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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A ENERGIA QUE VEM ABRAÇAR

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)


Hoje realmente acordei diferente. Sentindo uma força tremenda que há muito tempo não sentia. Me sinto em paz e feliz. Algo mudou e não é só minha idade.

Eu e Deus tivemos um papinho sério. E depois disso, me sinto assim... em paz!

Quero falar de aniversários. Os meios de comunicação mudaram. Antigamente, quando eu fazia aniversário, algumas pessoas vinham até mim me abraçar e trazer sua luz. Depois, começaram a telefonar e agora, escrever no facebook. Não ouço mais suas vozes e nem vejo mais seus semblantes, a não ser por uma foto que nem sei se é atual.

Por um lado é triste, pois deixei de sentí-las. Por outro lado, muito mais pessoas me desejam felicidades. Pessoas que nem sei quem são, mas que largaram de fazer o que faziam para escrever para mim. E isso é importante. Bem ou mal, suas energias chegam até mim.

O engraçado é que quanto mais o mundo está engajado no "ganhar mais", menos está aberto para os encontros e festas. Parece que antigamente todo mundo oferecia um refrigerante com bolinho e reunia os amigos em sua casa. Hoje, se você quiser participar, tem que ter dinheiro para pagar sua conta num boteco qualquer, cheio de gente estranha, com música alta e sem contatos mais íntimos.

Então, resumindo é assim: as pessoas estão tão preocupadas em ganhar mais, que esqueceram do calor humano. Ganham mais e menos oferecem, menos querem se preocupar.

Óbvio que nem todos ganham o suficiente para dar festas e pagar comes e bebes. Mas que eram tempos bons, isso eram! Fotografias de uns caindo por cima dos outros, da hora do parabéns e de toda bagunça. E quem faz isso hoje ainda é taxado de brega. Brega, para mim, é quem vive com padrões impostos pela sociedade! Que não é dono de sua vida para fazer o que quer, da maneira que acha divertida. Fica se escondendo atrás de status, de falsos comportamentos sociais e quando vê, sua vida está monótona.

Mas o que eu quero realmente falar é sobre as pessoas que te enviam mensagens pela internet. Se ela ( internet ) não existisse, eu, provavelmente, não teria recebido mais de 50 mensagens no dia de hoje. E a cada uma delas eu denominei de foco de luz.

Cada pessoa que lembrou de mim, que parou para me escrever foi um foco de luz em minha vida hoje. Agradeço de coração a todos vocês que fizeram com que meu dia fosse mais e mais iluminado.

Essa energia das palavras carinhosas veio me abraçar no dia de hoje, fazendo com que eu continue a acreditar na vida, no carinho das pessoas e no amor dentro delas.

E só por isso já vale a pena continuar... :)

NAMASTÊ
 

MEU ANIVERSÁRIO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)


BOM DIA MUNDO MAIS QUE NOVO!

Fim de um inferno zodiacal, inicio de um novo ano.
É olhar pra frente. É se alegrar com a vida.
Celebrá-la! Que venham as pessoas...
certas no caminho,
Que energias sejam recicladas e que o que foi ruim neste ano seja enterrado com honras, pois só me ensinou mais sobre a vida e as pessoas.
Alicerces mais firmes serão plantados.
Respiro fundo, abro os braços e recebo o Amor.
E que venha a felicidade!
 
VIRANDO A PÁGINA
 

domingo, 24 de novembro de 2013

FAZENDO 52

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

 
"O que transforma nosso corpo não é a idade. São todos os sentimentos que temos durante a vida. Aqueles que movimentam nossas feições, músculos e interior"!  JosiLua


Às 14:30 hrs do dia 25 de novembro eu retornei. Já a 52 anos. Propósito? Creio que melhorar como espírito. Se estou conseguindo? Às vezes penso que sim, noutras acho que falta muito. Tenho tentado algo a mais do que me entreter só com ganhos e coisas. A busca ainda é fator primordial para mim. Entender, perceber e auxiliar. 

Ninguém pensa igual. Alguns estão pouco se importando se são de carne e osso ou se são criação de algum inventor maluco que poderá desligá-los a qualquer momento.

Alguns tem uma visão de Deus, outra de energia. Outros nem acham nada, querem apenas aproveitar a vida, materialísticamente falando.

Eu gostaria de fazer aniversários e a cada ano comemorar não minha idade, mas meu crescimento como ser humano e como espírito. A carne? Ah, essa já não é mais a mesma de 30 anos atrás, nem de 20 ou até de 10. Mas, e o aprendizado? Isso me preocupa. Aprender!

E vou dizer o que tenho percebido na vida. Na MINHA vida, pelo menos. Estou aprendendo que quando se chega a ter mais idade, acham que não conseguimos mais pensar, nos mexer ou nos adaptar com a atual realidade. Por isso, tão difícil se torna viver com dignidade através de um trabalho ou de um local de trabalho que seja recompensador. Pobres contratantes, sem querer tirar o crédito dos mais jovens.O pensamento realmente é muito diferente.

Estou aprendendo que amizades são como o amor: eternas enquanto durem! Mas, até que alguns amigos aparecem novamente em nossa vida, mais do que os amores.

Aprendendo que não se pode contar com pessoas que trabalham conosco, porque elas também estão defendendo seu ganha pão e o mundo está tão ganancioso que as pessoas têm medo de perder seu lugar ao sol. E não as culpo. Culpo o sistema, o governo mundial, o homem e suas idéias de ganhar, ganhar e ganhar.

Aprendendo que, ou eu aceito uma vida simples, sem grandes ostentações, mas talvez digna o suficiente para ter as pessoas que amo perto de mim e ser feliz, ou eu me vendo às tentações do capitalismo, achando que felicidade é isso: ter coisas e mais coisas. Juntar ambos? Alguns conseguem e são felizes, alguns fingem que são felizes, alguns escondem sua frustração. Sorte ou perícia? Talvez missão, caminho, desejo incalculável que faz a energia fluir.

Aprendendo que existe diferença entre família e familiares. Família são aqueles que estão lá sempre. Familiares de vez em quando e embora façam parte, nem sempre estão dispostos. E que o respeito é que vale, pois que cada pessoa tem seus problemas e deveres na vida.

Aprendendo que o corpo vai dando sinais de cansaço, mas que o importante é você querer. Querer se cuidar, querer ser feliz, querer aproveitar a vida. E no tempo que for preciso e necessário. Ninguém é eterno.

Aprendendo que já não importa mais você ser o centro das atenções, mas você ser atencioso com quem se importa com você. E você ter atenção especial com alguma coisa que seja importante, para que você se sinta bem e feliz. Ser o centro das atenções pode ser muito decepcionante no dia em que os olhares mudem de direção.

Aprendendo que o amor pode estar em algum lugar. Mas não o amor que primeiro te vê como bibelô, mas o amor que te quer como companhia. E este é o mais importante!

Aprendendo que já não há mais interesse na bagunça, nas multidões, na gritaria, nos desfiles de moda. Mas há muito interesse na leitura, no silêncio, nas viagens e nos sonhos que se imagina dia-a-dia. Na companhia certa, na hora certa. Nos abraços carinhosos, no aconchego de um ombro amigo, no sorriso de uma criança ou numa comida deliciosa.

Aprendendo que ter um pouco de mim nas miniaturas que surgem na família é nada mais, nada menos que mágico, um espetacular show da vida. Ter continuidade é eternizar idéias, pensamentos e transmitir aprendizado. Além de continuar aprendendo com o novo.

Aprendendo que cada um envelhece no seu tempo e que é jovem como quer. Que não se deve obrigar ninguém a fazer o que não quer, mas deixar que o curso de um rio siga aquele que foi traçado já a tempos.

Tenho grandes lembranças de minha infância, de minha adolescência e de minha juventude. Então quero poder ter também da minha maturidade. Porque quando realmente me sentir envelhecida, quero lembrar. E viver de lembranças é muito bom, quando o passado nos faz sentir vivos. Quando as lembranças podem nos fazer melhorar, sorrir e repassar pela boa energia vivida.

Por isso, ao completar meus 52 anos de vida, quero agradecer o meu caminho e cada planta que eu encontrei, cada pedra que eu pisei, cada pó que eu respirei, cada vida que eu olhei, cada amor que eu vivi, cada palavra que me chamou a acordar, cada abraço que me fez respirar novamente, cada sorriso que me fez acreditar e também cada estupidez que me fez desviar de um caminho sem luz ou de uma energia que era vampiresca.

Isso tudo é porque acredito e tenho fé. E, não sei o dia de amanhã, mas sei que hoje estou aqui. Faço parte do planeta e minha energia está compactada num corpo que me pertence e que faz de mim a mulher, mãe, avó, filha e tudo o mais que sou.

Deus, obrigada por mais um ano!
Filhos Felipe e Flávia obrigada por serem maravilhosos como são.
Netas Joana e Helena suas vidas acenderam luzes dentro de mim.
Meus pais, meus irmãos, vocês me ensinaram tantas coisas, obrigada!
Genros e nora, se estão aqui e agora é porque temos que aprender uns com os outros.
Aos demais, aprendi, mudei, perdi, sorri, chorei, ensinei, e vivi com as vidas na minha vida! E só por isso valeu e ainda vale a pena!

NAMASTÊ
 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

POEMA DA PORTA

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

 
Bateram na porta,
a porta se abriu.
Quem era na porta?
Quem nunca saiu.

Você fica dentro
quando passa na porta.
Se procura abrigo,
ninguém se importa!

Passa pra dentro ou fica lá fora,
decida logo como quer estar.
O que não pode nesta hora,
É no meio da porta parar.

A porta divide mundos
e num deles tem que entrar.
Pulando de um lado pro outro,
Com consequências vai arcar.

Não fique na indecisão,
se abre a porta ou dá meia volta.
Quem não chega a uma conclusão,
Da vida só faz reviravolta.

NAMASTÊ

 

PIPITI PAPITI PUM

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

Quem acha que cego não vê, que surdo não ouve e que mudo não fala, está redondamente enganado. Quem acha que príncipes e princesas não existem também está.

Não se vê só com os olhos, não se escuta apenas com os ouvidos e muito menos se fala só pela boca. Há algo chamado sensibilidade, um sentido apurado de quem o treina por diversos motivos.

Mas o que tem a ver os príncipes e as princesas? A ilusão de que para ser um desses você precisa de um castelo, de roupas e carruagens. Você precisa também é de sensibilidade, de um sentido apurado e treinado que o faz enxergar no outro a pessoa rica que é. Não em termos de bens materiais, mas em termos de amor sem fronteiras.

Aquele belo amor que não depende da beleza, como no contos de fadas. Mas que brota de cada olhar, de cada sorriso, de cada gesto, da maneira de falar, de andar ou de se vestir da pessoa que admiramos.

Existe uma diferença entre você viver no mundo dos sonhos, querendo que sua vida seja um conto de fadas e realmente fazê-la ser. Existe uma enorme diferença entre você admirar a pessoa que tem uma ligação com você e você querer fazer dela seu príncipe, porque simplesmente viu contos de fadas demais.

Pipiti papiti pum é uma maneira de dizer palavras mágicas. Fadas dizem isso para transformar o feio em belo, o triste em alegre e assim por diante. Você pode utilizar esse ou outro som para treinar sua sensibilidade e poder, transformando sua vida em algo melhor. É só acreditar!

Está precisando de um amor? Pipiti papiti pum! Hã? Nada aconteceu? Mas o que você fez de errado? Ah, provavelmente não sorriu, não vestiu seu melhor traje, não tirou de dentro de você a pessoa incrível e adorável que você pode ser, não saiu para olhar o mundo ao seu redor, não criou uma energia de amor.

As energias normalmente se conectam. Então, se você disser a palavra mágica para dentro de você e conectar o amor, haverá uma grande chance de estabelecer uma conexão.

Cegos enxergam apalpando, mudos falam através de gestos, surdos observam o movimento da boca. Eles acharam um jeito de se conectar com o mundo, porque querem. Príncipes e princesas de castelos podem ser bons ou maus. Porque são pessoas e não estão excluídos de ter qualquer tipo de sentimento. O que o faz pensar que o mundo deles é melhor que o seu?

Pipiti papiti pum! Eu quero acreditar que os sapos da rua são belos príncipes e que a mendiga é uma princesa linda. Acho que o que eles estão esperando é realmente um beijo apaixonado de alguém que tenha realmente um coração para dar.

E você? Com que se parece atualmente? Com um príncipe, uma princesa ou com alguém sem coração para amar? Sabe qual a verdade sobre príncipes e princesas? É que, os verdadeiros, jamais trocam seu amor por qualquer aventura. A dignidade é realeza, o respeito é monarquia e o amor imperial.

NAMASTÊ
 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

REVENDO UM ANO QUE TERMINA

Autoria: Josianne L.Amend (JosiLuA)

Frase típica: "Mais um ano que termina"...
E lá vem todos os desejos, as felicitações, os sentimentos de amor...
 
É nostálgico o final de ano. Estamos cansados, procurando apoio em qualquer pedra. Queremos chegar ao final da trilha, como se tivéssemos a certeza de que lá estaria o pote de ouro ou, quem sabe, uma trilha melhor, menos problemática para recomeçar.
 
Abraços, roupas não convencionais, foguetórios, parecem fazer da Terra um mundo diferente, onde todos conspiram pela paz. Chegamos juntos ao fim da trilha, com a mesma expectativa e ansiedade.
 
Alguns se apoiam nos outros, alguns rastejam. Muitos pisam nos que estão em sua frente para ultrapassar a grande massa. Mas ninguém sabe ao certo que trilha escolher para recomeçar.
 
Novas idéias, esperanças fortalecidas, fé num futuro incerto e intocável, ainda.
 
É como se este caminho que está ficando para trás livrasse-nos dos pesos, das tristezas, das brigas e da maldade. E que a alegria, o amor, a saúde, o dinheiro estivesse nos esperando de braços abertos na nova caminhada.
 
Empregos vieram, empregos se foram, viagens, amigos, novos familiares, mudanças de cidades, de país, de casa. Guarda-roupas entupidos de coisas que, talvez o ano todo, nem tocamos. Sites de namoros, de dietas, de beleza que procuramos a fim de massagear nosso tão querido ego.
 
No início desta trilha que termina, haviam promessas, votos de paz e prosperidade, além do abraço fraterno. O que se fez realmente dessas promessas? E o abraço que te desejou tantas coisas onde está agora?
 
A trilha pode ser solitária ou com mais pessoas. Mas precisa ser especial. Livrar-nos do que já não nos ajuda ou não nos proporciona bem-estar não é maldade, e sim liberdade.
 
No final de mais um ano, poderão haver separações, mas também uniões. Conseguir ser feliz com o que acontece é o mais importante. Deixar rastros de amarguras na trilha antiga fará uma recarga automática para receber um novo passe.
 
Talvez o que precisamos perceber é que o novo caminho começa no escuro. Que ainda não podemos visualizar corretamente e ter certeza sobre o que estará por vir. Mas temos que dar o primeiro passo no escuro. Lembre-se disso! Alguns se adiantam demais, outros tomam tanto cuidado que acabam ficando entediados com a paisagem que aos poucos vai surgindo a cada passo.
 
Mas o nascer do sol, a luz que traz a sensibilidade para que cada um olhe ao seu redor e se permita ser feliz vem para todos. O segredo é estar preparado para percebê-la.
 
Olhar para trás pode ser nobre, se quiser consertar. Pode ser útil, se quiser aprender. Pode ser catastrófico, se quiser se vingar. Pode ser uma lição, se quiser não repetir mais as atitudes impensadas.
 
Olhar para a frente é imaginar. Pois ninguém sabe ao certo o que virá. Pode ser sonhar ou talvez desejar. Estimula a tentar.
 
Ficam para trás choros, doenças, dores, inimigos, brigas, confusões, trabalhos, idéias, perdas, viagens, tempestades, clientes, promessas não cumpridas, compras, vendas, ideais, risos, abraços, acidentes, amizades e toda uma vida cheia de coisas, de pessoas e de esperanças.
 
Como mudar o padrão daquilo que sempre acontece e que não queremos mais para nossa vida? Como aceitar o que é para nós e não para o outro? Acho que a resposta está em não se entregar, ser feliz com o que se tem e buscar melhorar sem se humilhar ou se sentir o prejudicado em tudo.
 
A resposta é VIVER, seja lá como for. Só isto poderá levá-lo a conhecer o nascer do sol novamente.
 
Terminar o ano é apenas uma fantasia. Terminar a trilha é utopia para quem ainda vive.
Ela apenas se encaixa em outra, como num quebra-cabeças imenso.
 
BOA SORTE, BOAS ENERGIAS, BOAS TENTATIVAS A TODOS NÓS!
 
Namastê
 

QUANDO EU PODEREI


Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

Acordo,
quando poderei não pensar em contas?

Dirijo,
quando poderei não pensar em caos?

Almoço,
quando poderei não pensar em engordar?

Trabalho,
quando poderei me satisfazer com o que eu faço?

Rezo,
quando poderei compreender os desígnios de Deus?

Planejo,
quando poderei saber que realmente dará certo, sem tentar?

Escrevo,
quando poderei dizer realmente o que quero?

Abraço,
quando poderei acertar na energia das pessoas?

Sorrio,
quando poderei receber retorno sincero?

Amo,
quando poderei arcar com tamanha responsabilidade?

Grito,
quando poderei saber que no silêncio alguém me ouvirá?

Corro,
quando poderei parar e respirar, dando tempo à minha vida?

Sinto,
quando poderei preparar meu corpo para morrer?

Leio,
quando poderei aprender o suficiente para me libertar?

Descanso,
quando poderei fechar meus olhos e .... não abrir?

Não ter a certeza do destino é que me faz buscá-lo ainda mais.

NAMASTÊ

DE ONDE VEM AS PALAVRAS?


Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)


Me peguei pensando porque algumas pessoas têm uma maneira tão especial de usar as palavras. Será que elas utilizam mais um lado de seu cérebro, ou será que é o coração delas que emana mais energia?

Como é que algumas pessoas têm o dom da palavra na hora certa? Por que será que  algumas famílias sussurram ao invés de gritar e conseguem ter o carinho e a paciência necessários nas palavras para que não briguem e não transformem suas vidas num martírio?

O que faz com que algumas pessoas tenham mais paciência no falar? Nem sempre são pessoas diferentes, que fazem meditações ou que são sábias. Às vezes, são pessoas comuns, mas que tem uma maneira tão tranquila e amorosa ao dizer as palavras, que as transforma em seres iluminados.

Devíamos todos educar nossa maneira de usar as palavras. Sem gritos e berros, sem usar entonações maliciosas ou destruidoras. Afinal, temos o poder da palavra, ganhamos esse presente. E como podemos abrir a boca e deixar sair tanta sujeira, tantas coisas que machucam e que com o passar do tempo nos fazem sentir a dor do remorso?

Livres são aqueles que sabem utilizar seus dons de maneira transcendental!

Já repararam no desconforto que se causa  a outro, quando este nos provoca e respondemos de maneira tranquila e doce? Já perceberam a magia de um "muito obrigado" ou um "por favor, com licença"?

Se cada um fizesse sua parte, com certeza o mundo estaria melhor. Se sorrirmos ao invés de gritarmos, se simplesmente nos calarmos, ao invés de retrucarmos, estaríamos ensinando ao outro que nada se ganha através da estupidez.

Eu prefiro me isolar. Pensar e ficar quieta no meu canto até a poeira baixar e eu ter noção correta sobre os fatos. Porque o nervosismo atrapalha nossa respiração, que por sua vez não irriga corretamente o cérebro, que por sua vez deixa de pensar e agir corretamente.

Quem já não foi com cinco pedras nas mãos para atirar em alguém e que esse alguém estendeu-lhe a mão ou lhe deu um sorriso e o fez sentir-se sem graça e discretamente, jogou as cinco pedras no chão?

De onde vem as palavras? Vem da razão e do coração. Unidos, eles ensinam, educam, unem e estabelecem paz. O tom é importante, mas as palavras meigas, suaves e alimentadoras de luz é que têm o grande poder de mudança.

Treinar a docilidade e o tom não é tarefa muito fácil para um mundo tão agitado e com tanta disputa. Mas por que não treinar?

Comece hoje, aqui e agora e mudar o seu jeito de falar. Com seus filhos, com seu marido, com sua esposa, com parentes, amigos e pessoas estranhas. Controle sua ira.

Alguém disse que as palavras são flechas poderosas que acabam por abrir grandes fendas no coração de quem as ouve. E mesmo pedindo perdão, essas fendas criarão cicatrizes e jamais serão apagadas. Evitar é um grande negócio para uma vida melhor.

De onde vem as palavras? Vem de dentro de nós, daquilo que somos e que, com certeza, se pudéssemos nos observar mais de perto, sentiríamos vergonha de nós mesmos. Monstros habitam em nós. Seres irritantes e irritáveis. Sombras prontas a atacar.

Pense hoje o que significa para você as palavras frustração, tristeza, mágoa, raiva, vingança, infeliz, e tudo aquilo que nos transforma em monstros humanos quando desejamos isso para alguém. Palavras são sons. Sons são ondas de energia. Energia circunda o universo. Imagine agora a quantidade de energia ruim que paira sobre a terra. E nos alimentamos disso diariamente. Mudemos nosso rumo, nosso pensamento e nossas palavras.

Não será fácil, mas também não é impossível. Basta começar, e não se espante se tudo ao seu redor melhorar: sua vida, amizades, oportunidades e paz de espírito.

NAMASTÊ

terça-feira, 5 de novembro de 2013

COLOCANDO UM PINGO NO I

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)



I sem pingo vira 1 em romanos,
vira um pauzinho perdido na folha,
vira uma pilastra para vasos,
ou qualquer coisa que escolha.

Vamos colocar os pingos nos Is,
diz aquele que esbraveja!
O que significa isso afinal?
Será sentarmos e decidir tudo certinho
ou com a caneta fazer algo artesanal?

A bolinha em cima do i
é sua marca registrada.
Quando o i vem sem a cabeça,
deixa a vida embaralhada!

Pingos nos Is é muito importante!
Quando alguém chega assim falando,
arrepia todo o corpo, é algo angustiante
e alguém sempre acaba chorando!

Se a vida estiver correta,
não há com o que se preocupar.
Porque o i da vida tem pingo,
e você poderá relaxar...

NASMASTÊ


NAMASTÊ




 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ÀS VEZES...

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)

 


Às vezes queria ter alguém que me ajudasse a escolher a cor da parede;
Às vezes queria poder abraçar alguém e ficar colada por um bom tempo sentindo amor.
 
Às vezes queria ouvir das pessoas que tudo está em perfeita harmonia e o mundo é feliz;
Às vezes queria sentir que a vida, apesar de tão cheia de dificuldades, sempre encontra o tesouro no final do arco-íris.
 
Às vezes queria segurar nas mãos de alguém e sentir-me guiada sem medo;
Às vezes queria acreditar que o amor de cumplicidade realmente existe e que eu ainda o encontrarei.
 
Às vezes queria entender porque em determinadas situações não encontro saída;
Às vezes queria ajustar meu relógio para que ele marcasse horas que pudessem consertar os erros do passado.
 
Às vezes queria poder calar na hora certa, não ouvir e nem ver coisas que me machucam;
Às vezes queria manipular a vida para que ela me desse algo mais em troca do que meu próprio esforço.
 
Às vezes não consigo entender como me guio pela minha impulsividade e tanto me arrependo;
Às vezes, essa mesma impulsividade me faz viver momentos que, se eu pensasse mais, talvez não tivesse tanta coragem e felicidade em fazê-los.
 
Às vezes queria não derramar lágrimas por coisas que me fazem e por pessoas que não as merecem;
Às vezes queria gargalhar quando penso em chorar e chorar quando vejo gargalhadas sem sentido.
 
Às vezes queria olhar as estrelas deitada no colo de alguém merecedor;
Às vezes queria sentir a amizade verdadeira de qualquer ser na Terra.
 
Às vezes queria poder encontrar realmente a luz no fim do túnel;
Às vezes queria entender a presença de cada pessoa em minha vida.
 
Às vezes queria poder caminhar pela praia, andar pela mata, viajar pelo mundo, sem pensar em segurança;
Às vezes queria abafar o medo, a escuridão, minhas angústias e tristezas sem que isso não me afetasse emocionalmente.
 
Às vezes queria que você chegasse, me olhasse, me entendesse, me abraçasse e me desse colo, sem que eu precisasse pedir;
Às vezes queria entender o coração das pessoas para poder perdoá-las mais facilmente.
 
Às vezes me sinto culpada por alguma coisa que nem sei bem o que é;
Às vezes quero olhar minha vida de fora e observar-me como tenho reagido à ela.
 
Às vezes sinto tanta tristeza com atitudes e palavras que enfrento, que deixo de sonhar e de ter forças para continuar;
Às vezes sinto tanta alegria por coisas que conquistei e que tenho, que nada ou ninguém consegue interferir nessa energia.
 
Às vezes sinto a inveja das pessoas pela forma que me tratam ou pelo desprezo que me dão quando poderiam me abraçar;
Às vezes queria ter mais luz para enviar a todos que necessitam de um pouco mais de razão e de  autoestima.
 
Às vezes queria não carregar tanto o peso das decepções em meu espírito;
Às vezes queria ter a força necessária para derrubar os que não podem ver ninguém feliz, de forma sutil e com aprendizado para eles.

Às vezes, quando paro e penso, tudo isso vem à tona. Me vejo só, mas ao mesmo tempo querendo ser dona de mim.
Às vezes sinto vontade, sinto desejo, sinto querer. As outras vezes, encaro a vida como ela realmente é.
 
O tempo todo queria ter um dia perfeito, um relacionamento digno, uma família unida, amigos leais, pessoas honestas e um mundo transformado.

Às vezes, sou utopia, noutras sou...

NAMASTÊ