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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

sábado, 30 de maio de 2026

O PASSADO ENSINA O PRESENTE

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Ninguém lembra do que foi e fez, exatamente. Das crises e histerias, da falta de bom senso e das confusões que armamos ou nos metemos. Hoje, ao buscar um certo assunto nos antigos emails, me deparei com acontecimentos do passado e percebi quanta coisa tive que suportar e que, muitas vezes, perdi o controle. Quantas vezes sofri com traições e como tive que afastar pessoas que confiava e amava, de minha vida.

Isto não acontece só comigo. Se você resolver bisbilhotar o passado, vai acabar se espantando com tudo que já aconteceu em sua vida e, talvez por conta disso, o quanto mudou ou tentou se libertar de certas pessoas e situações. Por isto tudo, aprendemos a observar melhor e analisar nossas atitudes. Quando se é mais jovem, bater no peito e dizer "não levo desaforo para casa" é até normal. Estamos numa fase de adaptação e conquistas na vida. Queremos provar nossa capacidade e nos posicionar como donos de nós mesmos.

Mas, o tempo passa e algumas coisas vão realmente cansando. Cansamos das explicações, dos gritos, dos falatórios e das fofocas que expõe pessoas a serem vítimas dos achismos. Vamos mudando a forma de pensar e agir. Isto não significa que esfriamos e que não sentimos tristezas e mágoas, mas que aumentar a bagagem só causa pesos e mais dores. Então, sofremos no silêncio e não mais no escândalo. Preferimos ouvir somente a voz interior e nos culpar ou acalentar. 

O mundo seria muito diferente se não existisse o tempo. Porque todos seriam capazes de se deparar com as consequências de suas ações no futuro. Há quem busque crescer espiritualmente, mas também há os que viram pedras e só vão se moldar se algo muito pesado cair sobre eles. Infelizmente, nem todos param para pensar sobre quem foram e quem são, hoje em dia. Se mudaram ou se continuam com as mesmas manias ou idéias irracionais. Temos um tempo para descobrir que a maneira como estamos agindo, não tem funcionado para sermos felizes. E que o orgulho somos nós que dominamos e não o contrário. Precisamos aprender a soltar o que está machucando e conquistar a liberdade de sermos mais leves, porque é assim que alcançamos paz e felicidade. 

Todos têm um tempo para aprender, pensar e reconstruir seu próprio caminho. Porém, sempre é mais fácil quando tomamos consciência disso e nos propomos a estas mudanças, antes que alguns sentimentos nos consumam e causem doenças. Podemos mudar, mas esteja preparado para aqueles que fazem questão de nos lembrar do passado e de como fomos, sempre prontos a nos atingir. Eles ainda precisam de apoio para seus próprios anseios e dúvidas sobre suas vidas. E, os erros dos outros são um consolo para quem não consegue enxergar os próprios. Não entre nesta energia e siga moldando seu espírito. Afinal, qual é realmente a função de uma vida? Aprender...

NAMASTÊ 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

REFLEXÕES SOBRE A VIDA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Nem sempre sei o que é realidade ou sonho. Às vezes, na calada da noite, a mente me confunde. Talvez as preocupações se misturem com os sonhos e, num estágio do sono fico resolvendo questões ou até recebendo informações para escrever textos. Ao acordar, fico me perguntando se inventei ou só pensei, em semi consciência.

Olhar o mundo de dentro do furacão só mostra confusão e a perspectiva de melhora parece distante demais. Porém, quando o vento passa, apesar dos estragos causados, há energia para reiniciar e coragem para descobrir os caminhos que sobraram. O mar de rosas, às vezes, é somente a força que ainda emana das entranhas.

Já passamos por situações que nos fizeram pensar sobre o que vale a pena. Após um tempo, tudo se encaixa como num quebra-cabeças, pois na verdade, somos realmente peças que podem ou não fazer parte da imagem. E, quando não somos, a solução é criar uma nova imagem, onde haja um espaço digno e verdadeiro para nós.

Talvez uma das piores dores da alma seja a do desprezo. Ela é silenciosa e venenosa. Causa muita turbulência no sistema do nosso corpo e a tristeza se instala no coração. Por mais que o esforço de viver bem seja uma meta, quando sentimos o desprezo de quem amamos, a mente não consegue fluir como deveria. Confusos, nos perdemos em dúvidas e culpas. Nos agarramos na fé de que Deus, um dia,  irá acalmar a situação.

Dores como medos, dúvidas e frustrações também são verdadeiras fontes de estagnação. Talvez o erro esteja justamente nisto: entregarmos o jogo! Na verdade precisamos aprender a blefar ou abrir os olhos para as cartas que caem no centro da mesa com mais atenção. Se nos sentirmos cartas fora do baralho, talvez seja hora de mudar o jogo ou os participantes.

Ao olhar para o mundo de fora do nosso corpo, vemos muito mais do que imaginamos. Existem mais caminhos e saídas para nossas aflições, agonias e medos, escondidos entre o que não víamos com os olhos focados só ao nosso redor. Nossa mente condicionada, moldada por tantas crenças, hábitos e experiências, influencia consideravelmente nossos julgamentos e, por isso, falta-nos visão sobre detalhes. Detalhes estes, importantes para virar a chave e abrir portas para soluções.

Com tudo isso, podemos resumir o texto em frases como: "nem tudo é exatamente como imaginamos", " buscar a força interior não é tolice, mas sabedoria" e " não desista da fé, pois há muito mais na vida do que estamos acostumados a enxergar".

NAMASTÊ 

domingo, 24 de maio de 2026

POR QUE SOFREMOS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Quando a gente faz as refeições sozinhos, no silêncio da manhã chuvosa, os fantasmas do pensamento nos assombram sem piedade. É como se a vida fosse uma roda gigante e em cada cadeirinha estivesse sentada uma pessoa que amamos e nos preocupamos. Ela gira muito lentamente e a história de cada uma aparece na tela mental.

E surgem aquelas interrogações tão comuns: por quê? como? o que fazer? As respostas racionais aparecem rapidamente, mas as espirituais sacodem o coração e nos acolhem na fé. É nesta hora que as mãos atadas se mostram para o mundo. Um mundo incrivelmente maravilhoso, mas cheio de dúvidas, medos e injustiças. O estômago dói porque sentimos a energia tentando se afastar das incertezas. 

Nosso corpo é tão ajustado para nos curar, porém o sofrimento demasiado desequilibra tudo e caímos numa armadilha cheia de dores, doenças e remédios que acabam intoxicando ainda mais nossa bela máquina. Sofrer por aquilo que dá errado, que não conseguimos realizar ou pela perda é externar a dor que vem das entranhas, mas que muitas vezes não consegue achar a saída. 

É normal sofrer, pois faz parte de um mecanismo emocional, cuja finalidade é abrir nossos olhos para certas circunstâncias. Porém, deixar que o sofrimento seja algo natural nas nossas vidas é aceitar que não merecemos a felicidade e isso torna-se um perigo para o que se considera saudável. 

O sofrimento vem de fontes diversas, desde falta de amor, de inclusão social, de comparações com outras vidas e de saúde. Não parece, mas sofrer em demasia pode causar comportamentos autodestrutivos, isolamento, raiva exacerbada da vida e das pessoas e até agressividade. O sofrimento silencioso pode até causar a morte daquele corpo, por não conseguir reagir mais e se entregar.

Podemos sofrer por conta de acontecimentos atuais, como por traumas passados, muitas vezes escondidos num subconsciente destruidor, causando muitos males na forma de agir e pensar. O sofrimento parece cancelar do cérebro a coerência, o bom senso e o discernimento, agindo sem escrúpulos nas ações de quem sofre, tornando a pessoa confusa ou insana. Ela precisa fazer algo para "parar de sofrer", mas não pensa nas consequências de seus atos. E, infelizmente, isto causa uma onda de energia de sofrimento para tudo ao redor dela.

Vários hormônios responsáveis pelo equilíbrio do corpo podem afetar nossos sentimentos, mas especialmente o cortisol elevado que, além de causar esgotamento físico e mental, acaba por aumentar nossa pressão e gordura corporal e baixa a imunidade. Não tem um botão de liga/desliga para o sofrimento, mas dentro deste sentimento podemos ao menos tentar viver melhor. Devemos buscar estar em grupos de pessoas praticando exercícios, fazer caminhadas meditando, estar mais em contato com a natureza, ler bons livros que inspirem a vida, abrir o coração para pessoas que nos amam e possam orientar, enfim, não focar no problema dia e noite. 

Isto irá criar uma vida melhor para si e todos ao nosso redor, pois o sofrimento faz toda uma estrutura ruir junto. E esta energia de dor, tristeza e silêncio é um templo de seres espirituais prontos a atacar e sugar de vez toda energia. Por mais dolorido que esteja, não devemos deixar de orar, sorrir e mais que tudo, amar. Sofrer faz parte, o que não faz parte é deixar de buscar a felicidade e aproveitar a própria vida, mesmo que isso signifique apenas bons momentos de distração, risos e abraços.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

O CAMINHO DO MEIO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Você já deve ter ouvido falar no "Caminho do Meio". Seguir este caminho nos faz buscar equilíbrio entre os extremos na vida. Nem tanto o exagero no prazer, nem tanto a flagelação. Com isto, fortalecemos a clareza mental e emocional.

Este termo foi divulgado por Buda, que em sua jornada percebeu que a paz só é alcançada quando equilibramos nossas vidas. Por escolhermos caminhos extremos de apêgos materiais, exacerbação sexual ou negligenciar o próprio corpo através de jejuns e autopunições exageradas, vamos perdendo o equilíbrio que traz a real grandiosidade da vida.

Este caminho não significa tornar a vida sem sentido ou monótona, mas criar disciplina e consciência. Todo exagero torna-se doença, assim como descartar o que o universo nos presenteia também.

Existem muitas opiniões sobre o que é realmente o caminho do meio e eu, em particular, imagino em minha vida três caminhos. Observo que um deles seria o radicalismo, exagerar em tudo que se faz em relação ao próprio corpo e pensamentos, o outro, negligenciar os presentes da vida para viver no niilismo. Por outro lado, o caminho do meio se abre para um horizonte maravilhoso, cheio de aprendizados e oportunidades que nos fazem parar e pensar, além de organizar a vida para um crescimento físico, espiritual e mental. 

Tudo que é feito com bom senso e equilíbrio traz evolução. Trilhar este caminho é construir uma vida moderada e tentar evitar o sofrimento gerado pelo excesso de atitudes insanas. Precisamos entender que não há estagnação, nem no que é bom demais, nem no que é desagradável. Tudo continua num ciclo de aprendizado e nos agarrar a um dos lados estaciona a vida.

Quando se escolhe este caminho, podemos ter, inclusive, uma perspectiva maior sobre a vida, as atitudes e todo processo gerado num sistema de almas presentes em nossas vidas. Como comparação, ao comermos devagar demais, a comida esfria, perdemos a vontade de comer e nosso corpo se debilita. Se comemos como esganados, com pressa, acabamos por não saborear o alimento e repetimos mais vezes, inchando o estômago e reclamando de indigestão. Que tal mastigar devagar, olhar para seu prato de comida e agradecer cada substância que esteja nos trazendo saúde e vida?

Caminhar na estrada do meio é simplesmente fluir na vida, livrando-se do que nos trava ou do que faz nossa energia escoar. Dizer "eu faço isso muito bem" é não enxergar o quanto temos medo de tomar decisões que sabemos que estão pesando na mochila. Podemos nos desviar na rota algumas vezes, mas reencontrar o caminho do meio é a melhor decisão para viver em paz. Pense nisso!

NAMASTÊ 

domingo, 17 de maio de 2026

QUEM CUIDA DE MIM?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Existem pessoas prontas a acolher as dúvidas, o sofrimento e o cansaço das outras. Elas sempre estão dispostas a dizer "sim, eu posso"! E o mundo se aproveita destes amorosos caridosos para deixá-los cuidar do que, de repente, seria nossa vez ou nossa obrigação. Essas pessoas são chamadas de altruístas, dedicando tempo, força e energia aos que elas enxergam com necessidades. Já vi e ouvi gente dizendo "é nosso burro de carga" ou rindo daqueles que só pensam em ser amorosos.

Mas, paremos para pensar quem é que cuida destas pessoas, quem de fato olha para todo tempo e esforço que dedicam, ou o quanto o cansaço está dentro de suas almas? Essas pessoas não precisam ganhar prêmios ou serem ovacionadas, mas apenas serem vistas, porque dificilmente alguém olha por elas. Aos poucos, mas sem demonstrar, seus corpos se fragilizam, suas mãos tremem e suas pernas já não conseguem concluir o mesmo caminho que antes, tamanha é a doação de sua energia.

Elas estão bem ao nosso lado, talvez dentro de nossas casas ou fazendo parte do convívio. Acostumados que somos com seus trabalhos e dedicações, muitas vezes até nos ofendemos quando elas dizem "hoje não posso"! Precisamos nos dar conta do que é sadio ou egoísmo em fazer delas um suporte contínuo. 

Levando em conta o quanto se sentem bem fazendo o bem, também é injusto bloquear sua ajuda, não as deixando fluir como um espírito caridoso a cumprir sua missão na Terra. A questão é até que ponto somos aproveitadores da bondade alheia. Vemos isso nos colégios, empresas, nas amizades, comunidades e na própria família. Porém, essa índole de caridade pode estar ligada também à baixa auto-estima ou solidão. Elas precisam mostrar ao mundo sua presença e receber do mundo aconchego em seus atos. Precisam se sentir presentes.

Contudo, também existem pessoas que estão sempre querendo auxiliar de alguma forma, mas não permitem intrusos nos seus problemas e vidas, fechando-se numa concha, pois não podem demonstrar fraqueza, já que são fortes o suficiente para ajudar os outros. Elas sofrem caladas em seus orgulhos e isto é uma fonte de somatizações de doenças. 

Na verdade, a vida é mais leve quando deixamos que pessoas com boas intenções e corações se aproximem e nos façam favores, nos acolham em seus braços e nos amparem com seu trabalho, palavras e carinho. É maravilhoso pensar que num mundo imenso, alguém sempre está ao nosso lado nos perguntando se estamos bem ou se precisamos de algo, sem haver cobranças, nem imposições, mas apenas porque somos importantes para elas. 

Esse amor que recebemos e doamos faz toda diferença no mundo interno de cada ser humano, dando a ele a capacidade de sentir-se parte do todo. E as relações afetivas podem ser melhoradas com o néctar que cura: o Amor! Mas precisamos respeitar quem ajudamos e quem nos ajuda, num sistema equilibrado de energia e de aceitação do processo de cada um.

NAMASTÊ 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

DIA INTERNACIONAL DA FAMILIA

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Hoje é o dia internacional da família! E o que consideramos família? Para saber isso, precisamos entender que família é uma palavra derivada do latim "famulus" que significa escravos. Essa palavra me causa arrepios. Isto foi usado para todos que estavam sob a autoridade do chefe da casa na época da escravidão. Com o tempo, estendeu-se também aos descendentes, aos que criaram laços de união e à ancestralidade.

Algumas correntes psicológicas hoje, consideram família a que criamos com laços afetivos e descendentes, sendo os outros denominados familiares, ou seja, que pertencem ao núcleo, mas já não convivem diariamente. Hoje em dia, as famílias podem ter estruturas diferentes, mas nem por isso se desconsidera o poder de ter uma família. Crianças crescem e criam suas próprias famílias e os pais viram familiares. Mas, para esses pais, seus filhos ainda são família.

Uma família normalmente convive num mesmo espaço, contribuindo conforme seus dons e aprendizado para o conforto, a alegria e orientação de cada membro. Famílias são facilmente desarranjadas quando um ou mais membros falham nos cuidados dos outros ou de si mesmo. Isso causa muita dor para os que se acostumaram com o sistema.

Apesar de considerarmos primeiramente o fator biológico para falar de família, a vida nos mostra que há muito mais família dentro de corações humanitários e amorosos, do que propriamente nas relações sanguíneas. Muitos acolhem dentro de suas vidas filhos de outros, com muito mais afinidade e, mesmo existindo os pais biológicos, estes se tornam verdadeiros apoios e segurança na vida daqueles.

Na espiritualidade, famílias podem ser construídas para trabalhar o amor e a resiliência, dentro de um contexto de carmas. Alguns podem fazer parte como auxiliadores na evolução de todos, outros para resgatarem problemas de vidas passadas. A importância de observar todos os membros da família, suas relações e suas índoles são de extrema importância para deixar a construção firme e adaptável.

Muitos membros não conseguem se adaptar e saem (às vezes antecipadamente) do núcleo familiar, buscando a própria vida. Nem sempre a energia do ambiente proporciona a paz que alguns espíritos precisam, devido à grande sensibilidade que têm. Outros, na revolta, acabam numa estrada fria e escura.

Chamamos família também quando reunimos todos aqueles que fizeram parte de nossas vidas na árvore genealógica. Cada um, com certas responsabilidades sobre a vida dos outros, causa uma onda de sua própria energia no todo, construindo ou destruindo vidas. Romantizar família é descartar toda dificuldade que existe no convívio com outras pessoas. Alguns são desleixados, outros extremamente caprichosos; alguns são grosseiros, outros amorosos. Nisso tudo, vêm dentro de cada um, sentimentos de desprezo, desatenção, mimos exacerbados, pouca conversa, educação baseada em força, além de ciúmes e inveja. Lembrando que para morar junto precisamos respeitar cada membro em seu momento de pensar, chorar, se irritar e estar só. É difícil manter uma rotina de convivência e bem-estar onde todos se sintam perfeitamente acolhidos, lembrados e respeitados. Afinal, existe uma vida única, numa vida em comum.

Contudo, é maravilhoso conseguir formar uma família na vida, pois estamos nos dando o direito de evoluir através do amor e também da dor. Hoje em dia, criamos vínculos afetivos também com amigos importantes em famílias comunitárias. O importante em tudo isso é trabalhar a paciência, a caridade e mais do que tudo, o amor. Afinal, no fim das contas, SOMOS TODOS UM.

NAMASTÊ 


quinta-feira, 14 de maio de 2026

SURPRESAS DIVINAS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Interessante como Deus nos manda mensagens quando pedimos. O dia hoje foi um tanto quanto desgastante. O emocional tá abalado, o corpo dolorido e a vontade de ficar só foi enorme. Pensei muito em desistir de tudo que tinha programado e me entregar à quietude, só deixando o corpo se refazer da dor.

Mas resolvi ir fazer compras, mais para caminhar no sol, do que para gastar. E fui conversando com Deus, pedindo orientação, força e paz. Voltei, fiz meu almocinho e sentei para saborear a comida, quando toca meu telefone. Uma amiga e aluna de biodança pedindo um tempo para desabafar as dores que está sentindo, desde a última aula onde trabalhamos o movimento sistêmico com uma Consteladora. Mexeu muito com todas. Conversamos um pouco e decidimos marcar um encontro. 

Ao desligar, tive a sensação de que minha missão não podia ser esquecida, pois cheguei a pensar na possibilidade de deixar as aulas. Eu também precisava delas, disse meu coração. Com o corpo dolorido devido à somatização que tive fiquei entre cancelar a aula da tarde ou enfrentar meu cansaço. Novamente senti que mais pessoas precisavam das aulas e do que eu levaria aos seus corações e parti para a aula. Lá fui ensinada mais do que ensinei. Vi olhares sofridos, mentes confusas e espíritos buscando conforto. E meu corpo firme.

Ao sair, mensagens de amigos no whatsapp foram tão aconchegantes e amorosas que senti o acolhimento que precisava neste dia. Deus havia me acolhido através do coração de todas essas pessoas. Eu não estava sozinha como havia pensado. 

Às vezes, nos sentimos sem chão, mas Deus constrói o assoalho. Pode ser que o problema ainda exista, mas Ele ameniza com seus truques que desviam nossa atenção e nos ajudam a acreditar no amanhã. Eu confio e agradeço! Sei bem que Ele está presente, mas só quem aceita, consegue sentir suas obras. E as entende...

NAMASTÊ 

HISTÓRIA DE VIDA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Há uma diferença entre o que eu acho de minhas atitudes e o que os outros pensam delas. Nas nossas cabeças podemos estar pensando que é o certo, pois foi assim que nossa história nos fez  pensar. Agimos como sentimos ser o correto e o ideal para cada momento, sem refletir se existem outras saídas ou outras formas de nos expressar. Algumas vezes, ferimos! Porque assim somos nós! Cheios de antes e durantes, o agora é como aprendemos com a vida a nos defender e nos posicionar.

Toda mente é um receptáculo de lembranças que nos chicotearam, nos transformaram e nos causaram dores tão profundas, moldando hoje nossa personalidade, nossa maneira de ser com o mundo. Quando admiramos alguém pela forma que age, talvez seja uma pessoa que foi mais amada, acolhida e teve menos tensões na vida. Talvez seja aquele que teve mais oportunidades de se encontrar, ou apenas seus sentimentos tenham desmoronado a tal ponto que hoje não têm mais tanta sensibilidade, só aceita e quer viver. ("Pouco importa o que os outros sentem, porque o importante mesmo sou eu! E eu me bloqueio contra o que não quero ouvir, nem sentir"!)

Cada corpo neste planeta é um livro de histórias. Histórias boas e ruins, que vão grudando na memória celular. E só nós sabemos os dias em que a dor nos consumiu, o choro foi silenciado e a responsabilidade jogada nas nossas costas, quando nem ao menos entendemos o significado disto. Achamos que agimos certo, mas o mundo nos culpa. E vamos saindo de cena, nos transformando mais uma vez, ganhando adjetivos de carrancudos, antipáticos ou depressivos. E tudo que queremos é nos entender e talvez, só talvez, entender o mundo. Porque a maturidade também cansa. Cansamos de pisar toda hora em ovos para não ferir aquele que está fragilizado, quando nós já quebramos faz tempo e usamos cola para juntar os caquinhos. Cansamos de tentar opinar, quando na verdade ninguém quer ouvir nossa voz, apenas ouvir a própria voz. Cansamos de aparecer, de fazer parte do grupo enlouquecido, de ser apenas um suporte para amenizar a consciência de todos. 

E vamos curvando as costas com tantas bagagens, vamos andando mais devagar porque o peso do corpo está além do que as pernas suportam. Não pela gordura corporal, mas pelas dores, tristezas e mágoas que transbordam pelas células, envelhecidas e murchas.

Todos só se lembram de nós de verdade, no dia em que nos despedimos da vida. E lá estaremos nós sendo vistos de verdade, quando na vida passavam por nós e nem nos olhavam por completo. A dor estará selada para sempre. E como agíamos, será só um fato, uma história.

É difícil ser justo e coerente num mundo que deveria ser menos cruel em termos de palavras e atitudes. Mas cada um sabe como quer e como pode ser através de sua índole e consciência. É viver numa gangorra onde o outro nos eleva, mas também nos faz cair. Tudo de repente, sem avisos. E a alma se assusta ou se diverte. 

Ganhamos papéis, títulos e todos com regras rígidas cuja mente briga eternamente com o coração. Não faça, não aja, devia ter sido assim, errou... Frases continuamente bombardeadas sobre a fragilidade de um corpo, esmagado pela energia do pensamento universal. E vamos voltando à posição fetal, nem que seja só no pensamento. Quem somos nós, afinal? E por que não encontramos o verdadeiro equilíbrio vivendo satisfeitos e felizes por completo? A resposta talvez esteja justamente no processo de crescimento e despertar para cada ação errada e pensada, para cada atitude tomada de improviso sem serem medidas as consequências e para cada palavra saída de nossas bocas sem perceber o que causamos às pessoas. Para equilibrar, precisamos ir testando os pesos e medidas.

Talvez muitos nem se importem com o que provocam, outros por sua vez, ficam eternamente angustiados com este peso da responsabilidade em mudar o rumo das vidas. São vidas, são histórias de vidas, somos nós! Seres moldados com argila, secando e se enrijecendo ao calor das emoções. Incompreendidos e incompreensíveis. Trabalhando para nos descobrir e ter um pouco da paz que todos precisam para seu próprio espírito. Busca eterna e continua...

NAMASTÊ 

terça-feira, 12 de maio de 2026

SENTIMENTOS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


São tantos sentimentos que borbulham dentro de nós, sinalizando o que estamos passando, quem somos e como reagimos à vida, que isto seria realmente nossa carteira de identidade. Olhando para o rosto de alguém já percebemos a intensidade do brilho no olhar, as marcas provocadas por raivas, tristezas e dores. Não temos botões que ligam e desligam o quê e como sentimos.

Alguns são muito intensos, outros se recolhem na própria dor. Em algumas situações, a emoção sobrepõe a razão causando sérios problemas para a vida de todos ao redor. Nossos sentimentos são comandados no cérebro, mas todo o corpo sente fisiologicamente as reações. Por isso, dependendo da intensidade destes sentimentos, o corpo fala através de dores de cabeça, alteração nos batimentos cardíacos, musculares e até ósseos.

O trabalho constante e intermitente de mente e corpo faz com que haja um controle dessas emoções violentas, sem afetar diretamente o corpo por causa deste controle. Ioga, meditação, exercícios de caminhada na natureza ou outros, podem ajudar. Mas, quando as emoções são muito reprimidas, o "engolir sapos" pode causar problemas estomacais como gastrites, úlceras ou intestinais.

Quando se retesa emoções o musculoesquelético também trava com dores na região superior da cervical, torcicolos e bruxismos na mandíbula. Já o coração também sofre com a raiva e tristeza, aumentando a pressão sanguínea e causando tonturas e falta de ar. E, para piorar a situação, o medo, ansiedade e muita tristeza afetam drasticamente nossa imunidade e força corporal. Podemos ainda ter dermatites e insônias.

Por tudo isso, precisamos perceber como estamos vivendo, quais sentimentos estamos nutrindo e como podemos auxiliar nosso corpo a ser mais estável e saudável. Quando temos raiva de alguém, somos nós que acabamos prejudicados. Quando a tristeza é cultuada em excesso, nos vitimizando, as transformações são visíveis.

É impossível parar de sentir, mas é possível mudarmos certos pensamentos e atitudes, favorecendo nossas vidas e o corpo que sofre com todo excesso. A primeira coisa é respirar profundamente levando oxigênio ao cérebro. Se ainda sentirmos muita vontade da violência, busquemos a natureza, a solidão, músicas que nos façam ter paz. Existem ferramentas que podem ser usadas para amenizar a brutalidade. Deixemos pessoas falando sozinhas, não revidemos, nem ria com deboche. Isto são fluidos inflamáveis para a violência. Estamos cuidando do próprio corpo ao evitar aqueles que não se importam com a própria vida. Precisamos ao menos tentar mudar a energia da violência que se expande pelo mundo.

NAMASTÊ 


segunda-feira, 11 de maio de 2026

MUDANDO HISTÓRIAS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Vivemos constantemente amedrontados com nossos destinos. Fazemos de tudo para que os fantasmas  não saiam das suas covas. Lutamos, mudamos opiniões, sacrificamos sonhos, tudo para que a imaginação de uma vida feliz se torne realidade. Todas as tentativas para chegar naquilo que queremos seriam válidas, não fosse bloquear ou interferir no espaço de alguém.

Nem sempre a razão se une à emoção e deixamos de ouvir conselhos ou analisar melhor o contexto, para nos atirarmos de cabeça no incerto. Através das histórias que vemos ou ouvimos, queremos encaixar as nossas no mesmo enredo, achando que tudo será igual aos filmes e livros. Mas não é assim, porque mentes diferentes agem de formas diferentes. Podemos até ter idéias ou enxergar novas hipóteses para  uma tese que tenta definir nossas vidas. O problema é encaixá-las adequadamente para nós.

Acredito em mensagens subliminares, em surpresas que nos abram os olhos e em sincronicidades que nos fazem enxergar o que ainda não tínhamos reparado. Tudo pronto para dar forma a um movimento linear ou curvilíneo, conforme o universo nos acolha. Precisamos estar conectados com algo profundo e quase imperceptível dentro de nós mesmos.

Adoraríamos saber tudo, entender tudo e responder tantos por quês. Buscamos de todas as formas mecanismos que nos antecedam o futuro, esquecendo que sempre existe espaço para organizarmos melhor a escrita e fazer com que a história seja modificada. Se a vida dá voltas, porque não podemos agarrar o melhor agora, quando ela estiver voltando a nos sorrir? Nos conformar com tristeza, dor e falta de sorte é deixar que a roleta das oportunidades seja deixada para os outros. Podemos começar com pequenos detalhes.

No preto podemos colocar bolinhas brancas, com lama podemos criar arte, no desespero talvez se consiga ver além do próprio eu, abraçando pessoas e vidas que achávamos não existir.

Toda história pode ter um final construído de forma diferente. Talvez seja isso que precisamos fazer. Parar de nos afundar em desculpas usando artifícios que dão à mente a sensação de satisfação e começar a viver de verdade, capacitando o próprio corpo da cura através dos dons adormecidos e da essência de cada alma. Cada dia que se espera para começar a realizar mudanças, pode ser um dia a menos para encontrar a paz e ser feliz. A decisão é toda nossa!

NAMASTÊ 

terça-feira, 5 de maio de 2026

CHEIO DE QUÊ?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Está cheio de pena de alguém?Faça uma asa com elas e voe! Enxergue do alto toda a situação e  tenha coragem de pousar no coração daquela pessoa. Avance!

Tua paciência está por um fio? Estenda esse fio para aquele que está precisando e deixe-o entender que você está perto. Quando ele quiser poderá segurar o fio e te encontrar.

Tem sentido a frieza das pessoas? Não esqueça que um iceberg tem muito mais para baixo do que se vê acima do mar. Frieza é amargura interior, é tristeza, é falta de compreensão do mundo. Alguém tá precisando de calor. Talvez o seu!

Você tem muita dúvida sobre a vida? Precisa reconstruir, ler mais, mudar a rotina, aquietar a mente. Respostas podem surgir quando movimentamos a energia.

Está cheio de raiva? Seu fígado pode não funcionar direito e, de repente, você notará cansaço excessivo e coceiras no corpo. Pois é, tua raiva tá se manifestando no corpo. Mude o foco, tome outra direção. Cuide dos órgãos internos.

Seu tempo está repleto de compromissos? É muita promessa para si mesmo, não acha? Que tal achar aquela porta aberta que te levará para o inusitado e um novo conhecimento? Estar sem tempo é só uma questão de organizar. Se não consegue, tem alguma disfunção executiva. 

Está cheio de ouvir ou ler sobre como melhorar a vida e ser mais feliz? Lembre que quando a irritação está dentro de nós, só precisamos de incentivos para ajudar o pensamento a voltar no modo fértil e criativo. Só precisamos nos permitir!

Esvazie a mala pesada, jogando fora o que não torna o caminho mais leve. Se precisar use as belas alternativas espalhadas pelo mundo: riachos, bosques, cachoeiras, praças, areia da praia, lagoas. Sim, tanta natureza que nos recebe para ouvir e transformar. Saia da mesmice, do sofá, de trás da mesa, do computador. Esvazie-se e notará quanto espaço tem para plantar bons sentimentos. De repente, florescerá!

NAMASTÊ 

domingo, 3 de maio de 2026

O PODER DA MUDANÇA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Quando você muda de verdade,  mudam pensamentos, atitudes e sentimentos. Suas mudanças te surpreendem, te tranquilizam e te trazem a felicidade interior. Mudanças incluem deixar para trás alguns perfis, talvez amizades e quem sabe caminhos.

Quando sentimos que há desajustes, não estamos cultivando, mas podando com frieza e sem piedade e algo em nós nos incomoda. Queremos dizer que estamos no controle, mas na verdade estamos só numa grande fuga. 

A mudança interior não significa sorrir o tempo todo, pois isso é falso, se nosso coração chora. Neste caso, seria deixar que as lágrimas escorressem com poder de cura da verdade que precisa ser realçada e trabalhada. Quando nos empenhamos em mudar, as coisas vão tomando forma aos poucos, como se arrumássemos nossa casa. Um dia a sala, noutro a cozinha e assim por diante. Devemos planejar com sabedoria, para não tropeçarmos, havendo comodidade e praticidade.

Tudo vai modificando com o tempo. Corpo e mente são os principais fatores de transformações. Se a mente fosse tão cuidada como o corpo, talvez o mundo estivesse numa evolução bem mais adiantada. Partes da mente onde se guardam histórias ruins deviam ser acessadas apenas como exemplos para não voltar aquele estágio. A mania de voltar no tempo e relembrar atos insanos, às vezes é desnecessária, pois todos guardam dentro de si as dores praticadas e que lutamos tanto para curar. O que está feito, feito está. Mas o que está por vir, está pronto para ser alcançado e usado de maneira a fazer nossas vidas diferentes, melhores e cheias de boas expectativas. Então, por que não se expandir para novos horizontes?

Nem todos se preocupam em mudar padrões de comportamento e pensamentos, mas com certeza todos acabam por sentir o peso da consciência um dia, que virá através da solidão, do medo ou dos golpes na vida. Mudar quem éramos para algo novo, melhor e mais sensato, mexe com toda energia ao nosso redor. Pode ser difícil se convivemos ainda com os que vendam seus olhos ou têm orgulho demais para reconhecer quão belo é florescer. 

Mas precisamos continuar, pois a vibração se eleva e vai quebrando barreiras, rompendo as cercas que se ergueram e chegando no auxílio dos que amamos e principalmente, da nossa própria transformação. Neste momento, é gratificante demais a paz interior, mesmo que tenhamos que resolver os problemas que surgem. Há mais consciência, sabedoria e discernimento para tudo. Compreende-se melhor a vida, renega-se o que não vale a pena ouvir ou ver e se movimenta o mundo ao redor através de um prisma colorido e gratificante. Isto não é ilusão, é projeção de uma consciência mais divina e espiritual. E se viver assim é transcender, por que não tentar?

NAMASTÊ 

sábado, 2 de maio de 2026

UMA BOA VIAGEM PELA VIDA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



A vida é como um trem onde se embarca numa jornada com diversas paradas. Podemos permanecer numa delas por muito ou pouco tempo, aproveitando o momento. Em cada estação, pessoas diferentes, vozes em sintonia ou em desacordos, lugares de paz ou guerra. Largamos bagagens em umas e levamos suvenires em outras. Quando o tempo já foi suficiente, compramos um novo bilhete e seguimos viagem, às vezes acompanhados, às vezes sós.

Há momentos em que parecemos estar mais numa canoa furada, desesperados por encontrar novamente o chão a nossos pés. Contudo, a sorte ou "espertezas" podem ajeitar para que se aproveite a vida como nas viagens de cruzeiros, com regalias e boas acomodações. Alguns preferem apenas estar em paz, com algo confortável e pequeno, sem muitas contas para pagar, como num pequeno barco que só sai para passear em pequenos percursos, se contentando com o que depara no caminho, sem muita aventura.

A caminhada ainda pode estar apenas como em sapatos. Alguns doem e apertam depois de comprá-los e acharmos que serviriam, devido a elegância e beleza. Outros, nem tão chamativos, são os que servem perfeitamente e nos acompanham com leveza. Vão conosco a todo lugar, mostrando que o importante é encaixar perfeitamente no que a vida proporciona, sem reclamar ou mostrar obstáculos. Cabem exatamente nos nossos sonhos e se ajustam na nossa energia.

Fato é que aparecemos de repente em algum terminal e nossa vida se iniciou. Aos poucos, fomos nos dando conta das oportunidades, pessoas e belezas da vida. E vamos seguindo viagem, alguns a pé, outros escolhendo seu meio de transporte preferido, com ou sem companhia, preferindo ou não carimbar o passaporte com paz, amor, decência, moral, respeito, paciência, estudo, saúde, liberdade, curiosidade, disposição, verdade e outros tantos repertórios, preenchendo cada página com nosso histórico, nossa biografia e nossas escolhas. E carregamos no bolso este passaporte que definirá se entramos ou não numa nova fase, se seremos aceitos para embarcar em nossos sonhos e se há bagagem demais para passar na alfândega.

Cabe a cada um definir a própria liberdade em viver, da maneira como se sente melhor, em paz e tranquilamente, sem deixar rastros que possam prejudicar a longa caminhada, com a beleza de ser simplesmente alguém pronto a dar passos certeiros, levando a lugares que tragam vislumbre para a vida. Sejamos bons viajantes e no final da viagem teremos uma bela história para deixar!

NAMASTÊ 


quinta-feira, 30 de abril de 2026

INTUIÇÃO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Há uma energia diferente no pensamento, algo que não é corriqueiro, nem planejado. Uma sensação que nos impulsiona de forma peculiar e que provoca reações imediatas no corpo. Todos têm intuição, mas nem todos sabem entender ou dar importância à ela.

Prova de que temos potenciais adormecidos, a intuição pode nos proteger ou nos fazer expandir a consciência. O chakra frontal ou o conhecido 3o. olho é a fonte deste processo maravilhoso e que, bem trabalhado, nos auxilia na jornada da vida. Algumas pessoas têm mais facilidade em entender a própria existência, outras ainda não despertaram para aceitar este dom.

Fato é que a intuição parece nos provocar quando insistimos em algo que não parece certo, ou nos avisar para acontecimentos bem inesperados. 

Como esperado, a ciência tem resposta para a intuição como um mecanismo normal do cérebro. Já a fé inclui a presença de anjos ou do Espírito Santo proporcionando acolhimento. Seja lá no que acredite, é importante entender, aceitar e respeitar este sentimento que ensina, fortalece e traz autoconhecimento para nossas vidas. Um passo a mais pode se tornar no abismo, ou o ato inconsequente numa vida transformada.  

Por que não atender os sinos que badalam no coração ou ser tão negligente com si mesmo, a ponto de se colocar em riscos? A vida está sussurrando situações inusitadas, enviando sinais. Vale a pena ouvir!

NAMASTÊ 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

CONVERSA COM A VIDA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Ah, vida!

Às vezes você me surpreende com convites inesperados, com palavras doces e com pessoas que são um néctar. 

Noutras, você me tira o chão, me força chorar e me assusta com tanta rudeza.

Eu entendo vida, que nem tudo é bom, nem beleza, nem satisfação e que preciso aprender a me proteger do que não é meu, mas de quem precisa jogar para fora o que está explodindo dentro de si.

Mas vida, tens o tamanho de minha idade e sabes bem toda bagagem que carrego nesta viagem. Dê-me uma chance de aliviar o peso abrindo as portas do riso descontrolado, da visão encantadora e da energia bondosa vindo em minha direção. 

Sabe vida, nem sempre consigo o que desejo ou imagino nos meus mais belos pensamentos. Na estrada encontro os banhos de água fria, os estraga prazeres ou os que não se importam com minha presença. Contudo, você tem conseguido juntar meus caquinhos e me transformar numa imagem de força, resgatando com muita sabedoria o que poderia me desapontar e desestimular. E eu continuo com a esperança desabrochando e renovada em mim, cheia de ti, vida!

Quando penso em você, entendo como tem garra e continua comigo mesmo que eu sinta o vazio. Na verdade, eu não existo sem você! E as oportunidades que  tenho, os aprendizados e a maturidade que aos poucos sinto em mim, tem tudo a ver com você, minha vida! 

Por tudo isso sou grata! Enquanto você me suportar, eu deixarei que me guie. Enquanto tiver espaço, eu permitirei que me sustente. Mas sei que um dia você também precisará se afastar e, neste dia, quero ter certeza de que correspondi a todo esforço que teve para me deixar viver da melhor forma possível, com a missão cumprida. Porque vida é para ser vivida e não ignorada! É para fazer parte de tudo que somos. Eu não sou nada sem você e nem você sem mim. Então, que o caminho seja de mãos dadas e de amorosidade. Até que a morte nos separe...

NAMASTÊ 


segunda-feira, 20 de abril de 2026

PODENDO SER FELIZ

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



A palavra-chave da vida é felicidade. Ela é buscada a qualquer custo, pois ninguém quer ser infeliz. É por esta felicidade que muitos se precipitam a tolos erros, desesperados em sentir tal sentimento que não encontram na família, na profissão ou pela vida afora. Buscam ser felizes por alguns momentos, quando se pode encontrar essa fonte de energia só sabendo como agir. 

Primeiro, temos que acreditar no que somos e no potencial de nosso cérebro para apenas entender o que queremos, sem viver impondo a nós mesmos condições para sermos felizes. Se para ser feliz precisamos ter isto ou aquilo, estamos perdendo tempo da vida esperando as coisas acontecerem. Temos que ser feliz "apesar de" e não "quando".

Depois, olhar para o aqui e agora pode transformar qualquer sentimento de mágoa ou ansiedade em felicidade. Precisamos aproveitar o que fazemos com alegria como comer um bolo, andar na mata, passear de bicicleta, assistir um jogo ou abraçar um amigo. Normalmente, não pensamos no quanto somos felizes fazendo algumas ações, que consideramos rotineiras ou fúteis. Isto tudo porque para muitos a felicidade precisa ser monetizada, palpável e visual. 

Só que é um sentimento e ao externá-lo o corpo se transforma num receptáculo de bem-estar e satisfação pessoal. Já vi pessoas que em algumas situações poderiam estar rindo, falando coisas boas, agindo com carinho, mas preferem a carranca, o mau humor e a falta de respeito com os que estão ao seu lado. Pois é difícil demais conseguir ser feliz ao lado de pessoas rudes e egoístas, que não buscam criar ambientes saudáveis, amorosos e compreensíveis.

Isto causa um efeito dominó e ao cair uma peça, outras vão sendo derrubadas pela frustração e medos. Algumas até desistem da felicidade a qual têm direito de viver e sentir. Pensem na responsabilidade que todos temos com nossa própria maneira de viver a vida e transmitir aos outros como podemos viver em paz e feliz. Pois ser feliz também inclui saber que transformamos vidas com nosso acolhimento, risos e exemplos úteis que despertem no outro a felicidade de estar ao nosso lado.

Para sermos felizes é preciso também ter amor próprio e parar de dizermos frases abusivas que nos machuquem e nos façam pensar que somos inúteis. Precisamos reconhecer em nós nossa força e a capacidade de superação das nossas dores. Ter gratidão pelo que somos faz uma grande diferença. E reconhecer que apesar de nem sempre rir, é o sentimento interno e a vontade que nos fará ter como companheira de vida, a Felicidade! Nossos comandos ao cérebro fazem toda a diferença quando se trata de acreditar na própria felicidade aqui e agora.

NAMASTÊ 

COMO MEDIR A DOR

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Estou esperando atendimento num hospital e me dei conta de quanto sou abençoada. Passam por mim pessoas mancando, sofrendo dores terríveis, cujas vidas foram tolhidas de algumas atividades, esperançosas de uma solução para seus problemas. Cada pessoa mede sua dor não só pela dor física, mas também por tudo que vem com ela: medo, frustração e dúvidas.

Alguns podem exagerar na dor física, porque no fundo estão precisando de atenção, de carinho e acolhimento, mais que de remédios. Sofrer fisicamente é uma maneira de chamar a atenção do mundo para a vida que estamos levando arduamente em sigilo. Quando estamos felizes, mas com dor, não ficamos no foco da atenção e a dor emocional começa a surgir.

A questão está no cérebro e na forma como pensamos. Quanto mais sentimos pena de nós, mais nos entregamos às dores físicas que, aos poucos ficam sem controle. Obviamente, o corpo pode "estragar" de alguma forma, sejam por acidentes, pelo que exageramos em ingerir, como por pensamentos deteriorantes. Alguns podemos controlar, outros nem tanto.

Quando um médico pede para medirmos a dor de 1 a 10, por exemplo, é para que ele imagine a urgência do tratamento, mas na verdade, esse número que damos não contabiliza a dor emocional que vem junto à física. Olho para todos ao meu redor e noto nos olhos e na neurolinguística corporal quem sofre além do que se vê, e sinto que tantas pessoas têm problemas diversos com os quais precisam lidar, talvez sem ajuda emocional e espiritual. 

Se observássemos mais o mundo, talvez fôssemos mais gratos por termos a abundância que muitos não conseguem ter, porque esqueceram de viver, de existir, de se libertar da autocomiseração. Não é a questão de não ter dor, pois esta também é um sinal de alerta. Mas de ter dor e começar a buscar a real causa da dor, ajustando a vida para que o tratamento seja completo. Tem pessoas que têm raiva do mundo, culpando o mesmo pelas suas dores, porque não quer aceitar seus erros e suas decisões. Desse jeito, nunca encontrará a verdadeira cura, pois ela não está no mundo, mas em nós. 

Somos seres prontos a nos adaptar fisicamente, mas a mente controla como iremos nos portar perante as adversidades físicas e emocionais que a vida apresenta. Um sempre é reflexo do outro e esse sistema é poderoso demais para descuidar de um deles. Busquemos hospitais, mas também entender quem somos!

NAMASTÊ 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

PRECISAMOS AGIR

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Precisamos ser muito fortes, para suportar o medo, para não desistir da luta, para não abandonar o indiferente.

Precisamos tomar cuidado, com nossos pensamentos, com nossas atitudes, com nossa impaciência.

Precisamos alimentar a alma, de orações cotidianas, de momentos de solitude, de passeios ao ar livre.

Precisamos usar a criatividade, para produzir o bem, para embelezar o mundo, para melhorar a vida e os recursos.

Precisamos nos ajoelhar às vezes, para perceber nossa pequenez diante do mundo, para exercitar os joelhos, para que Deus entenda nosso suplício.

Precisamos abrir os braços, para encher mais os pulmões de ar, para acolher quem está perdido, para abraçar a vida.

Precisamos desligar o modo automático, para acordar para novidades, para sair da caixa que entramos, para nos esforçar nas descobertas.

É preciso ser forte! Mas necessário se faz tomar cuidado!

Cada dia pode ser um quadro novo para a criatividade que está pulsando dentro de nós.

Experimentar orar de joelhos e ter a alma tranquilizada faz falta para o mundo hoje em dia. Talvez abrir os braços na natureza, ou para a família possa mudar muita coisa dentro de nós.

Desligar o automático não significa só fazer o mesmo quando chega um feriado. Significa mudar o rumo, pensar diferente, olhar por outro ângulo e até reconstruir seu modo de agir e ver as coisas.

Precisamos parar! Parar de verdade, sentar numa pedra e só observar, deixando a intuição se aproximar. Perceber as dúvidas e as respostas que, estranhas ou não, podem ser a solução. Esquecer um pouco o analítico e usar mais o holístico. Talvez o erro seja acreditar demais no exato e desacreditar no que está fora do contexto. Por trás da névoa pode estar o grande sol que ilumina a vida. 

O problema está dentro e não fora. Mas a solução, também!

NAMASTÊ 


quinta-feira, 16 de abril de 2026

SINAIS DE DEUS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Hoje, ao sair de dentro de casa por volta das 6:00 da manhã, me deparei com um céu magnífico, de encher não só os olhos, mas o coração de esperança e felicidade. E, como minha mente viaja rapidamente pelo espiritual, as questões da vida começaram a borbulhar e não consegui sossegar, sem escrever sobre este sentimento.

Não é o fato em si, mas o quadro geral das cores, energias e mistérios da vida, que ainda a ciência orgulhosa não consegue dar respostas. Talvez muitos olhem e nada sintam, outros se inspirem e rezem e outros nem reparem. Tudo é uma questão de sintonia. Para mim, Deus está no comando de cada amanhecer, jogando para quem quiser receber, a beleza de seus atos. 

Um simples amanhecer colorido pode trazer paz para quem acordou sem esperança, pode dar idéias ao designer e ao fotógrafo, pode acalmar o coração do acamado no hospital que olha pela janela, pode iluminar o café da manhã em tons de laranja. É como se Deus jogasse purpurina e só quem está com a mente e o coração abertos possam aproveitar o brilho e fazer dele um mar de oportunidades.

Há sinais a todo momento das graças divinas! A fome pode ser saciada com a gentileza de alguém em repartir seu alimento. O choro pode ser solto da garganta ao se receber um abraço. A música vinda do interior da igreja pode nos remeter ao perdão. O dia exaustivo e cheio de rudezas pode terminar com o olhar ou palavras de alguém inesperado, mas que está cheio de luz. As idéias podem ser mais organizadas depois de passar as mãos pela natureza. Cabe a nós entender e despertar para cada ato que consideramos normais ou corriqueiros, mas que no fundo têm propósitos.

Já me importei em ser rotulada de sonhadora, maluca e diferente. Hoje acho todos esses rótulos elogios para minha alma livre, pois aprendi que esta vida que vivo é só minha. Quem não compreende a energia ou não encontra tempo para senti-la continuará lamentando o ambiente, as pessoas, o caminho. Enquanto isso, estarei agradecendo a Deus por enviar seus sinais e ajudar meu despertar.

NAMASTÊ 


quarta-feira, 15 de abril de 2026

O RECONHECIMENTO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Todo ser humano tem dentro de si a necessidade de aprovação social, perante seu esforço de fazer algo em prol da humanidade, da sua comunidade, de sua família ou de uma única pessoa. Isto é natural e se situa no cérebro, em áreas interligadas pelas emoções e pelo prazer. Queremos, mesmo que inconscientemente, ser reconhecidos. Faz parte de nós!

De certa forma, esse reconhecimento traz para cada pessoa uma transformação de sua personalidade, afetando mais ou menos a maneira como se encara a gratidão. Uns aceitam e continuam humildes, acreditando que podem melhorar o próprio esforço, enquanto outros estacionam, levando consigo a marca que os fez ter algum sucesso na vida, como um instrumento de soberba e de certa forma, inclusão social. 

Mas, a necessidade de sermos reconhecidos, mesmo pelos pequenos atos diários, externam rapidamente quando sentimos ingratidão, às vezes até de maneira grotesca e injusta, cobrando o que fizemos por eles. Seria normal essa ânsia pelo reconhecimento, ou deveríamos apenas fazer nossa parte, sem esperar que o outro lembre e seja grato por tudo? Até que ponto fazemos por amor ou apenas para ter nossa consciência tranquila?

Fato é que o reconhecimento é uma maneira de estímulo aos próximos atos. Elogiar, parabenizar e valorizar o tempo e as atitudes de qualquer pessoa, faz o cérebro entender que se está no caminho correto para se tornar um ser humano útil e melhor. Toda pessoa que recebe a gratidão acaba por liberar para seu corpo a dopamina, cujo efeito é de bem estar com a vida. Isto pode estimular cada vez mais a vontade de sentir essa sensação e desenvolver a capacidade de transformar a forma de ver o mundo, ajudando na ansiedade, na frustração e até na própria solidão.

Precisamos reconhecer os bons atos e parar de cobrar que reconheçam os nossos, deixando que apenas o amor, a preocupação ou a vontade de ver mudanças que possam ajudar pessoas pelo mundo sejam o foco principal das nossas ações. Cabe a cada pessoa lembrada, trabalhar na sua evolução espiritual e aprender a reconhecer que, se alguém lhe ajuda, não é por obrigação e precisa haver gratidão. Ou também, reconhecer aqueles que realmente fazem algo para melhorar a vida, a evolução e o progresso do planeta, enaltecendo e aplaudindo seus trabalhos, ao invés de achar defeitos, ou desmoralizar seus esforços. Antes de mais nada, comece a reconhecer quem realmente você é! E, quando analisar isso, perceberá se os julgamentos que faz são realmente cabíveis no contexto.

NAMASTÊ 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

O LUTO

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Quando alguém que faz parte da nossa vida nos deixa, o dia fica diferente. Esse dia é silencioso, por mais que o mundo continue a se movimentar. Se tem sol, não aquece, se é frio, parece perdidamente triste e se é nublado, combina com o que sentimos.

Por mais que continue a vida, há um vazio inexplicável como se no canto faltasse um vaso. Mesmo que não reparássemos diariamente no formato, na beleza e na serventia do vaso, sabíamos que ele fazia parte da decoração, do contexto e do lugar que ele ocupava, mas que nenhum outro poderá ocupar. Esse vazio é uma sensação estranha, como se todo o mundo não tivesse mais o mesmo aspecto, o mesmo jeito. Como se sacudissem novamente os dados nas mãos e, ao cair, eles agora somassem a ausência, ficando um dos lados em branco.

Ao perder alguém da família hoje, me deparei com esse dia novamente e voltei a sentir essa pausa cinzenta, onde tudo que queremos é nos recolher e pensar. E nos esbarramos com por quês de tantas formas e tamanhos que sequer temos tempo de responder. Há até uma certa culpa por não ter aproveitado melhor o tempo com quem se foi. Talvez aprendido, valorizado as oportunas lições que aumentariam nosso portfólio e tido humildade de reconhecer as diferenças que poderiam ensinar coisas novas.

Mas nossas vidas e o orgulho de sermos ocupados demais, ofusca o mais relevante: o tempo de nos aprofundarmos nas relações importantes. Talvez por isso, o vazio! Porque enchemos o copo e esquecemos de beber, deixando longo tempo parado, sem perceber que vai evaporando aos poucos. Quando nos damos conta, o vazio está lá. E não há mais como encher o copo, porque ele rachou.

Há muitos buracos ao nosso redor. Buscamos preencher, não os buracos, mas a mente que, ocupada, aos poucos só se importará com as belas lembranças. O vazio é inservível. E, o luto, se transforma na árvore espiritual, cujos galhos balançam com tristeza e as folhas lacrimejam a saudade.

NAMASTÊ 

In memoriam...


quinta-feira, 9 de abril de 2026

A TRANSPARÊNCIA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



E se fôssemos de vidro transparente, como será que iríamos reagir ao ver  tudo que colocamos no interior das pessoas com nossas palavras, expressões e atitudes e como isso transforma a imagem delas? Talvez o peso em perceber o que causamos fosse desastroso, pois veremos muitos pontos obscuros, corações partidos, órgãos afetados, cérebro com miasmas astrais e por aí vai.

Somos responsáveis por tudo que causamos tanto em nós, com nosso pessimismo, estagnação e baixa auto-estima, quanto nos outros com comentários desnecessários e sem limites. Chegamos ao mundo com brilho e transparência e vamos nos sufocando e ofuscando na sujeira que recebemos na vida.

Porém, quem busca sua limpeza, aprende também a ter mais compreensão e paciência com o vidro do outro, entendendo a dificuldade que há para a auto-purificação. Nem todos têm prática, nem todos entendem por que se sentem desgostosos, cansados e frustrados com a vida. Afinal, flores não resistem a águas sujas.

Infelizmente, sabemos que uma grande parte da humanidade só quer saber de seu próprio brilho e pior, não querem ver os outros reluzir, pois se sentem ameaçados. Mal sabem eles que iluminar o mundo faz parte de uma teia poderosa, onde cada um têm oportunidade de contribuir com seu dom, seu trabalho, sua luz para todos.

Se conseguíssemos enxergar o interior de cada pessoa, entenderíamos seu amargor, sua raiva, sua falta de fé. A bagagem interior nefasta, transforma pessoas. E todos somos culpados pelo que sai de nós e entra nelas. Mas elas também são quando, ao se sentirem desconfortáveis no mundo, não buscam mudar, se expandir e se curar.

Muitos vasos com flores murchas andam de um lado para outro nas ruas e nem nos damos conta disso. Às vezes, um sorriso, uma mão estendida, uma palavra de carinho e ânimo, uma ajuda, pode colocar naquele vasinho água fresca e fazer tal flor renascer. Sejamos empáticos!

E quanto a nós, precisamos aprender a trocar a água suja do nosso vaso através do perdão, da compreensão e da busca por trabalhos transformadores que ajudem a alma a se elevar. O jardim do universo é infinito e não necessitamos tolher ou eliminar flores ao nosso redor. Será muito mais belo florescer com cores, tamanhos e formas de todos os tipos, que juntos embelezam ainda mais o mundo.

NAMASTÊ 


segunda-feira, 6 de abril de 2026

PESSOAS DIFÍCEIS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Pessoas difíceis são aquelas que ganham esse adjetivo porque carregam dentro delas sentimentos endurecidos pelas próprias experiências de vida. Às vezes, nem elas se dão conta do quanto são complexas. Nem sempre têm culpa, se levarmos em consideração a falta de meios ou ajuda para se transformar.

São pessoas que nada as agrada, acham defeitos em tudo e normalmente são carrancudas. Reclamam o tempo todo, seja do tempo, das pessoas e do jeito delas, da comida, do barulho, da alegria exagerada e por aí vai. Quase sempre ficam pelos cantos observando e não compartilham idéias, a não ser que sejam questionadas. Seu sorriso é amarelo, seu semblante endurecido. Chegamos a ter medo e pena delas ao mesmo tempo.

São tão orgulhosas, que choram sozinhas, sem buscar consolo em um ombro amigo. Com o tempo, se sentem sufocadas em qualquer ambiente, pois acham que todos são felizes, menos elas. Na verdade, realmente são infelizes, sem conseguir se soltar para expandir sua beleza interior.

Talvez, sofreram demais e desacreditaram no seu poder pessoal, na sua luz, na sua essência. O orgulho tomou conta e não conseguem fluir, deixar livre os pensamentos e mudarem o rumo da raiva. Arrumam desculpas para o que as perturba, falando que outras pessoas ficam incomodadas, mas no fundo são só elas mesmas.

Pessoas difíceis não ouvem, elas cortam as outras nas opiniões ou idéias, sempre sendo negativas. Não vêem nem beleza, nem oportunidades, mas muitos obstáculos e defeitos. São tóxicas em excesso e contaminam ambientes de tal maneira, que acabam silenciando a alegria e a vontade das outras. Quase nunca sai um elogio ou uma frase de esperança de suas bocas. Se elas não conseguem, ninguém pode conseguir.

Elas se afastam tanto, que com o tempo passam despercebidas e sofrem ainda mais. Até seu corpo começa a dar sinais do cansaço e dos sentimentos ruins que carrega. Como a maioria quer ser feliz (e elas também, mas bloqueiam a própria felicidade), elas precisam ser atendidas com amor, mostrando um mundo rico em novas histórias, com cura para toda alma que deseja ser curada.

Se temos compaixão e amorosidade, precisamos achar um jeito de furar este bloqueio e ajudar estas pessoas para que seu processo seja transformado e elas possam se expandir. Afinal, nem todos sabem como construir um ambiente livre das más energias, nem todos acreditam que podem se libertar da dor e nem todos ainda estão no tempo destas descobertas. Parece fácil soltar um balão e deixá-lo voar, mas necessita de engenharia suficiente para os detalhes. Ou ele poderá ser pesado demais, pegar fogo rapidamente ou nem sair do chão. 

NAMASTÊ 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

PRECISAMOS AGRADAR A TODOS?

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Às vezes, não vale à pena tanto esforço para fazer alguém simpatizar ou gostar de nós. Gastamos energia, tempo e mesmo assim acabamos nos frustrando com o retorno. Acontece que cada um cultiva sua própria vibração e nem sempre sintonizamos com ela.

Tem horas que essas vibrações  são como ondas de rádio que, dependendo do lugar, encontram obstáculos e o que se ouve são chiados durante as transmissões. Assim acontece com algumas relações em que um dos lados não faz a mínima questão de acolher o que transmitimos. Escutam, mas não nos ouvem. Aceitam nossa presença como se fôssemos apenas um objeto inanimado. Nossas opiniões não importam. E, sem perceber, a frustação chega e nos sentimos tristes e até energeticamente desgastados, porque precisamos que gostem de nós.

Esses sentimentos são sentidos por pessoas com vontade de ter boas relações, participar da sociedade em si e colaborar com um mundo mais acolhedor. Porém, a vida nos ensina que existem polos que se atraem e outros que simplesmente não. A imagem que passamos faz toda a diferença! E, às vezes, estamos num grupo que não combina conosco, nossos pensamentos e atitudes.

Quando se ilumina o ambiente com sabedoria, alegria ou apenas com o sábio silêncio, os que invejam isso tendem a chacotear e se afastar. Ao mesmo tempo, o interesse em sugar o  conhecimento para uso próprio, faz muitos bajularem aqueles que oferecem isso. Mas, quem lida com energia, acaba por definir bem o real aluno que tem interesse em evoluir, daquele que só investiga para fazer pouco de nós, falando de nosso jeito e crenças para os outros, com intuito de desfazer o brilho de nossa alma.

Então, vale a pena o esforço de agradar? Precisamos aprender a ter relações com quem possa nos ajudar a saber mais, a evoluir e a nos entregar paz no coração de forma amorosa e gentil. Forçar relações onde o fio está desemcapado pode resultar em muitos choques que não estamos a fim de levar. Talvez o simples fato de deixar as pessoas decidirem o momento de quererem despertar faça a diferença nas relações. Porque uma hora chega a vontade de jogar por terra o ciúmes, a inveja e o orgulho para aprender mais com quem tem mais a oferecer.

Enquanto cultivar esses sentimentos tão nocivos, a vida se torna pesada e, mesmo sendo o centro das atenções com piadinhas ou soberba, o sentimento de que falta algo mais dentro de si mesmo, continua. E, para aqueles que não são ouvidos ou não têm importância para o grupo, só precisam esperar, pois na hora da escuridão são esses que estarão lá para clarear. Não precisamos agradar a todos, mas precisamos aprender a sintonizar o que e quem nos faz bem e nos deixa ter paz de espírito.

NAMASTÊ 


segunda-feira, 30 de março de 2026

O AMANHÃ PODE NÃO EXISTIR

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Amanhã posso não estar mais aqui. Posso ter cumprido minha missão e me retirado para outro estágio do meu espírito. 

Posso não abrir mais o portão e te abraçar sorrindo, te recebendo com alegria.

Posso não poder te entregar o pão quentinho saído do forno ou um pedaço generoso do bolo que fiz pensando em você.

Amanhã minha cozinha poderá estar vazia, meu quarto arrumado e minhas roupas prontas para serem doadas.

Ninguém me verá carregar sacolas de supermercado, nem ajeitar meu jardim. 

Não estarei suja de tinta por fazer arte, nem conseguirei o tempo para visitar o lugar que tanto sonhei.

Amanhã serão só lembranças! Minhas e suas. Surgirão memórias que não soubemos aproveitar, risos guardados em gavetas cheias de cupins e carinhos cozidos no amargor. 

E hoje, me pergunto por quê? Se sabemos que nada é certo, que o amanhã está batendo na porta e se amar é maravilhoso, por que não fazemos com que cada minuto seja recompensa e não transtorno?

O que há dentro de nós que não combina com a essência de ser maior que uma simples semente que não germina, mas fica dormente, sem vontade de simplesmente florescer e se manifestar em sua totalidade?

Amanhã pode ser tarde para novamente me olhar nos olhos e conhecer o que sou de verdade. Entender meus sentimentos e aprender, não sobre minha teimosia, mas sobre minha história escondida nesta teimosia. Afinal, ainda estou aqui, tentando chamar a atenção, não com raiva, mas com medo. 

Sim, medo de perder você de vista, de não poder mais sentir o cheiro do teu perfume, tuas mãos que quase não toco e teu sorriso tão guardado, sem se abrir para a beleza da vida.

A cada manhã agradeço mais uma oportunidade de abrir portões, de fazer bolos e de ouvir sua voz. Agradeço o ir e vir e cada pedacinho do dia que criei, inventei, organizei e existi.

A vida é um fio passando pela agulha de costura. Precisamos usar os instrumentos certos para conseguir costurar: nem agulha fina para fio grosso, nem agulha muito grossa para tecido delicado. É a tenacidade das ações que transformam vidas secas em momentos inesquecíveis, porque amanhã pode ser tarde demais para se dizer o quanto se ama e o quanto fazemos falta um para o outro. 

Um dia, algum dos lados deixará de existir, mas se durante a vida houver o necessário para que os corações sejam agraciados com ternura, não haverá culpa, nem arrependimentos. Somente a linda imagem de algo que nenhum pintor conseguirá projetar na tela, pois essências são guardadas em frascos no universo. E cada linda história viverá eternamente na árvore da vida. Só aproveite o tempo para sentir e deixe-se amar, sabendo amar.

NAMASTÊ 

sábado, 28 de março de 2026

SILÊNCIO EMOCIONAL

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Há momentos que me pego pensando sobre a vida. Sobre tudo que já fiz e passei, se agi corretamente ou desviei do caminho, se eduquei bem meus filhos e se viver é isso. Por que tantas interrogações se manifestam, onde as respostas são duvidosas e o sentimento é um pouco frustrante? Não consigo responder a mim mesma tantos por quês. E me pergunto se isto é normal ou é um fator anômalo sobre minha personalidade.

Quando observo algumas atitudes, lembro-me como agia em relação a elas e como ajo hoje. Eu mudei. Porém, a dor continua, ao perceber indiferenças ou desdéns quando se busca fazer o melhor, mas não se recebe amorosidade e compreensão. E qual seria o melhor resultado? Ser alguém sem limites, dizendo o que pensa e colocar algumas pessoas no seu devido lugar, ou agir com bondade e resignação? 

Feliz aquele que tem alguém que não só escuta, mas nos enxerga. Enxerga exatamente o que não conseguimos dizer em voz alta e sabe o que fazer para acalentar nosso coração. Alguém verdadeiro e que nesta hora não pensa em nada, além de ser um suporte para nossas dúvidas e tristezas. Um verdadeiro mensageiro de Deus!

Olho para a vida lá fora e tenho me espantado com o desenrolar da história da humanidade. Tantos "eus" e tão poucos "nós"! Falta de tempo para conexões, mas rapidez nas respostas cheias de gotas amargas, venenos impiedosos e descasos com a alma alheia. E me pergunto onde foi que perdemos vínculos importantes, o respeito por pessoas indispensáveis e que estiveram conosco em tempos que ninguém esteve? Como esquecemos do fundamental, para nos atarmos tão profundamente ao próprio ego, já desolado e perdido? 

E por que, por que todos acham que ser duro é resolver as questões da melhor forma possível? Não nos foi ensinado suficientemente doçura, amor e humildade para dizer "estou errado", me perdoe? Parece que todos estão como ponto de caramelo a explodir na porcelana. Cheios de quentura e grudados em suas obstinações, sem ao menos deixar espaço para aconchegos, carinhos e sorrisos sinceros. 

Se soubessem como tais sorrisos curam, transformam e libertam, todos nós abriríamos mais os lábios e abraçaríamos as oportunidades de ter o que estamos perdendo: a vida pulsando dentro dos corações, de tal forma que tudo o mais possa achar espaço para florescer. Mas preferimos secar e muitas vezes apenas mostrar os espinhos que, falsamente, nos dizem que somos auto-suficientes, donos de nós mesmos, mas tão infelizes quanto o próprio corpo cansado acaba por denunciar. O que dizer para aqueles que não querem tirar do baú as velhas histórias de amor e se transformar?

NAMASTÊ