Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Guardar certas coisas pode ser melancólico e esperançoso. Ao se ter certeza de que o que queremos é dar um passo à frente, necessário se faz abrir as portas e deixar que o vento leve. Ele levará energias estagnadas, lembranças que podem ou não ser boas e harmonizará o ambiente.
Pronto! Definitivamente estamos fechando um ciclo para convidar a entrar novas experiências e acontecimentos, sem ficar focado no passado. Temos costume de imaginar que aquela era a melhor pessoa ou emprego, o objeto era insubstituível ou precisamos esperar, porque um dia podemos tentar voltar atrás. Será mesmo?
Desapegar nem sempre é fácil, leva tempo e disciplina, mas conseguimos perceber a leveza quando nos damos conta que estamos livres. E podem ter certeza de que quando este momento chega, não queremos recuar. Guardamos boas ou más recordações e só. Seguimos em frente, abrindo caminhos e desvendamos um mundo muito maior do que aquele que um dia nos encaixamos e tivemos medo de sair.
Já pensaram em quantas pessoas passaram pela mesma estrada que nós e por algum motivo foram embora? E tudo bem! Vieram, cumpriram seu papel e nós o nosso. Talvez um dia reencontremos algumas, mas nada será exatamente como antes. O tempo muda pessoas, pensamentos e opiniões sobre as coisas. A vida é um ciclo de conhecimentos e aprendizados.
Aos poucos, vamos escolhendo quem ou o que fica, ou vai, conforme nossa própria evolução, interesses e afinidades. As pessoas aprendem e de repente não há mais troca, nem satisfação em estar ouvindo, fazendo a mesma coisa ou interagindo sem propósito. A solução é fechar o ciclo e buscar uma nova religião, emprego, casa, amor, tipo de diversão ou hobbie, carro ou qualquer outra situação para nos sentirmos mais felizes.
A certeza de fechar um ciclo acontece quando literalmente acordamos dispostos a isto, sem dúvidas sobre nossa decisão. Parece que a coragem toma conta do corpo e a vontade de mexer com a energia paralisada é irreversível, pois tomamos consciência de que podemos mais do que simplesmente esperar. Vamos em frente, ceifando o caminho, deixando-o aberto para enxergar melhor o que, às vezes, está bem em nossa frente, porém o apego cegou. E como é bom tomar decisões de nos libertar e fechar o que já não acomoda, acolhe ou nos dá paz.
Tudo tem um tempo para chegarmos à esta conclusão, mas se o tempo está longo demais e o medo ou incômodo persistem, talvez já tenha passado da hora. Lembrando que nossas vidas também têm tempo. Será que vale a pena tanto apego?
NAMASTÊ




