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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

CLIMA CONTRA CLIMA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Essa noite foi tensa. Cheguei a dar um salto na cama com o barulho do trovão, que parecia destruir tudo. Não consegui mais dormir por um tempo, ouvindo e vendo a quantidade de raios que caíram. Foi medonho.

Vem na mente pessoas mais vulneráveis nestas horas e agradeço a Deus por me cuidar. Já vi muitos temporais violentos, com granizo e muita água, mas sempre é assustador. À noite ainda é pior, pois não temos noção das nuvens e tudo é um suspense.

Mas o dia amanheceu sem chuva, apesar de cinza. E sou grata por isso, pensando em todos que se deslocam para seus trabalhos e escolas. Lembremos sempre dessa gratidão pela vida!

E é por isso que quem vê e recebe graças divinas, precisa lembrar de estender a mão, acolher quem precisa, ajudar no que for necessário. Quando falamos que o "clima" não está bom com certas pessoas,  estamos nos referindo à energia que circula. Então devemos pensar na energia do planeta e ajudar de alguma forma, seja com orações, com atitudes humanitárias ou mudança de consciência.

Portanto, que tal começar agradecendo por estar bem, rezando pela Terra, criando um círculo de luz sobre todos com muita fé e vontade? Tiremos cinco minutos para sair de cena, livrar o pensamento das informações ruins e acreditar no amanhã, construindo um "clima" de sol onde chove, de luz onde tem tristeza e de esperança onde a destruição levou qualquer sonho. A união faz valer a força!

NAMASTÊ 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

A GUERRA COM OS QUATRO ELEMENTOS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



O vento vem e varre,

O sol aquece e sufoca,

A água desanda e derruba,

A Terra racha e soterra.

Temos tudo nas mãos, até que tudo some por encanto. Nos achamos donos do mundo, mas a natureza se impõe e mostra sua grandeza.

Ela nos olha, ri e debocha. Aos poucos ensina a humildade, a resiliência e a caridade.

E, enquanto a atacamos com serras e machados, ela aguenta o quanto pode para nos retaliar. 

O limite está com as horas contadas. Lentamente as armas estão tomando posições. É a batalha do ego contra a sobrevivência planetária.

Nas guerras não há preferências. Quem está na hora errada, no lugar errado, tem o tempo escasso e nem se dá conta. É o destino cobrando as atitudes.

Os quatro elementos são as forças e estruturas do planeta. O planeta é nossa casa. Quando não fazemos a manutenção necessária, o esqueleto começa a corroer. 

E todos pagarão as contas, pois o joio do trigo se ilude e se afoga na própria arrogância e orgulho, levando consigo a parte que respeita sua casa. 

Contudo, não deixemos de lutar! Não do lado do ignorante, mas de quem honra onde pisa, o que come e a beleza de cada lugar deste mundo.

NAMASTÊ 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

SENTINDO O NADA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



De repente parei. Fiquei inerte, olhando o nada. E o nada olhou para mim.

A respiração trancou e o coração acelerou. O tempo não se contava, apenas existia.

Era uma batalha, onde eu sentia o vazio, mas o nada me paralisava.

No fundo, não pensar, nem sentir, era bom. Trazia uma certa serenidade na alma. 

Ao mesmo tempo, queria dar um passo e ficar estática. Não conseguia decidir.

Fechei os olhos e me deixei envolver pelo nada. Paz, só paz! 

Ele não era ruim, apenas silencioso, calmo e sem vida. Algo inexplicavelmente sereno.

O perigo está justamente em gostar demais do nada. Ele absorve, hipnotiza e relaxa a tempestade interna. E nos sentimos como o mar sem ondas, sem vento. Só mar...

Quando me dei conta, o nada estilhaçou-se à minha frente. Aos poucos abriu-se uma porta de sons e imagens.

Algo parece ter dado corda novamente em mim. Pisquei algumas vezes os olhos e olhei ao redor. Estava tudo ali. 

O nada tinha sumido para dar lugar a tudo!

NAMASTÊ 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

TODO DIA IMPORTA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Hoje é um dia frio em Curitiba, mas nem por isso precisamos ter o coração congelado. É importante aquecer a vida de esperança, consciência crística e gratidão. Cada dia que abrimos os olhos já é uma benção.

Esperança é uma energia importante para a mente não desanimar e não estacionar em memórias pesadas que deixam o corpo desistir. Consciência crística é reconhecer que somos todos um e, portanto, não desdenhar quem precisa, estendo a mão para os que nos solicitam auxílio ou estão em estado de alerta para a própria vida. E gratidão é o poder da expansão do amor por tudo que somos e recebemos.

É óbvio que abrir os olhos e ter cuidado com o mal é sempre necessário. Nem todos vibram igual. Há os que têm prazer em destruir ou machucar, porque suas consciências ainda estão em processo muito incipiente. E a oração por todos é necessária, ampliando a luz.  

Precisamos muito cuidar do que ouvimos e repassamos, já que somos antenas que transmitem frequências. Queremos limpar a energia ou torná-la sórdida? Nossos corações estão cheios de luz ou precisamos alimentar o espírito com morbidez para nos sentirmos felizes? 

Um dia cinza não precisa necessariamente ser frio. Ele pode terminar com aconchego, acolhimento, conversas construtivas, projetos eucrônicos e harmonia. É importante aquecer a alma com bons sonhos e pensamentos positivos. Ser gentil, prestativo e hedonista. 

E o que há de mal em ser um sonhador de coisas boas? Nos chamarão de ingênuos, porém teremos algo que alguns não conseguem ter: vontade de viver! E isto não tem nada a ver com fazer as coisas por obrigação ou padrões de comportamento, mas sim por amar com quem se quer estar, realizando o que se gosta e nos sentindo à vontade. Onde estamos em paz, levamos e buscamos o conforto para nossa alma. Sem isto, nos tornamos infelizes e desaprendemos que o vôo é fundamental para viver de verdade. 

Em dias frios fica mais difícil abrir as asas, pois precisamos nos aquecer. Contudo, podemos trazer para perto aqueles que estão incapazes de perceber como aquecer a própria vida. Não sejamos fortes e arrogantes, mas prestativos, compreensivos e acolhedores. E o calor aumentará pelo mundo.

NAMASTÊ 

sábado, 8 de agosto de 2026

OS GALHOS QUE NÃO EXISTEM MAIS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Um galho no lado direito de uma árvore milenar. Mas um galho que fica bem mais próximo a nós. Pode ser bem forte, ou já com a madeira fraca. Ele é o que chamamos de Pai. O galho nascido antes e que segura como pode os galhinhos que surgem com o crescimento da árvore.

As raízes alimentam os laços, porém não impedem quedas ou cortes. Há muita história numa única árvore que pode carregar as lágrimas maquiadas pela chuva, ou risos em forma de brilhos do sol. Para que a árvore se mantenha, é necessário o adubo do amor e o equilíbrio que fortalece toda a estrutura.

Dependendo do tempo, ele verga, mas o que é seguro e forte, não quebra. Esse galho mor faz sombra para proteger e, no vendaval, espanta o que pode machucar. Como é linda uma árvore! Na copa, os antepassados deixando seus rastros e legados. No meio, o presente da vida e embaixo o futuro carregando novas idéias e modificando toda a estrutura.

Um dia, por causa de toda luta pela vida, o galho que nos deu toda herança da coragem, da força e da segurança é lançado para os braços da luz. Ele não cai, ele se eleva, conduzido agora não por raízes, mas pela seiva espiritual. E toda a árvore precisa se ajustar para continuar viva. 

Aquela pequena cavidade deixa um vazio que não cura a árvore, mas deixa espaço suficiente para brotar vida. E é isto que cada parte de nós deve guardar. Somos parte de algo maior, cujo tempo é limitado. É importante ter o respeito pelos "galhos" mais antigos e honrar todo trabalho que fizeram por nós. 

Por isto, pelos pais que já se foram, dedico a eles este texto, agradecendo a luz de seu galho, que ajudou a manter todos os outros galhos preparados para a vida. 

NAMASTÊ