Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
A vida é como um trem onde se embarca numa jornada com diversas paradas. Podemos permanecer numa delas por muito ou pouco tempo, aproveitando o momento. Em cada estação, pessoas diferentes, vozes em sintonia ou em desacordos, lugares de paz ou guerra. Largamos bagagens em umas e levamos suvenires em outras. Quando o tempo já foi suficiente, compramos um novo bilhete e seguimos viagem, às vezes acompanhados, às vezes sós.
Há momentos em que parecemos estar mais numa canoa furada, desesperados por encontrar novamente o chão a nossos pés. Contudo, a sorte ou "espertezas" podem ajeitar para que se aproveite a vida como nas viagens de cruzeiros, com regalias e boas acomodações. Alguns preferem apenas estar em paz, com algo confortável e pequeno, sem muitas contas para pagar, como num pequeno barco que só sai para passear em pequenos percursos, se contentando com o que depara no caminho, sem muita aventura.
A caminhada ainda pode estar apenas como em sapatos. Alguns doem e apertam depois de comprá-los e acharmos que serviriam, devido a elegância e beleza. Outros, nem tão chamativos, são os que servem perfeitamente e nos acompanham com leveza. Vão conosco a todo lugar, mostrando que o importante é encaixar perfeitamente no que a vida proporciona, sem reclamar ou mostrar obstáculos. Cabem exatamente nos nossos sonhos e se ajustam na nossa energia.
Fato é que aparecemos de repente em algum terminal e nossa vida se iniciou. Aos poucos, fomos nos dando conta das oportunidades, pessoas e belezas da vida. E vamos seguindo viagem, alguns a pé, outros escolhendo seu meio de transporte preferido, com ou sem companhia, preferindo ou não carimbar o passaporte com paz, amor, decência, moral, respeito, paciência, estudo, saúde, liberdade, curiosidade, disposição, verdade e outros tantos repertórios, preenchendo cada página com nosso histórico, nossa biografia e nossas escolhas. E carregamos no bolso este passaporte que definirá se entramos ou não numa nova fase, se seremos aceitos para embarcar em nossos sonhos e se há bagagem demais para passar na alfândega.
Cabe a cada um definir a própria liberdade em viver, da maneira como se sente melhor, em paz e tranquilamente, sem deixar rastros que possam prejudicar a longa caminhada, com a beleza de ser simplesmente alguém pronto a dar passos certeiros, levando a lugares que tragam vislumbre para a vida. Sejamos bons viajantes e no final da viagem teremos uma bela história para deixar!
NAMASTÊ
