Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Já reparou como temos mania de encontrar respostas para o desprezo ou erro das pessoas que amamos? "Ah, coitada, está muito cansada! Ele tá cheio de coisas na cabeça! Eles são assim meio estranhos! O marido ou a esposa não deixa ela ou ele ter atitude!" E por aí vão as desculpas. Protegemos naturalmente aqueles que nos são valiosos, mesmo sabendo que não é bem a verdade. Mas, nos conformarmos com as desculpas que damos para a ingratidão, descaso ou desfeita de tais pessoas, coloca um curativo no nosso coração entristecido amenizando a dor, mesmo sabendo que não é bem a verdade.
Ainda não somos verdadeiros o suficiente ao ponto de dizer "não quero fazer isto ou me encontrar com você neste momento". O jeito de falar é que muda tudo. Normalmente, para nos impor e já colocar um ponto final no assunto, falamos num tom não muito acolhedor e isto acaba ferindo. Talvez por medo disto, por orgulho ou pela simples falta de coragem em dizer o que pensamos, inventamos histórias que nem sempre se encaixam perfeitamente no contexto. Ambos os lados sabem que há uma mentira naquela página, mas convivemos com ela para não criar intrigas.
Na verdade, o que acaba machucando mesmo é que criamos expectativas sobre o que gostaríamos de fazer com ou por alguém, mas nos deparamos com um bloqueio na estrada. Precisamos sofrer com isto? É a pergunta que vale ouro! Infelizmente, há uma série de sentimentos que começam a brotar sobre se somos amados, se nossa companhia é maçante, se somos um peso físico, emocional ou financeiro e isto tudo acaba nos levando a questionar a vida. Se não conseguimos nos desvencilhar disto tudo, entramos em depressão. E, mesmo se nos chamam, às vezes, não conseguimos mais ser autênticos, receando nos tornar incompreendidos. Isto acontece muito, mesmo que se negue ou se tente esconder com frases como "eu não estou nem aí", " eu não ligo, sou mais eu" ou "sempre tem quem me queira por perto". Da boca para fora somos poderosos, independentes e donos de si, porém no fundo da alma as lamentações fervilham e vão acumulando dores.
Infelizmente, dores estas que desequilibram a energia vital, trazendo alguns problemas de saúde. Somos seres necessitados de conforto e amor. Gostamos de ser presentes e de sermos lembrados. Precisamos das oportunidades que nos façam sentir necessários e presentes na vida dos que amamos e até dos que nos rodeiam. Portanto, dê uma chance para quem quer te ajudar e estar contigo. Estará produzindo bem estar a um mundo tão egoísta e sem empatia. Essa transformação é sua, é minha, é nossa, sendo autênticos sobre os por quês.
A dor invisível que afeta os corações é muito silenciosa. Ela vai se acumulando e precisa esforço diário para curar. E só a alegria de se sentir amado e presente na vida das pessoas, traz novamente a força de continuar. Precisamos realmente prestar atenção em nossas palavras e na forma com que saem da boca, sem afetar os que nos querem bem. E, antes que a companhia deles não seja mais possível, é necessário buscar um tempo para acolhê-los sempre que pudermos.
NAMASTÊ

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