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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

terça-feira, 18 de agosto de 2026

CADA UM ESCOLHE A HORA DE EVOLUIR

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



O que acontece com o corpo, quando o pensamento gira em torno do medo, da ambição, da maldade, da vingança, da calúnia? À primeira vista, nada. Mas as células cheias deste tipo de energia se descontrolam, a pele seca e os órgãos sofrem. Nas leis de Deus deveríamos expandir amor e luz e cuidar dos corpos. De todos os corpos que temos e somos.

O livre arbítrio tem a ver com isto também. Ele não é só sobre nossas decisões. Por isso, a atenção no que sentimos é fundamental. Somos um universo menor dentro do todo. Cada um tem seu universo vibrando conforme o que pensa, como age e como planeja ser.

Quando atingimos certo grau de conhecimento da paz, do perdão e da força da transmutação, mudamos. A mudança é tão significativa, que incomodamos. Alguns não se conformam como agimos ou perdoamos tão rapidamente. Rezamos, mas as palavras entram e saem de nós sem pensarmos no real significado delas. No Pai Nosso, por exemplo, a oração diz " assim como perdoamos a quem nos tem ofendido". 

O perdão não é fraqueza, ao contrário, é sobre ser misericordioso. Em primeiro lugar, o perdão faz mais bem para nós, do que para aquele que nos feriu. Ele sim tem que lidar com seus demônios e escolhas. Ele sabe bem seus erros, mesmo sendo orgulhoso e arrogante e isto trará consequências futuras.

Temos papéis aqui na Terra. Nossos espíritos estão sempre lutando pela sobrevivência para que estes papéis (visíveis ou não, sentidos ou não) sejam cumpridos da melhor forma possível. Desistir de um papel é como quebrar uma cláusula no contrato da vida. Contudo, podem ocorrer mudanças nestas cláusulas, se for uma forma de evoluir, quando o que se faz perdeu o propósito.

Sim, a complicação em mensurar o certo e o errado, às vezes torna tudo mais difícil. E é nesta hora que entra a energia do coração, enviando ao terceiro olho a força da intuição. Basta ter espaço, tempo e vontade de se ouvir e deixar Deus falar. 

Quando sentimos paz, estamos no caminho certo. Se sentirmos dúvidas, talvez precisemos de mais conexão com o Eu Superior e se apenas desdenhamos, é bom observar com que tipos de energia estamos nos conectando.

Enfim, as pessoas mais solitárias não se afastam porque não gostam de estar junto. Elas se viciam no silêncio e na própria voz interior, buscando as respostas dentro delas e não nas opiniões ou comentários de quem não tem tempo para si mesmo. O vozerio incomoda, o barulho perturba e a falta de alimento oportuno e sadio nas palavras, aborrecem. E elas se sentem angustiadas e deslocadas, pois a energia não combina mais com a vibração dos outros.

Isto não é soberba, é aprendizado. Tudo e todos têm um tempo para chegar em cada estágio na vida. Mas aqui nesta dimensão e nesta existência, todos ainda têm um grande caminho a percorrer, começando pelo respeito ao outro e pela energia que busca para a própria vida. Porém, a solidão pode ser companheira, mas sempre que haja necessidade, a caridade e o acolhimento devem estar em pauta.

NAMASTÊ 

domingo, 16 de agosto de 2026

EM APENAS UM MINUTO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Por um minuto pensei que era o caminho. Mais uma vez errei. O caminho estava fechado.

Fechado para a vontade, 

Fechado para mudanças,

Fechado para decidir evoluir.

Por um minuto vi que tudo desaba em um minuto. Como num castelo feito de cartas, um simples abalo coloca tudo no chão. Há fraqueza, dor e frustrações.

Por um minuto acreditei. Vi imagens de resgate espiritual, de transformações físicas. Mas o tempo foi cruel. Durou pouco.

Por um minuto senti esperança. Não quis perceber os sinais. Sinais egoistas e dissimulados. Sinais de quem não se importa.

Por um minuto consegui novamente suspirar e sorrir. Senti o coração livre do medo e da angústia. Mas o livre arbítrio é a escolha, seja lá o que cada um tem para escolher.

Por apenas um único minuto criei asas, fui flutuando e encontrei anjos. Eles me ancoraram e me ergueram. Mas não pude ficar por muito tempo nesta dimensão.

Por um minuto fui puxada para baixo. Pisei novamente no chão da desilusão. Senti as pernas fraquejarem.

E, em apenas um segundo, voltei à pobre realidade que assola minha alma. Talvez Deus tenha piedade e me dê em apenas um minuto a certeza da paz eterna, me presenteando com a cura.

NAMASTÊ 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

CLIMA CONTRA CLIMA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Essa noite foi tensa. Cheguei a dar um salto na cama com o barulho do trovão, que parecia destruir tudo. Não consegui mais dormir por um tempo, ouvindo e vendo a quantidade de raios que caíram. Foi medonho.

Vem na mente pessoas mais vulneráveis nestas horas e agradeço a Deus por me cuidar. Já vi muitos temporais violentos, com granizo e muita água, mas sempre é assustador. À noite ainda é pior, pois não temos noção das nuvens e tudo é um suspense.

Mas o dia amanheceu sem chuva, apesar de cinza. E sou grata por isso, pensando em todos que se deslocam para seus trabalhos e escolas. Lembremos sempre dessa gratidão pela vida!

E é por isso que quem vê e recebe graças divinas, precisa lembrar de estender a mão, acolher quem precisa, ajudar no que for necessário. Quando falamos que o "clima" não está bom com certas pessoas,  estamos nos referindo à energia que circula. Então devemos pensar na energia do planeta e ajudar de alguma forma, seja com orações, com atitudes humanitárias ou mudança de consciência.

Portanto, que tal começar agradecendo por estar bem, rezando pela Terra, criando um círculo de luz sobre todos com muita fé e vontade? Tiremos cinco minutos para sair de cena, livrar o pensamento das informações ruins e acreditar no amanhã, construindo um "clima" de sol onde chove, de luz onde tem tristeza e de esperança onde a destruição levou qualquer sonho. A união faz valer a força!

NAMASTÊ 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

A GUERRA COM OS QUATRO ELEMENTOS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



O vento vem e varre,

O sol aquece e sufoca,

A água desanda e derruba,

A Terra racha e soterra.

Temos tudo nas mãos, até que tudo some por encanto. Nos achamos donos do mundo, mas a natureza se impõe e mostra sua grandeza.

Ela nos olha, ri e debocha. Aos poucos ensina a humildade, a resiliência e a caridade.

E, enquanto a atacamos com serras e machados, ela aguenta o quanto pode para nos retaliar. 

O limite está com as horas contadas. Lentamente as armas estão tomando posições. É a batalha do ego contra a sobrevivência planetária.

Nas guerras não há preferências. Quem está na hora errada, no lugar errado, tem o tempo escasso e nem se dá conta. É o destino cobrando as atitudes.

Os quatro elementos são as forças e estruturas do planeta. O planeta é nossa casa. Quando não fazemos a manutenção necessária, o esqueleto começa a corroer. 

E todos pagarão as contas, pois o joio do trigo se ilude e se afoga na própria arrogância e orgulho, levando consigo a parte que respeita sua casa. 

Contudo, não deixemos de lutar! Não do lado do ignorante, mas de quem honra onde pisa, o que come e a beleza de cada lugar deste mundo.

NAMASTÊ 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

SENTINDO O NADA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



De repente parei. Fiquei inerte, olhando o nada. E o nada olhou para mim.

A respiração trancou e o coração acelerou. O tempo não se contava, apenas existia.

Era uma batalha, onde eu sentia o vazio, mas o nada me paralisava.

No fundo, não pensar, nem sentir, era bom. Trazia uma certa serenidade na alma. 

Ao mesmo tempo, queria dar um passo e ficar estática. Não conseguia decidir.

Fechei os olhos e me deixei envolver pelo nada. Paz, só paz! 

Ele não era ruim, apenas silencioso, calmo e sem vida. Algo inexplicavelmente sereno.

O perigo está justamente em gostar demais do nada. Ele absorve, hipnotiza e relaxa a tempestade interna. E nos sentimos como o mar sem ondas, sem vento. Só mar...

Quando me dei conta, o nada estilhaçou-se à minha frente. Aos poucos abriu-se uma porta de sons e imagens.

Algo parece ter dado corda novamente em mim. Pisquei algumas vezes os olhos e olhei ao redor. Estava tudo ali. 

O nada tinha sumido para dar lugar a tudo!

NAMASTÊ