Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Se há uma dor que aflora alguns sentimentos pesados no coração é a dor do amor. Quando amamos, este órgão se abre como uma flor rara na pradaria, sujeito às intempéries da vida. Na beleza da reciprocidade, não nos preocupamos em protegê-lo, pois confiamos num destino honrado e feliz.
E é justamente por isso que o surpreendente pode nos transformar do dia para noite e, aquilo que encantava, agora pode ser objeto de incômodo. Se enfeitava o ambiente, agora toxica. Mesmo que o coração ainda ame, o orgulho se expande e afoga o amor, num cantinho tão apertado que, tudo que consegue-se demonstrar é indiferença, raiva ou desprezo.
A dor do amor é tão nefasta que pode-se até adoecer. O pensamento é, ao mesmo tempo, vingativo e esperançoso. Perde-se o sono, o foco da atenção no trabalho e outras atividades, e as reações são de diversas intensidades. Alguns preferem se exercitar, outros viajar, caminhar e ir para a natureza e ainda há os que preferem se fechar e deprimir.
Enquanto tentamos viver, o orgulho ou a falta dele nos prejudicam em ambos os casos. Muito orgulho sem perdão, pode ser o causador do término de uma relação que poderia ser construtiva. Nenhum orgulho, pode ser o desastre de insistir em alguém que não vale a pena e que não nos dá valor. Isto destrói a auto-estima. Sentir esta dor nos faz amadurecer, perceber erros, aprender a observar melhor e a ter um amor maior por quem somos, afinal merecemos coisas boas.
Todos, em algum dia, já se decepcionaram com o amor, porque as pessoas são instáveis, insatisfeitas e emocionalmente dependentes. Quando atinge-se um grau de maturidade e amor próprio, percebe-se que as pessoas começam a saber respeitar melhor o amor e ter alguém é, não uma necessidade, mas uma companhia importante que precisa de cuidados e atenção.
O triste da dor do amor é o que causa no emocional e psicológico de quem sofre. Muitas vezes, se instalam sentimentos de desconfiança, frustração e medo para toda a vida. E novos relacionamentos podem ser muito decepcionantes, tornando o sofredor manipulador, controlador ou muito "bonzinho". Por isso, necessário se faz buscar conhecimento terapêutico, entender melhor a própria vida e desejos, sem se aventurar em diversos casos, a fim de buscar a cura para o que se acha indispensável e fundamental.
Primeiro, entender que todo o processo precisa ser anulado dentro do coração, que ainda guarda no "cantinho obscuro" o amor por aquela pessoa. Não comparar pessoas faz toda diferença. Abrir a mente para possibilidades de ter novas experiências, conteúdos e idéias na vida. Não ter preguiça de mudanças, pois querer fazer o mesmo que se fazia com o outro, talvez não dê certo com o novo.
Contudo, a dor do amor realmente é fundamental para a transmutação. Deixamos para trás o que já não pode mais ser crescimento, para organizar e estabelecer metas de um futuro feliz, com ou sem alguém. Porque na realidade, não precisamos nos apoiar em alguém para sermos felizes. Mas, apesar do amor ser a energia mais bela e radiante da vida, temos apenas que dividi-lo ou espalhá-lo com bondade e saberemos bem o que é amar e ser amados! E nossa dor será curada, pois a recompensa chega de alguma forma que muitos ainda não captaram.
NAMASTÊ




.png)