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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

sábado, 29 de agosto de 2026

QUANDO AMAR É DOLOROSO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


E quando de repente a folha seca e ela começa a se destacar, não pela beleza, mas porque é diferente? Tudo aquilo que parecia nunca acabar pode escoar de repente, se não temos o cuidado necessário com nossos atos.

Parece haver um reservatório que nos auxilia a continuar amando. Sofremos, ouvimos e perdoamos. De repente, ao nos encantar e resignar, o ponteiro novamente sobe e lá estamos nós, prontos a nos doar, porém nada preparados para sofrer novamente. Só que ele desce mais rápido numa nova decepção. E para voltar, o custo é mais alto.

Não há folha seca que regenere. A natureza é sábia. Tudo tem um tempo, mesmo que os cuidados sejam extremos. Um dia, ela se desprende e lentamente acaba decorando o chão. Seria desta forma que um coração machucado acaba? 

O jogo é diferente, a situação muda, quando envolve sentimentos. Por algum motivo, eles vão se amontoando num lugar secreto e apesar da vontade,  nos retraímos. Apesar dos olhos quererem enxergar novamente a paisagem de outrora, o coração se esforça cauteloso. O amor vai se recolhendo, abraçando uma dor profunda. Há silêncio e tortura!

Mas, se a folha seca e se dissolve, o amor, apesar de ser negligenciado , acaba sempre tendo um lugar para morar. Talvez mudando o foco, talvez fique latente, mas sempre estará lá, dentro do coração. Um dia, poderá ser reavivado. Talvez ...! Depende até que ponto queremos amar quem não mereça.

NAMASTÊ 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

ABRA OS BRAÇOS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Quantas vezes na vida fomos com todo amor abraçar alguém que ficou inerte ou com aquele abraço frio, sem vontade de retribuir? E, apesar do euforismo, nos distanciamos com um ponto de interrogação e um sapo na garganta.

Salvo aqueles que estão de alguma forma magoados, ofendidos, são abusados e ou, simplesmente não simpatizam conosco, é muito triste não ganhar o abraço que nos dispomos a dar. Muitas vezes, queremos demonstrar o afeto que sentimos e receber o retorno.

Abraçar é um ato de amor, onde se deve ter muito respeito com o corpo do outro. Inclusive, abraçamos do lado errado. O abraço deve ser coração com coração. Em nossa cultura, abraçar significa ter carinho, aconchegar e receber o outro dentro da nossa energia. 

Por isso, abraçar é também um ato de recebimento, sendo que devemos ter consciência sobre quem realmente merece participar do nosso limite. Aqueles abraços frios simbolizam o quanto estamos representando a antipatia ou falsa amizade por determinada pessoa.

Mas, se você tem amor por alguém, mesmo que chateado com ela, deixe-se levar pelo perdão num abraço estimulante e carinhoso. Contudo, lembre-se também que quando se abraça, não se vê os olhos dele e as mãos do outro estão em nossas costas. Jamais devemos esquecer de prestar atenção em nossa intuição e percepção da energia que vem ao nosso encontro. O calor humano faz parte de relações sadias e respeitosas. 

Infelizmente, muitos abraços são adiados por causa dos cuidados com o próprio corpo, sendo que alguns exageram no perfume, enquanto outros esquecem do próprio asseio. E deixamos de lado amar incondicionalmente, para nos afastar de quem não nos agrada o aroma. Além disso, em algumas religiões abraçar segue regras e precisamos ter cuidado com o ato se estivermos em contato com elas.

Dito isso, abrace! Durma de conchinha, se gosta. Abrace sua família, seus amigos. Abrace quem está sem luz, precisando de apoio ou de motivação. Pois tudo isso é uma forma de transferir ou receber amor. E a vida nos tira rapidamente quem gostaríamos de poder abraçar mais vezes, com menos julgamentos. Nem sempre o coração está aberto, mas o abraço pode ser a chave que encaixa perfeitamente na fechadura. Abra logo esses braços e acolha os que ama.

NAMASTÊ 



quinta-feira, 27 de agosto de 2026

ELE

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Um dia, Ele quebrou como um barquinho batendo nas pedras no costão rochoso. Apesar de perder alguns pedaços, ainda resistiu e flutuou.

Um dia, Ele pulsou tão forte, como os bumbos numa fanfarra, num ritmo  cadenciado, alegre e sustentando a energia do corpo. Teve vontade de explodir.

Ele se entrega facilmente ao amor, como a água desaguando na cachoeira. 

Ele dói ao sentir que a saudade ainda não pode ser curada e espera ansioso, como o filhote de pássaro ao aguardar a comida.

Ele chora quando encontra outro arrasado, triste ou insensato. E, mesmo em lágrimas, oferece o lenço para enxugar as outras lágrimas.

Um dia, Ele parece endurecer. Finge não se importar, mas é como reage quando está esgotado. Precisa de um tempo!

Tem vezes que se abre demais, noutras se fecha completamente. Ele resiste protegendo a si mesmo!

Escolheu uma casa e faz tudo para que ela funcione. Porém, há um inimigo à espreita, morando não muito longe. E, em dias que pensa perdoar, o inimigo o convence que não vale a pena. Ou quando resolve que a liberdade é melhor, o inimigo o faz pensar que será assolado pela solidão. É quando Deus o visita e o inimigo reage e bombardeia com diversas perguntas. Ainda assim, busca triunfar.

Contudo, é um órgão forte resistindo o tanto quanto possível, se conseguir vencer o cansaço e as frustrações. Ele é poderoso e, acolhendo o Amor, será um grande sol a cegar a mente conturbada e inimiga. 

Portanto, proteja e escute sempre seu coração! ELE te faz a pessoa diferente e iluminada no mundo. E cuide para que a mente se acalme e não te faça prisioneiro dela.

NAMASTÊ 


domingo, 23 de agosto de 2026

O QUE IMPORTA MAIS PARA VOCÊ?

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Hoje vi no Instagram uma postagem maravilhosa. Diga-se de passagem que são poucas interessantes e que nos trazem satisfação real. Um pai fazendo 66 anos recebeu de presente um óculos. Ele foi abrindo o pacote e ao colocar nos olhos, chorou e se emocionou muito. Sabem por quê? Ele nunca tinha visto cores na vida e tal óculos o ajudou a visualizar tons. 

Aquilo mexeu comigo, pois imediatamente comecei a pensar na humanidade exigente que não se aceita da forma que é. Porém, muitas e muitas pessoas passam a vida resilientes em seu processo. Nem imaginamos quantos gostariam de ter mais barriga, ao invés de aparecer as costelas pela fome, ou de ter um rosto sem defeitos, podendo sair sem vergonha de mostrar-se. Talvez um cabelo que pelo menos cobrisse o couro ralo perdido pela quimioterapia ou pernas que não fossem mecânicas, mesmo não sendo musculosas.

Aí a gente suspira fundo, olha para fora e vê o mundo. Um mundo cheio de oportunidades, de beleza natural e que muitos não enxergam ou não tem voz para expressar. E pensamos: onde está o erro e para que tantos aplausos, quando tudo será transformado em pó? A triste necessidade de conquistar através do visual seria uma falha no sistema humano? Porque por mais que se ouça sobre ver o interior, as pessoas só se importam com as aparências. E é por isso que há tantas decepções, pois quando se constata o vazio, a beleza perde seu lugar.

De repente, uma simples postagem nos mostra ao pé da letra, junto com o senhor de 66 anos, que a vida é colorida e que ainda dá tempo de enxergar a beleza nos detalhes despercebidos até então. Importar-se com aqueles que têm algum processo reduzido na capacidade de viver é, de alguma forma, uma atitude magnânima, pois ao invés de tentar achar um defeito em nós, nos dedicamos a melhorar a vida de quem precisa. É só observar ao redor e sempre terá alguém que se possa estender a mão. 

E este trabalho tirará o foco de tentar ser o ser humano perfeito em físico, para ser perfeito em altruísmo e bondade. Se isto não basta, então não sei para onde nos levará a maneira de viver se comparando, sem percebermos as dádivas. Porque a satisfação de ver alguém mais feliz não tem recompensa que pague. E estar satisfeito consigo e com o que temos ao nosso dispor, também.

NAMASTÊ 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

O ATO DE VARRER

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Ontem, ao varrer minha casa, me dei conta de que o que vemos não é sempre real. Achei que ela estava limpa, mas como tinha um pouco de vento, algumas folhas corriam pela calçada. Comecei a varrer o interior e depois o jardim.  Para minha surpresa, vi a poeira se acumulando a cada vassourada.

Como sou muito intuitiva, alguns espíritos já começaram a conversar comigo me dizendo: viu como varrer é importante? Mostra tudo que precisa ser afastado da vida. Aquilo que te incomoda precisa ser eliminado, para que a limpeza seja apreciada e sentida. Quando limpamos a casa, todos se sentem mais confortáveis e quando limpamos a alma, o corpo também.

Entendi perfeitamente o que queriam me mostrar, e sorri. Por mais que as coisas aparentem ser claras, talvez nos enganemos quanto ao verdadeiro quadro que ali se apresenta, escondendo a sujeira e incômodos. Isto se faz presente em nossas vidas, quando acreditamos que pessoas são boas por causa do que às vezes as vemos fazer e falar, mas basta um vento para mostrarem a sujeira que ainda não conseguiram varrer e não víamos. Elas são verdadeiros focos de folhas velhas, bichos mortos e poeira acumulada em seus corações.

De repente, sem mais nem menos, elas têm atitudes que nos deixam boquiabertos e surpresos. E dizemos: " quem diria?"! Infelizmente, são pessoas que ainda não souberam varrer suas frustrações que tiveram com a vida. Guardam rancores da infância, dos pais, dos amigos e sua auto estima baixa os faz vigiar constantemente o ambiente ao redor. Porém, quando contrariadas, explodem, porque precisam ser manipuladoras e ter controle. E o controle se faz no pretexto de agrados e máscaras de bondade. Precisam de elogios.

Se observarem, o mundo está repleto delas. É só conviver um pouco mais com uma que já se descobre. E, como toda sujeira encostada nas paredes, quando varrida, se amontoa com outra e outra, virando um excesso de misturas de pó e pequenos objetos deteriorados. A diferença dos que buscam limpar a casa, tanto a física, como a espiritual, não significa estar livre para sempre do que incomoda, mas abrir espaço para que a consciência se amplie e possamos encontrar paz interior.

Enfim, o recado está dado. Cada um deve ter consciência de que limpar o ambiente em que vive e seu próprio corpo não é obrigação, mas necessidade, caso queira ajudar sua saúde e seu processo de libertação da energia ruim. Lembrando que se afastar de pessoas que não trazem alegria não é maldade, mas proteção ao próprio caminho. Descobri que a vassoura não pode faltar de jeito nenhum na vida, seja ela de que material for.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

VOU AMAR E SER MAIS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Vou acordar com esperança! Chega de ouvir tanta tragédia. A vida é incrível, maravilhosa e merece nossa alegria.

Vou esperar o melhor! Precisamos cuidar da mente, pois ela é poderosa e influencia nossas ações. Ela pode nos paralisar, inclusive.

Vou livrar-me das cargas pesadas como decepções e tristezas! Elas constroem muros que bloqueiam paisagens e relações. Não queremos ficar isolados das pessoas que amamos.

Vou arregaçar as mangas e lutar pelo que gosto e quero! Ficar esperando não é opção, precisamos movimentar a energia para que chegue nossa vez.

Vou criar novas histórias! Elas fazem bem ao coração, principalmente quando são preenchidas com risos e abraços, sonhos e gentilezas. Vale a pena perceber melhor as pessoas.

Vou ter mais respeito com meu próprio espaço! É bom criar limites para afastar aqueles que não se importam, são rudes ou nem se lembram que existimos e só sugam nossa energia.

Vou começar o dia sempre em oração! É isto que nos traz força, paciência e amor dentro de nós. Isto nos prepara para tudo que venha atormentar nosso dia.

Vou imaginar a Terra envolvida em luz! Quanto mais criamos bons pensamentos numa corrente humanitária, mais força temos contra a escuridão. Precisamos nos livrar das imagens ruins e preencher a mente de lindos campos ensolarados e flores coloridas.

Vou apreciar com mais gratidão meu café da manhã! O cheirinho, a temperatura e o alimento. Afinal, somos abençoados quando temos comida na mesa, saúde no corpo e liberdade para viver em paz.

NAMASTÊ 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

CADA UM ESCOLHE A HORA DE EVOLUIR

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



O que acontece com o corpo, quando o pensamento gira em torno do medo, da ambição, da maldade, da vingança, da calúnia? À primeira vista, nada. Mas as células cheias deste tipo de energia se descontrolam, a pele seca e os órgãos sofrem. Nas leis de Deus deveríamos expandir amor e luz e cuidar dos corpos. De todos os corpos que temos e somos.

O livre arbítrio tem a ver com isto também. Ele não é só sobre nossas decisões. Por isso, a atenção no que sentimos é fundamental. Somos um universo menor dentro do todo. Cada um tem seu universo vibrando conforme o que pensa, como age e como planeja ser.

Quando atingimos certo grau de conhecimento da paz, do perdão e da força da transmutação, mudamos. A mudança é tão significativa, que incomodamos. Alguns não se conformam como agimos ou perdoamos tão rapidamente. Rezamos, mas as palavras entram e saem de nós sem pensarmos no real significado delas. No Pai Nosso, por exemplo, a oração diz " assim como perdoamos a quem nos tem ofendido". 

O perdão não é fraqueza, ao contrário, é sobre ser misericordioso. Em primeiro lugar, o perdão faz mais bem para nós, do que para aquele que nos feriu. Ele sim tem que lidar com seus demônios e escolhas. Ele sabe bem seus erros, mesmo sendo orgulhoso e arrogante e isto trará consequências futuras.

Temos papéis aqui na Terra. Nossos espíritos estão sempre lutando pela sobrevivência para que estes papéis (visíveis ou não, sentidos ou não) sejam cumpridos da melhor forma possível. Desistir de um papel é como quebrar uma cláusula no contrato da vida. Contudo, podem ocorrer mudanças nestas cláusulas, se for uma forma de evoluir, quando o que se faz perdeu o propósito.

Sim, a complicação em mensurar o certo e o errado, às vezes torna tudo mais difícil. E é nesta hora que entra a energia do coração, enviando ao terceiro olho a força da intuição. Basta ter espaço, tempo e vontade de se ouvir e deixar Deus falar. 

Quando sentimos paz, estamos no caminho certo. Se sentirmos dúvidas, talvez precisemos de mais conexão com o Eu Superior e se apenas desdenhamos, é bom observar com que tipos de energia estamos nos conectando.

Enfim, as pessoas mais solitárias não se afastam porque não gostam de estar junto. Elas se viciam no silêncio e na própria voz interior, buscando as respostas dentro delas e não nas opiniões ou comentários de quem não tem tempo para si mesmo. O vozerio incomoda, o barulho perturba e a falta de alimento oportuno e sadio nas palavras, aborrecem. E elas se sentem angustiadas e deslocadas, pois a energia não combina mais com a vibração dos outros.

Isto não é soberba, é aprendizado. Tudo e todos têm um tempo para chegar em cada estágio na vida. Mas aqui nesta dimensão e nesta existência, todos ainda têm um grande caminho a percorrer, começando pelo respeito ao outro e pela energia que busca para a própria vida. Porém, a solidão pode ser companheira, mas sempre que haja necessidade, a caridade e o acolhimento devem estar em pauta.

NAMASTÊ 

domingo, 16 de agosto de 2026

EM APENAS UM MINUTO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Por um minuto pensei que era o caminho. Mais uma vez errei. O caminho estava fechado.

Fechado para a vontade, 

Fechado para mudanças,

Fechado para decidir evoluir.

Por um minuto vi que tudo desaba em um minuto. Como num castelo feito de cartas, um simples abalo coloca tudo no chão. Há fraqueza, dor e frustrações.

Por um minuto acreditei. Vi imagens de resgate espiritual, de transformações físicas. Mas o tempo foi cruel. Durou pouco.

Por um minuto senti esperança. Não quis perceber os sinais. Sinais egoistas e dissimulados. Sinais de quem não se importa.

Por um minuto consegui novamente suspirar e sorrir. Senti o coração livre do medo e da angústia. Mas o livre arbítrio é a escolha, seja lá o que cada um tem para escolher.

Por apenas um único minuto criei asas, fui flutuando e encontrei anjos. Eles me ancoraram e me ergueram. Mas não pude ficar por muito tempo nesta dimensão.

Por um minuto fui puxada para baixo. Pisei novamente no chão da desilusão. Senti as pernas fraquejarem.

E, em apenas um segundo, voltei à pobre realidade que assola minha alma. Talvez Deus tenha piedade e me dê em apenas um minuto a certeza da paz eterna, me presenteando com a cura.

NAMASTÊ 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

CLIMA CONTRA CLIMA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Essa noite foi tensa. Cheguei a dar um salto na cama com o barulho do trovão, que parecia destruir tudo. Não consegui mais dormir por um tempo, ouvindo e vendo a quantidade de raios que caíram. Foi medonho.

Vem na mente pessoas mais vulneráveis nestas horas e agradeço a Deus por me cuidar. Já vi muitos temporais violentos, com granizo e muita água, mas sempre é assustador. À noite ainda é pior, pois não temos noção das nuvens e tudo é um suspense.

Mas o dia amanheceu sem chuva, apesar de cinza. E sou grata por isso, pensando em todos que se deslocam para seus trabalhos e escolas. Lembremos sempre dessa gratidão pela vida!

E é por isso que quem vê e recebe graças divinas, precisa lembrar de estender a mão, acolher quem precisa, ajudar no que for necessário. Quando falamos que o "clima" não está bom com certas pessoas,  estamos nos referindo à energia que circula. Então devemos pensar na energia do planeta e ajudar de alguma forma, seja com orações, com atitudes humanitárias ou mudança de consciência.

Portanto, que tal começar agradecendo por estar bem, rezando pela Terra, criando um círculo de luz sobre todos com muita fé e vontade? Tiremos cinco minutos para sair de cena, livrar o pensamento das informações ruins e acreditar no amanhã, construindo um "clima" de sol onde chove, de luz onde tem tristeza e de esperança onde a destruição levou qualquer sonho. A união faz valer a força!

NAMASTÊ 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

A GUERRA COM OS QUATRO ELEMENTOS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



O vento vem e varre,

O sol aquece e sufoca,

A água desanda e derruba,

A Terra racha e soterra.

Temos tudo nas mãos, até que tudo some por encanto. Nos achamos donos do mundo, mas a natureza se impõe e mostra sua grandeza.

Ela nos olha, ri e debocha. Aos poucos ensina a humildade, a resiliência e a caridade.

E, enquanto a atacamos com serras e machados, ela aguenta o quanto pode para nos retaliar. 

O limite está com as horas contadas. Lentamente as armas estão tomando posições. É a batalha do ego contra a sobrevivência planetária.

Nas guerras não há preferências. Quem está na hora errada, no lugar errado, tem o tempo escasso e nem se dá conta. É o destino cobrando as atitudes.

Os quatro elementos são as forças e estruturas do planeta. O planeta é nossa casa. Quando não fazemos a manutenção necessária, o esqueleto começa a corroer. 

E todos pagarão as contas, pois o joio do trigo se ilude e se afoga na própria arrogância e orgulho, levando consigo a parte que respeita sua casa. 

Contudo, não deixemos de lutar! Não do lado do ignorante, mas de quem honra onde pisa, o que come e a beleza de cada lugar deste mundo.

NAMASTÊ 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

SENTINDO O NADA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



De repente parei. Fiquei inerte, olhando o nada. E o nada olhou para mim.

A respiração trancou e o coração acelerou. O tempo não se contava, apenas existia.

Era uma batalha, onde eu sentia o vazio, mas o nada me paralisava.

No fundo, não pensar, nem sentir, era bom. Trazia uma certa serenidade na alma. 

Ao mesmo tempo, queria dar um passo e ficar estática. Não conseguia decidir.

Fechei os olhos e me deixei envolver pelo nada. Paz, só paz! 

Ele não era ruim, apenas silencioso, calmo e sem vida. Algo inexplicavelmente sereno.

O perigo está justamente em gostar demais do nada. Ele absorve, hipnotiza e relaxa a tempestade interna. E nos sentimos como o mar sem ondas, sem vento. Só mar...

Quando me dei conta, o nada estilhaçou-se à minha frente. Aos poucos abriu-se uma porta de sons e imagens.

Algo parece ter dado corda novamente em mim. Pisquei algumas vezes os olhos e olhei ao redor. Estava tudo ali. 

O nada tinha sumido para dar lugar a tudo!

NAMASTÊ 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

TODO DIA IMPORTA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Hoje é um dia frio em Curitiba, mas nem por isso precisamos ter o coração congelado. É importante aquecer a vida de esperança, consciência crística e gratidão. Cada dia que abrimos os olhos já é uma benção.

Esperança é uma energia importante para a mente não desanimar e não estacionar em memórias pesadas que deixam o corpo desistir. Consciência crística é reconhecer que somos todos um e, portanto, não desdenhar quem precisa, estendo a mão para os que nos solicitam auxílio ou estão em estado de alerta para a própria vida. E gratidão é o poder da expansão do amor por tudo que somos e recebemos.

É óbvio que abrir os olhos e ter cuidado com o mal é sempre necessário. Nem todos vibram igual. Há os que têm prazer em destruir ou machucar, porque suas consciências ainda estão em processo muito incipiente. E a oração por todos é necessária, ampliando a luz.  

Precisamos muito cuidar do que ouvimos e repassamos, já que somos antenas que transmitem frequências. Queremos limpar a energia ou torná-la sórdida? Nossos corações estão cheios de luz ou precisamos alimentar o espírito com morbidez para nos sentirmos felizes? 

Um dia cinza não precisa necessariamente ser frio. Ele pode terminar com aconchego, acolhimento, conversas construtivas, projetos eucrônicos e harmonia. É importante aquecer a alma com bons sonhos e pensamentos positivos. Ser gentil, prestativo e hedonista. 

E o que há de mal em ser um sonhador de coisas boas? Nos chamarão de ingênuos, porém teremos algo que alguns não conseguem ter: vontade de viver! E isto não tem nada a ver com fazer as coisas por obrigação ou padrões de comportamento, mas sim por amar com quem se quer estar, realizando o que se gosta e nos sentindo à vontade. Onde estamos em paz, levamos e buscamos o conforto para nossa alma. Sem isto, nos tornamos infelizes e desaprendemos que o vôo é fundamental para viver de verdade. 

Em dias frios fica mais difícil abrir as asas, pois precisamos nos aquecer. Contudo, podemos trazer para perto aqueles que estão incapazes de perceber como aquecer a própria vida. Não sejamos fortes e arrogantes, mas prestativos, compreensivos e acolhedores. E o calor aumentará pelo mundo.

NAMASTÊ 

sábado, 8 de agosto de 2026

OS GALHOS QUE NÃO EXISTEM MAIS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Um galho no lado direito de uma árvore milenar. Mas um galho que fica bem mais próximo a nós. Pode ser bem forte, ou já com a madeira fraca. Ele é o que chamamos de Pai. O galho nascido antes e que segura como pode os galhinhos que surgem com o crescimento da árvore.

As raízes alimentam os laços, porém não impedem quedas ou cortes. Há muita história numa única árvore que pode carregar as lágrimas maquiadas pela chuva, ou risos em forma de brilhos do sol. Para que a árvore se mantenha, é necessário o adubo do amor e o equilíbrio que fortalece toda a estrutura.

Dependendo do tempo, ele verga, mas o que é seguro e forte, não quebra. Esse galho mor faz sombra para proteger e, no vendaval, espanta o que pode machucar. Como é linda uma árvore! Na copa, os antepassados deixando seus rastros e legados. No meio, o presente da vida e embaixo o futuro carregando novas idéias e modificando toda a estrutura.

Um dia, por causa de toda luta pela vida, o galho que nos deu toda herança da coragem, da força e da segurança é lançado para os braços da luz. Ele não cai, ele se eleva, conduzido agora não por raízes, mas pela seiva espiritual. E toda a árvore precisa se ajustar para continuar viva. 

Aquela pequena cavidade deixa um vazio que não cura a árvore, mas deixa espaço suficiente para brotar vida. E é isto que cada parte de nós deve guardar. Somos parte de algo maior, cujo tempo é limitado. É importante ter o respeito pelos "galhos" mais antigos e honrar todo trabalho que fizeram por nós. 

Por isto, pelos pais que já se foram, dedico a eles este texto, agradecendo a luz de seu galho, que ajudou a manter todos os outros galhos preparados para a vida. 

NAMASTÊ 


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

A FALTA DE UM PAI

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Existem dois tipos de pais: os que queriam ser pais e os que se obrigaram a ter esse título. Porém, também existem três tipos de homens: os que honram seu papel, os que aprendem a honrar e os que jamais assumem. No meio disto tudo, pequenas vidas vão se desenvolvendo com a presença ou ausência deste homem.

E qual o papel de um pai na vida de uma criança, além de ser a participação genética? Saibam que toda criança precisa desta referência na vida. Tanto a menina, quanto o menino. E seria maravilhoso se toda criança pudesse segurar na mão de seu pai e sentir proteção, observar este homem e se orgulhar dele, poder conversar e receber a opinião de como reagir aos problemas da vida com sabedoria.

Infelizmente, alguns pais se isentam da responsabilidade, são negligentes com o futuro, ensinando atrocidades e não estão preparados para ensinar com amor e disciplina. A desculpa é sempre falta de tempo porque precisam trabalhar. Os pais são referência para nosso lado masculino, cuja capacidade é de nos orientar a ter força e coragem para seguir na vida, desligando da mãe sem medo. Quando a criança não tem tal referência, ela fica à mercê de pessoas que na verdade não se preocupam com ela, como amigos e pilantras e, na conversa, conseguem convencer a criança a mentir, desviar do caminho e até virar vítimas do mal.

Ter um pai que se importa é fundamental para qualquer criança. Um pai que é amoroso, que conversa, aconselha, defende, conta histórias, ensina funções, leva em lugares que tragam boas lembranças fará com que esta criança cresça acreditando nela mesma, tenha fé na vida e busque o melhor para seu futuro. 

Quando se entender que colocar um filho no mundo não é sobre deixar que aquele coração tenha que descobrir uma vida desnutrida de amor, compaixão, carinho e insegurança, um homem poderá bater no peito e dizer para o mundo que é Pai! O laço energético e espiritual entre pai e filho jamais poderá ser substituído pelo pai substituto. Porém, sorte da criança que recebe amor de um homem que se propõe ao papel de pai, mesmo não tendo essa ligação. 

Crianças adotadas podem aprender a amar verdadeiramente um homem que se presta ao papel de pai. E este homem, com certeza, tem uma linda missão espiritual a cumprir. Portanto, sendo PAI por genética ou pela vida, jamais deixe de mostrar aos filhos o prazer de ser alguém digno, do bem e dizendo a estes que sempre poderão contar com você. Acredite, você estará criando pessoas das quais irá se orgulhar. Ajude a criança a ser melhor que você e corte do passado o que carrega de triste e ruim dentro de si. Se transforme e seja melhor como homem e pai!

NAMASTÊ 


terça-feira, 4 de agosto de 2026

ABRINDO A GUARDA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Hoje percebi algo muito interessante e importante na minha vida. Não sei se isto acontece com todos. Faço tudo para estar bem, medito, rezo, me conecto com o universo e tento tratar bem as pessoas. Sei que nem todos fazem isso, muito menos estão com seu humor e equilíbrio em dia. Isto me faz apenas aceitar o que cada um é. Porém, notei que precisa muita força para fechar nossa aura e não permitir que a rudeza de certas pessoas não nos afetem.

Tive uma experiência a um tempo atrás que me fez surtar, depois de suportar conviver com alguém que reclamava o tempo todo. Percebi o quanto vibramos diferentes com relação à vida e ao que vivemos. E, no que esperava ser uma boa experiência, acabou me sufocando. Tive que trabalhar meu equilíbrio, mas deixei de sentir o prazer que esperava.

E hoje, sem mais nem menos durante uma conversa mal interpretada, abri minha guarda e recebi um soco no estômago invisível, mas com tal energia que pude sentir um apagão na minha aura. Só me dei conta disto quando percebi irritação, dor de cabeça e desânimo repentino em mim. Mas hoje em dia conheço essa vibração negativa e sinto muito que esteja despreparada ainda para este modo. E qual seria este modo?

É quando estamos tranquilos, acreditando nessas pessoas que estão interagindo conosco, sem armar a guarda, porque simplesmente amamos ou simpatizamos com elas. E talvez por isso o soco é tão intenso. E ficamos meio num vazio, sem entender onde foi que erramos, onde foi que estava escrito que meu limite é tão frágil ou que é tão fácil ultrapassar?

Precisa muito para me tirar do sério hoje em dia. Falo de virar a mesa ou chutar o pau da barraca. Porque eu era muito impulsiva antigamente e isso nunca me favoreceu como ser humano que busca evoluir. Vejo tantos falarem de boca cheia que não levam desaforos para casa, mas eu sei bem que isso não é medalha: é lixo! É colocar na bagagem energias pesadas e ser arrogante. Grande atitude para a vida, né?

Enfim, o texto é sobre como dar limites, sendo elegante e não acumulando raivas e frustrações. Opiniões são importantes, mas nem todos aceitam ou ouvem conforme são ditas. Então, o que fazer para se viver bem, quando nos decepcionamos com as pessoas? Talvez nos afastar delas, nos calar, encontrar espaço entre as relações, até que entendam a importância de pensar antes de falar e encontrem a linha do limite pessoal e do respeito por nós e nossa saúde. Caso contrário, o que realmente vale a pena? É para se pensar... Ainda bem que soube o que fazer para apagar.

NAMASTÊ 

sábado, 1 de agosto de 2026

O MOMENTO DE ACEITAR

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Em cada fase de nossas vidas só se evolui e cresce se mantivermos a humildade. Observar os mais velhos e experientes é uma prática saudável e inteligente para se alçar vôos. Hoje minha neta me viu costurando e perguntou como aprendi a fazer isto. Disse à ela que observei minha mãe e avós e fazia perguntas a elas. Também expliquei que as pessoas aprendem, quando têm interesse no assunto. Acrescentei que é o mesmo que cozinhar. Aprende-se com observação, tentativas e erros.

Na vida os momentos são muito importantes, principalmente se entendemos que aprender é fundamental, mas aceitar que estamos ficando mais defasados também. Num momento estamos ensinando, noutro aprendendo. E está tudo bem, pois a vida é um ciclo onde toda informação é muito rápida e avança mais que nossa capacidade de adaptação. Isto porque vamos preferindo outras atividades, assuntos e até o relaxamento mental. 

De repente, ensinar como costurar só servirá para aqueles que têm paciência e são precavidos. E os mais velhos, da mesma forma, podem aprender a tecnologia para sua própria sobrevivência. Devemos entender em que momento estamos e prestar atenção nas necessidades futuras ou que possam nos pegar de surpresa. Precisamos uns dos outros e a humildade em dizer "me ensina" é necessária, trabalhando nosso ego e a soberba em achar que sabemos tudo.

Crianças e jovens precisam observar, questionar e querer aprender com os mais velhos. E estes, precisam saber que chega um momento em que a mente cansada pode causar apagões, confusões e até problemas. Por que não aceitar que o corpo está dando sinais e pedir ajuda? Ter orgulho de ser forte é justamente um peso que carregamos por ouvir o tempo todo que temos essa força, mas às vezes só queríamos poder relaxar, sem ter que provar nada para ninguém. E também ter direito ao erro.

Em todas as idades passamos pelo momento de aceitação. A diferença é que em mais jovens, aceitar a ignorância é buscar aprender, entender a vida e ampliar os horizontes. Na velhice, aceitar o desconhecimento das coisas que ainda não se pôde aprender, significa resiliência e maturidade. Todos têm direito de aprender algo que interessa, seja lá em que idade estiver. Mas todos precisam ter consciência de ensinar os outros com respeito e paciência conforme essa idade. Só precisamos respeitar, ao invés de criticar, banalizar ou diminuir alguém. 

Isto transforma pessoas, isto aquece o mundo de amor. Tivemos quem nos ensinasse e agora somos ensinados. Isto é a beleza da vida e a sequência das gerações. É só aceitar o momento!

NAMASTÊ 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

PROCURAR CABELO EM OVO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


As cobranças sobre nossas atitudes são fatores que mais nos afastam das pessoas. Todos já devem ter tido experiências, onde nos fazem perguntas sobre nosso comportamento que nem sabemos responder. 

Não levando em conta sentimentos de antipatia e vinganças, onde exercemos desdéns sobre aqueles que nos feriram, muitas pessoas vêem cabelo em ovo e começam a remoer dúvidas sobre as atitudes de alguém. E os questionamentos começam: Por que estava afastado? Por que não falou comigo? Por que não me responde? Esses são apenas alguns exemplos que surgem quando nos sentimos limitados ao grupo ou sem retorno.

Nossa mente é maquiavélica se nos deixarmos à mercê dos pensamentos. O problema é que vamos nutrindo frustrações e o coração começa a gelar. O pior é quando, ao imaginar tais coisas, procuramos fazer os outros acreditarem que tal pessoa está irritante, inoportuna e tediosa. Colocamos um crachá invisível nela, marcando-a com nomes que normalmente não tem a ver com seu momento ou vida.

O nome disto é difamação por conta da própria decepção. Não seria mais fácil perguntar se existe algum problema que se possa resolver juntos? A fofoca é exatamente isso. Queremos que os outros nos apóiem para que o sentimento de raiva se volte para quem, às vezes, nem sabe do que se trata. Talvez tais pessoas não estejam bem emocionalmente, talvez estejam conectadas aos seus próprios problemas, ou ainda estejam só sem vontade de interagir. 

Devemos parar de procurar cabelo em ovo e começar a respeitar o momento de cada um. Se nos sentimos desamparados ou marginalizados, temos duas saídas: uma é a porta e o caminho de casa, outra é tentar interagir normalmente. Muitos ficam sofrendo porque têm receio de ir contra a socialização, mas o respeito se faz quando primeiro respeitamos a nós mesmos. E criar estigmas sobre o comportamento alheio só mostra quem somos realmente: pessoas carentes buscando atenção forçada. Às vezes, por causa de um julgamento antecipado deixamos de conhecer melhor pessoas do bem e de ter com elas momentos que simplesmente apaguem aquele em que nos sentimos desprezados. O aprendizado nisto tudo é conhecer quando alguém realmente está magoado conosco ou quando tem mais assuntos a resolver do que nos agradar.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

QUEM VÊ CARA, NÃO VÊ DOM

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Se tiver uma plaquinha de médico numa mansão e ao lado a mesma placa numa simples casa de madeira, para qual você marcaria consulta? Pois te digo que ambas podem ter o dom da medicina, mas a sociedade desvaloriza quem não se apresenta profissionalmente com estilo, com roupas caras e ambientes sofisticados. Podemos cometer sérios erros em buscar o que enche os olhos. Estamos ficando arrogantes em não dar chance ao simples.

Porém, se você vai numa cartomante, normalmente é uma pessoa humilde, a não ser que seja aquela que te pede horrores para fazer um trabalho "espiritual". E procuramos por ela. Quem admira xamãs não se importa que morem em aldeias. Buscam para serem curados e não por causa da ostentação de roupas e materiais. Bruxas normalmente são as idosas que vivem mexendo em plantas e fazendo chás e amam o simples. Pedreiros usam roupas manchadas, mas são eles que consertam, que entendem pela prática e experiência. Literalmente colocam a mão na massa.

Não é sobre distinguir quem é ou não é por causa das finanças, mas sobre não se deixar levar pelo visual. Existem pessoas que trabalham pela cura, consertando ou realizando qualquer outra profissão que são extremamente capacitadas a fazer seu trabalho de forma digna e, às vezes, muito mais condicionadas pelo dom, do que aquelas que apenas focam na apresentação física ou material. Alguém resolveu que se você está mal vestido, não tem potencial para atender clientes ou pacientes. Mas quem vê cara, não vê dom. Precisamos dar chance para quem sabe, porém não se sente à vontade ou não faz seu estilo usar roupas luxuosas. São pessoas que usam o coração, ao invés da volúpia. Usam o dom, ao invés da vaidade. 

Estamos esquecendo quem são as benzedeiras, os verdadeiros curandeiros, trabalhadores braçais, para olhar requinte, beleza e ostentação.  Antigamente, os bons médicos faziam visitas em casa, o padeiro passava de carroça, o leiteiro deixava o leite no portão. Tudo tinha mais interação. O mundo mudou sim, mas não precisamos dispensar a sabedoria dos mais simples, focando nos conselhos de "coaches" que querem apenas encher seus bolsos e modificar a mente de todos. Cada um tem direito a ser o que é, assim como também escolher com quem trabalhar e acreditar. Mas pensar com o coração normalmente traz acertos, pois onde o dinheiro corre solto (mesmo afetando hoje em dia os antigos) é atirar num alvo com venda nos olhos. Às vezes a sorte pode estar a nosso favor, noutras não. O mal está em julgar o que está por fora, sem perceber o valor interior.

NAMASTÊ 

segunda-feira, 27 de julho de 2026

TODO SILÊNCIO FALA

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Eu queria que o silêncio pudesse ser ouvido. Ele diz tanto através de olhares e até mesmo na ausência. É como se a fruta mais bonita ficasse no topo da árvore, mas ela só servisse para aguçar nossa imaginação no sabor. Só que se conseguíssemos chegar até ela, estaria apodrecida, comida pelos pássaros.

Se as palavras que se escondem através do silêncio fossem desmascaradas, haveria alguma paz entre as pessoas? Todos fingimos suportar, aparentamos aceitar, simulamos falsos sorrisos e vivemos teatralmente buscando aceitação.  Nossos pensamentos não combinam com nossos atos ou palavras. E é triste observar que no momento da ausência somos a pauta da conversa, com julgamentos que em nossa presença só são feitos pelo silêncio.

Porém, quando entramos num processo de libertação (o que diga-se de passagem precisa muito mais que força), o silêncio parece gerar perspicácia e, cautelosamente vamos desatando nós e afrouxando relações. Nisto tudo, o difícil se faz em trabalhar a indiferença do que realmente sentimos. Fomos criados, ensinados e até amarrados aos padrões de vivenciar situações frustrantes, cujo silêncio grita pelo socorro que ninguém se dá ao luxo de ouvir. E as palavras saem em formato de impulsos psíquicos. Tal energia acaba por nos dar mal estar e os pesos da ansiedade  e fracasso. 

Que vontade de gritar aos sete cantos do mundo que eu sinto! E que sentir não é sinônimo de dramatizar, mas de perceber. Que posso me calar, mas não consigo parar de vivenciar o que dói. Afinal, ninguém quer existir por existir, mas sim fazer parte e estar no coração. O silêncio é só uma ferramenta de controle para que nada de bom se perca. 

Há muito mais no silêncio do que nas vozes. Estas mentem, aquele é verdadeiro. Palavras são ensaiadas para os aplausos e a admiração. O silêncio é o diretor da sinceridade, cujo corpo se torna o grande ator revelador - basta observar! Mas queremos ouvir e sermos ouvidos, imploramos e nos ajoelhamos para que o silêncio solte seu grito. Porém, o sábio o mantém a sete chaves, pois revelar todas as armas nos faz vulneráveis demais. E o mundo está repleto de feras, prontas a nos consumir e nos calar. Melhor falar silenciosamente.

NAMASTÊ 

domingo, 26 de julho de 2026

VONTADE DE NÃO FAZER NADA


 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Hoje não tô com vontade de nada. Estou com aquela sensação de melancolia, saudades de quem já se foi e que eu não posso mais sentir fisicamente o abraço. Nestes dias cinzas isso acaba acontecendo. Nossos corações se cobrem de lembranças, aquecendo a vida e diminuindo a agitação habitual. E está tudo bem!

Desacelerar é saudável também. A gente entra no modo recordações e vários sentimentos começam a brotar. Viajamos pelo tempo e alcançamos espaços esquecidos, mas que são sempre bem-vindos para lembrar quem somos e de onde viemos. Atitudes que marcaram nossa história e que nos fazem pensar, agir e dar um novo recomeço.

Preciso fazer um bolo para deixar a cozinha cheirosa, com cara de amor. Olho para minhas plantinhas e lembro da beleza que era ver algumas na entrada e nas paredes da casa dos avós. Entendo completamente de onde vem minha paixão pela natureza.  

Minhas raízes são profundas, sinto a terra me acolhendo e fortalecendo a seiva de todas as minhas veias. Me sinto parte de algo maior do que o que vejo. Isto é simplesmente esplêndido! Parar, sentir e absorver o momento, a vida e a beleza da existência.

O sol tenta iluminar minha casa, com raios tímidos e tudo fica ainda mais divino. Só me deixo voar nos pensamentos, dançando com a energia que se esconde dos olhos, mas que age no coração. E sinto presenças, risos e olhares amorosos construindo uma clareza de amor e alegria na vida.

A vontade de nada é cheia de tudo. Coisas que deixamos passar, desde emoções, até sentimentos que já esquecidos, afloram com intenções definidas em nos transformar e libertar. Que venha toda essa libertação! Está tudo escrito nas estrelas, nos raios de sol, no cheiro da mata, no barulho da água correndo entre as pedras, na areia fina deslizando sobre nossos pés. O que precisamos é colocar em nossa agenda: hoje não vou fazer nada, vou me encontrar com meu Eu e me entregar ao que Sou em essência.

Precisamos aprender a respeitar este dia na vida dos outros. Deixá-los fluir, buscando recarregar algo que não se faz com pressa, nem barulho. Porque também nós precisamos e sentimos esta necessidade. Cada alma sabe bem quando precisa se conectar com o Divino. E não temos fios instalados na parede, mas conexões alimentadas pelo amor que temos, com vontade de se expandir pelo cosmos.

NAMASTÊ 

...vou fazer o bolo😍


sexta-feira, 24 de julho de 2026

VERDADEIRA IDENTIDADE

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Como tudo na vida, o tempo nos causa transformações e estas vêm acompanhando aprendizados, manias, mudanças físicas e maturação. Acontece que tudo isto não é uma transformação coletiva igualitária. Uns se destacam mais, outros não buscam o conhecimento em alguma ou nenhuma área.

Se pensarmos que a vida é feita de estágios, vamos envelhecendo levando em nós toda uma história que fica guardada em cada parte do nosso corpo. Nas lembranças está nossa infância, adolescência, juventude, a fase adulta e cada momento de nossa velhice. Casa fase, com novas descobertas e vivências criam mudanças corporais e mentais. 

A diferença entre as pessoas é justamente quando se dão ou não conta de tais mudanças, que no fundo é o normal da vida. Uns ficam estacionados na sua ignorância ou na criança birrenta, enquanto outros precisam lidar com o excesso de adultismo. Usar os papéis que tivemos durante a vida pode ajudar a tornar a vida séria ou divertida, quando necessário. E é por isso a importância de ter limites e respeitar a vida do outro, sem impor o que achamos correto com ignorância e sendo ditadores.

Na verdade, nossa verdadeira identidade é uma mistura de tudo que somos, nos transformando em pessoas únicas, especialmente agradáveis ou excessivamente irritantes. A cura sempre está na humildade e em aceitar a falta da própria autoconsciência, buscando uma forma saudável em evoluir com mudanças internas. Nunca é tarde demais para deixar de ser arrogante e entender que sua suposta forma de ser "dono de si" é apenas um escudo de controle sobre sua vida e a dos outros.

Quando aceitamos cada fase das idades e levamos o melhor das anteriores conosco, nos convertemos em pessoas conscientes, inteligentes e preparadas para o mundo. Isto inclui boas experiências, a força da busca autônoma, sem viver como ganchos pendurados nos outros. A alegria e os bons sentimentos, sem querer superar os outros na forma como eles são, somente por egocentrismo, e usar o que temos para crescer em corpo, mente e espírito, completam o ciclo de nossas vidas. Lembrando que o que vemos no espelho, não é exatamente o que o outro vê sobre nós. Pois o espelho não mostra nosso interior, mas os outros percebem através de nossa forma de ser, das palavras que saem de nós e das atitudes que temos ao interagir. 

E, lá na frente, teremos orgulho real da vida que tivemos na Terra se entendermos o verdadeiro significado de ser, através da busca em evoluir.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

PRESTE MAIS ATENÇÃO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



É, o tempo parece que está voando mesmo. Fui até a panificadora e comecei a reparar que meus vizinhos estão indo embora. Aqueles que passaram grande parte da vida nos cumprimentando, parando para conversar ou nos ajudando de alguma forma. Algumas casas estão com placas de "vende-se" e as casas estão vazias. Uns estão doentes e precisando da família, outros simplesmente não querem mais ficar sozinhos.

Comecei a pensar que este ano alguns familiares e conhecidos deixaram de viver e que aquela época em que nem pensávamos nisso foi embora. Uma nova geração começa aos poucos a se despedir, uns muito rápidos e outros silenciosamente. E estou entrando nesta geração, me preocupando em como tudo irá ficar para trás. Percebo que a gente apenas deixa de existir e a vida continua normalmente. Tem que continuar! 

Seria bobagem escrever sobre como queremos que seja nossa despedida? Na verdade, velórios são tão frívolos que sempre achei meio constrangedores. Mas, voltando ao tempo, essas casas vazias e pessoas antigas colocando suas posses em caminhões de mudança trazem uma certa melancolia. Nos acostumamos com aquela vizinha das plantas, ou o senhor que costuma sentar-se embaixo da árvore em frente de casa, num painel decorativo para nossas vidas. De repente, eles somem como se alguém resolvesse passar o pincel na tela.

Esses "amigos" da vida deixam suas histórias que nos contavam com alegrias ou desespero. Nossas casas vão passando para outras mãos que, ou são transformadas completamente, ou os novos se instalam apenas, dando uma nova personalidade. Os que ficam aprendem a receber os que chegam tímidos, ou percebem o antisocial tentando ser gentil. Sim, a vida é um carrossel girando sem parar e alguns vão caindo fora na força centrífuga. 

Como sou meio nostálgica, certos acontecimentos me fazem pensar na vida e em como o frenesi nos afasta dos bons tempos em que os avós, pais e vizinhos traziam as cadeiras para frente das casas, fumavam os palheiros ou tomavam o chimarrão, contando causos, enquanto a criançada se encontrava na rua para correr e brincar. Isto ia até o sol se pôr, mas nas cidades grandes não se vê mais. Talvez ainda no interior.

Enfim, uma simples caminhada até a panificadora me inspirou a perceber melhor a vida. Portanto, sugiro deixar o carro na garagem e aproveitar melhor a sua ida às compras, observando as pessoas e os acontecimentos que estão ocorrendo. Aproveite! Tem muita história para sonhar e viver!

NAMASTÊ 

QUAL É A SAÍDA?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Estamos todos dentro da aura da Terra. Vivemos com as emanações do planeta, com a energia de cristais, da força telúrica e cósmica. Todos recebem o mesmo, mas nem todos têm consciência destas forças. Como os pensamentos se unem ao nosso redor, captamos diversos tipos de energia, desde as boas, até as piores possíveis.

Os mais sensíveis costumam se afastar de locais fechados e tumultuados por não se adaptarem a algumas dessas energias. Muitas vezes nem sabem e arrumam desculpas para não participarem dos eventos tentando se preservar do incômodo. Outros levam consigo dores de cabeça ou mal-estar. Há uma mistura grandiosa de fontes energéticas por todo lado e só precisamos entender e estar atentos a elas. Isto não significa que precisamos nos isolar, mas que precisamos conhecer com quem interagimos, onde vamos e como fazer proteções.

Vivemos diariamente fechados em escritórios, ambientes públicos, igrejas, meios de locomoção e até nossas casas. Esta última é a principal fonte de preservação de nossas vidas. Precisamos abrir janelas, movimentar a energia e fazer limpezas, tanto físicas como espirituais sempre que possível. O ar acumulado vai deteriorando e começamos a ter sintomas de insônia, dores de cabeça, desânimo. Necessitamos reciclar e proteger nossa força vital sempre que possível. Alguns sentem muito mais que outros e a antipatia não significa falta de amor, nem isolamento, mas instinto de preservação.

Respeitar a ausência de alguns é entender a sensibilidade ou necessidade dessas pessoas não quererem se expor ou até não se sentirem à vontade com tanto barulho. E o barulho pode vir de uma única pessoa que não pára de falar. Com o tempo, mudanças ocorrem no padrão de comportamento de alguns, conforme estudos e técnicas de autoconhecimento e, o que antes era diversão, hoje pode se transformar em algo penoso e acabamos esponjas. Precisamos escolher entre agradar a nós ou a muitos. Isso implica em desagradar pessoas e virar alvo de comentários. Mas, até onde isto afeta? Obviamente, é um motivo para mais uma limpeza energética.

É difícil encontrar a saída para uma sociedade exigente, que nem sempre aceita ser enfrentada com mudanças. Na desculpa do amor, obrigam pessoas a ser o que não são, irem onde não querem ou fazer o que não sentem vontade. E a prisão emocional é uma das piores para se viver. O amor não está na obrigação, mas no sentimento diário de acolhimento, ajuda e atenção. 

Presos estamos todos na energia da Terra até nosso último suspiro. Mas não precisamos tornar nossas vidas acumuladas de pesos e prisões emocionais para apenas satisfazer egos e padrões. A fluidez do ir e vir quando se sente vontade é o melhor remédio para relacionamentos sadios. Mas ainda nos sentimos juízes e algozes das decisões alheias, mesmo não sabendo realmente o que se passa em cada coração. Porém, quando se trata de nós, inventamos rapidinho motivos para desfazer encontros e convites. Pense nisso!

NAMASTÊ 

terça-feira, 14 de julho de 2026

DECISÕES ERRADAS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Este texto é sobre carregar pesos desnecessários. Aqueles que nossa intuição já apontava, mas que as dúvidas sobre ser ríspida demais ou duvidar do próprio coração nos fazem desviar do caminho certo. Isto acontece sempre em nossas vidas, se o orgulho nos domina ou se não confiamos o necessário nas nossas possibilidades.

Precisamos ter coragem de realizar os sonhos sem intervenções e palpites, ainda mais quando ouvimos dentro de nós uma dúvida sobre a quem contar ou nos fazer companhia. Muitas e muitas vezes, trilhar o caminho solitário é necessário para aproveitar melhor os presentes deixados pelo universo. Se sentimos o chamado precisamos ir com fé e consciência de que lá estará tudo que precisamos para cuidar de nós. 

Já provei isto em várias ocasiões na vida e fui abençoada com anjos pela estrada, aprendendo a ter paciência, resiliência e dinamismo. Ainda assim insistimos fazer as coisas um pouco diferentes, mesmo tendo dentro de nós um rumor pedindo que continue na trilha já aberta por aqueles que nos protegem. E pagamos o preço por não ouvir.

Quando queremos algo mais do que apenas conhecer pessoas e lugares, precisamos da conexão com a divindade. E isto se faz na introspecção e respeito, atributos que nem sempre encontramos, principalmente quando pensamos ajudar aqueles que são medrosos, ansiosos ou controladores, mas ainda não estão suficientemente abertos para o processo. 

Talvez tudo seja parte de um plano maior, onde tal bagagem nos ensine a lidar com os desajustes da vida. Precisamos estar preparados para eles! Não há crescimento sem saber como o mundo fora de nós funciona. Não podemos nos acomodar só com acertos, pois nossos erros são necessários para equilibrar o peso na balança. Acontece que depois precisamos agir com precisão e retirar estas sobrecargas emocionais que nos corroem cada vez que nos culpamos ou pensamos no assunto. Esta limpeza é necessária, porém seria ótimo se conseguíssemos apagar pensamentos e lembranças. 

Mas podemos seguir em frente, certos de não repetir os erros, de ouvir a intuição e de andar no caminho com pessoas que respeitem nossas pegadas, se as convidarmos para conhecer nossa jornada. Não é sobre ignorar ou ter soberba, mas sobre nossa missão construída com quem nos olhe e compreenda, conectando energias que se completam.

NAMASTÊ 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

ENQUANTO A VIDA TEM CHANCE

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Enquanto ela chora, alguém se admira com a novidade.

Enquanto um se assusta com um golpe, outro recebe de volta o que emprestou.

Enquanto uns preparam o velório,  outros recebem uma nova vida na Terra.

Enquanto uns esperam pacientemente, outros se apressam sem perceber os detalhes.

Enquanto uns nem percebem os gastos, outros contam moedas para suprir suas necessidades.

Enquanto uns passam horas estudando uma nova descoberta, outros passam horas bebendo nos botecos.

A vida se disfarça e nos pega de surpresa. Os acontecimentos chegam pé ante pé ou como aviões supersônicos. O que muda é o destino de cada um, ou o que há dentro de nós? É a intenção, ou a natureza, o espírito, ou o caráter?

Por mais que admiremos alguém, não seremos igual, pois não é só o jeito, mas os sentimentos, a inteligência, a vontade que cada célula carrega. A singularidade é o que há de mais belo na criação. Preenchemos vazios, acalentamos a tristeza e admiramos o que só nossos olhos conseguem ver. 

Nem todos gostam do azul, nem todos usam vermelho. Porém, em algum momento podemos experimentar o que a oportunidade sugere, o que o coração transborda ou a mente recria. Mas, enquanto uns constroem, outros usam as fichas apostando em destruir, implantar medo e forçar situações.

Talvez hajam filas de valores ao vir para a Terra e cada um escolhe em qual deseja encarnar. Almas ainda testando a evolução e definidas em suas próprias consciências. Ao olhar para o mundo só enxergamos diferenças, algumas bem definidas, outras fantasiadas a fim de tentar ser o que sonham. A questão é que quando a humildade estiver sendo cultivada e a força for companhia, talvez a gente chegue onde quer, sem ter que afastar de ninguém a estrada que ele está a construir. 

Então, enquanto uns descobrem a cura, outros poderão ser curados. Mas isto é um mundo novo, onde a fila da virtude será uma só.

NAMASTÊ 


domingo, 12 de julho de 2026

O GRITO DA SAUDADE

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Quando a saudade se instala no peito, imediatamente a mente forma imagens, seja do lugar ou da pessoa. Cenários se tornam lembranças, palavras surgem como nuvens no céu e o coração chega a doer. A vontade é viver novamente aquilo que um dia marcou. É um olhar, um abraço, o sol batendo no lago, a paz em cima da montanha.

E, quanto mais pensamos e imaginamos tal época, mais externamos uma energia que, ao mesmo tempo é frustrante e impulsiva. O desejo de reviver alguns momentos é como néctar na experiência da vida. Tal energia é emanada pelo ar e viaja no espaço-tempo indo ao encontro de quem sentimos saudades. 

Não é à toa que os mais sensíveis e conectados espiritualmente acabam sentindo essa energia e entram em contato conosco, ou também pensam em nós ao mesmo tempo. No caso de momentos em determinados locais, estamos emitindo certa melancolia a eles. Da mesma forma que podemos sentir lugares cuja energia tem maldade e tristeza, outros têm paz e força.

É bom termos saudades! Isto significa que amamos aquele momento da vida, amamos tais pessoas e queremos novamente poder estar com elas. Saudades parece explicar o desejo de estar junto, de tocar, ouvir e olhar para alguém que estimamos. Se esta pessoa já não faz mais parte da vida é possível que estejamos nos conectando com sua energia espiritual. Não deixa de ser um momento em que há um reencontro através da imagem registrada na mente.

Lembrar não é o mesmo que sentir saudades. Esta é um coquetel de sensações boas no corpo, quase impulsiva o suficiente para que nos entreguemos a loucuras. Porém, ao mesmo tempo, quando acordamos e tomamos consciência do aqui e agora, nos sentimos desapontados, pelo menos momentaneamente, já que não podemos ter novamente aquele instante tão marcante. 

A saudade ajuda-nos a agir e, se realmente queremos, vamos nos inspirar, abrir caminhos e vencer obstáculos para que pessoas e lugares possam ser revisitados. Talvez nos inspire a rezar para alguém que precise de tal energia. Fato é que ter saudades não deixa de ser um sinal que a vida nos dá para que nosso coração possa ficar em paz, com a certeza de que o que é bom pode ser repetido, se movimentarmos o que parece impossível através da energia que enviamos. 

NAMASTÊ 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

CUIDE DO QUE PENSA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)

Nos momentos de raiva, cansaço extremo ou desilusões, deixamos a mente descontrolada, sem um raciocínio condizente com o que sentimos por alguém. Apesar do momento cheio de fúria, sabemos exatamente o amor que sentimos. Talvez por causa deste amor tão intenso, não controlamos a frustração e nos deixamos levar pelo próprio orgulho da falta de equilíbrio em tudo.

Acontece que pensamentos são energia e, se não temos paciência para mudá-los, acabam afetando mais ainda as relações estremecidas e já deterioradas. Cuidar do que pensamos e falamos é necessário quando não conseguimos ser o ideal nos papéis que exercemos e que imaginamos. Isto é necessário para que um dia a culpa não nos corroa e o arrependimento por não ter sido mais amoroso no tempo certo seja a oportunidade perdida.

Seria mais fácil amar, se todos conseguissem ser perfeitos, mas tal perfeição vem de como a vida tem nos tratado. Muitos não se conformam com o que tem e se sentem angustiados, outros já sofreram tanto, que tornam-se amargos. Infelizmente, a busca por trabalhar sentimentos através da espiritualidade, ainda é inabitual. Deixar ir o passado é limpar tais pensamentos, colocar sonhos e projetar beleza na própria vida. Precisamos nos estimular a fazer isso.

A medicina usa drogas para acalmar os pensamentos, mas não os elimina. E a pessoa apenas amortece a vida, sem ter chance de expandir a própria consciência com a oportunidade de sentir a felicidade real. Enviar a energia de maus pensamentos para alguém que nem tem a sorte de poder se defender é realmente algo irresponsável, principalmente se sabemos o amor que temos por ela. 

Nossos pensamentos fazem mal também a nós mesmos, já que a energia é absorvida pelas células. A própria oração que o Senhor nos ensinou diz: " livrai-nos do mal, amém"! Este mal que o ser humano alimenta dentro de si e que vai se expandindo por tudo, até que ao olharmos no espelho, veremos nossa face sem luz, sem brilho e sem felicidade. O corpo aos poucos se acostuma com tal energia e vivemos fingindo que a vida é feliz, com extremo consumismo, vaidade e ilusões, mas por dentro vivemos uma deterioração que o tempo irá cobrar. 

Portanto, comece hoje a acreditar, a ser mais amoroso, a ter melhores escolhas nos próprios pensamentos, mesmo que pareça impossível. Porque só no tempo de Deus as coisas serão resolvidas e a vida de todos poderá ser mais leve. Acredite em si, ajude quem precisa de apoio ao invés de exterminar chances de recuperação, tanto física, quanto espiritual.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 9 de julho de 2026

VOLTAR TAMBÉM É BOM

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Amo viajar, ir para lugares que nunca conheci, principalmente aqueles que me ensinam algo. Quando viajamos, entendemos que somos maiores, que nossa energia é expansiva e que podemos ser mais do que o que somos diariamente. Não é sobre soberba, mas sobre despertar. Há uma grande diferença entre viajar para se libertar e viajar para mostrar poder.

A escolha de lugares diz tudo sobre cada um. Prefiro os simples que tenham muita natureza e os que me ensinem algo sobre a vida, o passado e as pessoas. Porém, cada um sabe como atingir seus sonhos e o que quer trazer na bagagem. Cada pessoa está no seu processo de despertar.

Uma viagem tem que dar sabor, tem que dar paz e aprendizado. Devemos voltar sempre com certezas. Algumas mudanças nas escolhas, no estilo ou na maneira de se ajustar podem ser necessárias para dar mais certo o encantamento e a leveza dos momentos. Viajar também é experienciar o mundo! Um mundo muito mais amplo do que o da nossa rotina. E quanto mais se viaja, mais entendemos pessoas e as conhecemos fora de seus padrões habituais.

Não sei os outros, eu amo viajar, porém também amo voltar para o meu ninho. Chega uma hora que estar junto a tudo que faz parte da minha vida é necessário, é pacífico e fortalece o coração. Ao visualizar da janela do avião a chegada em Curitiba, minha cidade querida, com um horizonte digno de um quadro de proporções infinitas, senti gratidão.

As cores iam do vermelho, laranja, amarelo, verde claro e azul, numa linha imensa, acolhendo a capital paranaense que já se iluminava com a luz nas ruas e casas. Senti libertação e paz! Fui grata a Deus por cuidar de mim e de todo o caminho que percorri, me trazendo de volta ao convívio do lar. Ao desfazer as malas, as lembranças físicas e emocionais que trouxe ficarão para sempre, contando cada passo que dei e cada lugar que me acolheu, com pessoas maravilhosas. E com a graça divina sempre encontro os anjos pelo caminho.

Mas como ninho é ninho, aquele lugar todo nosso, onde sabemos exatamente onde tudo está, com nosso calor e cheirinho, com toda energia e carinho, voltar é um dos melhores momentos da viagem. Sim, a rotina reinicia, desligamos o modo avião e voltamos a nos conectar com o aqui e agora. Mas tudo isso é parte de uma vida de crescimento, cuja maturidade só vem com o tempo, a consciência e a amplitude de um espírito livre. E o mais importante e transformador é a sensação de pertencer ao lugar. Sensação esta que nos ensina a dar valor ao que somos em essência.

NAMASTÊ 


sexta-feira, 26 de junho de 2026

VOCE É O QUE É, SEMPRE?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Tirando alguns fatores como a presença de muitas pessoas estranhas à nossa convivência e talvez o próprio protocolo social, percebo muitos camaleões sociais, cujo comportamento muda completamente em reuniões. Se fosse só o comportamento, talvez não fosse tão preocupante quanto o é sobre a própria personalidade, que se transforma. E isso nos diz muito sobre pessoas, em quem confiar e com quem queremos estar, afinal se alguém muda seu jeito, suas palavras e atitudes, algo não está tão explícito sobre quem ela realmente é.

Todos devem conhecer alguém divertido, engraçado, humilde e simples quando está conosco, mas que se transforma em arrogante, onisciente e irritante quando está em grupo. Aquela pessoa que faz questão de te deixar sem graça com comentários desnecessários sobre seu jeito. E o que leva uma pessoa ser esse camaleão social?

Quando somos autênticos em qualquer lugar ou com qualquer pessoa, isto pode ser motivo de inveja ou ciúmes, levando o outro a tentar chamar a atenção para si através de atitudes que a sociedade elegeu como "elegância", mas que na verdade é apenas um rótulo na garrafa que não faz parte do conteúdo interior. 

O que é original é especial. E não estamos falando de comportamento imoral ou inadequado, que têm a ver com a educação. É sobre ser fiel a si mesmo, sendo alegre, compreensivo e protetor não só entre duas pessoas, mas a todo momento. Como julgar alguém que quando está a sós conosco é um e no social se transforma em irritante e cheio de moral, buscando oportunidades para nos envergonhar? 

Precisamos ser quem somos, sem medo de avaliações vindas de pessoas que não são felizes, não são honestas consigo mesmas e nunca saberão o que é ser quem realmente queremos ser. Pessoas transparentes são sinônimo de confiança e poder. Têm energia da luz divina e, talvez por isso, sejam alvos dos que não conseguem se iluminar, a não ser comprando pessoas com palavras que todos querem ouvir, ou com encenações de bondade.

É triste gostar de alguém, mas perceber este tipo de atitude quando estamos com outras pessoas. A única explicação é a de que estes oportunistas sociais precisam de aplausos e conquistar pessoas com a mesma energia, a fim de obscurecer quem brilha. Humilhar é uma forma de se colocar acima do outro, provocando queda energética em quem brilha. Quem concorda com as chacotas, provavelmente tem a mesma índole.

Admiro aqueles que tem coragem de ser exatamente o que são, pois é deles que vem a verdade. E conseguimos saber exatamente quem se fantasia e quem é o que é, estando a sós conosco ou numa multidão. Assim são os grandes e únicos que, muitas vezes são temidos pela real coragem de ser por fora o que são por dentro. Portanto, ser original é um grande avanço em toda energia que circula ao nosso redor, capacitando o entendimento de quem somos nós! Ganhar pontos é quem ainda joga com a própria vida, sem compreender que a beleza está em ser quem se é.

NAMASTÊ