Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Enquanto ela chora, alguém se admira com a novidade.
Enquanto um se assusta com um golpe, outro recebe de volta o que emprestou.
Enquanto uns preparam o velório, outros recebem uma nova vida na Terra.
Enquanto uns esperam pacientemente, outros se apressam sem perceber os detalhes.
Enquanto uns nem percebem os gastos, outros contam moedas para suprir suas necessidades.
Enquanto uns passam horas estudando uma nova descoberta, outros passam horas bebendo nos botecos.
A vida se disfarça e nos pega de surpresa. Os acontecimentos chegam pé ante pé ou como aviões supersônicos. O que muda é o destino de cada um ou o que há dentro de nós? É a intenção ou a natureza, o espírito ou o caráter?
Por mais que admiremos alguém, não seremos igual, pois não é só o jeito, mas os sentimentos, a inteligência, a vontade que cada célula carrega. A singularidade é o que há de mais belo na criação. Preenchemos vazios, acalentamos a tristeza e admiramos o que só nossos olhos conseguem ver.
Nem todos gostam do azul, nem todos usam vermelho. Porém, em algum momento podemos experimentar o que a oportunidade sugere, o que o coração transborda ou a mente recria. Mas, enquanto uns constroem, outros usam as fichas apostando em destruir, implantar medo e forçar situações.
Talvez hajam filas de valores ao vir para a Terra e cada um escolhe em qual deseja encarnar. Almas ainda testando a evolução e definidas em suas próprias consciências. Ao olhar para o mundo só enxergamos diferenças, algumas bem definidas, outras fantasiadas a fim de tentar ser o que sonham. A questão é que quando a humildade estiver sendo cultivada e a força for companhia, talvez a gente chegue onde quer, sem ter que afastar de ninguém a estrada que ele está a construir.
Então, enquanto uns descobrem a cura, outros poderão ser curados. Mas isto é um mundo novo, onde a fila da virtude será uma só.
NAMASTÊ




