Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Toda colméia tem uma abelha rainha, cuja função é garantir a sobrevivência desta colméia. Diferente deste inseto, em nossa "colméia" não liberamos feromônios para neutralizar a reprodução dos demais participantes, mas ainda assim buscamos controlar o comportamento social dos indivíduos, preparando o grupo para o mundo.
Acontece que as colméias humanas podem ou não ter a sorte de serem estáveis, amorosas e participativas. Se olharmos para o passado, sem justificar ações ou erros, a rainha ou rei se esforçaram muito para dar ao núcleo o melhor que podiam. Conforme o desespero, até tiveram atos considerados escusos. A diferença das abelhas para nós é justamente o respeito pela rainha e o esforço em manter o grupo unido e sadio.
Sabemos que o papel executado foi honroso, quando o exército persiste num relacionamento de proteção e ajuda a cada membro, sem exceção.
Quando uma rainha deixa de viver, o grupo não luta pelo poder, mas alimenta as larvas para que se tornem rainhas. Assim deveria ser quando pais e mães se vão. Os filhos deveriam respeitar uns aos outros e continuar a se proteger e amar. Mas nossas vidas não têm laços de colméia, cada um segue um rumo diferente, buscando se salvar de um mundo tão controlador e competitivo. E a antiga colméia já não serve mais.
Muitas vezes, saem de seus abrigos e, voltar para visitar ou rever os que ficaram se torna um incômodo, pois preferem se livrar dos ensinamentos e verdades que agora só se tornaram pesos dos quais querem distância. E sentir a liberdade de escolher é viciante!
Acontece que nada dura para sempre. Nem a rainha estará esperando no trono, nem a vida será tão satisfatória lá fora. Talvez a flexibilidade possa ser uma boa companheira para cada operário. Como seres humanos, podemos voar para onde quisermos, aprender com a própria vida, mas também ter gratidão por aqueles que construíram a colméia e nos acolheram por anos, muitas vezes sem olhar para si mesmos.
E a vida passa muito rápido. Quando vemos, já foi o vigor da mocidade, as grandes oportunidades de realizar sonhos e queremos apenas estar em paz, sem precisar provar nada para ninguém. Tomamos o lugar dos donos da colméia e podemos sentir as mesmas dores do ninho vazio. Mas, se tiver sorte com seus filhos, este ninho terá sempre a visita, o carinho e a preocupação com quem lhes deu a vida. E este é o mais lindo papel da família!
NAMASTÊ




