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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A DOR DO AMOR

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Se há uma dor que aflora alguns sentimentos pesados no coração é a dor do amor. Quando amamos, este órgão se abre como uma flor rara na pradaria, sujeito às intempéries da vida. Na beleza da reciprocidade, não nos preocupamos em protegê-lo, pois confiamos num destino honrado e feliz.

E é justamente por isso que o surpreendente pode nos transformar do dia para noite e, aquilo que encantava, agora pode ser objeto de incômodo. Se enfeitava o ambiente, agora toxica. Mesmo que o coração ainda ame, o orgulho se expande e afoga o amor, num cantinho tão apertado que, tudo que consegue-se demonstrar é indiferença, raiva ou desprezo. 

A dor do amor é tão nefasta que pode-se até adoecer. O pensamento é, ao mesmo tempo, vingativo e esperançoso. Perde-se o sono, o foco da atenção no trabalho e outras atividades, e as reações são de diversas intensidades. Alguns preferem se exercitar, outros viajar, caminhar e ir para a natureza e ainda há os que preferem se fechar e deprimir.

Enquanto tentamos viver, o orgulho ou a falta dele nos prejudicam em ambos os casos. Muito orgulho sem perdão, pode ser o causador do término de uma relação que poderia ser construtiva. Nenhum orgulho, pode ser o desastre de insistir em alguém que não vale a pena e que não nos dá valor. Isto destrói a auto-estima. Sentir esta dor nos faz amadurecer, perceber erros, aprender a observar melhor e a ter um amor maior por quem somos, afinal merecemos coisas boas.

Todos, em algum dia, já se decepcionaram com o amor, porque as pessoas são instáveis, insatisfeitas e emocionalmente dependentes. Quando atinge-se um grau de maturidade e amor próprio, percebe-se que as pessoas começam a saber respeitar melhor o amor e ter alguém é, não uma necessidade, mas uma companhia importante que precisa de cuidados e atenção.

O triste da dor do amor é o que causa no emocional e psicológico de quem sofre. Muitas vezes, se instalam sentimentos de desconfiança, frustração e medo para toda a vida. E novos relacionamentos podem ser muito decepcionantes, tornando o sofredor manipulador, controlador ou muito "bonzinho". Por isso, necessário se faz buscar conhecimento terapêutico, entender melhor a própria vida e desejos, sem se aventurar em diversos casos, a fim de buscar a cura para o que se acha indispensável e fundamental.

Primeiro, entender que todo o processo precisa ser anulado dentro do coração, que ainda guarda no "cantinho obscuro" o amor por aquela pessoa. Não comparar pessoas faz toda diferença. Abrir a mente para possibilidades de ter novas experiências, conteúdos e idéias na vida. Não ter preguiça de mudanças, pois querer fazer o mesmo que se fazia com o outro, talvez não dê certo com o novo.

Contudo, a dor do amor realmente é fundamental para a transmutação. Deixamos para trás o que já não pode mais ser crescimento, para organizar e estabelecer metas de um futuro feliz, com ou sem alguém. Porque na realidade, não precisamos nos apoiar em alguém para sermos felizes. Mas, apesar do amor ser a energia mais bela e radiante da vida,  temos apenas que dividi-lo ou espalhá-lo com bondade e saberemos bem o que é amar e ser amados! E nossa dor será curada, pois a recompensa chega de alguma forma que muitos ainda não captaram.

NAMASTÊ 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

EU SOU INSPIRAÇÃO

 Autora: Josianne Luise Amend ( JosiLuA)

(Se não é um portal em minha frente aqui na mata?)


Eu sou raiz e a terra me absorve, transformando minha energia desgastada pela purificada.

Eu sou água, me dissolvendo através do universo e  cultivando a sabedoria que encontro.

Eu sou luz, irradio através do meu corpo as bençãos divinas a cada passo.

Eu sou vento e vejo pedaços de mim sendo levados para tão longe que talvez um dia, possa me reencontrar em alguém.

Eu sou paz e sinto onde ela me cabe, construindo um coração mais compreensível.

Eu sou música e minhas células dançam harmoniosamente, tornando meu corpo saudável.

Eu sou natureza e é com ela que me harmonizo, mantenho a paz e encontro as respostas.

Eu sou cada planta e me integro à seiva, percebendo o balanço da vida e o destino de tudo.

Eu sou a divindade em mim!

NAMASTÊ 

sábado, 31 de janeiro de 2026

NOSSOS DOIS LADOS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Competimos o tempo todo com nós mesmos. Um sábio disse que temos dentro de nós um lobo mau e um lobo bom que vivem brigando, mas somos nós que fazemos um deles vencer, dependendo daquele que alimentamos mais. Se notarmos bem, parece realmente haver duas consciências dentro da mente.

Ao pensar em nos desculpar para ter tranquilidade,  imediatamente algo nos diz "você nem tem culpa", ou " deixa como está, não se rebaixe"! Talvez pensemos que chegou a hora daquela viagem e nos animamos, mas o lobo mau nos diz que é melhor guardar o dinheiro e continuar em casa sem nos esforçarmos. Quem sabe agora possamos investir na casa, no carro ou qualquer outro sonho, mas até perdemos o sono por medo de avançar.

Podemos também denominar os lobos como o louco e o cauteloso, o sábio e o desinteressado ou até o ousado e o apático. Não interessa quais entram em cena. A questão é que a mente está sempre acelerando e depois freando. De certa forma, isto é importante para que nossa impulsividade não cause estragos, ou nossa ociosidade tenha limites.

É por esta razão que as pessoas são diferentes no fazer, agir e no tempo de cada um. Alguns alimentam mais o lobo aventureiro e outros o seguro. Há o impulsivo e também o analítico. Para encontrarmos progresso e prosperidade é necessário equilíbrio no momento certo das coisas. Nesta hora entra a intuição que nada mais é que a vontade misturada com o medo, nos fazendo pensar, analisar e realizar, caso se perceba que tudo está em harmonia.

Chamamos de mau aquele lobo que nos influencia a caminhos incertos, atitudes impensadas e ações prejudiciais, atiçando-nos a não perder tempo e buscar soluções rápidas que anestesiem nossas ansiedades, sem perceber os estragos que serão causados. Ele sabe dos processos traumáticos que carregamos e usa-os para que o alimentemos mais. Fica martelando palavras como infeliz, frustrado, necessitado de amor em nosso cérebro incitando violência ou saídas imediatas para a crise existencial, impedindo o discernimento adequado.

Já o lobo bom é nossa essência divina, aconselhando ter cautela, paciência e boa vontade. Ele, quase sempre, nos dirige à uma consciência de que podemos fazer melhor, reparar erros e nos prepara para termos coragem e força de recomeçar, agindo a nosso favor, trazendo paz para nossas vidas.

Quando se fala em livre arbítrio é exatamente sobre isso que se explica: as escolhas são nossas, mas as consequências também. Tudo que vem muito fácil, também pode ir fácil! Os problemas fazem parte da matemática da vida, onde precisamos resolver se raiva mais orgulho resultam em perda de nossa essência, se luta mais disciplina são iguais a sucesso ou se culpa mais perdão são sinais de libertação. Vamos dar de comer, na medida exata e com maturidade, ao nosso sofrido e mascarado ego, para que haja transformação positiva em nosso caráter e teremos orgulho de nossa índole.

NAMASTÊ 


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

AS CONEXÕES

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Eis a verdade no amor! Há uma misteriosa atividade cósmica quando amamos alguém sem pensar. Nisto estão inclusos sentimentos inexplicáveis que, muitas vezes tentamos entender. Complexidades que se acomodam perfeitamente no momento atual de nossas vidas. Somos seres à procura de encaixes, respostas e complementos. 

A conexão se faz neste momento, em que alguém traz respostas ou se insere no caminho como a peça de um quebra-cabeças, aliviando o sentimento de solidão e até certo ponto, medo. Sim, medo de algo que levamos junto com a alma ferida e cujo remédio aparece inesperado, fazendo arder o coração. Neste momento, sentimos alívio, paz e esperança, pois encontramos um alicerce para nos apoiar quando o cansaço de imaginar saídas já são visíveis. E o sorriso volta a brotar, sem perguntar nada, apenas aceitando o óbvio. 

Mas, como qualquer liga, com o tempo há desgaste e a conexão pode afrouxar. Tudo porque há mudanças, movimentos e curas. E, o que era um curativo, agora pode ser arrancado. Importante dizer que conexões fortes e bilaterais conseguem se aprofundar no conhecimento, se dedicando a recuperar falhas ou estragos. E, se for anímico e preciso, será permanente aqui e agora.

Quando a conexão é perdida por falta de experiência, imaturidade, frustração ou confiança de um, ou ambos os lados, este curativo temporário é arrancado, talvez até com violência, e dói. Dói mais termos que enfrentar a falta de palavras para agradecer o simples fato de alguém ter nos curado no momento que precisávamos, pois a ardência na extração do curativo traz raiva e até descrença na fé que tivemos. O uso inadequado de um remédio pode encobrir outras fraquezas ou feridas no decorrer de um ciclo. Esta droga pode esconder na fórmula mentiras que intoxicam a conexão.

Talvez a verdade seja aquela cujas almas se reencontram para terminar algo ou auxiliar um ao outro em um determinado tempo. Por isso, conexões perdidas, porém com respeito e contínua amistosidade, podem ser consideradas uma benção, onde a cura se faz de ambos os lados. Abre-se espaço para a continuidade do trabalho espiritual com outras almas que precisam ser encontradas, amadas e auxiliadas no seu despertar.

Temos um caminho a percorrer e pessoas a encontrar. Nestas conexões, presenciamos encontros perfeitos, mas também os que existem para trabalhar o espírito de um, de outro ou de ambos. Talvez um seja curado e queira seguir um rumo diferente, já que não encontra mais o necessário na ligação. Seria egoísmo, maldade ou falta de consideração? Talvez seja só vontade de buscar expandir o que já está bloqueando o crescimento. O outro, se não for atrás da própria cura, poderá carregar por toda vida a dúvida de ainda confiar e se entregar. 

Necessário se faz esclarecer que a referida conexão é aquela que respeita e que se ajusta num destino curador. Não há verdade em conexões desajustadas, com dificuldade em passar carinho, sem ferramentas corretas no reparo para deixar ensinamentos, paz e felicidade em outra vida. A conexão a que se refere o texto é aquela que não espera inundar o chão para tentar o conserto, mas aquela que faz tudo para que a energia escoe livremente, mesmo que precise de uma restauração. E, se realmente percebermos que tal conexão é irrecuperável, mas que a liberdade pode trazer benefícios  e possibilidades de curar outras feridas do espírito, talvez os padrões não sejam exatamente o que nos faça evoluir. Precisamos ouvir o chamado e deixar ir...!

NAMASTÊ 

P.s. este texto se refere aos diversos tipos de ligações que temos com pessoas na vida.



quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

NA GANGORRA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Êta vida louca! Vivemos numa gangorra. O que diferencia cada situação é justamente quem senta do outro lado, equilibrando o balançar. Alguns pesam demais , mas nos fazem apreciar o mundo. Outros, mais leves, nos levam pro chão. Meio controverso, mas às vezes funciona.

É que a dificuldade ou falta de conforto muitas vezes nos sacode, nos faz acordar e ir buscar algo que seja melhor, mais  engrandecedor, e nos livre da frustração. Estar muito tranquilo não faz nossas vidas serem perfeitas. Isto estagna e muitas vezes deprime. Queremos mais para nos sentirmos pertencentes.

O movimento faz parte do todo. Tudo está indo, realizando algo com algum objetivo. Parar até de sonhar é preocupante. Não devemos estar totalmente satisfeitos, precisamos agir, nem que seja planejar algo novo e ir em busca. Nem sempre se ganha, mas é interessante a experiência do tentar.

Quando dizemos "não posso, não quero ou não me interessa", vamos afastando as probabilidades do conhecimento, da liberdade e do orgulho de realizar. Se houver força nos pés, empurramos o chão e saltamos. Encontrar equilíbrio entre as forças contrárias pode ser um desafio, mas não deixa de ser atraente.

Precisamos lembrar quem somos e o que fazemos aqui, neste mundão de meu Deus! E arregaçar as mangas para nos molhar um pouco na chuva, pisar na lama refrescante e pegajosa, nos jogar em algo novo, entrar na água fria ou sair da casinha de janelas fechadas. Pois a preguiça vicia, o conforto é sinistro, mas a alma é livre e precisa dessa energia. Ô benção quem tem histórias para contar! Sejamos bençãos...

NAMASTÊ