Total de visualizações de página

Pesquisar este blog

Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

segunda-feira, 27 de julho de 2026

TODO SILÊNCIO FALA

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Eu queria que o silêncio pudesse ser ouvido. Ele diz tanto através de olhares e até mesmo na ausência. É como se a fruta mais bonita ficasse no topo da árvore, mas ela só servisse para aguçar nossa imaginação no sabor. Só que se conseguíssemos chegar até ela, estaria apodrecida, comida pelos pássaros.

Se as palavras que se escondem através do silêncio fossem desmascaradas, haveria alguma paz entre as pessoas? Todos fingimos suportar, aparentamos aceitar, simulamos falsos sorrisos e vivemos teatralmente buscando aceitação.  Nossos pensamentos não combinam com nossos atos ou palavras. E é triste observar que no momento da ausência somos a pauta da conversa, com julgamentos que em nossa presença só são feitos pelo silêncio.

Porém, quando entramos num processo de libertação (o que diga-se de passagem precisa muito mais que força), o silêncio parece gerar perspicácia e, cautelosamente vamos desatando nós e afrouxando relações. Nisto tudo, o difícil se faz em trabalhar a indiferença do que realmente sentimos. Fomos criados, ensinados e até amarrados aos padrões de vivenciar situações frustrantes, cujo silêncio grita pelo socorro que ninguém se dá ao luxo de ouvir. E as palavras saem em formato de impulsos psíquicos. Tal energia acaba por nos dar mal estar e os pesos da ansiedade  e fracasso. 

Que vontade de gritar aos sete cantos do mundo que eu sinto! E que sentir não é sinônimo de dramatizar, mas de perceber. Que posso me calar, mas não consigo parar de vivenciar o que dói. Afinal, ninguém quer existir por existir, mas sim fazer parte e estar no coração. O silêncio é só uma ferramenta de controle para que nada de bom se perca. 

Há muito mais no silêncio do que nas vozes. Estas mentem, aquele é verdadeiro. Palavras são ensaiadas para os aplausos e a admiração. O silêncio é o diretor da sinceridade, cujo corpo se torna o grande ator revelador - basta observar! Mas queremos ouvir e sermos ouvidos, imploramos e nos ajoelhamos para que o silêncio solte seu grito. Porém, o sábio o mantém a sete chaves, pois revelar todas as armas nos faz vulneráveis demais. E o mundo está repleto de feras, prontas a nos consumir e nos calar. Melhor falar silenciosamente.

NAMASTÊ 

domingo, 26 de julho de 2026

VONTADE DE NÃO FAZER NADA


 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Hoje não tô com vontade de nada. Estou com aquela sensação de melancolia, saudades de quem já se foi e que eu não posso mais sentir fisicamente o abraço. Nestes dias cinzas isso acaba acontecendo. Nossos corações se cobrem de lembranças, aquecendo a vida e diminuindo a agitação habitual. E está tudo bem!

Desacelerar é saudável também. A gente entra no modo recordações e vários sentimentos começam a brotar. Viajamos pelo tempo e alcançamos espaços esquecidos, mas que são sempre bem-vindos para lembrar quem somos e de onde viemos. Atitudes que marcaram nossa história e que nos fazem pensar, agir e dar um novo recomeço.

Preciso fazer um bolo para deixar a cozinha cheirosa, com cara de amor. Olho para minhas plantinhas e lembro da beleza que era ver algumas na entrada e nas paredes da casa dos avós. Entendo completamente de onde vem minha paixão pela natureza.  

Minhas raízes são profundas, sinto a terra me acolhendo e fortalecendo a seiva de todas as minhas veias. Me sinto parte de algo maior do que o que vejo. Isto é simplesmente esplêndido! Parar, sentir e absorver o momento, a vida e a beleza da existência.

O sol tenta iluminar minha casa, com raios tímidos e tudo fica ainda mais divino. Só me deixo voar nos pensamentos, dançando com a energia que se esconde dos olhos, mas que age no coração. E sinto presenças, risos e olhares amorosos construindo uma clareza de amor e alegria na vida.

A vontade de nada é cheia de tudo. Coisas que deixamos passar, desde emoções, até sentimentos que já esquecidos, afloram com intenções definidas em nos transformar e libertar. Que venha toda essa libertação! Está tudo escrito nas estrelas, nos raios de sol, no cheiro da mata, no barulho da água correndo entre as pedras, na areia fina deslizando sobre nossos pés. O que precisamos é colocar em nossa agenda: hoje não vou fazer nada, vou me encontrar com meu Eu e me entregar ao que Sou em essência.

Precisamos aprender a respeitar este dia na vida dos outros. Deixá-los fluir, buscando recarregar algo que não se faz com pressa, nem barulho. Porque também nós precisamos e sentimos esta necessidade. Cada alma sabe bem quando precisa se conectar com o Divino. E não temos fios instalados na parede, mas conexões alimentadas pelo amor que temos, com vontade de se expandir pelo cosmos.

NAMASTÊ 

...vou fazer o bolo😍


sexta-feira, 24 de julho de 2026

VERDADEIRA IDENTIDADE

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Como tudo na vida, o tempo nos causa transformações e estas vêm acompanhando aprendizados, manias, mudanças físicas e maturação. Acontece que tudo isto não é uma transformação coletiva igualitária. Uns se destacam mais, outros não buscam o conhecimento em alguma ou nenhuma área.

Se pensarmos que a vida é feita de estágios, vamos envelhecendo levando em nós toda uma história que fica guardada em cada parte do nosso corpo. Nas lembranças está nossa infância, adolescência, juventude, a fase adulta e cada momento de nossa velhice. Casa fase, com novas descobertas e vivências criam mudanças corporais e mentais. 

A diferença entre as pessoas é justamente quando se dão ou não conta de tais mudanças, que no fundo é o normal da vida. Uns ficam estacionados na sua ignorância ou na criança birrenta, enquanto outros precisam lidar com o excesso de adultismo. Usar os papéis que tivemos durante a vida pode ajudar a tornar a vida séria ou divertida, quando necessário. E é por isso a importância de ter limites e respeitar a vida do outro, sem impor o que achamos correto com ignorância e sendo ditadores.

Na verdade, nossa verdadeira identidade é uma mistura de tudo que somos, nos transformando em pessoas únicas, especialmente agradáveis ou excessivamente irritantes. A cura sempre está na humildade e em aceitar a falta da própria autoconsciência, buscando uma forma saudável em evoluir com mudanças internas. Nunca é tarde demais para deixar de ser arrogante e entender que sua suposta forma de ser "dono de si" é apenas um escudo de controle sobre sua vida e a dos outros.

Quando aceitamos cada fase das idades e levamos o melhor das anteriores conosco, nos convertemos em pessoas conscientes, inteligentes e preparadas para o mundo. Isto inclui boas experiências, a força da busca autônoma, sem viver como ganchos pendurados nos outros. A alegria e os bons sentimentos, sem querer superar os outros na forma como eles são, somente por egocentrismo, e usar o que temos para crescer em corpo, mente e espírito, completam o ciclo de nossas vidas. Lembrando que o que vemos no espelho, não é exatamente o que o outro vê sobre nós. Pois o espelho não mostra nosso interior, mas os outros percebem através de nossa forma de ser, das palavras que saem de nós e das atitudes que temos ao interagir. 

E, lá na frente, teremos orgulho real da vida que tivemos na Terra se entendermos o verdadeiro significado de ser, através da busca em evoluir.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

PRESTE MAIS ATENÇÃO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



É, o tempo parece que está voando mesmo. Fui até a panificadora e comecei a reparar que meus vizinhos estão indo embora. Aqueles que passaram grande parte da vida nos cumprimentando, parando para conversar ou nos ajudando de alguma forma. Algumas casas estão com placas de "vende-se" e as casas estão vazias. Uns estão doentes e precisando da família, outros simplesmente não querem mais ficar sozinhos.

Comecei a pensar que este ano alguns familiares e conhecidos deixaram de viver e que aquela época em que nem pensávamos nisso foi embora. Uma nova geração começa aos poucos a se despedir, uns muito rápidos e outros silenciosamente. E estou entrando nesta geração, me preocupando em como tudo irá ficar para trás. Percebo que a gente apenas deixa de existir e a vida continua normalmente. Tem que continuar! 

Seria bobagem escrever sobre como queremos que seja nossa despedida? Na verdade, velórios são tão frívolos que sempre achei meio constrangedores. Mas, voltando ao tempo, essas casas vazias e pessoas antigas colocando suas posses em caminhões de mudança trazem uma certa melancolia. Nos acostumamos com aquela vizinha das plantas, ou o senhor que costuma sentar-se embaixo da árvore em frente de casa, num painel decorativo para nossas vidas. De repente, eles somem como se alguém resolvesse passar o pincel na tela.

Esses "amigos" da vida deixam suas histórias que nos contavam com alegrias ou desespero. Nossas casas vão passando para outras mãos que, ou são transformadas completamente, ou os novos se instalam apenas, dando uma nova personalidade. Os que ficam aprendem a receber os que chegam tímidos, ou percebem o antisocial tentando ser gentil. Sim, a vida é um carrossel girando sem parar e alguns vão caindo fora na força centrífuga. 

Como sou meio nostálgica, certos acontecimentos me fazem pensar na vida e em como o frenesi nos afasta dos bons tempos em que os avós, pais e vizinhos traziam as cadeiras para frente das casas, fumavam os palheiros ou tomavam o chimarrão, contando causos, enquanto a criançada se encontrava na rua para correr e brincar. Isto ia até o sol se pôr, mas nas cidades grandes não se vê mais. Talvez ainda no interior.

Enfim, uma simples caminhada até a panificadora me inspirou a perceber melhor a vida. Portanto, sugiro deixar o carro na garagem e aproveitar melhor a sua ida às compras, observando as pessoas e os acontecimentos que estão ocorrendo. Aproveite! Tem muita história para sonhar e viver!

NAMASTÊ 

QUAL É A SAÍDA?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Estamos todos dentro da aura da Terra. Vivemos com as emanações do planeta, com a energia de cristais, da força telúrica e cósmica. Todos recebem o mesmo, mas nem todos têm consciência destas forças. Como os pensamentos se unem ao nosso redor, captamos diversos tipos de energia, desde as boas, até as piores possíveis.

Os mais sensíveis costumam se afastar de locais fechados e tumultuados por não se adaptarem a algumas dessas energias. Muitas vezes nem sabem e arrumam desculpas para não participarem dos eventos tentando se preservar do incômodo. Outros levam consigo dores de cabeça ou mal-estar. Há uma mistura grandiosa de fontes energéticas por todo lado e só precisamos entender e estar atentos a elas. Isto não significa que precisamos nos isolar, mas que precisamos conhecer com quem interagimos, onde vamos e como fazer proteções.

Vivemos diariamente fechados em escritórios, ambientes públicos, igrejas, meios de locomoção e até nossas casas. Esta última é a principal fonte de preservação de nossas vidas. Precisamos abrir janelas, movimentar a energia e fazer limpezas, tanto físicas como espirituais sempre que possível. O ar acumulado vai deteriorando e começamos a ter sintomas de insônia, dores de cabeça, desânimo. Necessitamos reciclar e proteger nossa força vital sempre que possível. Alguns sentem muito mais que outros e a antipatia não significa falta de amor, nem isolamento, mas instinto de preservação.

Respeitar a ausência de alguns é entender a sensibilidade ou necessidade dessas pessoas não quererem se expor ou até não se sentirem à vontade com tanto barulho. E o barulho pode vir de uma única pessoa que não pára de falar. Com o tempo, mudanças ocorrem no padrão de comportamento de alguns, conforme estudos e técnicas de autoconhecimento e, o que antes era diversão, hoje pode se transformar em algo penoso e acabamos esponjas. Precisamos escolher entre agradar a nós ou a muitos. Isso implica em desagradar pessoas e virar alvo de comentários. Mas, até onde isto afeta? Obviamente, é um motivo para mais uma limpeza energética.

É difícil encontrar a saída para uma sociedade exigente, que nem sempre aceita ser enfrentada com mudanças. Na desculpa do amor, obrigam pessoas a ser o que não são, irem onde não querem ou fazer o que não sentem vontade. E a prisão emocional é uma das piores para se viver. O amor não está na obrigação, mas no sentimento diário de acolhimento, ajuda e atenção. 

Presos estamos todos na energia da Terra até nosso último suspiro. Mas não precisamos tornar nossas vidas acumuladas de pesos e prisões emocionais para apenas satisfazer egos e padrões. A fluidez do ir e vir quando se sente vontade é o melhor remédio para relacionamentos sadios. Mas ainda nos sentimos juízes e algozes das decisões alheias, mesmo não sabendo realmente o que se passa em cada coração. Porém, quando se trata de nós, inventamos rapidinho motivos para desfazer encontros e convites. Pense nisso!

NAMASTÊ