Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Hoje percebi algo muito interessante e importante na minha vida. Não sei se isto acontece com todos. Faço tudo para estar bem, medito, rezo, me conecto com o universo e tento tratar bem as pessoas. Sei que nem todos fazem isso, muito menos estão com seu humor e equilíbrio em dia. Isto me faz apenas aceitar o que cada um é. Porém, notei que precisa muita força para fechar nossa aura e não permitir que a rudeza de certas pessoas não nos afetem.
Tive uma experiência a um tempo atrás que me fez surtar, depois de suportar conviver com alguém que reclamava o tempo todo. Percebi o quanto vibramos diferentes com relação à vida e ao que vivemos. E, no que esperava ser uma boa experiência, acabou me sufocando. Tive que trabalhar meu equilíbrio, mas deixei de sentir o prazer que esperava.
E hoje, sem mais nem menos durante uma conversa mal interpretada, abri minha guarda e recebi um soco no estômago invisível, mas com tal energia que pude sentir um apagão na minha aura. Só me dei conta disto quando percebi irritação, dor de cabeça e desânimo repentino em mim. Mas hoje em dia conheço essa vibração negativa e sinto muito que esteja despreparada ainda para este modo. E qual seria este modo?
É quando estamos tranquilos, acreditando nessas pessoas que estão interagindo conosco, sem armar a guarda, porque simplesmente amamos ou simpatizamos com elas. E talvez por isso o soco é tão intenso. E ficamos meio num vazio, sem entender onde foi que erramos, onde foi que estava escrito que meu limite é tão frágil ou que é tão fácil ultrapassar?
Precisa muito para me tirar do sério hoje em dia. Falo de virar a mesa ou chutar o pau da barraca. Porque eu era muito impulsiva antigamente e isso nunca me favoreceu como ser humano que busca evoluir. Vejo tantos falarem de boca cheia que não levam desaforos para casa, mas eu sei bem que isso não é medalha: é lixo! É colocar na bagagem energias pesadas e ser arrogante. Grande atitude para a vida, né?
Enfim, o texto é sobre como dar limites, sendo elegante e não acumulando raivas e frustrações. Opiniões são importantes, mas nem todos aceitam ou ouvem conforme são ditas. Então, o que fazer para se viver bem, quando nos decepcionamos com as pessoas? Talvez nos afastar delas, nos calar, encontrar espaço entre as relações, até que entendam a importância de pensar antes de falar e encontrem a linha do limite pessoal e do respeito por nós e nossa saúde. Caso contrário, o que realmente vale a pena? É para se pensar... Ainda bem que soube o que fazer para apagar.
NAMASTÊ




