Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Já pararam para pensar quantos caminhos percorridos, quantas pessoas passaram por nós, quantas imagens encantaram a estrada, enfeitando, modificando e até dificultando? Acontece que talvez mais da metade tenham passado despercebidos por nós .Estamos tão focados no fim, que esquecemos de apreciar o meio.
E assim vamos perdendo oportunidades de nos regozijarmos e nos fascinarmos com as maravilhas do mundo, sejam elas naturais ou artificiais. Para se ter noção da nossa falta de sensibilidade, não notamos, nem lemos o pequeno anúncio no elevador, a imagem que todos os dias chegam de alguém com belas palavras de bom dia ou até a placa de trânsito numa esquina, transformando a vida num verdadeiro desastre.
Pedimos tantas bençãos em oração e não notamos que elas chegam todos os dias, por intermédio da ajuda, das idéias de como resolver, da bacia cheia de bolinhos ou do café cuja companhia é abençoada. A mecanização da vida nos torna autômatos, agindo friamente em relação ao mundo. E tanta beleza há para ser apreciada, desde a simples flor no buraquinho de uma calçada, até a cachoeira despencando brilhante no vale.
Estas são apenas formas de dizer que o simples é tão belo quanto o suntuoso. Mas, que pela nossa ignorância desprezamos o mundo como se amanhã tudo continuasse no mesmo lugar. E tudo vive nascendo e morrendo, se construindo e sendo destruído, podendo ser amado sem limites hoje, porque o amanhã ninguém sabe.
Então, experimentemos ter mais atenção na jornada, observando o que faz parte dela e o que para nós se torne a paz que buscamos, a beleza que embriague os olhos e a cura que tanto almejamos para a alma. Talvez o segredo esteja bem diante de nossa visão e deixamos passar, porque ao invés de apreciar a jornada e tudo que está ao nosso redor, resolvemos apenas focar em chegar logo.
NAMASTÊ
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