Total de visualizações de página

Pesquisar este blog

Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

domingo, 26 de julho de 2026

VONTADE DE NÃO FAZER NADA


 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Hoje não tô com vontade de nada. Estou com aquela sensação de melancolia, saudades de quem já se foi e que eu não posso mais sentir fisicamente o abraço. Nestes dias cinzas isso acaba acontecendo. Nossos corações se cobrem de lembranças, aquecendo a vida e diminuindo a agitação habitual. E está tudo bem!

Desacelerar é saudável também. A gente entra no modo recordações e vários sentimentos começam a brotar. Viajamos pelo tempo e alcançamos espaços esquecidos, mas que são sempre bem-vindos para lembrar quem somos e de onde viemos. Atitudes que marcaram nossa história e que nos fazem pensar, agir e dar um novo recomeço.

Preciso fazer um bolo para deixar a cozinha cheirosa, com cara de amor. Olho para minhas plantinhas e lembro da beleza que era ver algumas na entrada e nas paredes da casa dos avós. Entendo completamente de onde vem minha paixão pela natureza.  

Minhas raízes são profundas, sinto a terra me acolhendo e fortalecendo a seiva de todas as minhas veias. Me sinto parte de algo maior do que o que vejo. Isto é simplesmente esplêndido! Parar, sentir e absorver o momento, a vida e a beleza da existência.

O sol tenta iluminar minha casa, com raios tímidos e tudo fica ainda mais divino. Só me deixo voar nos pensamentos, dançando com a energia que se esconde dos olhos, mas que age no coração. E sinto presenças, risos e olhares amorosos construindo uma clareza de amor e alegria na vida.

A vontade de nada é cheia de tudo. Coisas que deixamos passar, desde emoções, até sentimentos que já esquecidos, afloram com intenções definidas em nos transformar e libertar. Que venha toda essa libertação! Está tudo escrito nas estrelas, nos raios de sol, no cheiro da mata, no barulho da água correndo entre as pedras, na areia fina deslizando sobre nossos pés. O que precisamos é colocar em nossa agenda: hoje não vou fazer nada, vou me encontrar com meu Eu e me entregar ao que Sou em essência.

Precisamos aprender a respeitar este dia na vida dos outros. Deixá-los fluir, buscando recarregar algo que não se faz com pressa, nem barulho. Porque também nós precisamos e sentimos esta necessidade. Cada alma sabe bem quando precisa se conectar com o Divino. E não temos fios instalados na parede, mas conexões alimentadas pelo amor que temos, com vontade de se expandir pelo cosmos.

NAMASTÊ 

...vou fazer o bolo😍


sexta-feira, 24 de julho de 2026

VERDADEIRA IDENTIDADE

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Como tudo na vida, o tempo nos causa transformações e estas vêm acompanhando aprendizados, manias, mudanças físicas e maturação. Acontece que tudo isto não é uma transformação coletiva igualitária. Uns se destacam mais, outros não buscam o conhecimento em alguma ou nenhuma área.

Se pensarmos que a vida é feita de estágios, vamos envelhecendo levando em nós toda uma história que fica guardada em cada parte do nosso corpo. Nas lembranças está nossa infância, adolescência, juventude, a fase adulta e cada momento de nossa velhice. Casa fase, com novas descobertas e vivências criam mudanças corporais e mentais. 

A diferença entre as pessoas é justamente quando se dão ou não conta de tais mudanças, que no fundo é o normal da vida. Uns ficam estacionados na sua ignorância ou na criança birrenta, enquanto outros precisam lidar com o excesso de adultismo. Usar os papéis que tivemos durante a vida pode ajudar a tornar a vida séria ou divertida, quando necessário. E é por isso a importância de ter limites e respeitar a vida do outro, sem impor o que achamos correto com ignorância e sendo ditadores.

Na verdade, nossa verdadeira identidade é uma mistura de tudo que somos, nos transformando em pessoas únicas, especialmente agradáveis ou excessivamente irritantes. A cura sempre está na humildade e em aceitar a falta da própria autoconsciência, buscando uma forma saudável em evoluir com mudanças internas. Nunca é tarde demais para deixar de ser arrogante e entender que sua suposta forma de ser "dono de si" é apenas um escudo de controle sobre sua vida e a dos outros.

Quando aceitamos cada fase das idades e levamos o melhor das anteriores conosco, nos convertemos em pessoas conscientes, inteligentes e preparadas para o mundo. Isto inclui boas experiências, a força da busca autônoma, sem viver como ganchos pendurados nos outros. A alegria e os bons sentimentos, sem querer superar os outros na forma como eles são, somente por egocentrismo, e usar o que temos para crescer em corpo, mente e espírito, completam o ciclo de nossas vidas. Lembrando que o que vemos no espelho, não é exatamente o que o outro vê sobre nós. Pois o espelho não mostra nosso interior, mas os outros percebem através de nossa forma de ser, das palavras que saem de nós e das atitudes que temos ao interagir. 

E, lá na frente, teremos orgulho real da vida que tivemos na Terra se entendermos o verdadeiro significado de ser, através da busca em evoluir.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

PRESTE MAIS ATENÇÃO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



É, o tempo parece que está voando mesmo. Fui até a panificadora e comecei a reparar que meus vizinhos estão indo embora. Aqueles que passaram grande parte da vida nos cumprimentando, parando para conversar ou nos ajudando de alguma forma. Algumas casas estão com placas de "vende-se" e as casas estão vazias. Uns estão doentes e precisando da família, outros simplesmente não querem mais ficar sozinhos.

Comecei a pensar que este ano alguns familiares e conhecidos deixaram de viver e que aquela época em que nem pensávamos nisso foi embora. Uma nova geração começa aos poucos a se despedir, uns muito rápidos e outros silenciosamente. E estou entrando nesta geração, me preocupando em como tudo irá ficar para trás. Percebo que a gente apenas deixa de existir e a vida continua normalmente. Tem que continuar! 

Seria bobagem escrever sobre como queremos que seja nossa despedida? Na verdade, velórios são tão frívolos que sempre achei meio constrangedores. Mas, voltando ao tempo, essas casas vazias e pessoas antigas colocando suas posses em caminhões de mudança trazem uma certa melancolia. Nos acostumamos com aquela vizinha das plantas, ou o senhor que costuma sentar-se embaixo da árvore em frente de casa, num painel decorativo para nossas vidas. De repente, eles somem como se alguém resolvesse passar o pincel na tela.

Esses "amigos" da vida deixam suas histórias que nos contavam com alegrias ou desespero. Nossas casas vão passando para outras mãos que, ou são transformadas completamente, ou os novos se instalam apenas, dando uma nova personalidade. Os que ficam aprendem a receber os que chegam tímidos, ou percebem o antisocial tentando ser gentil. Sim, a vida é um carrossel girando sem parar e alguns vão caindo fora na força centrífuga. 

Como sou meio nostálgica, certos acontecimentos me fazem pensar na vida e em como o frenesi nos afasta dos bons tempos em que os avós, pais e vizinhos traziam as cadeiras para frente das casas, fumavam os palheiros ou tomavam o chimarrão, contando causos, enquanto a criançada se encontrava na rua para correr e brincar. Isto ia até o sol se pôr, mas nas cidades grandes não se vê mais. Talvez ainda no interior.

Enfim, uma simples caminhada até a panificadora me inspirou a perceber melhor a vida. Portanto, sugiro deixar o carro na garagem e aproveitar melhor a sua ida às compras, observando as pessoas e os acontecimentos que estão ocorrendo. Aproveite! Tem muita história para sonhar e viver!

NAMASTÊ 

QUAL É A SAÍDA?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Estamos todos dentro da aura da Terra. Vivemos com as emanações do planeta, com a energia de cristais, da força telúrica e cósmica. Todos recebem o mesmo, mas nem todos têm consciência destas forças. Como os pensamentos se unem ao nosso redor, captamos diversos tipos de energia, desde as boas, até as piores possíveis.

Os mais sensíveis costumam se afastar de locais fechados e tumultuados por não se adaptarem a algumas dessas energias. Muitas vezes nem sabem e arrumam desculpas para não participarem dos eventos tentando se preservar do incômodo. Outros levam consigo dores de cabeça ou mal-estar. Há uma mistura grandiosa de fontes energéticas por todo lado e só precisamos entender e estar atentos a elas. Isto não significa que precisamos nos isolar, mas que precisamos conhecer com quem interagimos, onde vamos e como fazer proteções.

Vivemos diariamente fechados em escritórios, ambientes públicos, igrejas, meios de locomoção e até nossas casas. Esta última é a principal fonte de preservação de nossas vidas. Precisamos abrir janelas, movimentar a energia e fazer limpezas, tanto físicas como espirituais sempre que possível. O ar acumulado vai deteriorando e começamos a ter sintomas de insônia, dores de cabeça, desânimo. Necessitamos reciclar e proteger nossa força vital sempre que possível. Alguns sentem muito mais que outros e a antipatia não significa falta de amor, nem isolamento, mas instinto de preservação.

Respeitar a ausência de alguns é entender a sensibilidade ou necessidade dessas pessoas não quererem se expor ou até não se sentirem à vontade com tanto barulho. E o barulho pode vir de uma única pessoa que não pára de falar. Com o tempo, mudanças ocorrem no padrão de comportamento de alguns, conforme estudos e técnicas de autoconhecimento e, o que antes era diversão, hoje pode se transformar em algo penoso e acabamos esponjas. Precisamos escolher entre agradar a nós ou a muitos. Isso implica em desagradar pessoas e virar alvo de comentários. Mas, até onde isto afeta? Obviamente, é um motivo para mais uma limpeza energética.

É difícil encontrar a saída para uma sociedade exigente, que nem sempre aceita ser enfrentada com mudanças. Na desculpa do amor, obrigam pessoas a ser o que não são, irem onde não querem ou fazer o que não sentem vontade. E a prisão emocional é uma das piores para se viver. O amor não está na obrigação, mas no sentimento diário de acolhimento, ajuda e atenção. 

Presos estamos todos na energia da Terra até nosso último suspiro. Mas não precisamos tornar nossas vidas acumuladas de pesos e prisões emocionais para apenas satisfazer egos e padrões. A fluidez do ir e vir quando se sente vontade é o melhor remédio para relacionamentos sadios. Mas ainda nos sentimos juízes e algozes das decisões alheias, mesmo não sabendo realmente o que se passa em cada coração. Porém, quando se trata de nós, inventamos rapidinho motivos para desfazer encontros e convites. Pense nisso!

NAMASTÊ 

terça-feira, 14 de julho de 2026

DECISÕES ERRADAS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Este texto é sobre carregar pesos desnecessários. Aqueles que nossa intuição já apontava, mas que as dúvidas sobre ser ríspida demais ou duvidar do próprio coração nos fazem desviar do caminho certo. Isto acontece sempre em nossas vidas, se o orgulho nos domina ou se não confiamos o necessário nas nossas possibilidades.

Precisamos ter coragem de realizar os sonhos sem intervenções e palpites, ainda mais quando ouvimos dentro de nós uma dúvida sobre a quem contar ou nos fazer companhia. Muitas e muitas vezes, trilhar o caminho solitário é necessário para aproveitar melhor os presentes deixados pelo universo. Se sentimos o chamado precisamos ir com fé e consciência de que lá estará tudo que precisamos para cuidar de nós. 

Já provei isto em várias ocasiões na vida e fui abençoada com anjos pela estrada, aprendendo a ter paciência, resiliência e dinamismo. Ainda assim insistimos fazer as coisas um pouco diferentes, mesmo tendo dentro de nós um rumor pedindo que continue na trilha já aberta por aqueles que nos protegem. E pagamos o preço por não ouvir.

Quando queremos algo mais do que apenas conhecer pessoas e lugares, precisamos da conexão com a divindade. E isto se faz na introspecção e respeito, atributos que nem sempre encontramos, principalmente quando pensamos ajudar aqueles que são medrosos, ansiosos ou controladores, mas ainda não estão suficientemente abertos para o processo. 

Talvez tudo seja parte de um plano maior, onde tal bagagem nos ensine a lidar com os desajustes da vida. Precisamos estar preparados para eles! Não há crescimento sem saber como o mundo fora de nós funciona. Não podemos nos acomodar só com acertos, pois nossos erros são necessários para equilibrar o peso na balança. Acontece que depois precisamos agir com precisão e retirar estas sobrecargas emocionais que nos corroem cada vez que nos culpamos ou pensamos no assunto. Esta limpeza é necessária, porém seria ótimo se conseguíssemos apagar pensamentos e lembranças. 

Mas podemos seguir em frente, certos de não repetir os erros, de ouvir a intuição e de andar no caminho com pessoas que respeitem nossas pegadas, se as convidarmos para conhecer nossa jornada. Não é sobre ignorar ou ter soberba, mas sobre nossa missão construída com quem nos olhe e compreenda, conectando energias que se completam.

NAMASTÊ