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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

quinta-feira, 30 de abril de 2026

INTUIÇÃO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Há uma energia diferente no pensamento, algo que não é corriqueiro, nem planejado. Uma sensação que nos impulsiona de forma peculiar e que provoca reações imediatas no corpo. Todos têm intuição, mas nem todos sabem entender ou dar importância à ela.

Prova de que temos potenciais adormecidos, a intuição pode nos proteger ou nos fazer expandir a consciência. O chakra frontal ou o conhecido 3o. olho é a fonte deste processo maravilhoso e que, bem trabalhado, nos auxilia na jornada da vida. Algumas pessoas têm mais facilidade em entender a própria existência, outras ainda não despertaram para aceitar este dom.

Fato é que a intuição parece nos provocar quando insistimos em algo que não parece certo, ou nos avisar para acontecimentos bem inesperados. 

Como esperado, a ciência tem resposta para a intuição como um mecanismo normal do cérebro. Já a fé inclui a presença de anjos ou do Espírito Santo proporcionando acolhimento. Seja lá no que acredite, é importante entender, aceitar e respeitar este sentimento que ensina, fortalece e traz autoconhecimento para nossas vidas. Um passo a mais pode se tornar no abismo, ou o ato inconsequente numa vida transformada.  

Por que não atender os sinos que badalam no coração ou ser tão negligente com si mesmo, a ponto de se colocar em riscos? A vida está sussurrando situações inusitadas, enviando sinais. Vale a pena ouvir!

NAMASTÊ 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

CONVERSA COM A VIDA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Ah, vida!

Às vezes você me surpreende com convites inesperados, com palavras doces e com pessoas que são um néctar. 

Noutras, você me tira o chão, me força chorar e me assusta com tanta rudeza.

Eu entendo vida, que nem tudo é bom, nem beleza, nem satisfação e que preciso aprender a me proteger do que não é meu, mas de quem precisa jogar para fora o que está explodindo dentro de si.

Mas vida, tens o tamanho de minha idade e sabes bem toda bagagem que carrego nesta viagem. Dê-me uma chance de aliviar o peso abrindo as portas do riso descontrolado, da visão encantadora e da energia bondosa vindo em minha direção. 

Sabe vida, nem sempre consigo o que desejo ou imagino nos meus mais belos pensamentos. Na estrada encontro os banhos de água fria, os estraga prazeres ou os que não se importam com minha presença. Contudo, você tem conseguido juntar meus caquinhos e me transformar numa imagem de força, resgatando com muita sabedoria o que poderia me desapontar e desestimular. E eu continuo com a esperança desabrochando e renovada em mim, cheia de ti, vida!

Quando penso em você, entendo como tem garra e continua comigo mesmo que eu sinta o vazio. Na verdade, eu não existo sem você! E as oportunidades que  tenho, os aprendizados e a maturidade que aos poucos sinto em mim, tem tudo a ver com você, minha vida! 

Por tudo isso sou grata! Enquanto você me suportar, eu deixarei que me guie. Enquanto tiver espaço, eu permitirei que me sustente. Mas sei que um dia você também precisará se afastar e, neste dia, quero ter certeza de que correspondi a todo esforço que teve para me deixar viver da melhor forma possível, com a missão cumprida. Porque vida é para ser vivida e não ignorada! É para fazer parte de tudo que somos. Eu não sou nada sem você e nem você sem mim. Então, que o caminho seja de mãos dadas e de amorosidade. Até que a morte nos separe...

NAMASTÊ 


segunda-feira, 20 de abril de 2026

PODENDO SER FELIZ

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



A palavra-chave da vida é felicidade. Ela é buscada a qualquer custo, pois ninguém quer ser infeliz. É por esta felicidade que muitos se precipitam a tolos erros, desesperados em sentir tal sentimento que não encontram na família, na profissão ou pela vida afora. Buscam ser felizes por alguns momentos, quando se pode encontrar essa fonte de energia só sabendo como agir. 

Primeiro, temos que acreditar no que somos e no potencial de nosso cérebro para apenas entender o que queremos, sem viver impondo a nós mesmos condições para sermos felizes. Se para ser feliz precisamos ter isto ou aquilo, estamos perdendo tempo da vida esperando as coisas acontecerem. Temos que ser feliz "apesar de" e não "quando".

Depois, olhar para o aqui e agora pode transformar qualquer sentimento de mágoa ou ansiedade em felicidade. Precisamos aproveitar o que fazemos com alegria como comer um bolo, andar na mata, passear de bicicleta, assistir um jogo ou abraçar um amigo. Normalmente, não pensamos no quanto somos felizes fazendo algumas ações, que consideramos rotineiras ou fúteis. Isto tudo porque para muitos a felicidade precisa ser monetizada, palpável e visual. 

Só que é um sentimento e ao externá-lo o corpo se transforma num receptáculo de bem-estar e satisfação pessoal. Já vi pessoas que em algumas situações poderiam estar rindo, falando coisas boas, agindo com carinho, mas preferem a carranca, o mau humor e a falta de respeito com os que estão ao seu lado. Pois é difícil demais conseguir ser feliz ao lado de pessoas rudes e egoístas, que não buscam criar ambientes saudáveis, amorosos e compreensíveis.

Isto causa um efeito dominó e ao cair uma peça, outras vão sendo derrubadas pela frustração e medos. Algumas até desistem da felicidade a qual têm direito de viver e sentir. Pensem na responsabilidade que todos temos com nossa própria maneira de viver a vida e transmitir aos outros como podemos viver em paz e feliz. Pois ser feliz também inclui saber que transformamos vidas com nosso acolhimento, risos e exemplos úteis que despertem no outro a felicidade de estar ao nosso lado.

Para sermos felizes é preciso também ter amor próprio e parar de dizermos frases abusivas que nos machuquem e nos façam pensar que somos inúteis. Precisamos reconhecer em nós nossa força e a capacidade de superação das nossas dores. Ter gratidão pelo que somos faz uma grande diferença. E reconhecer que apesar de nem sempre rir, é o sentimento interno e a vontade que nos fará ter como companheira de vida, a Felicidade! Nossos comandos ao cérebro fazem toda a diferença quando se trata de acreditar na própria felicidade aqui e agora.

NAMASTÊ 

COMO MEDIR A DOR

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Estou esperando atendimento num hospital e me dei conta de quanto sou abençoada. Passam por mim pessoas mancando, sofrendo dores terríveis, cujas vidas foram tolhidas de algumas atividades, esperançosas de uma solução para seus problemas. Cada pessoa mede sua dor não só pela dor física, mas também por tudo que vem com ela: medo, frustração e dúvidas.

Alguns podem exagerar na dor física, porque no fundo estão precisando de atenção, de carinho e acolhimento, mais que de remédios. Sofrer fisicamente é uma maneira de chamar a atenção do mundo para a vida que estamos levando arduamente em sigilo. Quando estamos felizes, mas com dor, não ficamos no foco da atenção e a dor emocional começa a surgir.

A questão está no cérebro e na forma como pensamos. Quanto mais sentimos pena de nós, mais nos entregamos às dores físicas que, aos poucos ficam sem controle. Obviamente, o corpo pode "estragar" de alguma forma, sejam por acidentes, pelo que exageramos em ingerir, como por pensamentos deteriorantes. Alguns podemos controlar, outros nem tanto.

Quando um médico pede para medirmos a dor de 1 a 10, por exemplo, é para que ele imagine a urgência do tratamento, mas na verdade, esse número que damos não contabiliza a dor emocional que vem junto à física. Olho para todos ao meu redor e noto nos olhos e na neurolinguística corporal quem sofre além do que se vê, e sinto que tantas pessoas têm problemas diversos com os quais precisam lidar, talvez sem ajuda emocional e espiritual. 

Se observássemos mais o mundo, talvez fôssemos mais gratos por termos a abundância que muitos não conseguem ter, porque esqueceram de viver, de existir, de se libertar da autocomiseração. Não é a questão de não ter dor, pois esta também é um sinal de alerta. Mas de ter dor e começar a buscar a real causa da dor, ajustando a vida para que o tratamento seja completo. Tem pessoas que têm raiva do mundo, culpando o mesmo pelas suas dores, porque não quer aceitar seus erros e suas decisões. Desse jeito, nunca encontrará a verdadeira cura, pois ela não está no mundo, mas em nós. 

Somos seres prontos a nos adaptar fisicamente, mas a mente controla como iremos nos portar perante as adversidades físicas e emocionais que a vida apresenta. Um sempre é reflexo do outro e esse sistema é poderoso demais para descuidar de um deles. Busquemos hospitais, mas também entender quem somos!

NAMASTÊ 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

PRECISAMOS AGIR

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Precisamos ser muito fortes, para suportar o medo, para não desistir da luta, para não abandonar o indiferente.

Precisamos tomar cuidado, com nossos pensamentos, com nossas atitudes, com nossa impaciência.

Precisamos alimentar a alma, de orações cotidianas, de momentos de solitude, de passeios ao ar livre.

Precisamos usar a criatividade, para produzir o bem, para embelezar o mundo, para melhorar a vida e os recursos.

Precisamos nos ajoelhar às vezes, para perceber nossa pequenez diante do mundo, para exercitar os joelhos, para que Deus entenda nosso suplício.

Precisamos abrir os braços, para encher mais os pulmões de ar, para acolher quem está perdido, para abraçar a vida.

Precisamos desligar o modo automático, para acordar para novidades, para sair da caixa que entramos, para nos esforçar nas descobertas.

É preciso ser forte! Mas necessário se faz tomar cuidado!

Cada dia pode ser um quadro novo para a criatividade que está pulsando dentro de nós.

Experimentar orar de joelhos e ter a alma tranquilizada faz falta para o mundo hoje em dia. Talvez abrir os braços na natureza, ou para a família possa mudar muita coisa dentro de nós.

Desligar o automático não significa só fazer o mesmo quando chega um feriado. Significa mudar o rumo, pensar diferente, olhar por outro ângulo e até reconstruir seu modo de agir e ver as coisas.

Precisamos parar! Parar de verdade, sentar numa pedra e só observar, deixando a intuição se aproximar. Perceber as dúvidas e as respostas que, estranhas ou não, podem ser a solução. Esquecer um pouco o analítico e usar mais o holístico. Talvez o erro seja acreditar demais no exato e desacreditar no que está fora do contexto. Por trás da névoa pode estar o grande sol que ilumina a vida. 

O problema está dentro e não fora. Mas a solução, também!

NAMASTÊ 


quinta-feira, 16 de abril de 2026

SINAIS DE DEUS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Hoje, ao sair de dentro de casa por volta das 6:00 da manhã, me deparei com um céu magnífico, de encher não só os olhos, mas o coração de esperança e felicidade. E, como minha mente viaja rapidamente pelo espiritual, as questões da vida começaram a borbulhar e não consegui sossegar, sem escrever sobre este sentimento.

Não é o fato em si, mas o quadro geral das cores, energias e mistérios da vida, que ainda a ciência orgulhosa não consegue dar respostas. Talvez muitos olhem e nada sintam, outros se inspirem e rezem e outros nem reparem. Tudo é uma questão de sintonia. Para mim, Deus está no comando de cada amanhecer, jogando para quem quiser receber, a beleza de seus atos. 

Um simples amanhecer colorido pode trazer paz para quem acordou sem esperança, pode dar idéias ao designer e ao fotógrafo, pode acalmar o coração do acamado no hospital que olha pela janela, pode iluminar o café da manhã em tons de laranja. É como se Deus jogasse purpurina e só quem está com a mente e o coração abertos possam aproveitar o brilho e fazer dele um mar de oportunidades.

Há sinais a todo momento das graças divinas! A fome pode ser saciada com a gentileza de alguém em repartir seu alimento. O choro pode ser solto da garganta ao se receber um abraço. A música vinda do interior da igreja pode nos remeter ao perdão. O dia exaustivo e cheio de rudezas pode terminar com o olhar ou palavras de alguém inesperado, mas que está cheio de luz. As idéias podem ser mais organizadas depois de passar as mãos pela natureza. Cabe a nós entender e despertar para cada ato que consideramos normais ou corriqueiros, mas que no fundo têm propósitos.

Já me importei em ser rotulada de sonhadora, maluca e diferente. Hoje acho todos esses rótulos elogios para minha alma livre, pois aprendi que esta vida que vivo é só minha. Quem não compreende a energia ou não encontra tempo para senti-la continuará lamentando o ambiente, as pessoas, o caminho. Enquanto isso, estarei agradecendo a Deus por enviar seus sinais e ajudar meu despertar.

NAMASTÊ 


quarta-feira, 15 de abril de 2026

O RECONHECIMENTO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Todo ser humano tem dentro de si a necessidade de aprovação social, perante seu esforço de fazer algo em prol da humanidade, da sua comunidade, de sua família ou de uma única pessoa. Isto é natural e se situa no cérebro, em áreas interligadas pelas emoções e pelo prazer. Queremos, mesmo que inconscientemente, ser reconhecidos. Faz parte de nós!

De certa forma, esse reconhecimento traz para cada pessoa uma transformação de sua personalidade, afetando mais ou menos a maneira como se encara a gratidão. Uns aceitam e continuam humildes, acreditando que podem melhorar o próprio esforço, enquanto outros estacionam, levando consigo a marca que os fez ter algum sucesso na vida, como um instrumento de soberba e de certa forma, inclusão social. 

Mas, a necessidade de sermos reconhecidos, mesmo pelos pequenos atos diários, externam rapidamente quando sentimos ingratidão, às vezes até de maneira grotesca e injusta, cobrando o que fizemos por eles. Seria normal essa ânsia pelo reconhecimento, ou deveríamos apenas fazer nossa parte, sem esperar que o outro lembre e seja grato por tudo? Até que ponto fazemos por amor ou apenas para ter nossa consciência tranquila?

Fato é que o reconhecimento é uma maneira de estímulo aos próximos atos. Elogiar, parabenizar e valorizar o tempo e as atitudes de qualquer pessoa, faz o cérebro entender que se está no caminho correto para se tornar um ser humano útil e melhor. Toda pessoa que recebe a gratidão acaba por liberar para seu corpo a dopamina, cujo efeito é de bem estar com a vida. Isto pode estimular cada vez mais a vontade de sentir essa sensação e desenvolver a capacidade de transformar a forma de ver o mundo, ajudando na ansiedade, na frustração e até na própria solidão.

Precisamos reconhecer os bons atos e parar de cobrar que reconheçam os nossos, deixando que apenas o amor, a preocupação ou a vontade de ver mudanças que possam ajudar pessoas pelo mundo sejam o foco principal das nossas ações. Cabe a cada pessoa lembrada, trabalhar na sua evolução espiritual e aprender a reconhecer que, se alguém lhe ajuda, não é por obrigação e precisa haver gratidão. Ou também, reconhecer aqueles que realmente fazem algo para melhorar a vida, a evolução e o progresso do planeta, enaltecendo e aplaudindo seus trabalhos, ao invés de achar defeitos, ou desmoralizar seus esforços. Antes de mais nada, comece a reconhecer quem realmente você é! E, quando analisar isso, perceberá se os julgamentos que faz são realmente cabíveis no contexto.

NAMASTÊ 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

O LUTO

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Quando alguém que faz parte da nossa vida nos deixa, o dia fica diferente. Esse dia é silencioso, por mais que o mundo continue a se movimentar. Se tem sol, não aquece, se é frio, parece perdidamente triste e se é nublado, combina com o que sentimos.

Por mais que continue a vida, há um vazio inexplicável como se no canto faltasse um vaso. Mesmo que não reparássemos diariamente no formato, na beleza e na serventia do vaso, sabíamos que ele fazia parte da decoração, do contexto e do lugar que ele ocupava, mas que nenhum outro poderá ocupar. Esse vazio é uma sensação estranha, como se todo o mundo não tivesse mais o mesmo aspecto, o mesmo jeito. Como se sacudissem novamente os dados nas mãos e, ao cair, eles agora somassem a ausência, ficando um dos lados em branco.

Ao perder alguém da família hoje, me deparei com esse dia novamente e voltei a sentir essa pausa cinzenta, onde tudo que queremos é nos recolher e pensar. E nos esbarramos com por quês de tantas formas e tamanhos que sequer temos tempo de responder. Há até uma certa culpa por não ter aproveitado melhor o tempo com quem se foi. Talvez aprendido, valorizado as oportunas lições que aumentariam nosso portfólio e tido humildade de reconhecer as diferenças que poderiam ensinar coisas novas.

Mas nossas vidas e o orgulho de sermos ocupados demais, ofusca o mais relevante: o tempo de nos aprofundarmos nas relações importantes. Talvez por isso, o vazio! Porque enchemos o copo e esquecemos de beber, deixando longo tempo parado, sem perceber que vai evaporando aos poucos. Quando nos damos conta, o vazio está lá. E não há mais como encher o copo, porque ele rachou.

Há muitos buracos ao nosso redor. Buscamos preencher, não os buracos, mas a mente que, ocupada, aos poucos só se importará com as belas lembranças. O vazio é inservível. E, o luto, se transforma na árvore espiritual, cujos galhos balançam com tristeza e as folhas lacrimejam a saudade.

NAMASTÊ 

In memoriam...


quinta-feira, 9 de abril de 2026

A TRANSPARÊNCIA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



E se fôssemos de vidro transparente, como será que iríamos reagir ao ver  tudo que colocamos no interior das pessoas com nossas palavras, expressões e atitudes e como isso transforma a imagem delas? Talvez o peso em perceber o que causamos fosse desastroso, pois veremos muitos pontos obscuros, corações partidos, órgãos afetados, cérebro com miasmas astrais e por aí vai.

Somos responsáveis por tudo que causamos tanto em nós, com nosso pessimismo, estagnação e baixa auto-estima, quanto nos outros com comentários desnecessários e sem limites. Chegamos ao mundo com brilho e transparência e vamos nos sufocando e ofuscando na sujeira que recebemos na vida.

Porém, quem busca sua limpeza, aprende também a ter mais compreensão e paciência com o vidro do outro, entendendo a dificuldade que há para a auto-purificação. Nem todos têm prática, nem todos entendem por que se sentem desgostosos, cansados e frustrados com a vida. Afinal, flores não resistem a águas sujas.

Infelizmente, sabemos que uma grande parte da humanidade só quer saber de seu próprio brilho e pior, não querem ver os outros reluzir, pois se sentem ameaçados. Mal sabem eles que iluminar o mundo faz parte de uma teia poderosa, onde cada um têm oportunidade de contribuir com seu dom, seu trabalho, sua luz para todos.

Se conseguíssemos enxergar o interior de cada pessoa, entenderíamos seu amargor, sua raiva, sua falta de fé. A bagagem interior nefasta, transforma pessoas. E todos somos culpados pelo que sai de nós e entra nelas. Mas elas também são quando, ao se sentirem desconfortáveis no mundo, não buscam mudar, se expandir e se curar.

Muitos vasos com flores murchas andam de um lado para outro nas ruas e nem nos damos conta disso. Às vezes, um sorriso, uma mão estendida, uma palavra de carinho e ânimo, uma ajuda, pode colocar naquele vasinho água fresca e fazer tal flor renascer. Sejamos empáticos!

E quanto a nós, precisamos aprender a trocar a água suja do nosso vaso através do perdão, da compreensão e da busca por trabalhos transformadores que ajudem a alma a se elevar. O jardim do universo é infinito e não necessitamos tolher ou eliminar flores ao nosso redor. Será muito mais belo florescer com cores, tamanhos e formas de todos os tipos, que juntos embelezam ainda mais o mundo.

NAMASTÊ 


segunda-feira, 6 de abril de 2026

PESSOAS DIFÍCEIS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Pessoas difíceis são aquelas que ganham esse adjetivo porque carregam dentro delas sentimentos endurecidos pelas próprias experiências de vida. Às vezes, nem elas se dão conta do quanto são complexas. Nem sempre têm culpa, se levarmos em consideração a falta de meios ou ajuda para se transformar.

São pessoas que nada as agrada, acham defeitos em tudo e normalmente são carrancudas. Reclamam o tempo todo, seja do tempo, das pessoas e do jeito delas, da comida, do barulho, da alegria exagerada e por aí vai. Quase sempre ficam pelos cantos observando e não compartilham idéias, a não ser que sejam questionadas. Seu sorriso é amarelo, seu semblante endurecido. Chegamos a ter medo e pena delas ao mesmo tempo.

São tão orgulhosas, que choram sozinhas, sem buscar consolo em um ombro amigo. Com o tempo, se sentem sufocadas em qualquer ambiente, pois acham que todos são felizes, menos elas. Na verdade, realmente são infelizes, sem conseguir se soltar para expandir sua beleza interior.

Talvez, sofreram demais e desacreditaram no seu poder pessoal, na sua luz, na sua essência. O orgulho tomou conta e não conseguem fluir, deixar livre os pensamentos e mudarem o rumo da raiva. Arrumam desculpas para o que as perturba, falando que outras pessoas ficam incomodadas, mas no fundo são só elas mesmas.

Pessoas difíceis não ouvem, elas cortam as outras nas opiniões ou idéias, sempre sendo negativas. Não vêem nem beleza, nem oportunidades, mas muitos obstáculos e defeitos. São tóxicas em excesso e contaminam ambientes de tal maneira, que acabam silenciando a alegria e a vontade das outras. Quase nunca sai um elogio ou uma frase de esperança de suas bocas. Se elas não conseguem, ninguém pode conseguir.

Elas se afastam tanto, que com o tempo passam despercebidas e sofrem ainda mais. Até seu corpo começa a dar sinais do cansaço e dos sentimentos ruins que carrega. Como a maioria quer ser feliz (e elas também, mas bloqueiam a própria felicidade), elas precisam ser atendidas com amor, mostrando um mundo rico em novas histórias, com cura para toda alma que deseja ser curada.

Se temos compaixão e amorosidade, precisamos achar um jeito de furar este bloqueio e ajudar estas pessoas para que seu processo seja transformado e elas possam se expandir. Afinal, nem todos sabem como construir um ambiente livre das más energias, nem todos acreditam que podem se libertar da dor e nem todos ainda estão no tempo destas descobertas. Parece fácil soltar um balão e deixá-lo voar, mas necessita de engenharia suficiente para os detalhes. Ou ele poderá ser pesado demais, pegar fogo rapidamente ou nem sair do chão. 

NAMASTÊ 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

PRECISAMOS AGRADAR A TODOS?

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Às vezes, não vale à pena tanto esforço para fazer alguém simpatizar ou gostar de nós. Gastamos energia, tempo e mesmo assim acabamos nos frustrando com o retorno. Acontece que cada um cultiva sua própria vibração e nem sempre sintonizamos com ela.

Tem horas que essas vibrações  são como ondas de rádio que, dependendo do lugar, encontram obstáculos e o que se ouve são chiados durante as transmissões. Assim acontece com algumas relações em que um dos lados não faz a mínima questão de acolher o que transmitimos. Escutam, mas não nos ouvem. Aceitam nossa presença como se fôssemos apenas um objeto inanimado. Nossas opiniões não importam. E, sem perceber, a frustação chega e nos sentimos tristes e até energeticamente desgastados, porque precisamos que gostem de nós.

Esses sentimentos são sentidos por pessoas com vontade de ter boas relações, participar da sociedade em si e colaborar com um mundo mais acolhedor. Porém, a vida nos ensina que existem polos que se atraem e outros que simplesmente não. A imagem que passamos faz toda a diferença! E, às vezes, estamos num grupo que não combina conosco, nossos pensamentos e atitudes.

Quando se ilumina o ambiente com sabedoria, alegria ou apenas com o sábio silêncio, os que invejam isso tendem a chacotear e se afastar. Ao mesmo tempo, o interesse em sugar o  conhecimento para uso próprio, faz muitos bajularem aqueles que oferecem isso. Mas, quem lida com energia, acaba por definir bem o real aluno que tem interesse em evoluir, daquele que só investiga para fazer pouco de nós, falando de nosso jeito e crenças para os outros, com intuito de desfazer o brilho de nossa alma.

Então, vale a pena o esforço de agradar? Precisamos aprender a ter relações com quem possa nos ajudar a saber mais, a evoluir e a nos entregar paz no coração de forma amorosa e gentil. Forçar relações onde o fio está desemcapado pode resultar em muitos choques que não estamos a fim de levar. Talvez o simples fato de deixar as pessoas decidirem o momento de quererem despertar faça a diferença nas relações. Porque uma hora chega a vontade de jogar por terra o ciúmes, a inveja e o orgulho para aprender mais com quem tem mais a oferecer.

Enquanto cultivar esses sentimentos tão nocivos, a vida se torna pesada e, mesmo sendo o centro das atenções com piadinhas ou soberba, o sentimento de que falta algo mais dentro de si mesmo, continua. E, para aqueles que não são ouvidos ou não têm importância para o grupo, só precisam esperar, pois na hora da escuridão são esses que estarão lá para clarear. Não precisamos agradar a todos, mas precisamos aprender a sintonizar o que e quem nos faz bem e nos deixa ter paz de espírito.

NAMASTÊ