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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

domingo, 17 de maio de 2026

QUEM CUIDA DE MIM?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Existem pessoas prontas a acolher as dúvidas, o sofrimento e o cansaço das outras. Elas sempre estão dispostas a dizer "sim, eu posso"! E o mundo se aproveita destes amorosos caridosos para deixá-los cuidar do que, de repente, seria nossa vez ou nossa obrigação. Essas pessoas são chamadas de altruístas, dedicando tempo, força e energia aos que elas enxergam com necessidades. Já vi e ouvi gente dizendo "é nosso burro de carga" ou rindo daqueles que só pensam em ser amorosos.

Mas, paremos para pensar quem é que cuida destas pessoas, quem de fato olha para todo tempo e esforço que dedicam, ou o quanto o cansaço está dentro de suas almas? Essas pessoas não precisam ganhar prêmios ou serem ovacionadas, mas apenas serem vistas, porque dificilmente alguém olha por elas. Aos poucos, mas sem demonstrar, seus corpos se fragilizam, suas mãos tremem e suas pernas já não conseguem concluir o mesmo caminho que antes, tamanha é a doação de sua energia.

Elas estão bem ao nosso lado, talvez dentro de nossas casas ou fazendo parte do convívio. Acostumados que somos com seus trabalhos e dedicações, muitas vezes até nos ofendemos quando elas dizem "hoje não posso"! Precisamos nos dar conta do que é sadio ou egoísmo em fazer delas um suporte contínuo. 

Levando em conta o quanto se sentem bem fazendo o bem, também é injusto bloquear sua ajuda, não as deixando fluir como um espírito caridoso a cumprir sua missão na Terra. A questão é até que ponto somos aproveitadores da bondade alheia. Vemos isso nos colégios, empresas, nas amizades, comunidades e na própria família. Porém, essa índole de caridade pode estar ligada também à baixa auto-estima ou solidão. Elas precisam mostrar ao mundo sua presença e receber do mundo aconchego em seus atos. Precisam se sentir presentes.

Contudo, também existem pessoas que estão sempre querendo auxiliar de alguma forma, mas não permitem intrusos nos seus problemas e vidas, fechando-se numa concha, pois não podem demonstrar fraqueza, já que são fortes o suficiente para ajudar os outros. Elas sofrem caladas em seus orgulhos e isto é uma fonte de somatizações de doenças. 

Na verdade, a vida é mais leve quando deixamos que pessoas com boas intenções e corações se aproximem e nos façam favores, nos acolham em seus braços e nos amparem com seu trabalho, palavras e carinho. É maravilhoso pensar que num mundo imenso, alguém sempre está ao nosso lado nos perguntando se estamos bem ou se precisamos de algo, sem haver cobranças, nem imposições, mas apenas porque somos importantes para elas. 

Esse amor que recebemos e doamos faz toda diferença no mundo interno de cada ser humano, dando a ele a capacidade de sentir-se parte do todo. E as relações afetivas podem ser melhoradas com o néctar que cura: o Amor! Mas precisamos respeitar quem ajudamos e quem nos ajuda, num sistema equilibrado de energia e de aceitação do processo de cada um.

NAMASTÊ 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

DIA INTERNACIONAL DA FAMILIA

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Hoje é o dia internacional da família! E o que consideramos família? Para saber isso, precisamos entender que família é uma palavra derivada do latim "famulus" que significa escravos. Essa palavra me causa arrepios. Isto foi usado para todos que estavam sob a autoridade do chefe da casa na época da escravidão. Com o tempo, estendeu-se também aos descendentes, aos que criaram laços de união e à ancestralidade.

Algumas correntes psicológicas hoje, consideram família a que criamos com laços afetivos e descendentes, sendo os outros denominados familiares, ou seja, que pertencem ao núcleo, mas já não convivem diariamente. Hoje em dia, as famílias podem ter estruturas diferentes, mas nem por isso se desconsidera o poder de ter uma família. Crianças crescem e criam suas próprias famílias e os pais viram familiares. Mas, para esses pais, seus filhos ainda são família.

Uma família normalmente convive num mesmo espaço, contribuindo conforme seus dons e aprendizado para o conforto, a alegria e orientação de cada membro. Famílias são facilmente desarranjadas quando um ou mais membros falham nos cuidados dos outros ou de si mesmo. Isso causa muita dor para os que se acostumaram com o sistema.

Apesar de considerarmos primeiramente o fator biológico para falar de família, a vida nos mostra que há muito mais família dentro de corações humanitários e amorosos, do que propriamente nas relações sanguíneas. Muitos acolhem dentro de suas vidas filhos de outros, com muito mais afinidade e, mesmo existindo os pais biológicos, estes se tornam verdadeiros apoios e segurança na vida daqueles.

Na espiritualidade, famílias podem ser construídas para trabalhar o amor e a resiliência, dentro de um contexto de carmas. Alguns podem fazer parte como auxiliadores na evolução de todos, outros para resgatarem problemas de vidas passadas. A importância de observar todos os membros da família, suas relações e suas índoles são de extrema importância para deixar a construção firme e adaptável.

Muitos membros não conseguem se adaptar e saem (às vezes antecipadamente) do núcleo familiar, buscando a própria vida. Nem sempre a energia do ambiente proporciona a paz que alguns espíritos precisam, devido à grande sensibilidade que têm. Outros, na revolta, acabam numa estrada fria e escura.

Chamamos família também quando reunimos todos aqueles que fizeram parte de nossas vidas na árvore genealógica. Cada um, com certas responsabilidades sobre a vida dos outros, causa uma onda de sua própria energia no todo, construindo ou destruindo vidas. Romantizar família é descartar toda dificuldade que existe no convívio com outras pessoas. Alguns são desleixados, outros extremamente caprichosos; alguns são grosseiros, outros amorosos. Nisso tudo, vêm dentro de cada um, sentimentos de desprezo, desatenção, mimos exacerbados, pouca conversa, educação baseada em força, além de ciúmes e inveja. Lembrando que para morar junto precisamos respeitar cada membro em seu momento de pensar, chorar, se irritar e estar só. É difícil manter uma rotina de convivência e bem-estar onde todos se sintam perfeitamente acolhidos, lembrados e respeitados. Afinal, existe uma vida única, numa vida em comum.

Contudo, é maravilhoso conseguir formar uma família na vida, pois estamos nos dando o direito de evoluir através do amor e também da dor. Hoje em dia, criamos vínculos afetivos também com amigos importantes em famílias comunitárias. O importante em tudo isso é trabalhar a paciência, a caridade e mais do que tudo, o amor. Afinal, no fim das contas, SOMOS TODOS UM.

NAMASTÊ 


quinta-feira, 14 de maio de 2026

SURPRESAS DIVINAS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Interessante como Deus nos manda mensagens quando pedimos. O dia hoje foi um tanto quanto desgastante. O emocional tá abalado, o corpo dolorido e a vontade de ficar só foi enorme. Pensei muito em desistir de tudo que tinha programado e me entregar à quietude, só deixando o corpo se refazer da dor.

Mas resolvi ir fazer compras, mais para caminhar no sol, do que para gastar. E fui conversando com Deus, pedindo orientação, força e paz. Voltei, fiz meu almocinho e sentei para saborear a comida, quando toca meu telefone. Uma amiga e aluna de biodança pedindo um tempo para desabafar as dores que está sentindo, desde a última aula onde trabalhamos o movimento sistêmico com uma Consteladora. Mexeu muito com todas. Conversamos um pouco e decidimos marcar um encontro. 

Ao desligar, tive a sensação de que minha missão não podia ser esquecida, pois cheguei a pensar na possibilidade de deixar as aulas. Eu também precisava delas, disse meu coração. Com o corpo dolorido devido à somatização que tive fiquei entre cancelar a aula da tarde ou enfrentar meu cansaço. Novamente senti que mais pessoas precisavam das aulas e do que eu levaria aos seus corações e parti para a aula. Lá fui ensinada mais do que ensinei. Vi olhares sofridos, mentes confusas e espíritos buscando conforto. E meu corpo firme.

Ao sair, mensagens de amigos no whatsapp foram tão aconchegantes e amorosas que senti o acolhimento que precisava neste dia. Deus havia me acolhido através do coração de todas essas pessoas. Eu não estava sozinha como havia pensado. 

Às vezes, nos sentimos sem chão, mas Deus constrói o assoalho. Pode ser que o problema ainda exista, mas Ele ameniza com seus truques que desviam nossa atenção e nos ajudam a acreditar no amanhã. Eu confio e agradeço! Sei bem que Ele está presente, mas só quem aceita, consegue sentir suas obras. E as entende...

NAMASTÊ 

HISTÓRIA DE VIDA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Há uma diferença entre o que eu acho de minhas atitudes e o que os outros pensam delas. Nas nossas cabeças podemos estar pensando que é o certo, pois foi assim que nossa história nos fez  pensar. Agimos como sentimos ser o correto e o ideal para cada momento, sem refletir se existem outras saídas ou outras formas de nos expressar. Algumas vezes, ferimos! Porque assim somos nós! Cheios de antes e durantes, o agora é como aprendemos com a vida a nos defender e nos posicionar.

Toda mente é um receptáculo de lembranças que nos chicotearam, nos transformaram e nos causaram dores tão profundas, moldando hoje nossa personalidade, nossa maneira de ser com o mundo. Quando admiramos alguém pela forma que age, talvez seja uma pessoa que foi mais amada, acolhida e teve menos tensões na vida. Talvez seja aquele que teve mais oportunidades de se encontrar, ou apenas seus sentimentos tenham desmoronado a tal ponto que hoje não têm mais tanta sensibilidade, só aceita e quer viver. ("Pouco importa o que os outros sentem, porque o importante mesmo sou eu! E eu me bloqueio contra o que não quero ouvir, nem sentir"!)

Cada corpo neste planeta é um livro de histórias. Histórias boas e ruins, que vão grudando na memória celular. E só nós sabemos os dias em que a dor nos consumiu, o choro foi silenciado e a responsabilidade jogada nas nossas costas, quando nem ao menos entendemos o significado disto. Achamos que agimos certo, mas o mundo nos culpa. E vamos saindo de cena, nos transformando mais uma vez, ganhando adjetivos de carrancudos, antipáticos ou depressivos. E tudo que queremos é nos entender e talvez, só talvez, entender o mundo. Porque a maturidade também cansa. Cansamos de pisar toda hora em ovos para não ferir aquele que está fragilizado, quando nós já quebramos faz tempo e usamos cola para juntar os caquinhos. Cansamos de tentar opinar, quando na verdade ninguém quer ouvir nossa voz, apenas ouvir a própria voz. Cansamos de aparecer, de fazer parte do grupo enlouquecido, de ser apenas um suporte para amenizar a consciência de todos. 

E vamos curvando as costas com tantas bagagens, vamos andando mais devagar porque o peso do corpo está além do que as pernas suportam. Não pela gordura corporal, mas pelas dores, tristezas e mágoas que transbordam pelas células, envelhecidas e murchas.

Todos só se lembram de nós de verdade, no dia em que nos despedimos da vida. E lá estaremos nós sendo vistos de verdade, quando na vida passavam por nós e nem nos olhavam por completo. A dor estará selada para sempre. E como agíamos, será só um fato, uma história.

É difícil ser justo e coerente num mundo que deveria ser menos cruel em termos de palavras e atitudes. Mas cada um sabe como quer e como pode ser através de sua índole e consciência. É viver numa gangorra onde o outro nos eleva, mas também nos faz cair. Tudo de repente, sem avisos. E a alma se assusta ou se diverte. 

Ganhamos papéis, títulos e todos com regras rígidas cuja mente briga eternamente com o coração. Não faça, não aja, devia ter sido assim, errou... Frases continuamente bombardeadas sobre a fragilidade de um corpo, esmagado pela energia do pensamento universal. E vamos voltando à posição fetal, nem que seja só no pensamento. Quem somos nós, afinal? E por que não encontramos o verdadeiro equilíbrio vivendo satisfeitos e felizes por completo? A resposta talvez esteja justamente no processo de crescimento e despertar para cada ação errada e pensada, para cada atitude tomada de improviso sem serem medidas as consequências e para cada palavra saída de nossas bocas sem perceber o que causamos às pessoas. Para equilibrar, precisamos ir testando os pesos e medidas.

Talvez muitos nem se importem com o que provocam, outros por sua vez, ficam eternamente angustiados com este peso da responsabilidade em mudar o rumo das vidas. São vidas, são histórias de vidas, somos nós! Seres moldados com argila, secando e se enrijecendo ao calor das emoções. Incompreendidos e incompreensíveis. Trabalhando para nos descobrir e ter um pouco da paz que todos precisam para seu próprio espírito. Busca eterna e continua...

NAMASTÊ 

terça-feira, 12 de maio de 2026

SENTIMENTOS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


São tantos sentimentos que borbulham dentro de nós, sinalizando o que estamos passando, quem somos e como reagimos à vida, que isto seria realmente nossa carteira de identidade. Olhando para o rosto de alguém já percebemos a intensidade do brilho no olhar, as marcas provocadas por raivas, tristezas e dores. Não temos botões que ligam e desligam o quê e como sentimos.

Alguns são muito intensos, outros se recolhem na própria dor. Em algumas situações, a emoção sobrepõe a razão causando sérios problemas para a vida de todos ao redor. Nossos sentimentos são comandados no cérebro, mas todo o corpo sente fisiologicamente as reações. Por isso, dependendo da intensidade destes sentimentos, o corpo fala através de dores de cabeça, alteração nos batimentos cardíacos, musculares e até ósseos.

O trabalho constante e intermitente de mente e corpo faz com que haja um controle dessas emoções violentas, sem afetar diretamente o corpo por causa deste controle. Ioga, meditação, exercícios de caminhada na natureza ou outros, podem ajudar. Mas, quando as emoções são muito reprimidas, o "engolir sapos" pode causar problemas estomacais como gastrites, úlceras ou intestinais.

Quando se retesa emoções o musculoesquelético também trava com dores na região superior da cervical, torcicolos e bruxismos na mandíbula. Já o coração também sofre com a raiva e tristeza, aumentando a pressão sanguínea e causando tonturas e falta de ar. E, para piorar a situação, o medo, ansiedade e muita tristeza afetam drasticamente nossa imunidade e força corporal. Podemos ainda ter dermatites e insônias.

Por tudo isso, precisamos perceber como estamos vivendo, quais sentimentos estamos nutrindo e como podemos auxiliar nosso corpo a ser mais estável e saudável. Quando temos raiva de alguém, somos nós que acabamos prejudicados. Quando a tristeza é cultuada em excesso, nos vitimizando, as transformações são visíveis.

É impossível parar de sentir, mas é possível mudarmos certos pensamentos e atitudes, favorecendo nossas vidas e o corpo que sofre com todo excesso. A primeira coisa é respirar profundamente levando oxigênio ao cérebro. Se ainda sentirmos muita vontade da violência, busquemos a natureza, a solidão, músicas que nos façam ter paz. Existem ferramentas que podem ser usadas para amenizar a brutalidade. Deixemos pessoas falando sozinhas, não revidemos, nem ria com deboche. Isto são fluidos inflamáveis para a violência. Estamos cuidando do próprio corpo ao evitar aqueles que não se importam com a própria vida. Precisamos ao menos tentar mudar a energia da violência que se expande pelo mundo.

NAMASTÊ