Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Um galho no lado direito de uma árvore milenar. Mas um galho que fica bem mais próximo a nós. Pode ser bem forte, ou já com a madeira fraca. Ele é o que chamamos de Pai. O galho nascido antes e que segura como pode os galhinhos que surgem com o crescimento da árvore.
As raízes alimentam os laços, porém não impedem quedas ou cortes. Há muita história numa única árvore que pode carregar as lágrimas maquiadas pela chuva, ou risos em forma de brilhos do sol. Para que a árvore se mantenha, é necessário o adubo do amor e o equilíbrio que fortalece toda a estrutura.
Dependendo do tempo, ele verga, mas o que é seguro e forte, não quebra. Esse galho mor faz sombra para proteger e, no vendaval, espanta o que pode machucar. Como é linda uma árvore! Na copa, os antepassados deixando seus rastros e legados. No meio, o presente da vida e embaixo o futuro carregando novas idéias e modificando toda a estrutura.
Um dia, por causa de toda luta pela vida, o galho que nos deu toda herança da coragem, da força e da segurança é lançado para os braços da luz. Ele não cai, ele se eleva, conduzido agora não por raízes, mas pela seiva espiritual. E toda a árvore precisa se ajustar para continuar viva.
Aquela pequena cavidade deixa um vazio que não cura a árvore, mas deixa espaço suficiente para brotar vida. E é isto que cada parte de nós deve guardar. Somos parte de algo maior, cujo tempo é limitado. É importante ter o respeito pelos "galhos" mais antigos e honrar todo trabalho que fizeram por nós.
Por isto, pelos pais que já se foram, dedico a eles este texto, agradecendo a luz de seu galho, que ajudou a manter todos os outros galhos preparados para a vida.
NAMASTÊ




