Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Volte para dentro de si e encontrará sua morada. Tudo que somos por dentro, demonstramos na vida a fora. Sinais específicos de atitudes podem significar muito o que sentimos dentro de nós. O que significa morar sozinho em casas enormes, ter fixação por limpeza, ou ajeitar de qualquer forma o que não funciona direito? Parece bobagem, mas toda repressão ou tipo de educação que sofremos na infância poderá nos tornar muito organizados ou desleixados na vida adulta.
Isto não significa viver limpando tudo, mas ter um certo grau de sistema na vida. Nosso verdadeiro lar está bem dentro de nós. Se entendermos que o espírito habita um corpo físico descartável, compreenderemos que todo tipo de sentimento, desde os bons até os maus, se alojam neste corpo/lar e vamos espelhando isso tudo através das ações que temos na vida.
Então, se escolhemos nossa casa física para ser como uma fortaleza, o medo é muito forte em nós. Se buscamos grandiosidade, precisamos demonstrar poder. Se deixamos tudo em desordem e sem manutenção, dentro de nós há muita confusão, ansiedade e por que não dizer, preguiça. Se tudo está devidamente arrumado, sentimos necessidade de ordem na vida e de nos manter no controle.
A casa física se torna a segurança, pois depositamos nela justamente nossa alma e é ali que nos sentimos à vontade, sem que ninguém possa interferir nos nossos sentimentos. Ao sair pelo mundo, levamos junto nosso verdadeiro lar e demonstramos aos outros quem somos, através das palavras e atitudes. Carregamos esse lar para cima e para baixo, tentando esconder o que não queremos que os outros saibam sobre nós. E, para nos sentirmos seguros e talvez com certo poder e controle, inconscientemente demonstramos quem somos com as casas físicas que escolhemos e arrumamos do nosso jeito.
Pense na dificuldade de ter várias pessoas com opiniões e sentimentos diferentes morando na mesma casa. Precisamos de um espaço só nosso onde haja respeito e privacidade, a fim de podermos ter um tempo de olhar bem para nós e saber quem somos, o que queremos e qual a ordem que estabelecemos para nossas vidas. É difícil os outros moradores entenderem isso e a confusão começa.
Por outro lado, é maravilhoso viajar, conhecer lugares, mas o retorno ao lar é sempre reconfortante. Ou, quem está confuso com a vida, pode achar que viver como nômade é ser livre. Acontece que eles buscam ser livres de seus próprios anseios e problemas, pois desviar a atenção para novas paisagens, lugares e pessoas pode confortar o espírito impaciente. Contudo, isto é só camuflar sentimentos. Enfim, olhando a tartaruga que carrega sua casa pela vida afora para se sentir segura, percebemos o peso disso. Sair um pouco do físico nos faz decorar o ambiente interno, inovar e aprender novas formas de trabalhar a sujeira paralisada. Daí a importância de movimentar a energia sempre que possível, tanto em nossa casa física, quanto no espírito. E é assim que vamos tirando couraças e armaduras negativas que nos prendem, com intuito de fazer a vida fluir. Para quem ainda não entendeu, arrumar dentro é muito mais complicado que enfeitar a casa onde vivemos, mas não se deve desistir de usar espanadores na alma sempre que puder. Quando estivermos bem, nossa morada física será perfeita para nós.
NAMASTÊ

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