Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Este termo foi divulgado por Buda, que em sua jornada percebeu que a paz só é alcançada quando equilibramos nossas vidas. Por escolhermos caminhos extremos de apêgos materiais, exacerbação sexual ou negligenciar o próprio corpo através de jejuns e autopunições exageradas, vamos perdendo o equilíbrio que traz a real grandiosidade da vida.
Este caminho não significa tornar a vida sem sentido ou monótona, mas criar disciplina e consciência. Todo exagero torna-se doença, assim como descartar o que o universo nos presenteia também.
Existem muitas opiniões sobre o que é realmente o caminho do meio e eu, em particular, imagino em minha vida três caminhos. Observo que um deles seria o radicalismo, exagerar em tudo que se faz em relação ao próprio corpo e pensamentos, o outro, negligenciar os presentes da vida para viver no niilismo. Por outro lado, o caminho do meio se abre para um horizonte maravilhoso, cheio de aprendizados e oportunidades que nos fazem parar e pensar, além de organizar a vida para um crescimento físico, espiritual e mental.
Tudo que é feito com bom senso e equilíbrio traz evolução. Trilhar este caminho é construir uma vida moderada e tentar evitar o sofrimento gerado pelo excesso de atitudes insanas. Precisamos entender que não há estagnação, nem no que é bom demais, nem no que é desagradável. Tudo continua num ciclo de aprendizado e nos agarrar a um dos lados estaciona a vida.
Quando se escolhe este caminho, podemos ter, inclusive, uma perspectiva maior sobre a vida, as atitudes e todo processo gerado num sistema de almas presentes em nossas vidas. Como comparação, ao comermos devagar demais, a comida esfria, perdemos a vontade de comer e nosso corpo se debilita. Se comemos como esganados, com pressa, acabamos por não saborear o alimento e repetimos mais vezes, inchando o estômago e reclamando de indigestão. Que tal mastigar devagar, olhar para seu prato de comida e agradecer cada substância que esteja nos trazendo saúde e vida?
Caminhar na estrada do meio é simplesmente fluir na vida, livrando-se do que nos trava ou do que faz nossa energia escoar. Dizer "eu faço isso muito bem" é não enxergar o quanto temos medo de tomar decisões que sabemos que estão pesando na mochila. Podemos nos desviar na rota algumas vezes, mas reencontrar o caminho do meio é a melhor decisão para viver em paz. Pense nisso!
NAMASTÊ




