um dia ela se livre dessas cargas tão pesadas. Busco a paz e a felicidade e não preciso provar que amo, pois minha vida sempre foi pelo amor.

As sombras sempre existem quando a luz está em frente. E essas sombras fazem com que saibamos exatamente para que lado está a luz. E para onde devemos caminhar. Então, elas podem ter utilidade se, dentro de nossos corações, realmente existir amor. Quando entendermos o real sentido desta palavra, libertaremos de nós quaisquer sentimentos que não valem mesmo a pena serem cultivados.

E, finalmente, atitudes de desapegos e afastamentos não são necessariamente ruins, mas apenas condições temporárias (ou eternas) para que o tempo possa mostrar exatamente quem ou o que vale a pena ser vivido.

NAMASTÊ

terça-feira, 12 de setembro de 2017

MANTER O EQUILÍBRIO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Muitas vezes me pego a questionar sobre como manter o equilíbrio na vida. Afinal, a própria palavra diz que estar sempre compensando um ou outro lado para não cair, é viver uma vida sem tantas quedas que nos magoam, ou ascensões que nos fazem pessoas egoístas.

Em minhas orações, peço muito a Deus que me dê equilíbrio em todos os setores. A vida em si é tão cheia de provações e pessoas dispostas a nos tirar do sério, que tem sido cada vez mais difícil nos manter equilibrados. Mesmo com tantos ensinamentos e buscas espirituais, as situações que surgem em nossos caminhos muitas vezes nos tiram do eixo. Sejam por brigas, por catástrofes, por doenças, pelo financeiro, ou até por amor.

Não, Deus! Não é fácil manter tudo em equilíbrio. Mas temos que tentar, para poder levar uma vida melhor, em paz. Talvez o correto seja apenas dispensar cargas e alimentar este lado com felicidade e amor. Mas de que forma podemos fazer isso? As meditações são uma fonte inesgotável de energia que nos mantém equilibrados. Ao terminar uma meditação, parecemos flutuar e que nada irá nos afetar. Porém, a questão é como manter essa fortaleza convivendo com um mundo cheio de intrigas, inveja, maldade e provocações.

Algumas pessoas parecem simplesmente não suportar a felicidade de outras e fazem de tudo para desmoronar a paz em que estas se encontram. Como então se proteger de toda tramoia embutida na vida e nas pessoas? 

Antes de mais nada, precisamos entender que nosso equilíbrio pode ser emocional, mental e físico. Se algum deles não funcionar, podemos por a perder nossa capacidade de compensações. 

O emocional é ligado às emoções, nossos sentimentos em relação às pessoas, a forma como somos tratados em todos os setores ( amizade, trabalho, relações), à nossa auto-estima. O mental refere-se a como encaramos o mundo, as regras, às situações de problemas. E o físico, obviamente tem a ver com nossa saúde e às doenças que somatizamos pelo próprio desequilíbrio.

Quando um desses setores falha, normalmente é difícil mantermos equilibrados os outros setores e começa uma fase de vários probleminhas em nossas vidas. Erros no trabalho, desatenção, irritabilidade, falta de paciência, respostas grosseiras, dores no corpo todo ou em certos locais, acontecimentos inesperados que atraímos até pela nossa própria energia. Somos seres capazes, mas preferimos buscar caminhos mais difíceis: os do sofrimento e dor.

Perder o equilíbrio nem sempre nos faz pessoas ruins, se soubermos avaliar, tirar proveito da situação e mudar o processo dentro de nós. A questão é que alguns desequilíbrios causam tantos estragos no mundo, que acabam se tornando uma cadeia de desequilíbrios, quase sempre sem volta. E isso é muito triste e desanimador para a vida em si. 

Manter o equilíbrio significa que, apesar de enfrentar problemas, sabemos como dar a volta por cima e seguir em frente. Significa que apesar de doentes, sabemos que ainda estamos vivos e que podemos fazer algo. Significa que a busca por melhorias físicas, mentais e emocionais sempre podem ser conquistadas "se" e somente "se" realmente quisermos nos livrar das cargas.

Equilibrar-se não é não pender para um lado ou outro, mas aprender a respirar e condicionar-se para o lado que precisa de mais apoio. Temos que ter em mente que cada dia é uma oportunidade que, ou desperdiçamos, ou aproveitamos. Seja para aprender, seja para melhorar. 

Sabem aquelas mágoas que carregamos todos os dias enfraquecendo nosso espírito, amizades, sorriso e nos tornam rabugentos e frios? Que tal trocar por perdoar-nos definitivamente por termos deixado más energias, coisas fúteis e imaturas apoderarem-se de nós? Parar de culpar os outros pelo que fazemos a nós mesmos,  já é um começo. 

Equilíbrio é manter-se são, mesmo que você chore, mesmo que adoeça, mesmo que receba nãos da vida. É colocar do outro lado da vara, sorrisos, ajudas e sins. É poder dormir um dia chorando, mas na manhã seguinte acordar abençoando o novo dia. É perder o emprego, mas encontrar em si a força e os dons para novas oportunidades. É saber gastar, sem se afundar em dívidas. Aproveitar a vida como ela se apresenta no aqui e agora. É ser grato pelo que se tem e consegue, sem olhar o jardim do vizinho. 

Somos nós mesmos os grandes culpados de desequilibrar nossas vidas em todos os setores, porque confiamos demais, abrimos a guarda, acreditamos demais, cultivamos sentimentos negativos demais. A dose certa é estarmos atentos, vigiar nossas vidas, caminhos e todos os setores de maneira amorosa e boa. Se afastar do que nos possa fazer mal não é conveniência, mas estar protegendo seu dia, sua mente e seu espírito.

Ninguém neste mundo é perfeição, mas todos tem o poder e o dom de manter-se equilibrados se assim desejarem. Se está pensando que é fácil falar, talvez já esteja pendendo para o lado da preguiça e deixar-se levar por pensamentos de negativismo. Quem sabe não está na hora de rever a maneira como encara o mundo e a vida?


NAMASTÊ

terça-feira, 5 de setembro de 2017

FAMILIA AMEND

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Senti uma vontade inexplicada de falar sobre nós, sobre essa família que tem dentro de si algo indecifrável. Meus antepassados são alemães, viveram duas guerras mundiais. Não sei muito sobre os mais antigos, mas meus avós eram guerreiros. Tiveram sete filhos e fugiram do seu país, para viverem uma vida melhor e sem guerras no Brasil.

Meu avô (opapa, em alemão), era do exército, mas não aderente às idéias nazistas. Ao comprar uma cabine num navio para vir embora com a família, foi retirado à força para ceder lugar à alguém "mais importante". Então acabaram num navio de carga, juntamente com outros, enfiados num porão. No meio do mar, as máquinas pararam e um silêncio profundo tomou conta de todos. Medo e calor, pois estavam no meio de uma guerra. 

Meu avô resolveu sair do porão e verificar o que estava acontecendo. Os tripulantes às bordas, observavam petrificados o mar coberto de escombros e corpos boiando. O navio em que meu avô viria com a família e fora brutalmente arrancado dele, tinha sido bombardeado por um submarino. E todos estavam mortos. Começa aí a continuidade de nossa querida família.

Quero me ater mais na família que meus pais formaram, pois não sei muito sobre a vida particular de meus tios, nem acho justo falar deles. O que sei é que em minhas lembranças mais profundas, recordo um tempo que aprendi a amar as coisas simples, pois delas sentia o amor e a luta para consegui-las. Sempre estávamos juntos. Meus pais parecem ter combinado: enquanto um era amor, o outro era a força. 

Nosso sobrenome era incomum no Brasil até que, ao surgir o orkut, ficamos sabendo de vários grupos familiares dos Amend pelo país. Mas meu texto é sobre a Família Amend formada pelos meus pais. 

Já passamos tudo na vida e continuamos firmes e fortes em nossa fé e amor. Não existem famílias sem brigas e desconfortos. Mas a diferença está no perdão das falhas, dos erros e das palavras mal ditas. E como é bom o abraço que vem depois dessa desculpa. Sim, temos que trabalhar psicologicamente as mesmas coisas que muitas famílias: a mãe, o pai, os irmãos. Cada um buscando sua forma de entender, ajeitar as coisas e melhorar a si mesmo e aos seus sentimentos.

Mas existe algo que me instiga. Mesmo com os choros e velas, estamos sempre juntos. Não grudados, mas juntos. Em coração, em pensamentos e em ligação espiritual. E, se um precisa, lá estaremos. Isso nos foi ensinado pelos nossos pais, que não se conformavam com brigas e distanciamentos. De algum modo nos aconselhavam e, mesmo o orgulho tentando seu domínio cruel, o amor e a consciência acabavam vencendo a guerra. 

Uns ainda precisam lapidar sentimentos, outros estão mais maduros. Mas o "entender" que nem todos sempre estão dispostos, na mesma energia e frequência, faz com que o respeito seja mantido. Talvez a importância de se dar um tempo seja relevante. Cada um segue seu caminho de luta, sem interferir ou prejudicar o do outro. Mas se alguém no caminho tropeça e precisa de ajuda, lá estaremos. 

Percebi que esse brilho passou para as outras gerações. Meus filhos e sobrinhos também são assim. A gente vê o amor e a união entre eles. Sim, temos defeitos. Fazemos coisas erradas também, machucamos e nos ferimos. E isso parece um aprendizado para amadurecimento. E até minhas netas já tem essa preocupação e atenção às necessidades da família. É um laço espiritual intenso e perfeito, que aperta e afrouxa dependendo da situação.

Nossa Família Amend é unida e ponto final. Nosso querido pai viajou para um lugar que ainda não administramos como consciência terrena. Mas sentimos que o laço ainda persiste. Cada vida tem uma história nessa família. Cada membro que tem em seu nome o Amend, sabe honrá-lo. Nos orgulhamos de nosso sobrenome e dignificamos nossos antepassados. Devemos respeitar o que nos foi passado através de anos e anos de história. 

Talvez se pergunte por que me importo com isso, mas vou responder que se você não honra sua história e ancestrais, talvez seja alguém sem passado. E quem não tem passado, não aprendeu nada na vida.

Hoje minha mãe segue sozinha na rédea desta carruagem, conduzindo a família em sua força quase abalada pela perda do amor. Nós, seus filhos, aprendemos que neste momento fortalecer nossa aliança se faz mais importante ainda para assegurar as pilastras desta grande mulher, guerreira e mãe. E, através de gestos e atitudes, mostramos aos descendentes que sermos do bem é o mais importante. Que o Ser está em primeiro lugar. E que o Ter faz parte de uma luta honesta.

Finalmente, pelo menos esses Amend, nunca desaparecerão como família. Pois em cada coração que bate esse sangue, haverá sempre uma luz disposta a seguir na direção que Deus nos solicitou. Temos uma aliança genética de amor, luta e muita união. 

Namastê


LUA FEITICEIRA

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)


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Lua que vem de mansinho, que sobe altiva em matizes laranja.
Lua que aos poucos encanta, cintilando as águas do mar escuro.
Enfeitiça meu coração com tua luz brilhante,
e meus olhos com a tua beleza!

Ó, lua, lua cheia! Cheia de intenções e revelações.
Lua que clareia meu quarto, iluminando meus pensamentos,
que se deita comigo num grande acalento.

Lua que penetra minha face, mostrando as rugas do tempo,
mas que as faz tão lindas, que posso sentir-me em paz.
Lua que ao abrir a janela me faz suspirar, gemer até,
porque você, Lua, é feiticeira da vida e das emoções.

Lua linda, tão robusta e perfeitamente redonda,
Cheia de segredos, enlouquecendo os mais frágeis,
estimulando os valentes e desequilibrando os sonhadores,
faz teu caminho perseguindo os vilões.

Lua no alto mostra os movimentos noturnos em vôos clandestinos,
e através da vidraça decora um painel que não pode ser vendido.
Essa lua feiticeira, que alimenta os movimentos da Terra,
dá esperança a quem já a perdeu.

Fala comigo, Lua! Não vais embora tão depressa.
Tirou-me o sono, fez-me divagar sobre a vida, sobre a morte,
e agora retira-se para não me dar retorno algum?

Onde se esconde quando novamente o sol nasce? 
Lua feiticeira, teu refúgio não perdura,
ouve meu chamado e, mesmo cansada, volta a me fazer sonhar!

NAMASTÊ

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

ÊXTASE

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

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Não imaginava que tanta paz poderia surgir,
não sabia que tudo está em nós.
É como se o céu fosse o peito e o sol o coração,
e que eu pudesse voar em mim mesma externando amor.

O amanhecer agora se faz mais sereno,
o luar parece sair do meio de minha testa.
Sou parte do mundo, planando na infinitude,
liberando o êxtase de prazer e alegria.

Olhar a natureza é conectar-se com o puro,
seus barulhos, sua cadência, seu ritmo é perfeito.
Juntar-se à ela como ser imortal, suprindo a carência,
alimenta o sabor de quem busca a si mesmo.

Teria eu formas de me transportar ao mundo mágico
e dele fazer parte, pelo menos por segundos?
Enebriada de loucuras, risos e cores,
sentiria mais uma vez o êxtase que sustenta a vida.

Poderia misturar-me aos orgones,
viajando pelo infinito e dele fazendo parte.
E as fontes de energia transluzentes e indefinidas ainda para mim,
acalentariam sensivelmente meu espírito.

Ah! Como é delicioso o despertar na sua mais ampla expressão.
Uma fonte inexplicável de luz explode no peito,
e a gente se sente como que flutuando em sentimentos bons.
Nada pode ser mais reconfortante e inspirador.

Fecho os olhos e aproveito o tal êxtase,
respirando os maravilhosos pensamentos que me surgem.
Estou e sou paz e dela me apodero,
para que neste corpo, eu possa somente Ser!

Namastê