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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

quinta-feira, 16 de abril de 2026

SINAIS DE DEUS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Hoje, ao sair de dentro de casa por volta das 6:00 da manhã, me deparei com um céu magnífico, de encher não só os olhos, mas o coração de esperança e felicidade. E, como minha mente viaja rapidamente pelo espiritual, as questões da vida começaram a borbulhar e não consegui sossegar, sem escrever sobre este sentimento.

Não é o fato em si, mas o quadro geral das cores, energias e mistérios da vida, que ainda a ciência orgulhosa não consegue dar respostas. Talvez muitos olhem e nada sintam, outros se inspirem e rezem e outros nem reparem. Tudo é uma questão de sintonia. Para mim, Deus está no comando de cada amanhecer, jogando para quem quiser receber, a beleza de seus atos. 

Um simples amanhecer colorido pode trazer paz para quem acordou sem esperança, pode dar idéias ao designer e ao fotógrafo, pode acalmar o coração do acamado no hospital que olha pela janela, pode iluminar o café da manhã em tons de laranja. É como se Deus jogasse purpurina e só quem está com a mente e o coração abertos possam aproveitar o brilho e fazer dele um mar de oportunidades.

Há sinais a todo momento das graças divinas! A fome pode ser saciada com a gentileza de alguém em repartir seu alimento. O choro pode ser solto da garganta ao se receber um abraço. A música vinda do interior da igreja pode nos remeter ao perdão. O dia exaustivo e cheio de rudezas pode terminar com o olhar ou palavras de alguém inesperado, mas que está cheio de luz. As idéias podem ser mais organizadas depois de passar as mãos pela natureza. Cabe a nós entender e despertar para cada ato que consideramos normais ou corriqueiros, mas que no fundo têm propósitos.

Já me importei em ser rotulada de sonhadora, maluca e diferente. Hoje acho todos esses rótulos elogios para minha alma livre, pois aprendi que esta vida que vivo é só minha. Quem não compreende a energia ou não encontra tempo para senti-la continuará lamentando o ambiente, as pessoas, o caminho. Enquanto isso, estarei agradecendo a Deus por enviar seus sinais e ajudar meu despertar.

NAMASTÊ 


quarta-feira, 15 de abril de 2026

O RECONHECIMENTO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Todo ser humano tem dentro de si a necessidade de aprovação social, perante seu esforço de fazer algo em prol da humanidade, da sua comunidade, de sua família ou de uma única pessoa. Isto é natural e se situa no cérebro, em áreas interligadas pelas emoções e pelo prazer. Queremos, mesmo que inconscientemente, ser reconhecidos. Faz parte de nós!

De certa forma, esse reconhecimento traz para cada pessoa uma transformação de sua personalidade, afetando mais ou menos a maneira como se encara a gratidão. Uns aceitam e continuam humildes, acreditando que podem melhorar o próprio esforço, enquanto outros estacionam, levando consigo a marca que os fez ter algum sucesso na vida, como um instrumento de soberba e de certa forma, inclusão social. 

Mas, a necessidade de sermos reconhecidos, mesmo pelos pequenos atos diários, externam rapidamente quando sentimos ingratidão, às vezes até de maneira grotesca e injusta, cobrando o que fizemos por eles. Seria normal essa ânsia pelo reconhecimento, ou deveríamos apenas fazer nossa parte, sem esperar que o outro lembre e seja grato por tudo? Até que ponto fazemos por amor ou apenas para ter nossa consciência tranquila?

Fato é que o reconhecimento é uma maneira de estímulo aos próximos atos. Elogiar, parabenizar e valorizar o tempo e as atitudes de qualquer pessoa, faz o cérebro entender que se está no caminho correto para se tornar um ser humano útil e melhor. Toda pessoa que recebe a gratidão acaba por liberar para seu corpo a dopamina, cujo efeito é de bem estar com a vida. Isto pode estimular cada vez mais a vontade de sentir essa sensação e desenvolver a capacidade de transformar a forma de ver o mundo, ajudando na ansiedade, na frustração e até na própria solidão.

Precisamos reconhecer os bons atos e parar de cobrar que reconheçam os nossos, deixando que apenas o amor, a preocupação ou a vontade de ver mudanças que possam ajudar pessoas pelo mundo sejam o foco principal das nossas ações. Cabe a cada pessoa lembrada, trabalhar na sua evolução espiritual e aprender a reconhecer que, se alguém lhe ajuda, não é por obrigação e precisa haver gratidão. Ou também, reconhecer aqueles que realmente fazem algo para melhorar a vida, a evolução e o progresso do planeta, enaltecendo e aplaudindo seus trabalhos, ao invés de achar defeitos, ou desmoralizar seus esforços. Antes de mais nada, comece a reconhecer quem realmente você é! E, quando analisar isso, perceberá se os julgamentos que faz são realmente cabíveis no contexto.

NAMASTÊ 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

O LUTO

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Quando alguém que faz parte da nossa vida nos deixa, o dia fica diferente. Esse dia é silencioso, por mais que o mundo continue a se movimentar. Se tem sol, não aquece, se é frio, parece perdidamente triste e se é nublado, combina com o que sentimos.

Por mais que continue a vida, há um vazio inexplicável como se no canto faltasse um vaso. Mesmo que não reparássemos diariamente no formato, na beleza e na serventia do vaso, sabíamos que ele fazia parte da decoração, do contexto e do lugar que ele ocupava, mas que nenhum outro poderá ocupar. Esse vazio é uma sensação estranha, como se todo o mundo não tivesse mais o mesmo aspecto, o mesmo jeito. Como se sacudissem novamente os dados nas mãos e, ao cair, eles agora somassem a ausência, ficando um dos lados em branco.

Ao perder alguém da família hoje, me deparei com esse dia novamente e voltei a sentir essa pausa cinzenta, onde tudo que queremos é nos recolher e pensar. E nos esbarramos com por quês de tantas formas e tamanhos que sequer temos tempo de responder. Há até uma certa culpa por não ter aproveitado melhor o tempo com quem se foi. Talvez aprendido, valorizado as oportunas lições que aumentariam nosso portfólio e tido humildade de reconhecer as diferenças que poderiam ensinar coisas novas.

Mas nossas vidas e o orgulho de sermos ocupados demais, ofusca o mais relevante: o tempo de nos aprofundarmos nas relações importantes. Talvez por isso, o vazio! Porque enchemos o copo e esquecemos de beber, deixando longo tempo parado, sem perceber que vai evaporando aos poucos. Quando nos damos conta, o vazio está lá. E não há mais como encher o copo, porque ele rachou.

Há muitos buracos ao nosso redor. Buscamos preencher, não os buracos, mas a mente que, ocupada, aos poucos só se importará com as belas lembranças. O vazio é inservível. E, o luto, se transforma na árvore espiritual, cujos galhos balançam com tristeza e as folhas lacrimejam a saudade.

NAMASTÊ 

In memoriam...


quinta-feira, 9 de abril de 2026

A TRANSPARÊNCIA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



E se fôssemos de vidro transparente, como será que iríamos reagir ao ver  tudo que colocamos no interior das pessoas com nossas palavras, expressões e atitudes e como isso transforma a imagem delas? Talvez o peso em perceber o que causamos fosse desastroso, pois veremos muitos pontos obscuros, corações partidos, órgãos afetados, cérebro com miasmas astrais e por aí vai.

Somos responsáveis por tudo que causamos tanto em nós, com nosso pessimismo, estagnação e baixa auto-estima, quanto nos outros com comentários desnecessários e sem limites. Chegamos ao mundo com brilho e transparência e vamos nos sufocando e ofuscando na sujeira que recebemos na vida.

Porém, quem busca sua limpeza, aprende também a ter mais compreensão e paciência com o vidro do outro, entendendo a dificuldade que há para a auto-purificação. Nem todos têm prática, nem todos entendem por que se sentem desgostosos, cansados e frustrados com a vida. Afinal, flores não resistem a águas sujas.

Infelizmente, sabemos que uma grande parte da humanidade só quer saber de seu próprio brilho e pior, não querem ver os outros reluzir, pois se sentem ameaçados. Mal sabem eles que iluminar o mundo faz parte de uma teia poderosa, onde cada um têm oportunidade de contribuir com seu dom, seu trabalho, sua luz para todos.

Se conseguíssemos enxergar o interior de cada pessoa, entenderíamos seu amargor, sua raiva, sua falta de fé. A bagagem interior nefasta, transforma pessoas. E todos somos culpados pelo que sai de nós e entra nelas. Mas elas também são quando, ao se sentirem desconfortáveis no mundo, não buscam mudar, se expandir e se curar.

Muitos vasos com flores murchas andam de um lado para outro nas ruas e nem nos damos conta disso. Às vezes, um sorriso, uma mão estendida, uma palavra de carinho e ânimo, uma ajuda, pode colocar naquele vasinho água fresca e fazer tal flor renascer. Sejamos empáticos!

E quanto a nós, precisamos aprender a trocar a água suja do nosso vaso através do perdão, da compreensão e da busca por trabalhos transformadores que ajudem a alma a se elevar. O jardim do universo é infinito e não necessitamos tolher ou eliminar flores ao nosso redor. Será muito mais belo florescer com cores, tamanhos e formas de todos os tipos, que juntos embelezam ainda mais o mundo.

NAMASTÊ 


segunda-feira, 6 de abril de 2026

PESSOAS DIFÍCEIS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Pessoas difíceis são aquelas que ganham esse adjetivo porque carregam dentro delas sentimentos endurecidos pelas próprias experiências de vida. Às vezes, nem elas se dão conta do quanto são complexas. Nem sempre têm culpa, se levarmos em consideração a falta de meios ou ajuda para se transformar.

São pessoas que nada as agrada, acham defeitos em tudo e normalmente são carrancudas. Reclamam o tempo todo, seja do tempo, das pessoas e do jeito delas, da comida, do barulho, da alegria exagerada e por aí vai. Quase sempre ficam pelos cantos observando e não compartilham idéias, a não ser que sejam questionadas. Seu sorriso é amarelo, seu semblante endurecido. Chegamos a ter medo e pena delas ao mesmo tempo.

São tão orgulhosas, que choram sozinhas, sem buscar consolo em um ombro amigo. Com o tempo, se sentem sufocadas em qualquer ambiente, pois acham que todos são felizes, menos elas. Na verdade, realmente são infelizes, sem conseguir se soltar para expandir sua beleza interior.

Talvez, sofreram demais e desacreditaram no seu poder pessoal, na sua luz, na sua essência. O orgulho tomou conta e não conseguem fluir, deixar livre os pensamentos e mudarem o rumo da raiva. Arrumam desculpas para o que as perturba, falando que outras pessoas ficam incomodadas, mas no fundo são só elas mesmas.

Pessoas difíceis não ouvem, elas cortam as outras nas opiniões ou idéias, sempre sendo negativas. Não vêem nem beleza, nem oportunidades, mas muitos obstáculos e defeitos. São tóxicas em excesso e contaminam ambientes de tal maneira, que acabam silenciando a alegria e a vontade das outras. Quase nunca sai um elogio ou uma frase de esperança de suas bocas. Se elas não conseguem, ninguém pode conseguir.

Elas se afastam tanto, que com o tempo passam despercebidas e sofrem ainda mais. Até seu corpo começa a dar sinais do cansaço e dos sentimentos ruins que carrega. Como a maioria quer ser feliz (e elas também, mas bloqueiam a própria felicidade), elas precisam ser atendidas com amor, mostrando um mundo rico em novas histórias, com cura para toda alma que deseja ser curada.

Se temos compaixão e amorosidade, precisamos achar um jeito de furar este bloqueio e ajudar estas pessoas para que seu processo seja transformado e elas possam se expandir. Afinal, nem todos sabem como construir um ambiente livre das más energias, nem todos acreditam que podem se libertar da dor e nem todos ainda estão no tempo destas descobertas. Parece fácil soltar um balão e deixá-lo voar, mas necessita de engenharia suficiente para os detalhes. Ou ele poderá ser pesado demais, pegar fogo rapidamente ou nem sair do chão. 

NAMASTÊ