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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

quinta-feira, 16 de julho de 2026

PRESTE MAIS ATENÇÃO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



É, o tempo parece que está voando mesmo. Fui até a panificadora e comecei a reparar que meus vizinhos estão indo embora. Aqueles que passaram grande parte da vida nos cumprimentando, parando para conversar ou nos ajudando de alguma forma. Algumas casas estão com placas de "vende-se" e as casas estão vazias. Uns estão doentes e precisando da família, outros simplesmente não querem mais ficar sozinhos.

Comecei a pensar que este ano alguns familiares e conhecidos deixaram de viver e que aquela época em que nem pensávamos nisso foi embora. Uma nova geração começa aos poucos a se despedir, uns muito rápidos e outros silenciosamente. E estou entrando nesta geração, me preocupando em como tudo irá ficar para trás. Percebo que a gente apenas deixa de existir e a vida continua normalmente. Tem que continuar! 

Seria bobagem escrever sobre como queremos que seja nossa despedida? Na verdade, velórios são tão frívolos que sempre achei meio constrangedores. Mas, voltando ao tempo, casas vazias e pessoas antigas colocando suas posses em caminhões de mudança trazem uma certa melancolia. Nos acostumamos com aquela vizinha das plantas, ou o senhor que costuma sentar-se embaixo da árvore em frente de casa, num painel decorativo para nossas vidas. De repente, eles somem como se alguém resolvesse passar o pincel na tela.

Esses "amigos" da vida deixam suas histórias que nos contavam com alegrias ou desespero. Nossas casas vão passando para outras mãos que, ou são transformadas completamente, ou se instalam apenas dando uma nova personalidade. Os que ficam aprendem a receber os que chegam tímidos ou percebem o antisocial tentando ser gentil. Sim, a vida é um carrossel girando sem parar e alguns vão caindo fora na força centrífuga. 

Como sou meio nostálgica, certos acontecimentos me fazem pensar na vida e em como o frenesi nos afasta dos bons tempos em que os avós, pais e vizinhos traziam as cadeiras para frente das casas, fumavam os palheiros ou tomavam o chimarrão, contando causos, enquanto a criançada se encontrava na rua para correr e brincar. Isto ia até o sol se pôr, mas nas cidades grandes não se vê mais. Talvez no interior.

Enfim, uma simples caminhada até a panificadora me inspirou a perceber melhor a vida. Portanto, sugiro deixar o carro na garagem e aproveitar melhor a sua, observando as pessoas e os acontecimentos que estão ocorrendo. Aproveite! Tem muita história para sonhar e viver!

NAMASTÊ 

QUAL É A SAÍDA?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Estamos todos dentro da aura da Terra. Vivemos com as emanações do planeta, com a energia de cristais, da força telúrica e cósmica. Todos recebem o mesmo, mas nem todos têm consciência destas forças. Como os pensamentos se unem ao nosso redor, captamos diversos tipos de energia, desde as boas, até as piores possíveis.

Os mais sensíveis costumam se afastar de locais fechados e tumultuados por não se adaptarem a algumas dessas energias. Muitas vezes nem sabem e arrumam desculpas para não participarem dos eventos tentando se preservar do incômodo. Outros levam consigo dores de cabeça ou mal-estar. Há uma mistura grandiosa de fontes energéticas por todo lado e só precisamos entender e estar atentos a elas. Isto não significa que precisamos nos isolar, mas que precisamos conhecer com quem interagimos, onde vamos e como fazer proteções.

Vivemos diariamente fechados em escritórios, ambientes públicos, igrejas, meios de locomoção e até nossas casas. Esta última é a principal fonte de preservação de nossas vidas. Precisamos abrir janelas, movimentar a energia e fazer limpezas, tanto físicas como espirituais sempre que possível. O ar acumulado vai deteriorando e começamos a ter sintomas de insônia, dores de cabeça, desânimo. Necessitamos reciclar e proteger nossa força vital sempre que possível. Alguns sentem muito mais que outros e a antipatia não significa falta de amor, nem isolamento, mas instinto de preservação.

Respeitar a ausência de alguns é entender a sensibilidade ou necessidade dessas pessoas não quererem se expor ou até não se sentirem à vontade com tanto barulho. E o barulho pode vir de uma única pessoa que não pára de falar. Com o tempo, mudanças ocorrem no padrão de comportamento de alguns, conforme estudos e técnicas de autoconhecimento e, o que antes era diversão, hoje pode se transformar em algo penoso e acabamos esponjas. Precisamos escolher entre agradar a nós ou a muitos. Isso implica em desagradar pessoas e virar alvo de comentários. Mas, até onde isto afeta? Obviamente, é um motivo para mais uma limpeza energética.

É difícil encontrar a saída para uma sociedade exigente, que nem sempre aceita ser enfrentada com mudanças. Na desculpa do amor, obrigam pessoas a ser o que não são, irem onde não querem ou fazer o que não sentem vontade. E a prisão emocional é uma das piores para se viver. O amor não está na obrigação, mas no sentimento diário de acolhimento, ajuda e atenção. 

Presos estamos todos na energia da Terra até nosso último suspiro. Mas não precisamos tornar nossas vidas acumuladas de pesos e prisões emocionais para apenas satisfazer egos e padrões. A fluidez do ir e vir quando se sente vontade é o melhor remédio para relacionamentos sadios. Mas ainda nos sentimos juízes e algozes das decisões alheias, mesmo não sabendo realmente o que se passa em cada coração. Porém, quando se trata de nós, inventamos rapidinho motivos para desfazer encontros e convites. Pense nisso!

NAMASTÊ 

terça-feira, 14 de julho de 2026

DECISÕES ERRADAS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Este texto é sobre carregar pesos desnecessários. Aqueles que nossa intuição já apontava, mas que as dúvidas sobre ser ríspida demais ou duvidar do próprio coração nos fazem desviar do caminho certo. Isto acontece sempre em nossas vidas, se o orgulho nos domina ou se não confiamos o necessário nas nossas possibilidades.

Precisamos ter coragem de realizar os sonhos sem intervenções e palpites, ainda mais quando ouvimos dentro de nós uma dúvida sobre a quem contar ou nos fazer companhia. Muitas e muitas vezes, trilhar o caminho solitário é necessário para aproveitar melhor os presentes deixados pelo universo. Se sentimos o chamado precisamos ir com fé e consciência de que lá estará tudo que precisamos para cuidar de nós. 

Já provei isto em várias ocasiões na vida e fui abençoada com anjos pela estrada, aprendendo a ter paciência, resiliência e dinamismo. Ainda assim insistimos fazer as coisas um pouco diferentes, mesmo tendo dentro de nós um rumor pedindo que continue na trilha já aberta por aqueles que nos protegem. E pagamos o preço por não ouvir.

Quando queremos algo mais do que apenas conhecer pessoas e lugares, precisamos da conexão com a divindade. E isto se faz na introspecção e respeito, atributos que nem sempre encontramos, principalmente quando pensamos ajudar aqueles que são medrosos, ansiosos ou controladores, mas ainda não estão suficientemente abertos para o processo. 

Talvez tudo seja parte de um plano maior, onde tal bagagem nos ensine a lidar com os desajustes da vida. Precisamos estar preparados para eles! Não há crescimento sem saber como o mundo fora de nós funciona. Não podemos nos acomodar só com acertos, pois nossos erros são necessários para equilibrar o peso na balança. Acontece que depois precisamos agir com precisão e retirar estas sobrecargas emocionais que nos corroem cada vez que nos culpamos ou pensamos no assunto. Esta limpeza é necessária, porém seria ótimo se conseguíssemos apagar pensamentos e lembranças. 

Mas podemos seguir em frente, certos de não repetir os erros, de ouvir a intuição e de andar no caminho com pessoas que respeitem nossas pegadas, se as convidarmos para conhecer nossa jornada. Não é sobre ignorar ou ter soberba, mas sobre nossa missão construída com quem nos olhe e compreenda, conectando energias que se completam.

NAMASTÊ 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

ENQUANTO A VIDA TEM CHANCE

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Enquanto ela chora, alguém se admira com a novidade.

Enquanto um se assusta com um golpe, outro recebe de volta o que emprestou.

Enquanto uns preparam o velório,  outros recebem uma nova vida na Terra.

Enquanto uns esperam pacientemente, outros se apressam sem perceber os detalhes.

Enquanto uns nem percebem os gastos, outros contam moedas para suprir suas necessidades.

Enquanto uns passam horas estudando uma nova descoberta, outros passam horas bebendo nos botecos.

A vida se disfarça e nos pega de surpresa. Os acontecimentos chegam pé ante pé ou como aviões supersônicos. O que muda é o destino de cada um, ou o que há dentro de nós? É a intenção, ou a natureza, o espírito, ou o caráter?

Por mais que admiremos alguém, não seremos igual, pois não é só o jeito, mas os sentimentos, a inteligência, a vontade que cada célula carrega. A singularidade é o que há de mais belo na criação. Preenchemos vazios, acalentamos a tristeza e admiramos o que só nossos olhos conseguem ver. 

Nem todos gostam do azul, nem todos usam vermelho. Porém, em algum momento podemos experimentar o que a oportunidade sugere, o que o coração transborda ou a mente recria. Mas, enquanto uns constroem, outros usam as fichas apostando em destruir, implantar medo e forçar situações.

Talvez hajam filas de valores ao vir para a Terra e cada um escolhe em qual deseja encarnar. Almas ainda testando a evolução e definidas em suas próprias consciências. Ao olhar para o mundo só enxergamos diferenças, algumas bem definidas, outras fantasiadas a fim de tentar ser o que sonham. A questão é que quando a humildade estiver sendo cultivada e a força for companhia, talvez a gente chegue onde quer, sem ter que afastar de ninguém a estrada que ele está a construir. 

Então, enquanto uns descobrem a cura, outros poderão ser curados. Mas isto é um mundo novo, onde a fila da virtude será uma só.

NAMASTÊ 


domingo, 12 de julho de 2026

O GRITO DA SAUDADE

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Quando a saudade se instala no peito, imediatamente a mente forma imagens, seja do lugar ou da pessoa. Cenários se tornam lembranças, palavras surgem como nuvens no céu e o coração chega a doer. A vontade é viver novamente aquilo que um dia marcou. É um olhar, um abraço, o sol batendo no lago, a paz em cima da montanha.

E, quanto mais pensamos e imaginamos tal época, mais externamos uma energia que, ao mesmo tempo é frustrante e impulsiva. O desejo de reviver alguns momentos é como néctar na experiência da vida. Tal energia é emanada pelo ar e viaja no espaço-tempo indo ao encontro de quem sentimos saudades. 

Não é à toa que os mais sensíveis e conectados espiritualmente acabam sentindo essa energia e entram em contato conosco, ou também pensam em nós ao mesmo tempo. No caso de momentos em determinados locais, estamos emitindo certa melancolia a eles. Da mesma forma que podemos sentir lugares cuja energia tem maldade e tristeza, outros têm paz e força.

É bom termos saudades! Isto significa que amamos aquele momento da vida, amamos tais pessoas e queremos novamente poder estar com elas. Saudades parece explicar o desejo de estar junto, de tocar, ouvir e olhar para alguém que estimamos. Se esta pessoa já não faz mais parte da vida é possível que estejamos nos conectando com sua energia espiritual. Não deixa de ser um momento em que há um reencontro através da imagem registrada na mente.

Lembrar não é o mesmo que sentir saudades. Esta é um coquetel de sensações boas no corpo, quase impulsiva o suficiente para que nos entreguemos a loucuras. Porém, ao mesmo tempo, quando acordamos e tomamos consciência do aqui e agora, nos sentimos desapontados, pelo menos momentaneamente, já que não podemos ter novamente aquele instante tão marcante. 

A saudade ajuda-nos a agir e, se realmente queremos, vamos nos inspirar, abrir caminhos e vencer obstáculos para que pessoas e lugares possam ser revisitados. Talvez nos inspire a rezar para alguém que precise de tal energia. Fato é que ter saudades não deixa de ser um sinal que a vida nos dá para que nosso coração possa ficar em paz, com a certeza de que o que é bom pode ser repetido, se movimentarmos o que parece impossível através da energia que enviamos. 

NAMASTÊ 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

CUIDE DO QUE PENSA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)

Nos momentos de raiva, cansaço extremo ou desilusões, deixamos a mente descontrolada, sem um raciocínio condizente com o que sentimos por alguém. Apesar do momento cheio de fúria, sabemos exatamente o amor que sentimos. Talvez por causa deste amor tão intenso, não controlamos a frustração e nos deixamos levar pelo próprio orgulho da falta de equilíbrio em tudo.

Acontece que pensamentos são energia e, se não temos paciência para mudá-los, acabam afetando mais ainda as relações estremecidas e já deterioradas. Cuidar do que pensamos e falamos é necessário quando não conseguimos ser o ideal nos papéis que exercemos e que imaginamos. Isto é necessário para que um dia a culpa não nos corroa e o arrependimento por não ter sido mais amoroso no tempo certo seja a oportunidade perdida.

Seria mais fácil amar, se todos conseguissem ser perfeitos, mas tal perfeição vem de como a vida tem nos tratado. Muitos não se conformam com o que tem e se sentem angustiados, outros já sofreram tanto, que tornam-se amargos. Infelizmente, a busca por trabalhar sentimentos através da espiritualidade, ainda é inabitual. Deixar ir o passado é limpar tais pensamentos, colocar sonhos e projetar beleza na própria vida. Precisamos nos estimular a fazer isso.

A medicina usa drogas para acalmar os pensamentos, mas não os elimina. E a pessoa apenas amortece a vida, sem ter chance de expandir a própria consciência com a oportunidade de sentir a felicidade real. Enviar a energia de maus pensamentos para alguém que nem tem a sorte de poder se defender é realmente algo irresponsável, principalmente se sabemos o amor que temos por ela. 

Nossos pensamentos fazem mal também a nós mesmos, já que a energia é absorvida pelas células. A própria oração que o Senhor nos ensinou diz: " livrai-nos do mal, amém"! Este mal que o ser humano alimenta dentro de si e que vai se expandindo por tudo, até que ao olharmos no espelho, veremos nossa face sem luz, sem brilho e sem felicidade. O corpo aos poucos se acostuma com tal energia e vivemos fingindo que a vida é feliz, com extremo consumismo, vaidade e ilusões, mas por dentro vivemos uma deterioração que o tempo irá cobrar. 

Portanto, comece hoje a acreditar, a ser mais amoroso, a ter melhores escolhas nos próprios pensamentos, mesmo que pareça impossível. Porque só no tempo de Deus as coisas serão resolvidas e a vida de todos poderá ser mais leve. Acredite em si, ajude quem precisa de apoio ao invés de exterminar chances de recuperação, tanto física, quanto espiritual.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 9 de julho de 2026

VOLTAR TAMBÉM É BOM

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Amo viajar, ir para lugares que nunca conheci, principalmente aqueles que me ensinam algo. Quando viajamos, entendemos que somos maiores, que nossa energia é expansiva e que podemos ser mais do que o que somos diariamente. Não é sobre soberba, mas sobre despertar. Há uma grande diferença entre viajar para se libertar e viajar para mostrar poder.

A escolha de lugares diz tudo sobre cada um. Prefiro os simples que tenham muita natureza e os que me ensinem algo sobre a vida, o passado e as pessoas. Porém, cada um sabe como atingir seus sonhos e o que quer trazer na bagagem. Cada pessoa está no seu processo de despertar.

Uma viagem tem que dar sabor, tem que dar paz e aprendizado. Devemos voltar sempre com certezas. Algumas mudanças nas escolhas, no estilo ou na maneira de se ajustar podem ser necessárias para dar mais certo o encantamento e a leveza dos momentos. Viajar também é experienciar o mundo! Um mundo muito mais amplo do que o da nossa rotina. E quanto mais se viaja, mais entendemos pessoas e as conhecemos fora de seus padrões habituais.

Não sei os outros, eu amo viajar, porém também amo voltar para o meu ninho. Chega uma hora que estar junto a tudo que faz parte da minha vida é necessário, é pacífico e fortalece o coração. Ao visualizar da janela do avião a chegada em Curitiba, minha cidade querida, com um horizonte digno de um quadro de proporções infinitas, senti gratidão.

As cores iam do vermelho, laranja, amarelo, verde claro e azul, numa linha imensa, acolhendo a capital paranaense que já se iluminava com a luz nas ruas e casas. Senti libertação e paz! Fui grata a Deus por cuidar de mim e de todo o caminho que percorri, me trazendo de volta ao convívio do lar. Ao desfazer as malas, as lembranças físicas e emocionais que trouxe ficarão para sempre, contando cada passo que dei e cada lugar que me acolheu, com pessoas maravilhosas. E com a graça divina sempre encontro os anjos pelo caminho.

Mas como ninho é ninho, aquele lugar todo nosso, onde sabemos exatamente onde tudo está, com nosso calor e cheirinho, com toda energia e carinho, voltar é um dos melhores momentos da viagem. Sim, a rotina reinicia, desligamos o modo avião e voltamos a nos conectar com o aqui e agora. Mas tudo isso é parte de uma vida de crescimento, cuja maturidade só vem com o tempo, a consciência e a amplitude de um espírito livre. E o mais importante e transformador é a sensação de pertencer ao lugar. Sensação esta que nos ensina a dar valor ao que somos em essência.

NAMASTÊ 


sexta-feira, 26 de junho de 2026

VOCE É O QUE É, SEMPRE?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Tirando alguns fatores como a presença de muitas pessoas estranhas à nossa convivência e talvez o próprio protocolo social, percebo muitos camaleões sociais, cujo comportamento muda completamente em reuniões. Se fosse só o comportamento, talvez não fosse tão preocupante quanto o é sobre a própria personalidade, que se transforma. E isso nos diz muito sobre pessoas, em quem confiar e com quem queremos estar, afinal se alguém muda seu jeito, suas palavras e atitudes, algo não está tão explícito sobre quem ela realmente é.

Todos devem conhecer alguém divertido, engraçado, humilde e simples quando está conosco, mas que se transforma em arrogante, onisciente e irritante quando está em grupo. Aquela pessoa que faz questão de te deixar sem graça com comentários desnecessários sobre seu jeito. E o que leva uma pessoa ser esse camaleão social?

Quando somos autênticos em qualquer lugar ou com qualquer pessoa, isto pode ser motivo de inveja ou ciúmes, levando o outro a tentar chamar a atenção para si através de atitudes que a sociedade elegeu como "elegância", mas que na verdade é apenas um rótulo na garrafa que não faz parte do conteúdo interior. 

O que é original é especial. E não estamos falando de comportamento imoral ou inadequado, que têm a ver com a educação. É sobre ser fiel a si mesmo, sendo alegre, compreensivo e protetor não só entre duas pessoas, mas a todo momento. Como julgar alguém que quando está a sós conosco é um e no social se transforma em irritante e cheio de moral, buscando oportunidades para nos envergonhar? 

Precisamos ser quem somos, sem medo de avaliações vindas de pessoas que não são felizes, não são honestas consigo mesmas e nunca saberão o que é ser quem realmente queremos ser. Pessoas transparentes são sinônimo de confiança e poder. Têm energia da luz divina e, talvez por isso, sejam alvos dos que não conseguem se iluminar, a não ser comprando pessoas com palavras que todos querem ouvir, ou com encenações de bondade.

É triste gostar de alguém, mas perceber este tipo de atitude quando estamos com outras pessoas. A única explicação é a de que estes oportunistas sociais precisam de aplausos e conquistar pessoas com a mesma energia, a fim de obscurecer quem brilha. Humilhar é uma forma de se colocar acima do outro, provocando queda energética em quem brilha. Quem concorda com as chacotas, provavelmente tem a mesma índole.

Admiro aqueles que tem coragem de ser exatamente o que são, pois é deles que vem a verdade. E conseguimos saber exatamente quem se fantasia e quem é o que é, estando a sós conosco ou numa multidão. Assim são os grandes e únicos que, muitas vezes são temidos pela real coragem de ser por fora o que são por dentro. Portanto, ser original é um grande avanço em toda energia que circula ao nosso redor, capacitando o entendimento de quem somos nós! Ganhar pontos é quem ainda joga com a própria vida, sem compreender que a beleza está em ser quem se é.

NAMASTÊ 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

O AMOR E O INVERNO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Pode fazer o frio que fizer, meu coração sempre estará aquecido.

Um vento gelado, às vezes, pode até balançar a esperança, mas ele é forte. Espera, suporta e não se entrega. Ama apesar de! 

E o amor é assim. A gente treme, mas aquece. A gente chove, mas o sol aparece. A gente silencia, mas só da boca para fora, porque por dentro gritamos, sentimos e expandimos. E como é bom acordar amando! Parece que tudo fica mais fácil, bonito e iluminado. 

Como no frio, que cobrimos o corpo com mais roupas, o coração também se aquece mais com a bondade, a lembrança e o carinho vindo ao nosso encontro. Nem sempre respondemos aqueles que entregam diariamente sua afeição por nós com seus "bom dias". É como se colocassem uma echarpe num coração que possa estar frio e endurecido, magoado ou apenas distante. Mas esse coração se aquece e entende que é lembrado. E suspiros são como o vapor que sai do gelo aquecido.

É por isso que abraços são tão bons e aconchegantes. Os corações se tocam e o calor dilata. Se pudéssemos ver a energia que o amor causa num abraço verdadeiro, talvez isso se tornasse mais frequente. Porque envolve não só as pessoas, mas tudo ao redor. É como o sol que derrete aos poucos a geada. E quantos precisam derreter o gelo acumulado em seus corações!

Quem tem um pouco mais de sensibilidade, sabe que olhando nos olhos de alguém, que são as portas do coração, percebe quando esta pessoa precisa ser agasalhada, aquecendo seu coração e dando esperança para continuar. Talvez ela se esquive, conforme a raiva ou mágoa guardados, mas com jeitinho podemos perguntar se quer experimentar um casaco quentinho. E muitas se entregam!

O inverno tem essa beleza de momentos mais juntos e a vontade de expandir nosso calor, principalmente para aqueles que estão frios em sentimentos. Vamos doar o que temos sobrando! E, se estamos felizes e com o amor em dia, por que não levar esse amor e calor aos que estão esperando pela luz aquecer suas vidas? Isto é pura energia se ampliando para o universo. Seremos instrumentos a tocar músicas mais suaves e ritmos que embalam qualquer coração.

NAMASTÊ 


sexta-feira, 19 de junho de 2026

AS DESCULPAS QUE MAGOAM

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Já reparou como temos mania de encontrar respostas para o desprezo ou erro das pessoas que amamos? "Ah, coitada, está muito cansada! Ele tá cheio de coisas na cabeça! Eles são assim meio estranhos! O marido ou a esposa não deixa ela ou ele ter atitude!" E por aí vão as desculpas. Protegemos naturalmente aqueles que nos são valiosos, mesmo sabendo que não é bem a verdade. Mas, nos conformarmos com as desculpas que damos para a ingratidão, descaso ou desfeita de tais pessoas, coloca um curativo no nosso coração entristecido amenizando a dor, mesmo sabendo que não é bem a verdade.

Ainda não somos verdadeiros o suficiente ao ponto de dizer "não quero fazer isto ou me encontrar com você neste momento". O jeito de falar é que muda tudo.  Normalmente, para nos impor e já colocar um ponto final no assunto, falamos num tom não muito acolhedor e isto acaba ferindo. Talvez por medo disto, por orgulho ou pela simples falta de coragem em dizer o que pensamos, inventamos histórias que nem sempre se encaixam perfeitamente no contexto. Ambos os lados sabem que há uma mentira naquela página, mas convivemos com ela para não criar intrigas.

Na verdade, o que acaba machucando mesmo é que criamos expectativas sobre o que gostaríamos de fazer com ou por alguém, mas nos deparamos com um bloqueio na estrada. Precisamos sofrer com isto? É a pergunta que vale ouro! Infelizmente, há uma série de sentimentos que começam a brotar sobre se somos amados, se nossa companhia é maçante, se somos um peso físico, emocional ou financeiro e isto tudo acaba nos levando a questionar a vida. Se não conseguimos nos desvencilhar disto tudo, entramos em depressão. E, mesmo se nos chamam, às vezes, não conseguimos mais ser autênticos, receando nos tornar incompreendidos. Isto acontece muito, mesmo que se negue ou se tente esconder com frases como "eu não estou nem aí", " eu não ligo, sou mais eu" ou "sempre tem quem me queira por perto". Da boca para fora somos poderosos, independentes e donos de si, porém no fundo da alma as lamentações fervilham e vão acumulando dores. 

Infelizmente, dores estas que desequilibram a energia vital, trazendo alguns problemas de saúde. Somos seres necessitados de conforto e amor. Gostamos de ser presentes e de sermos lembrados. Precisamos das oportunidades que nos façam sentir necessários e presentes na vida dos que amamos e até dos que nos rodeiam. Portanto, dê uma chance para quem quer te ajudar e estar contigo. Estará produzindo bem estar a um mundo tão egoísta e sem empatia. Essa transformação é sua, é minha, é nossa, sendo autênticos sobre os por quês. 

A dor invisível que afeta os corações é muito silenciosa. Ela vai se acumulando e precisa esforço diário para curar. E só a alegria de se sentir amado e presente na vida das pessoas, traz novamente a força de continuar. Precisamos realmente prestar atenção em nossas palavras e na forma com que saem da boca, sem afetar os que nos querem bem. E, antes que a companhia deles não seja mais possível, é necessário buscar um tempo para acolhê-los sempre que pudermos.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

É FÁCIL DESAPEGAR?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Aprender a desapegar nem sempre é tão fácil. Talvez doar umas roupas, o brinquedo ou o livro não seja um incômodo, mas deixar para trás histórias e momentos, remexem muito com sentimentos que nos fizeram felizes, crescer e ensinar. É o caso de vender uma casa, por exemplo. Precisamos desapegar com felicidade, quando vemos que a vida seguiu rumos melhores, que a prosperidade veio ao nosso encontro.

Porém, nem sempre deixar o simples, o básico e o aconchegante por algo mais luxuoso nos fará tão ou mais felizes, do que aquele lugar onde encontramos a energia que se ajustava a nós. Podemos até sentir aquela pequena vaidade por ter algo que possa deixar os outros de boca aberta, mas às vezes, há um buraco no coração que não fecha. E nos sentimos meio deslocados quanto ao conforto, à praticidade ou algo mais profundo, como um ninho mais íntimo e cheio de histórias.

O desapegar tem a ver com toda bagagem que precisamos trocar da mente e do coração. Há um certo medo no novo, que pode ou não trazer a satisfação esperada. Acontece que se precisamos por algum motivo deixar para trás coisas e pessoas, talvez seja porque há necessidade de crescimento e sair daquele quadrado que já está saturado e sem vida. Nas relações isto sempre acaba mal, quando um dos dois ainda não desligou o botão seguir em frente, insistindo em transformar a vida numa guerra de força e poder.

Aprender a desapegar do que não serve mais, do que já não traz movimento e aprendizado na vida, parece ser uma diretriz para todos nós, já que o maior dos desapegos seja o espírito do corpo físico. E diga-se de passagem, muitos têm problemas com isso! Precisamos entender que deixar para trás não significa necessariamente esquecer, mesmo porque tudo está bem registrado na mente. Temos livros de dramas, terror, romance, comédia e tantos outros sentimentos, todos prontos a serem tirados de nossa biblioteca mental, desempoeirados e lidos. E é interessante notar que as lembranças surgem através de pequenas coisas como músicas, cheiros, imagens. E revivemos o que estava escondido, talvez na hora certa para ajustarmos as ações do aqui e agora.

Portanto, o deixar ir não se perde como imaginamos. Ele está escrito no arquivo do universo, pronto para ser resgatado, mostrando alegrias e tristezas, faltas cometidas que possam nos envergonhar, mas também atitudes enaltecedoras. Podemos lembrar de pessoas incríveis ou cuja energia só nos trouxe dor, de momentos agradáveis, lugares acolhedores, mas também de desespero e terror. O que precisamos é usar cada fato como um aprendizado para a vida, estando mais alerta para definir o melhor, através de uma consciência internalizada, adotando o aprendizado como uma melhora no próprio comportamento.

NAMASTÊ 

terça-feira, 16 de junho de 2026

CORTINA DE FUMAÇA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Estava aqui tomando meu café num dia cinza e frio, vendo as notícias, que priorizam o futebol. Comecei a pensar quão interessante somos nós, tão absurdamente manipuláveis. Milhões de pessoas torcem cada uma por seus times e saem por aí atacando outras, porque são de  outro time. Chegam a se matar, destroem lugares e voltam à época das cavernas. De repente, as mesmas pessoas, vestindo outra camiseta da mesma cor e simbolo torcem juntas, se abraçando e se unindo numa mesma vibração.

A falta de bom senso sobre esporte, política e religião cria lutas onde deveria ser só torcida, estupidez onde poderia ter união, arrogância onde deveria ter respeito. Realmente, pensam que o divertido não é exatamente o esporte em si, mas a guerra, cujas palavras e atitudes fazem alguém ser diminuído e sofrer. 

Quanto à política e a religião então, nem se fala! E o pior é que quem se afasta disso é frio, enfadonho e sem graça, porque a humanidade está tão acostumada a ferir, que o simples fato de ter tudo na paz torna-se estranho.  Chegamos à triste conclusão de que as pessoas gostam da energia apimentada, de sentir o sangue ferver, de tomar posse da discussão ou situação, cheios de soberba. Algo me diz que isto está no DNA, já que se olharmos o passado, as arenas ficavam lotadas para verem outros serem arrasados.

É interessante como o vento nas velas muda rapidamente a direção do barco e, num mar tão cheio de opiniões, ficamos simplesmente a mercê do que pode nos beneficiar em dado momento. As roupas que vestimos identificam nossa pobre personalidade, inconstante e volúvel. É algo dentro de nós que instiga ser de determinado grupo,  bancando a "maria-vai-com-as-outras", sem ao menos entender ou conhecer realmente e a fundo onde estamos nos integrando.

Essa cortina de fumaça criada em nossas mentes tira o foco de nossa vida real, do que está acontecendo com o mundo e como agir para sobreviver. É uma tática antiga para aliviar as tensões do povo, enquanto alguns poucos planejam como avançar financeiramente. E acreditamos que isto é diversão e felicidade.

Enfim, meu café hoje foi filosófico e meio amargo. Mas me pergunto, por que temos a mania de abafar a realidade e esconder mais ainda o que sentimos? Talvez pela pura vontade de nos sentirmos parte do todo e, mesmo que por pouco tempo, fingirmos que algum grupo nos olha e aceita, sem questionar nada. E não tem conserto, pois a grande massa não quer entender, só aproveitar. Somos eternos aprendizes num curso que nunca acaba.

NAMASTÊ 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

ENSINAR É MAIS FÁCIL

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



É mais fácil ensinar do que colocar em prática o que ensinamos aos outros. Eis uma sábia frase que nos acompanha pela vida e que tem uma explicação coerente. Quando nos colocamos em uma posição perante a vida dos outros, sem que isso nos afete completamente, o modo "saber resolver a situação" liga rapidamente. Mas, por quê?

Simplesmente porque não estamos envolvidos emocional e fisicamente nos sentimentos e na mente delas. Há uma parte boa e outra ruim nisto tudo. Resolver problemas com tranquilidade e sem estar nervoso faz parte do mecanismo do cérebro que liga e desliga certas partes, conforme o estresse. Nervosos, o córtex frontal, que é onde planejamos a vida, desliga e a dificuldade de solucionar questões é dificultada.

Por isso, quando vemos alguém muito nervoso pedimos que respire, se acalme e leve oxigênio ao cérebro tentando ativar áreas necessárias para a solução dos problemas. Mas, como todos nós somos uma rede de informações neurais, às vezes é muito difícil controlar hormônios e sentimentos.

O lado bom é que quem está fora do problema, talvez possa auxiliar e nos dar opções que ainda não tivemos condições de pensar. Nem sempre conseguimos ouvir estes conselhos e ensinamentos, já que o corpo está no modo "lutar ou fugir", devido às tristezas e estresses encontrados pelo caminho. 

Talvez, antes de se iniciar uma aula, sempre se devesse acalmar a mente dos alunos, focando no aqui e agora, trazendo algo animador e que colocasse tais cérebros em função analítica e crítica. Cada pessoa traz dentro de si o que ouviu e viu desde que acorda até chegar na escola, no trabalho ou dos assuntos ainda não resolvidos e que incomoda e desvia o pensamento do que seria necessário focar.

Voltando à frase inicial, isto também é válido para quem sempre tem uma solução para os problemas alheios. Na hora de resolver os seus, se recolhe em lágrimas e o desespero toma conta, mesmo que já tenha aconselhado alguém sobre o mesmo problema. Tendemos a nos distanciar emocionalmente dos desafios tendo uma postura de quem sabe muito bem como resolver, mas sofremos calados.

Com tudo isso, é bom aprender a ouvir quando estamos fatigados. Talvez nem todos tenham bons conselhos, mas ter opções que possamos usar ou testar tragam saídas que não enxergávamos. E lembrar que pensar com calma pode trazer melhores resultados sobre tudo na vida. Resumindo: tudo o que fizermos, deve ser feito quando nosso corpo estiver orientado a focar o aqui e agora, com os mecanismos necessários a nos levar à satisfação de acharmos saídas seguras de sobrevivência. O problema é aprender e colocar em prática.

NAMASTÊ 

domingo, 14 de junho de 2026

O NÃO FAZER NADA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Adoro o frio! A gente faz uma mistureba de roupas para se esquentar: é meia grossa listrada, calça xadrez, casaco ou roupão o dia todo. Parecemos um ser de outro mundo andando com chinelões, assoando o nariz e esfregando as mãos. Não estamos nem aí para moda, o que importa é estar quentinho, em casa, aconchegados e tranquilos. 

Vale tudo! Uma xícara de café ou chocolate quente, pinhão, sopa cremes e comidas bem aquecidas. Os finais de semana, então, são maravilhosos no frio! É pura morgação, principalmente se a gente já tá na fase de querer paz e sossego. E os acompanhamentos são escolhidos conforme cada um, podendo ser filmes, livros ou apenas estudar e conhecer mais sobre o mundo. Esperamos que todos queiram isso, sem bater em nossa porta dizendo: " vim tomar café"!

É interessante como esta estação traz recolhimento. É necessário ao corpo e à mente esses momentos exóticos de nossas vidas. Mesmo se resolver fazer algo na natureza, tudo é diferente. O ar gelado contrai o corpo e o aproveitamento é quase como se o tempo fosse mais rápido e não tão inspirador. Precisamos dar uma parada nos sonhos e acolher a pausa sem resistência. 

Hoje tá esse típico dia de chuvinha fraca, frio e preguiça. Não quero pensar no amanhã, apenas sentir a coberta macia afogando minha garganta e cobrindo as orelhas. Dar um tempo para o nosso tempo agitado é mais que necessário, é inteligente e benéfico. Posso até pensar no bingo da igreja, nos prêmios e nas guloseimas. E espero não me arrepender, mas meu lar é tudo para mim. E é nele que quero estar hoje, relaxando e fazendo nada.

NAMASTÊ 


terça-feira, 9 de junho de 2026

A COLMÉIA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Toda colméia tem uma abelha rainha, cuja função é garantir a sobrevivência desta colméia. Diferente deste inseto, em nossa "colméia" não liberamos feromônios para neutralizar a reprodução dos demais participantes, mas ainda assim buscamos controlar o comportamento social dos indivíduos, preparando o grupo para o mundo.

Acontece que as colméias humanas podem ou não ter a sorte de serem estáveis, amorosas e participativas. Se olharmos para o passado, sem justificar ações ou erros, a rainha ou rei se esforçaram muito para dar ao núcleo o melhor que podiam. Conforme o desespero, até tiveram atos considerados escusos. A diferença das abelhas para nós é justamente o respeito pela rainha e o esforço em manter o grupo unido e sadio.

Sabemos que o papel executado foi honroso, quando o exército persiste num relacionamento de proteção e ajuda a cada membro, sem exceção.

Quando uma rainha deixa de viver, o grupo não luta pelo poder, mas alimenta as larvas para que se tornem rainhas. Assim deveria ser quando pais e mães se vão. Os filhos deveriam respeitar uns aos outros e continuar a se proteger e amar. Mas nossas vidas não têm laços de colméia, cada um segue um rumo diferente, buscando se salvar de um mundo tão controlador e competitivo. E a antiga colméia já não serve mais.

Muitas vezes, saem de seus abrigos e, voltar para visitar ou rever os que ficaram se torna um incômodo, pois preferem se livrar dos ensinamentos e verdades que agora só se tornaram pesos dos quais querem distância. E sentir a liberdade de escolher é viciante! 

Acontece que nada dura para sempre. Nem a rainha estará esperando no trono, nem a vida será tão satisfatória lá fora. Talvez a flexibilidade possa ser uma boa companheira para cada operário. Como seres humanos, podemos voar para onde quisermos, aprender com a própria vida, mas também ter gratidão por aqueles que construíram a colméia e nos acolheram por anos, muitas vezes sem olhar para si mesmos. 

E a vida passa muito rápido. Quando vemos, já foi o vigor da mocidade, as grandes oportunidades de realizar sonhos e queremos apenas estar em paz, sem precisar provar nada para ninguém. Tomamos o lugar dos donos da colméia e podemos sentir as mesmas dores do ninho vazio. Mas, se tiver sorte com seus filhos, este ninho terá sempre a visita, o carinho e a preocupação com quem lhes deu a vida. E este é o mais lindo papel da família!

NAMASTÊ 

domingo, 7 de junho de 2026

O QUE SE ESCONDE NAS PLANÍCIES

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Um dia a gente se dá conta de quão imenso é o mundo e que ele não é feito somente de planícies, mas também de montanhas. Além dos outros tipos de relevos, estes dois são os que mais se destacam, como se todo o restante fosse somente uma maquiagem para ambos. E nossas vidas parecem exatamente pertencer à energia destas geografias. 

Há um passado nas alturas e um presente nos vales, ou vice-versa. Nos perguntamos por que tudo muda tão rápido e o que parecia divertido, agora se esconde entre as lembranças. A paisagem de uns agora é muito mais ampla que de outros. Mesmo assim, nunca ninguém está realmente feliz, já que além da altura, podem haver outros detalhes como um cenário exuberante ou gelo, folhas secas e terra rachada.

Passamos por tantos territórios, que alguns ficam até esquecidos. Não são tão significativos, mas nos ajudaram a caminhar por entre pedras e espinhos. As ranhuras que ganhamos moldam o que somos hoje, sem dó, nem piedade. Com o tempo, começamos a apreciar o que está mais ao redor, sem exigir tanto esforço do nosso corpo que, cansado, machucado e até irritado, insiste em nos pedir calma e bom senso.

É uma caminhada longa a vida! Altos e baixos, alguns fazem questão de fincar a bandeira no topo mais alto, achando que serão donos dele. Iludidos com sua própria força, olham de cima para o vale e riem, como se o resto do mundo fosse um tapete aos seus pés. Um dia estarão mais baixo que qualquer planície fazendo parte das entranhas da terra. Isso é como o vento que sopra no pescoço de cada um, morno ou gelado.

É importante sentar e lembrar de quem fomos, o que fizemos, quem ajudamos ou prejudicamos. Que ferramentas utilizamos para escalar ou para derrubar alguém que estava no caminho. E responder por que fizemos tal coisa, por que traímos quem era ou é importante, por que precisamos acampar no lugar que estava reservado para outro. Respostas que não queremos dar a nós mesmos, pois ainda estamos no alto, olhando por cima, condicionados ao por-do-sol no horizonte, ao invés de apenas sentir a sombra cobrir o vale. Altos e baixos...!

Acontece que lá na montanha também esfria, se adoece, tem solidão e a rotina desgasta, da mesma forma que na planície. Onde quer que se esteja, somos complexos demais para só apreciar e ter falsos sorrisos. Nas sombras do corpo estão os segredos de uma vida turbulenta, arrogante e, no fundo, monstruosamente egoísta. Subimos e descemos, descemos e subimos, mudando o visual externo, mas carregando o interior de suspiros, culpas e arrependimentos. Tudo é só um grande teatro, onde as coisas materiais encobrem quem realmente somos. Porque enquanto brilhamos como um horizonte alaranjado, tiramos o foco do que se esconde nas entranhas da paisagem interna. E podemos sobreviver enganando aos outros, mas não a nós! E aí mora a verdade...

NAMASTÊ 


sábado, 6 de junho de 2026

APROVEITE CADA ESTAÇÃO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



O inverno está chegando e as manhãs geladas já fazem parte do nosso despertar. O café quentinho é o que nos inspira a sair da cama aconchegante. Não importa a estação do ano, a vida continua e a maneira como cada um encara o dia continua sendo rotina.

Você já pensou em qual estação se sente melhor por dentro? Aquela que dá mais ânimo, inspiração e força para realizar, pensar e até mudar? Talvez devêssemos ter um tempo para nos recolher, como fazem os animais ou deixar ir o que só ocupa espaço para acolher o novo, como as plantas.

Fato é que o ciclo da vida nem sempre é respeitado por nós. Conforme o metabolismo de um e outro, fugimos para lugares mais quentes ou mais frios, não dando tempo para as transformações. Ou simplesmente ignoramos o que o corpo fala. E, se por acaso desfrutássenos mais do frio ficando um pouco mais aconchegados nas cobertas, talvez nos braços do amor, jogando prosa fora? Ou quem sabe abrir o armário e tirar a caixa empoeirada de fotos para apreciar junto com alguém os bons tempos de outrora, ajudasse o coração a esquecer brigas e rancores.

Todos os dias são como folhas se soltando numa grande árvore da vida. Talvez ela volte a brotar, talvez já esteja velha demais e só representará um espectro de galhos secos enfeitando uma paisagem verde, até que a própria natureza se encarregue de absorvê-la. Há sempre os mais sensitivos que se encantam com ela e a respeitam, mesmo sem a exuberância do colorido, pois ainda decora o ambiente.

Em moradas do nosso coração as quatro estações fazem parada constante. Nossos erros também são responsáveis por aprendermos como reagir às provas da vida. O amor se beneficia do calor humano e a frieza que lançamos mão pode congelar relações. Quando florescemos tudo parece mais significativo e o potencial também prospera. 

Cabe a nós entender a natureza da qual fazemos parte e sincronizar nossos relógios com ela para tirarmos benefícios de cada momento de nossas vidas. Sem pressa, nem desespero! Apenas deixando que mente e coração se unam com bom senso suficientes para que cada estação traga as mudanças que necessitamos dentro de nós e nosso tempo seja perfeito, a fim de darmos frutos numa próxima estação.

NAMASTÊ 

terça-feira, 2 de junho de 2026

HÁ UM AMOR QUE É ESPECIAL

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



O amor vem de onde não se espera. Ele surge como carinho, lembrança e aconchego. É bom se sentir amado! A vida parece mais fácil e a saúde agradece. Mesmo tendo o amor de pessoas especiais, ainda assim sentimos um vazio quando não recebemos daqueles que mais esperamos.

Como terapeuta, ouço muitas confissões sobre a falta de amor. As pessoas sofrem caladas, adoecem e, na pior das hipóteses, se entregam à depressão. Por mais que se auxilie através das terapias, a dor no coração só é curada com o melhor remédio existente em outro coração: o amor! 

Existem formas de fortalecer o pensamento, desviar o foco ou distrair a mente, mas enquanto aquele laço sagrado ainda estiver ligado a nós, voltaremos a esperar a cada dia um gesto de amorosidade, carinho ou atenção.  O que se faz para não desistir da vida em si é ter ideais, amizades, atividades que encham as horas e que enganem o cérebro a não ficar sempre com as mesmas memórias. Pois, se nos fechamos num casulo, a mente só lê o que deixamos escancarado na pauta.

Toda vida pertence a um ciclo: nossos órgãos trabalham com determinadas glândulas, cujas funções são diversas. A exemplo disto, falemos dos pulmões, ligado ao chakra do coração, já que é sobre isto nosso texto. Ele trabalha com a glândula timo e juntos defendem o organismo. Como ele é um receptáculo da tristeza, baixamos a imunidade com este sentimento, causando problemas pulmonares, gripes, asma, bronquite e outras. 

Se fizermos um mapeamento da vida de alguém e da falta de amor, chegaremos nas somatizações de doenças. Parece ilógico, mas somos energia e, se ela se desequilibra, precisamos mais do que remédios em frascos. Precisamos da essência do amor, vindo daqueles laços espirituais. 

Sabemos bem que a simples atenção nos faz sentir parte da vida. E, mesmo entendendo que o curso desta vida separa pessoas e que elas precisam de espaço para florescer, não queremos ser deixados de lado como uma velha máquina. Só precisamos que alguém, de vez em quando, coloque lenha na fornalha, ou limpe a ferrugem das peças para que haja força da musculatura voltar a sorrir, os olhos brilhar e as mãos se estenderem para acolher. Os que lembrarem de amar estarão em paz e, com certeza, serão abençoados, pois um dia estarão também no lugar das máquinas desgastadas e com sorte, terão lugar num espaço único e bondoso, preparado para lhes acolher com muito Amor.

NAMASTÊ 

sábado, 30 de maio de 2026

O PASSADO ENSINA O PRESENTE

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Ninguém lembra do que foi e fez, exatamente. Das crises e histerias, da falta de bom senso e das confusões que armamos ou nos metemos. Hoje, ao buscar um certo assunto nos antigos emails, me deparei com acontecimentos do passado e percebi quanta coisa tive que suportar e que, muitas vezes, perdi o controle. Quantas vezes sofri com traições e como tive que afastar pessoas que confiava e amava, de minha vida.

Isto não acontece só comigo. Se você resolver bisbilhotar o passado, vai acabar se espantando com tudo que já aconteceu em sua vida e, talvez por conta disso, o quanto mudou ou tentou se libertar de certas pessoas e situações. Por isto tudo, aprendemos a observar melhor e analisar nossas atitudes. Quando se é mais jovem, bater no peito e dizer "não levo desaforo para casa" é até normal. Estamos numa fase de adaptação e conquistas na vida. Queremos provar nossa capacidade e nos posicionar como donos de nós mesmos.

Mas, o tempo passa e algumas coisas vão realmente cansando. Cansamos das explicações, dos gritos, dos falatórios e das fofocas que expõe pessoas a serem vítimas dos achismos. Vamos mudando a forma de pensar e agir. Isto não significa que esfriamos e que não sentimos tristezas e mágoas, mas que aumentar a bagagem só causa pesos e mais dores. Então, sofremos no silêncio e não mais no escândalo. Preferimos ouvir somente a voz interior e nos culpar ou acalentar. 

O mundo seria muito diferente se não existisse o tempo. Porque todos seriam capazes de se deparar com as consequências de suas ações no futuro. Há quem busque crescer espiritualmente, mas também há os que viram pedras e só vão se moldar se algo muito pesado cair sobre eles. Infelizmente, nem todos param para pensar sobre quem foram e quem são, hoje em dia. Se mudaram ou se continuam com as mesmas manias ou idéias irracionais. Temos um tempo para descobrir que a maneira como estamos agindo, não tem funcionado para sermos felizes. E que o orgulho somos nós que dominamos e não o contrário. Precisamos aprender a soltar o que está machucando e conquistar a liberdade de sermos mais leves, porque é assim que alcançamos paz e felicidade. 

Todos têm um tempo para aprender, pensar e reconstruir seu próprio caminho. Porém, sempre é mais fácil quando tomamos consciência disso e nos propomos a estas mudanças, antes que alguns sentimentos nos consumam e causem doenças. Podemos mudar, mas esteja preparado para aqueles que fazem questão de nos lembrar do passado e de como fomos, sempre prontos a nos atingir. Eles ainda precisam de apoio para seus próprios anseios e dúvidas sobre suas vidas. E, os erros dos outros são um consolo para quem não consegue enxergar os próprios. Não entre nesta energia e siga moldando seu espírito. Afinal, qual é realmente a função de uma vida? Aprender...

NAMASTÊ 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

REFLEXÕES SOBRE A VIDA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Nem sempre sei o que é realidade ou sonho. Às vezes, na calada da noite, a mente me confunde. Talvez as preocupações se misturem com os sonhos e, num estágio do sono fico resolvendo questões ou até recebendo informações para escrever textos. Ao acordar, fico me perguntando se inventei ou só pensei, em semi consciência.

Olhar o mundo de dentro do furacão só mostra confusão e a perspectiva de melhora parece distante demais. Porém, quando o vento passa, apesar dos estragos causados, há energia para reiniciar e coragem para descobrir os caminhos que sobraram. O mar de rosas, às vezes, é somente a força que ainda emana das entranhas.

Já passamos por situações que nos fizeram pensar sobre o que vale a pena. Após um tempo, tudo se encaixa como num quebra-cabeças, pois na verdade, somos realmente peças que podem ou não fazer parte da imagem. E, quando não somos, a solução é criar uma nova imagem, onde haja um espaço digno e verdadeiro para nós.

Talvez uma das piores dores da alma seja a do desprezo. Ela é silenciosa e venenosa. Causa muita turbulência no sistema do nosso corpo e a tristeza se instala no coração. Por mais que o esforço de viver bem seja uma meta, quando sentimos o desprezo de quem amamos, a mente não consegue fluir como deveria. Confusos, nos perdemos em dúvidas e culpas. Nos agarramos na fé de que Deus, um dia,  irá acalmar a situação.

Dores como medos, dúvidas e frustrações também são verdadeiras fontes de estagnação. Talvez o erro esteja justamente nisto: entregarmos o jogo! Na verdade precisamos aprender a blefar ou abrir os olhos para as cartas que caem no centro da mesa com mais atenção. Se nos sentirmos cartas fora do baralho, talvez seja hora de mudar o jogo ou os participantes.

Ao olhar para o mundo de fora do nosso corpo, vemos muito mais do que imaginamos. Existem mais caminhos e saídas para nossas aflições, agonias e medos, escondidos entre o que não víamos com os olhos focados só ao nosso redor. Nossa mente condicionada, moldada por tantas crenças, hábitos e experiências, influencia consideravelmente nossos julgamentos e, por isso, falta-nos visão sobre detalhes. Detalhes estes, importantes para virar a chave e abrir portas para soluções.

Com tudo isso, podemos resumir o texto em frases como: "nem tudo é exatamente como imaginamos", " buscar a força interior não é tolice, mas sabedoria" e " não desista da fé, pois há muito mais na vida do que estamos acostumados a enxergar".

NAMASTÊ 

domingo, 24 de maio de 2026

POR QUE SOFREMOS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Quando a gente faz as refeições sozinhos, no silêncio da manhã chuvosa, os fantasmas do pensamento nos assombram sem piedade. É como se a vida fosse uma roda gigante e em cada cadeirinha estivesse sentada uma pessoa que amamos e nos preocupamos. Ela gira muito lentamente e a história de cada uma aparece na tela mental.

E surgem aquelas interrogações tão comuns: por quê? como? o que fazer? As respostas racionais aparecem rapidamente, mas as espirituais sacodem o coração e nos acolhem na fé. É nesta hora que as mãos atadas se mostram para o mundo. Um mundo incrivelmente maravilhoso, mas cheio de dúvidas, medos e injustiças. O estômago dói porque sentimos a energia tentando se afastar das incertezas. 

Nosso corpo é tão ajustado para nos curar, porém o sofrimento demasiado desequilibra tudo e caímos numa armadilha cheia de dores, doenças e remédios que acabam intoxicando ainda mais nossa bela máquina. Sofrer por aquilo que dá errado, que não conseguimos realizar ou pela perda é externar a dor que vem das entranhas, mas que muitas vezes não consegue achar a saída. 

É normal sofrer, pois faz parte de um mecanismo emocional, cuja finalidade é abrir nossos olhos para certas circunstâncias. Porém, deixar que o sofrimento seja algo natural nas nossas vidas é aceitar que não merecemos a felicidade e isso torna-se um perigo para o que se considera saudável. 

O sofrimento vem de fontes diversas, desde falta de amor, de inclusão social, de comparações com outras vidas e de saúde. Não parece, mas sofrer em demasia pode causar comportamentos autodestrutivos, isolamento, raiva exacerbada da vida e das pessoas e até agressividade. O sofrimento silencioso pode até causar a morte daquele corpo, por não conseguir reagir mais e se entregar.

Podemos sofrer por conta de acontecimentos atuais, como por traumas passados, muitas vezes escondidos num subconsciente destruidor, causando muitos males na forma de agir e pensar. O sofrimento parece cancelar do cérebro a coerência, o bom senso e o discernimento, agindo sem escrúpulos nas ações de quem sofre, tornando a pessoa confusa ou insana. Ela precisa fazer algo para "parar de sofrer", mas não pensa nas consequências de seus atos. E, infelizmente, isto causa uma onda de energia de sofrimento para tudo ao redor dela.

Vários hormônios responsáveis pelo equilíbrio do corpo podem afetar nossos sentimentos, mas especialmente o cortisol elevado que, além de causar esgotamento físico e mental, acaba por aumentar nossa pressão e gordura corporal e baixa a imunidade. Não tem um botão de liga/desliga para o sofrimento, mas dentro deste sentimento podemos ao menos tentar viver melhor. Devemos buscar estar em grupos de pessoas praticando exercícios, fazer caminhadas meditando, estar mais em contato com a natureza, ler bons livros que inspirem a vida, abrir o coração para pessoas que nos amam e possam orientar, enfim, não focar no problema dia e noite. 

Isto irá criar uma vida melhor para si e todos ao nosso redor, pois o sofrimento faz toda uma estrutura ruir junto. E esta energia de dor, tristeza e silêncio é um templo de seres espirituais prontos a atacar e sugar de vez toda energia. Por mais dolorido que esteja, não devemos deixar de orar, sorrir e mais que tudo, amar. Sofrer faz parte, o que não faz parte é deixar de buscar a felicidade e aproveitar a própria vida, mesmo que isso signifique apenas bons momentos de distração, risos e abraços.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

O CAMINHO DO MEIO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Você já deve ter ouvido falar no "Caminho do Meio". Seguir este caminho nos faz buscar equilíbrio entre os extremos na vida. Nem tanto o exagero no prazer, nem tanto a flagelação. Com isto, fortalecemos a clareza mental e emocional.

Este termo foi divulgado por Buda, que em sua jornada percebeu que a paz só é alcançada quando equilibramos nossas vidas. Por escolhermos caminhos extremos de apêgos materiais, exacerbação sexual ou negligenciar o próprio corpo através de jejuns e autopunições exageradas, vamos perdendo o equilíbrio que traz a real grandiosidade da vida.

Este caminho não significa tornar a vida sem sentido ou monótona, mas criar disciplina e consciência. Todo exagero torna-se doença, assim como descartar o que o universo nos presenteia também.

Existem muitas opiniões sobre o que é realmente o caminho do meio e eu, em particular, imagino em minha vida três caminhos. Observo que um deles seria o radicalismo, exagerar em tudo que se faz em relação ao próprio corpo e pensamentos, o outro, negligenciar os presentes da vida para viver no niilismo. Por outro lado, o caminho do meio se abre para um horizonte maravilhoso, cheio de aprendizados e oportunidades que nos fazem parar e pensar, além de organizar a vida para um crescimento físico, espiritual e mental. 

Tudo que é feito com bom senso e equilíbrio traz evolução. Trilhar este caminho é construir uma vida moderada e tentar evitar o sofrimento gerado pelo excesso de atitudes insanas. Precisamos entender que não há estagnação, nem no que é bom demais, nem no que é desagradável. Tudo continua num ciclo de aprendizado e nos agarrar a um dos lados estaciona a vida.

Quando se escolhe este caminho, podemos ter, inclusive, uma perspectiva maior sobre a vida, as atitudes e todo processo gerado num sistema de almas presentes em nossas vidas. Como comparação, ao comermos devagar demais, a comida esfria, perdemos a vontade de comer e nosso corpo se debilita. Se comemos como esganados, com pressa, acabamos por não saborear o alimento e repetimos mais vezes, inchando o estômago e reclamando de indigestão. Que tal mastigar devagar, olhar para seu prato de comida e agradecer cada substância que esteja nos trazendo saúde e vida?

Caminhar na estrada do meio é simplesmente fluir na vida, livrando-se do que nos trava ou do que faz nossa energia escoar. Dizer "eu faço isso muito bem" é não enxergar o quanto temos medo de tomar decisões que sabemos que estão pesando na mochila. Podemos nos desviar na rota algumas vezes, mas reencontrar o caminho do meio é a melhor decisão para viver em paz. Pense nisso!

NAMASTÊ 

domingo, 17 de maio de 2026

QUEM CUIDA DE MIM?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Existem pessoas prontas a acolher as dúvidas, o sofrimento e o cansaço das outras. Elas sempre estão dispostas a dizer "sim, eu posso"! E o mundo se aproveita destes amorosos caridosos para deixá-los cuidar do que, de repente, seria nossa vez ou nossa obrigação. Essas pessoas são chamadas de altruístas, dedicando tempo, força e energia aos que elas enxergam com necessidades. Já vi e ouvi gente dizendo "é nosso burro de carga" ou rindo daqueles que só pensam em ser amorosos.

Mas, paremos para pensar quem é que cuida destas pessoas, quem de fato olha para todo tempo e esforço que dedicam, ou o quanto o cansaço está dentro de suas almas? Essas pessoas não precisam ganhar prêmios ou serem ovacionadas, mas apenas serem vistas, porque dificilmente alguém olha por elas. Aos poucos, mas sem demonstrar, seus corpos se fragilizam, suas mãos tremem e suas pernas já não conseguem concluir o mesmo caminho que antes, tamanha é a doação de sua energia.

Elas estão bem ao nosso lado, talvez dentro de nossas casas ou fazendo parte do convívio. Acostumados que somos com seus trabalhos e dedicações, muitas vezes até nos ofendemos quando elas dizem "hoje não posso"! Precisamos nos dar conta do que é sadio ou egoísmo em fazer delas um suporte contínuo. 

Levando em conta o quanto se sentem bem fazendo o bem, também é injusto bloquear sua ajuda, não as deixando fluir como um espírito caridoso a cumprir sua missão na Terra. A questão é até que ponto somos aproveitadores da bondade alheia. Vemos isso nos colégios, empresas, nas amizades, comunidades e na própria família. Porém, essa índole de caridade pode estar ligada também à baixa auto-estima ou solidão. Elas precisam mostrar ao mundo sua presença e receber do mundo aconchego em seus atos. Precisam se sentir presentes.

Contudo, também existem pessoas que estão sempre querendo auxiliar de alguma forma, mas não permitem intrusos nos seus problemas e vidas, fechando-se numa concha, pois não podem demonstrar fraqueza, já que são fortes o suficiente para ajudar os outros. Elas sofrem caladas em seus orgulhos e isto é uma fonte de somatizações de doenças. 

Na verdade, a vida é mais leve quando deixamos que pessoas com boas intenções e corações se aproximem e nos façam favores, nos acolham em seus braços e nos amparem com seu trabalho, palavras e carinho. É maravilhoso pensar que num mundo imenso, alguém sempre está ao nosso lado nos perguntando se estamos bem ou se precisamos de algo, sem haver cobranças, nem imposições, mas apenas porque somos importantes para elas. 

Esse amor que recebemos e doamos faz toda diferença no mundo interno de cada ser humano, dando a ele a capacidade de sentir-se parte do todo. E as relações afetivas podem ser melhoradas com o néctar que cura: o Amor! Mas precisamos respeitar quem ajudamos e quem nos ajuda, num sistema equilibrado de energia e de aceitação do processo de cada um.

NAMASTÊ 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

DIA INTERNACIONAL DA FAMILIA

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Hoje é o dia internacional da família! E o que consideramos família? Para saber isso, precisamos entender que família é uma palavra derivada do latim "famulus" que significa escravos. Essa palavra me causa arrepios. Isto foi usado para todos que estavam sob a autoridade do chefe da casa na época da escravidão. Com o tempo, estendeu-se também aos descendentes, aos que criaram laços de união e à ancestralidade.

Algumas correntes psicológicas hoje, consideram família a que criamos com laços afetivos e descendentes, sendo os outros denominados familiares, ou seja, que pertencem ao núcleo, mas já não convivem diariamente. Hoje em dia, as famílias podem ter estruturas diferentes, mas nem por isso se desconsidera o poder de ter uma família. Crianças crescem e criam suas próprias famílias e os pais viram familiares. Mas, para esses pais, seus filhos ainda são família.

Uma família normalmente convive num mesmo espaço, contribuindo conforme seus dons e aprendizado para o conforto, a alegria e orientação de cada membro. Famílias são facilmente desarranjadas quando um ou mais membros falham nos cuidados dos outros ou de si mesmo. Isso causa muita dor para os que se acostumaram com o sistema.

Apesar de considerarmos primeiramente o fator biológico para falar de família, a vida nos mostra que há muito mais família dentro de corações humanitários e amorosos, do que propriamente nas relações sanguíneas. Muitos acolhem dentro de suas vidas filhos de outros, com muito mais afinidade e, mesmo existindo os pais biológicos, estes se tornam verdadeiros apoios e segurança na vida daqueles.

Na espiritualidade, famílias podem ser construídas para trabalhar o amor e a resiliência, dentro de um contexto de carmas. Alguns podem fazer parte como auxiliadores na evolução de todos, outros para resgatarem problemas de vidas passadas. A importância de observar todos os membros da família, suas relações e suas índoles são de extrema importância para deixar a construção firme e adaptável.

Muitos membros não conseguem se adaptar e saem (às vezes antecipadamente) do núcleo familiar, buscando a própria vida. Nem sempre a energia do ambiente proporciona a paz que alguns espíritos precisam, devido à grande sensibilidade que têm. Outros, na revolta, acabam numa estrada fria e escura.

Chamamos família também quando reunimos todos aqueles que fizeram parte de nossas vidas na árvore genealógica. Cada um, com certas responsabilidades sobre a vida dos outros, causa uma onda de sua própria energia no todo, construindo ou destruindo vidas. Romantizar família é descartar toda dificuldade que existe no convívio com outras pessoas. Alguns são desleixados, outros extremamente caprichosos; alguns são grosseiros, outros amorosos. Nisso tudo, vêm dentro de cada um, sentimentos de desprezo, desatenção, mimos exacerbados, pouca conversa, educação baseada em força, além de ciúmes e inveja. Lembrando que para morar junto precisamos respeitar cada membro em seu momento de pensar, chorar, se irritar e estar só. É difícil manter uma rotina de convivência e bem-estar onde todos se sintam perfeitamente acolhidos, lembrados e respeitados. Afinal, existe uma vida única, numa vida em comum.

Contudo, é maravilhoso conseguir formar uma família na vida, pois estamos nos dando o direito de evoluir através do amor e também da dor. Hoje em dia, criamos vínculos afetivos também com amigos importantes em famílias comunitárias. O importante em tudo isso é trabalhar a paciência, a caridade e mais do que tudo, o amor. Afinal, no fim das contas, SOMOS TODOS UM.

NAMASTÊ 


quinta-feira, 14 de maio de 2026

SURPRESAS DIVINAS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Interessante como Deus nos manda mensagens quando pedimos. O dia hoje foi um tanto quanto desgastante. O emocional tá abalado, o corpo dolorido e a vontade de ficar só foi enorme. Pensei muito em desistir de tudo que tinha programado e me entregar à quietude, só deixando o corpo se refazer da dor.

Mas resolvi ir fazer compras, mais para caminhar no sol, do que para gastar. E fui conversando com Deus, pedindo orientação, força e paz. Voltei, fiz meu almocinho e sentei para saborear a comida, quando toca meu telefone. Uma amiga e aluna de biodança pedindo um tempo para desabafar as dores que está sentindo, desde a última aula onde trabalhamos o movimento sistêmico com uma Consteladora. Mexeu muito com todas. Conversamos um pouco e decidimos marcar um encontro. 

Ao desligar, tive a sensação de que minha missão não podia ser esquecida, pois cheguei a pensar na possibilidade de deixar as aulas. Eu também precisava delas, disse meu coração. Com o corpo dolorido devido à somatização que tive fiquei entre cancelar a aula da tarde ou enfrentar meu cansaço. Novamente senti que mais pessoas precisavam das aulas e do que eu levaria aos seus corações e parti para a aula. Lá fui ensinada mais do que ensinei. Vi olhares sofridos, mentes confusas e espíritos buscando conforto. E meu corpo firme.

Ao sair, mensagens de amigos no whatsapp foram tão aconchegantes e amorosas que senti o acolhimento que precisava neste dia. Deus havia me acolhido através do coração de todas essas pessoas. Eu não estava sozinha como havia pensado. 

Às vezes, nos sentimos sem chão, mas Deus constrói o assoalho. Pode ser que o problema ainda exista, mas Ele ameniza com seus truques que desviam nossa atenção e nos ajudam a acreditar no amanhã. Eu confio e agradeço! Sei bem que Ele está presente, mas só quem aceita, consegue sentir suas obras. E as entende...

NAMASTÊ 

HISTÓRIA DE VIDA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Há uma diferença entre o que eu acho de minhas atitudes e o que os outros pensam delas. Nas nossas cabeças podemos estar pensando que é o certo, pois foi assim que nossa história nos fez  pensar. Agimos como sentimos ser o correto e o ideal para cada momento, sem refletir se existem outras saídas ou outras formas de nos expressar. Algumas vezes, ferimos! Porque assim somos nós! Cheios de antes e durantes, o agora é como aprendemos com a vida a nos defender e nos posicionar.

Toda mente é um receptáculo de lembranças que nos chicotearam, nos transformaram e nos causaram dores tão profundas, moldando hoje nossa personalidade, nossa maneira de ser com o mundo. Quando admiramos alguém pela forma que age, talvez seja uma pessoa que foi mais amada, acolhida e teve menos tensões na vida. Talvez seja aquele que teve mais oportunidades de se encontrar, ou apenas seus sentimentos tenham desmoronado a tal ponto que hoje não têm mais tanta sensibilidade, só aceita e quer viver. ("Pouco importa o que os outros sentem, porque o importante mesmo sou eu! E eu me bloqueio contra o que não quero ouvir, nem sentir"!)

Cada corpo neste planeta é um livro de histórias. Histórias boas e ruins, que vão grudando na memória celular. E só nós sabemos os dias em que a dor nos consumiu, o choro foi silenciado e a responsabilidade jogada nas nossas costas, quando nem ao menos entendemos o significado disto. Achamos que agimos certo, mas o mundo nos culpa. E vamos saindo de cena, nos transformando mais uma vez, ganhando adjetivos de carrancudos, antipáticos ou depressivos. E tudo que queremos é nos entender e talvez, só talvez, entender o mundo. Porque a maturidade também cansa. Cansamos de pisar toda hora em ovos para não ferir aquele que está fragilizado, quando nós já quebramos faz tempo e usamos cola para juntar os caquinhos. Cansamos de tentar opinar, quando na verdade ninguém quer ouvir nossa voz, apenas ouvir a própria voz. Cansamos de aparecer, de fazer parte do grupo enlouquecido, de ser apenas um suporte para amenizar a consciência de todos. 

E vamos curvando as costas com tantas bagagens, vamos andando mais devagar porque o peso do corpo está além do que as pernas suportam. Não pela gordura corporal, mas pelas dores, tristezas e mágoas que transbordam pelas células, envelhecidas e murchas.

Todos só se lembram de nós de verdade, no dia em que nos despedimos da vida. E lá estaremos nós sendo vistos de verdade, quando na vida passavam por nós e nem nos olhavam por completo. A dor estará selada para sempre. E como agíamos, será só um fato, uma história.

É difícil ser justo e coerente num mundo que deveria ser menos cruel em termos de palavras e atitudes. Mas cada um sabe como quer e como pode ser através de sua índole e consciência. É viver numa gangorra onde o outro nos eleva, mas também nos faz cair. Tudo de repente, sem avisos. E a alma se assusta ou se diverte. 

Ganhamos papéis, títulos e todos com regras rígidas cuja mente briga eternamente com o coração. Não faça, não aja, devia ter sido assim, errou... Frases continuamente bombardeadas sobre a fragilidade de um corpo, esmagado pela energia do pensamento universal. E vamos voltando à posição fetal, nem que seja só no pensamento. Quem somos nós, afinal? E por que não encontramos o verdadeiro equilíbrio vivendo satisfeitos e felizes por completo? A resposta talvez esteja justamente no processo de crescimento e despertar para cada ação errada e pensada, para cada atitude tomada de improviso sem serem medidas as consequências e para cada palavra saída de nossas bocas sem perceber o que causamos às pessoas. Para equilibrar, precisamos ir testando os pesos e medidas.

Talvez muitos nem se importem com o que provocam, outros por sua vez, ficam eternamente angustiados com este peso da responsabilidade em mudar o rumo das vidas. São vidas, são histórias de vidas, somos nós! Seres moldados com argila, secando e se enrijecendo ao calor das emoções. Incompreendidos e incompreensíveis. Trabalhando para nos descobrir e ter um pouco da paz que todos precisam para seu próprio espírito. Busca eterna e continua...

NAMASTÊ