Total de visualizações de página

Pesquisar este blog

Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

quinta-feira, 14 de maio de 2026

SURPRESAS DIVINAS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Interessante como Deus nos manda mensagens quando pedimos. O dia hoje foi um tanto quanto desgastante. O emocional tá abalado, o corpo dolorido e a vontade de ficar só foi enorme. Pensei muito em desistir de tudo que tinha programado e me entregar à quietude, só deixando o corpo se refazer da dor.

Mas resolvi ir fazer compras, mais para caminhar no sol, do que para gastar. E fui conversando com Deus, pedindo orientação, força e paz. Voltei, fiz meu almocinho e sentei para saborear a comida, quando toca meu telefone. Uma amiga e aluna de biodança pedindo um tempo para desabafar as dores que está sentindo, desde a última aula onde trabalhamos o movimento sistêmico com uma Consteladora. Mexeu muito com todas. Conversamos um pouco e decidimos marcar um encontro. 

Ao desligar, tive a sensação de que minha missão não podia ser esquecida, pois cheguei a pensar na possibilidade de deixar as aulas. Eu também precisava delas, disse meu coração. Com o corpo dolorido devido à somatização que tive fiquei entre cancelar a aula da tarde ou enfrentar meu cansaço. Novamente senti que mais pessoas precisavam das aulas e do que eu levaria aos seus corações e parti para a aula. Lá fui ensinada mais do que ensinei. Vi olhares sofridos, mentes confusas e espíritos buscando conforto. E meu corpo firme.

Ao sair, mensagens de amigos no whatsapp foram tão aconchegantes e amorosas que senti o acolhimento que precisava neste dia. Deus havia me acolhido através do coração de todas essas pessoas. Eu não estava sozinha como havia pensado. 

Às vezes, nos sentimos sem chão, mas Deus constrói o assoalho. Pode ser que o problema ainda exista, mas Ele ameniza com seus truques que desviam nossa atenção e nos ajudam a acreditar no amanhã. Eu confio e agradeço! Sei bem que Ele está presente, mas só quem aceita, consegue sentir suas obras. E as entende...

NAMASTÊ 

HISTÓRIA DE VIDA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Há uma diferença entre o que eu acho de minhas atitudes e o que os outros pensam delas. Nas nossas cabeças podemos estar pensando que é o certo, pois foi assim que nossa história nos fez  pensar. Agimos como sentimos ser o correto e o ideal para cada momento, sem refletir se existem outras saídas ou outras formas de nos expressar. Algumas vezes, ferimos! Porque assim somos nós! Cheios de antes e durantes, o agora é como aprendemos com a vida a nos defender e nos posicionar.

Toda mente é um receptáculo de lembranças que nos chicotearam, nos transformaram e nos causaram dores tão profundas, moldando hoje nossa personalidade, nossa maneira de ser com o mundo. Quando admiramos alguém pela forma que age, talvez seja uma pessoa que foi mais amada, acolhida e teve menos tensões na vida. Talvez seja aquele que teve mais oportunidades de se encontrar, ou apenas seus sentimentos tenham desmoronado a tal ponto que hoje não têm mais tanta sensibilidade, só aceita e quer viver. ("Pouco importa o que os outros sentem, porque o importante mesmo sou eu! E eu me bloqueio contra o que não quero ouvir, nem sentir"!)

Cada corpo neste planeta é um livro de histórias. Histórias boas e ruins, que vão grudando na memória celular. E só nós sabemos os dias em que a dor nos consumiu, o choro foi silenciado e a responsabilidade jogada nas nossas costas, quando nem ao menos entendemos o significado disto. Achamos que agimos certo, mas o mundo nos culpa. E vamos saindo de cena, nos transformando mais uma vez, ganhando adjetivos de carrancudos, antipáticos ou depressivos. E tudo que queremos é nos entender e talvez, só talvez, entender o mundo. Porque a maturidade também cansa. Cansamos de pisar toda hora em ovos para não ferir aquele que está fragilizado, quando nós já quebramos faz tempo e usamos cola para juntar os caquinhos. Cansamos de tentar opinar, quando na verdade ninguém quer ouvir nossa voz, apenas ouvir a própria voz. Cansamos de aparecer, de fazer parte do grupo enlouquecido, de ser apenas um suporte para amenizar a consciência de todos. 

E vamos curvando as costas com tantas bagagens, vamos andando mais devagar porque o peso do corpo está além do que as pernas suportam. Não pela gordura corporal, mas pelas dores, tristezas e mágoas que transbordam pelas células, envelhecidas e murchas.

Todos só se lembram de nós de verdade, no dia em que nos despedimos da vida. E lá estaremos nós sendo vistos de verdade, quando na vida passavam por nós e nem nos olhavam por completo. A dor estará selada para sempre. E como agíamos, será só um fato, uma história.

É difícil ser justo e coerente num mundo que deveria ser menos cruel em termos de palavras e atitudes. Mas cada um sabe como quer e como pode ser através de sua índole e consciência. É viver numa gangorra onde o outro nos eleva, mas também nos faz cair. Tudo de repente, sem avisos. E a alma se assusta ou se diverte. 

Ganhamos papéis, títulos e todos com regras rígidas cuja mente briga eternamente com o coração. Não faça, não aja, devia ter sido assim, errou... Frases continuamente bombardeadas sobre a fragilidade de um corpo, esmagado pela energia do pensamento universal. E vamos voltando à posição fetal, nem que seja só no pensamento. Quem somos nós, afinal? E por que não encontramos o verdadeiro equilíbrio vivendo satisfeitos e felizes por completo? A resposta talvez esteja justamente no processo de crescimento e despertar para cada ação errada e pensada, para cada atitude tomada de improviso sem serem medidas as consequências e para cada palavra saída de nossas bocas sem perceber o que causamos às pessoas. Para equilibrar, precisamos ir testando os pesos e medidas.

Talvez muitos nem se importem com o que provocam, outros por sua vez, ficam eternamente angustiados com este peso da responsabilidade em mudar o rumo das vidas. São vidas, são histórias de vidas, somos nós! Seres moldados com argila, secando e se enrijecendo ao calor das emoções. Incompreendidos e incompreensíveis. Trabalhando para nos descobrir e ter um pouco da paz que todos precisam para seu próprio espírito. Busca eterna e continua...

NAMASTÊ 

terça-feira, 12 de maio de 2026

SENTIMENTOS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


São tantos sentimentos que borbulham dentro de nós, sinalizando o que estamos passando, quem somos e como reagimos à vida, que isto seria realmente nossa carteira de identidade. Olhando para o rosto de alguém já percebemos a intensidade do brilho no olhar, as marcas provocadas por raivas, tristezas e dores. Não temos botões que ligam e desligam o quê e como sentimos.

Alguns são muito intensos, outros se recolhem na própria dor. Em algumas situações, a emoção sobrepõe a razão causando sérios problemas para a vida de todos ao redor. Nossos sentimentos são comandados no cérebro, mas todo o corpo sente fisiologicamente as reações. Por isso, dependendo da intensidade destes sentimentos, o corpo fala através de dores de cabeça, alteração nos batimentos cardíacos, musculares e até ósseos.

O trabalho constante e intermitente de mente e corpo faz com que haja um controle dessas emoções violentas, sem afetar diretamente o corpo por causa deste controle. Ioga, meditação, exercícios de caminhada na natureza ou outros, podem ajudar. Mas, quando as emoções são muito reprimidas, o "engolir sapos" pode causar problemas estomacais como gastrites, úlceras ou intestinais.

Quando se retesa emoções o musculoesquelético também trava com dores na região superior da cervical, torcicolos e bruxismos na mandíbula. Já o coração também sofre com a raiva e tristeza, aumentando a pressão sanguínea e causando tonturas e falta de ar. E, para piorar a situação, o medo, ansiedade e muita tristeza afetam drasticamente nossa imunidade e força corporal. Podemos ainda ter dermatites e insônias.

Por tudo isso, precisamos perceber como estamos vivendo, quais sentimentos estamos nutrindo e como podemos auxiliar nosso corpo a ser mais estável e saudável. Quando temos raiva de alguém, somos nós que acabamos prejudicados. Quando a tristeza é cultuada em excesso, nos vitimizando, as transformações são visíveis.

É impossível parar de sentir, mas é possível mudarmos certos pensamentos e atitudes, favorecendo nossas vidas e o corpo que sofre com todo excesso. A primeira coisa é respirar profundamente levando oxigênio ao cérebro. Se ainda sentirmos muita vontade da violência, busquemos a natureza, a solidão, músicas que nos façam ter paz. Existem ferramentas que podem ser usadas para amenizar a brutalidade. Deixemos pessoas falando sozinhas, não revidemos, nem ria com deboche. Isto são fluidos inflamáveis para a violência. Estamos cuidando do próprio corpo ao evitar aqueles que não se importam com a própria vida. Precisamos ao menos tentar mudar a energia da violência que se expande pelo mundo.

NAMASTÊ 


segunda-feira, 11 de maio de 2026

MUDANDO HISTÓRIAS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Vivemos constantemente amedrontados com nossos destinos. Fazemos de tudo para que os fantasmas  não saiam das suas covas. Lutamos, mudamos opiniões, sacrificamos sonhos, tudo para que a imaginação de uma vida feliz se torne realidade. Todas as tentativas para chegar naquilo que queremos seriam válidas, não fosse bloquear ou interferir no espaço de alguém.

Nem sempre a razão se une à emoção e deixamos de ouvir conselhos ou analisar melhor o contexto, para nos atirarmos de cabeça no incerto. Através das histórias que vemos ou ouvimos, queremos encaixar as nossas no mesmo enredo, achando que tudo será igual aos filmes e livros. Mas não é assim, porque mentes diferentes agem de formas diferentes. Podemos até ter idéias ou enxergar novas hipóteses para  uma tese que tenta definir nossas vidas. O problema é encaixá-las adequadamente para nós.

Acredito em mensagens subliminares, em surpresas que nos abram os olhos e em sincronicidades que nos fazem enxergar o que ainda não tínhamos reparado. Tudo pronto para dar forma a um movimento linear ou curvilíneo, conforme o universo nos acolha. Precisamos estar conectados com algo profundo e quase imperceptível dentro de nós mesmos.

Adoraríamos saber tudo, entender tudo e responder tantos por quês. Buscamos de todas as formas mecanismos que nos antecedam o futuro, esquecendo que sempre existe espaço para organizarmos melhor a escrita e fazer com que a história seja modificada. Se a vida dá voltas, porque não podemos agarrar o melhor agora, quando ela estiver voltando a nos sorrir? Nos conformar com tristeza, dor e falta de sorte é deixar que a roleta das oportunidades seja deixada para os outros. Podemos começar com pequenos detalhes.

No preto podemos colocar bolinhas brancas, com lama podemos criar arte, no desespero talvez se consiga ver além do próprio eu, abraçando pessoas e vidas que achávamos não existir.

Toda história pode ter um final construído de forma diferente. Talvez seja isso que precisamos fazer. Parar de nos afundar em desculpas usando artifícios que dão à mente a sensação de satisfação e começar a viver de verdade, capacitando o próprio corpo da cura através dos dons adormecidos e da essência de cada alma. Cada dia que se espera para começar a realizar mudanças, pode ser um dia a menos para encontrar a paz e ser feliz. A decisão é toda nossa!

NAMASTÊ 

terça-feira, 5 de maio de 2026

CHEIO DE QUÊ?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Está cheio de pena de alguém?Faça uma asa com elas e voe! Enxergue do alto toda a situação e  tenha coragem de pousar no coração daquela pessoa. Avance!

Tua paciência está por um fio? Estenda esse fio para aquele que está precisando e deixe-o entender que você está perto. Quando ele quiser poderá segurar o fio e te encontrar.

Tem sentido a frieza das pessoas? Não esqueça que um iceberg tem muito mais para baixo do que se vê acima do mar. Frieza é amargura interior, é tristeza, é falta de compreensão do mundo. Alguém tá precisando de calor. Talvez o seu!

Você tem muita dúvida sobre a vida? Precisa reconstruir, ler mais, mudar a rotina, aquietar a mente. Respostas podem surgir quando movimentamos a energia.

Está cheio de raiva? Seu fígado pode não funcionar direito e, de repente, você notará cansaço excessivo e coceiras no corpo. Pois é, tua raiva tá se manifestando no corpo. Mude o foco, tome outra direção. Cuide dos órgãos internos.

Seu tempo está repleto de compromissos? É muita promessa para si mesmo, não acha? Que tal achar aquela porta aberta que te levará para o inusitado e um novo conhecimento? Estar sem tempo é só uma questão de organizar. Se não consegue, tem alguma disfunção executiva. 

Está cheio de ouvir ou ler sobre como melhorar a vida e ser mais feliz? Lembre que quando a irritação está dentro de nós, só precisamos de incentivos para ajudar o pensamento a voltar no modo fértil e criativo. Só precisamos nos permitir!

Esvazie a mala pesada, jogando fora o que não torna o caminho mais leve. Se precisar use as belas alternativas espalhadas pelo mundo: riachos, bosques, cachoeiras, praças, areia da praia, lagoas. Sim, tanta natureza que nos recebe para ouvir e transformar. Saia da mesmice, do sofá, de trás da mesa, do computador. Esvazie-se e notará quanto espaço tem para plantar bons sentimentos. De repente, florescerá!

NAMASTÊ