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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

terça-feira, 4 de agosto de 2026

ABRINDO A GUARDA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Hoje percebi algo muito interessante e importante na minha vida. Não sei se isto acontece com todos. Faço tudo para estar bem, medito, rezo, me conecto com o universo e tento tratar bem as pessoas. Sei que nem todos fazem isso, muito menos estão com seu humor e equilíbrio em dia. Isto me faz apenas aceitar o que cada um é. Porém, notei que precisa muita força para fechar nossa aura e não permitir que a rudeza de certas pessoas não nos afetem.

Tive uma experiência a um tempo atrás que me fez surtar, depois de suportar conviver com alguém que reclamava o tempo todo. Percebi o quanto vibramos diferentes com relação à vida e ao que vivemos. E, no que esperava ser uma boa experiência, acabou me sufocando. Tive que trabalhar meu equilíbrio, mas deixei de sentir o prazer que esperava.

E hoje, sem mais nem menos durante uma conversa mal interpretada, abri minha guarda e recebi um soco no estômago invisível, mas com tal energia que pude sentir um apagão na minha aura. Só me dei conta disto quando percebi irritação, dor de cabeça e desânimo repentino em mim. Mas hoje em dia conheço essa vibração negativa e sinto muito que esteja despreparada ainda para este modo. E qual seria este modo?

É quando estamos tranquilos, acreditando nessas pessoas que estão interagindo conosco, sem armar a guarda, porque simplesmente amamos ou simpatizamos com elas. E talvez por isso o soco é tão intenso. E ficamos meio num vazio, sem entender onde foi que erramos, onde foi que estava escrito que meu limite é tão frágil ou que é tão fácil ultrapassar?

Precisa muito para me tirar do sério hoje em dia. Falo de virar a mesa ou chutar o pau da barraca. Porque eu era muito impulsiva antigamente e isso nunca me favoreceu como ser humano que busca evoluir. Vejo tantos falarem de boca cheia que não levam desaforos para casa, mas eu sei bem que isso não é medalha: é lixo! É colocar na bagagem energias pesadas e ser arrogante. Grande atitude para a vida, né?

Enfim, o texto é sobre como dar limites, sendo elegante e não acumulando raivas e frustrações. Opiniões são importantes, mas nem todos aceitam ou ouvem conforme são ditas. Então, o que fazer para se viver bem, quando nos decepcionamos com as pessoas? Talvez nos afastar delas, nos calar, encontrar espaço entre as relações, até que entendam a importância de pensar antes de falar e encontrem a linha do limite pessoal e do respeito por nós e nossa saúde. Caso contrário, o que realmente vale a pena? É para se pensar... Ainda bem que soube o que fazer para apagar.

NAMASTÊ 

sábado, 1 de agosto de 2026

O MOMENTO DE ACEITAR

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Em cada fase de nossas vidas só se evolui e cresce se mantivermos a humildade. Observar os mais velhos e experientes é uma prática saudável e inteligente para se alçar vôos. Hoje minha neta me viu costurando e perguntou como aprendi a fazer isto. Disse à ela que observei minha mãe e avós e fazia perguntas a elas. Também expliquei que as pessoas aprendem, quando têm interesse no assunto. Acrescentei que é o mesmo que cozinhar. Aprende-se com observação, tentativas e erros.

Na vida os momentos são muito importantes, principalmente se entendemos que aprender é fundamental, mas aceitar que estamos ficando mais defasados também. Num momento estamos ensinando, noutro aprendendo. E está tudo bem, pois a vida é um ciclo onde toda informação é muito rápida e avança mais que nossa capacidade de adaptação. Isto porque vamos preferindo outras atividades, assuntos e até o relaxamento mental. 

De repente, ensinar como costurar só servirá para aqueles que têm paciência e são precavidos. E os mais velhos, da mesma forma, podem aprender a tecnologia para sua própria sobrevivência. Devemos entender em que momento estamos e prestar atenção nas necessidades futuras ou que possam nos pegar de surpresa. Precisamos uns dos outros e a humildade em dizer "me ensina" é necessária, trabalhando nosso ego e a soberba em achar que sabemos tudo.

Crianças e jovens precisam observar, questionar e querer aprender com os mais velhos. E estes, precisam saber que chega um momento em que a mente cansada pode causar apagões, confusões e até problemas. Por que não aceitar que o corpo está dando sinais e pedir ajuda? Ter orgulho de ser forte é justamente um peso que carregamos por ouvir o tempo todo que temos essa força, mas às vezes só queríamos poder relaxar, sem ter que provar nada para ninguém. E também ter direito ao erro.

Em todas as idades passamos pelo momento de aceitação. A diferença é que em mais jovens, aceitar a ignorância é buscar aprender, entender a vida e ampliar os horizontes. Na velhice, aceitar o desconhecimento das coisas que ainda não se pôde aprender, significa resiliência e maturidade. Todos têm direito de aprender algo que interessa, seja lá em que idade estiver. Mas todos precisam ter consciência de ensinar os outros com respeito e paciência conforme essa idade. Só precisamos respeitar, ao invés de criticar, banalizar ou diminuir alguém. 

Isto transforma pessoas, isto aquece o mundo de amor. Tivemos quem nos ensinasse e agora somos ensinados. Isto é a beleza da vida e a sequência das gerações. É só aceitar o momento!

NAMASTÊ 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

PROCURAR CABELO EM OVO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


As cobranças sobre nossas atitudes são fatores que mais nos afastam das pessoas. Todos já devem ter tido experiências, onde nos fazem perguntas sobre nosso comportamento que nem sabemos responder. 

Não levando em conta sentimentos de antipatia e vinganças, onde exercemos desdéns sobre aqueles que nos feriram, muitas pessoas vêem cabelo em ovo e começam a remoer dúvidas sobre as atitudes de alguém. E os questionamentos começam: Por que estava afastado? Por que não falou comigo? Por que não me responde? Esses são apenas alguns exemplos que surgem quando nos sentimos limitados ao grupo ou sem retorno.

Nossa mente é maquiavélica se nos deixarmos à mercê dos pensamentos. O problema é que vamos nutrindo frustrações e o coração começa a gelar. O pior é quando, ao imaginar tais coisas, procuramos fazer os outros acreditarem que tal pessoa está irritante, inoportuna e tediosa. Colocamos um crachá invisível nela, marcando-a com nomes que normalmente não tem a ver com seu momento ou vida.

O nome disto é difamação por conta da própria decepção. Não seria mais fácil perguntar se existe algum problema que se possa resolver juntos? A fofoca é exatamente isso. Queremos que os outros nos apóiem para que o sentimento de raiva se volte para quem, às vezes, nem sabe do que se trata. Talvez tais pessoas não estejam bem emocionalmente, talvez estejam conectadas aos seus próprios problemas, ou ainda estejam só sem vontade de interagir. 

Devemos parar de procurar cabelo em ovo e começar a respeitar o momento de cada um. Se nos sentimos desamparados ou marginalizados, temos duas saídas: uma é a porta e o caminho de casa, outra é tentar interagir normalmente. Muitos ficam sofrendo porque têm receio de ir contra a socialização, mas o respeito se faz quando primeiro respeitamos a nós mesmos. E criar estigmas sobre o comportamento alheio só mostra quem somos realmente: pessoas carentes buscando atenção forçada. Às vezes, por causa de um julgamento antecipado deixamos de conhecer melhor pessoas do bem e de ter com elas momentos que simplesmente apaguem aquele em que nos sentimos desprezados. O aprendizado nisto tudo é conhecer quando alguém realmente está magoado conosco ou quando tem mais assuntos a resolver do que nos agradar.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

QUEM VÊ CARA, NÃO VÊ DOM

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Se tiver uma plaquinha de médico numa mansão e ao lado a mesma placa numa simples casa de madeira, para qual você marcaria consulta? Pois te digo que ambas podem ter o dom da medicina, mas a sociedade desvaloriza quem não se apresenta profissionalmente com estilo, com roupas caras e ambientes sofisticados. Podemos cometer sérios erros em buscar o que enche os olhos. Estamos ficando arrogantes em não dar chance ao simples.

Porém, se você vai numa cartomante, normalmente é uma pessoa humilde, a não ser que seja aquela que te pede horrores para fazer um trabalho "espiritual". E procuramos por ela. Quem admira xamãs não se importa que morem em aldeias. Buscam para serem curados e não por causa da ostentação de roupas e materiais. Bruxas normalmente são as idosas que vivem mexendo em plantas e fazendo chás e amam o simples. Pedreiros usam roupas manchadas, mas são eles que consertam, que entendem pela prática e experiência. Literalmente colocam a mão na massa.

Não é sobre distinguir quem é ou não é por causa das finanças, mas sobre não se deixar levar pelo visual. Existem pessoas que trabalham pela cura, consertando ou realizando qualquer outra profissão que são extremamente capacitadas a fazer seu trabalho de forma digna e, às vezes, muito mais condicionadas pelo dom, do que aquelas que apenas focam na apresentação física ou material. Alguém resolveu que se você está mal vestido, não tem potencial para atender clientes ou pacientes. Mas quem vê cara, não vê dom. Precisamos dar chance para quem sabe, porém não se sente à vontade ou não faz seu estilo usar roupas luxuosas. São pessoas que usam o coração, ao invés da volúpia. Usam o dom, ao invés da vaidade. 

Estamos esquecendo quem são as benzedeiras, os verdadeiros curandeiros, trabalhadores braçais, para olhar requinte, beleza e ostentação.  Antigamente, os bons médicos faziam visitas em casa, o padeiro passava de carroça, o leiteiro deixava o leite no portão. Tudo tinha mais interação. O mundo mudou sim, mas não precisamos dispensar a sabedoria dos mais simples, focando nos conselhos de "coaches" que querem apenas encher seus bolsos e modificar a mente de todos. Cada um tem direito a ser o que é, assim como também escolher com quem trabalhar e acreditar. Mas pensar com o coração normalmente traz acertos, pois onde o dinheiro corre solto (mesmo afetando hoje em dia os antigos) é atirar num alvo com venda nos olhos. Às vezes a sorte pode estar a nosso favor, noutras não. O mal está em julgar o que está por fora, sem perceber o valor interior.

NAMASTÊ 

segunda-feira, 27 de julho de 2026

TODO SILÊNCIO FALA

Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Eu queria que o silêncio pudesse ser ouvido. Ele diz tanto através de olhares e até mesmo na ausência. É como se a fruta mais bonita ficasse no topo da árvore, mas ela só servisse para aguçar nossa imaginação no sabor. Só que se conseguíssemos chegar até ela, estaria apodrecida, comida pelos pássaros.

Se as palavras que se escondem através do silêncio fossem desmascaradas, haveria alguma paz entre as pessoas? Todos fingimos suportar, aparentamos aceitar, simulamos falsos sorrisos e vivemos teatralmente buscando aceitação.  Nossos pensamentos não combinam com nossos atos ou palavras. E é triste observar que no momento da ausência somos a pauta da conversa, com julgamentos que em nossa presença só são feitos pelo silêncio.

Porém, quando entramos num processo de libertação (o que diga-se de passagem precisa muito mais que força), o silêncio parece gerar perspicácia e, cautelosamente vamos desatando nós e afrouxando relações. Nisto tudo, o difícil se faz em trabalhar a indiferença do que realmente sentimos. Fomos criados, ensinados e até amarrados aos padrões de vivenciar situações frustrantes, cujo silêncio grita pelo socorro que ninguém se dá ao luxo de ouvir. E as palavras saem em formato de impulsos psíquicos. Tal energia acaba por nos dar mal estar e os pesos da ansiedade  e fracasso. 

Que vontade de gritar aos sete cantos do mundo que eu sinto! E que sentir não é sinônimo de dramatizar, mas de perceber. Que posso me calar, mas não consigo parar de vivenciar o que dói. Afinal, ninguém quer existir por existir, mas sim fazer parte e estar no coração. O silêncio é só uma ferramenta de controle para que nada de bom se perca. 

Há muito mais no silêncio do que nas vozes. Estas mentem, aquele é verdadeiro. Palavras são ensaiadas para os aplausos e a admiração. O silêncio é o diretor da sinceridade, cujo corpo se torna o grande ator revelador - basta observar! Mas queremos ouvir e sermos ouvidos, imploramos e nos ajoelhamos para que o silêncio solte seu grito. Porém, o sábio o mantém a sete chaves, pois revelar todas as armas nos faz vulneráveis demais. E o mundo está repleto de feras, prontas a nos consumir e nos calar. Melhor falar silenciosamente.

NAMASTÊ 

domingo, 26 de julho de 2026

VONTADE DE NÃO FAZER NADA


 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Hoje não tô com vontade de nada. Estou com aquela sensação de melancolia, saudades de quem já se foi e que eu não posso mais sentir fisicamente o abraço. Nestes dias cinzas isso acaba acontecendo. Nossos corações se cobrem de lembranças, aquecendo a vida e diminuindo a agitação habitual. E está tudo bem!

Desacelerar é saudável também. A gente entra no modo recordações e vários sentimentos começam a brotar. Viajamos pelo tempo e alcançamos espaços esquecidos, mas que são sempre bem-vindos para lembrar quem somos e de onde viemos. Atitudes que marcaram nossa história e que nos fazem pensar, agir e dar um novo recomeço.

Preciso fazer um bolo para deixar a cozinha cheirosa, com cara de amor. Olho para minhas plantinhas e lembro da beleza que era ver algumas na entrada e nas paredes da casa dos avós. Entendo completamente de onde vem minha paixão pela natureza.  

Minhas raízes são profundas, sinto a terra me acolhendo e fortalecendo a seiva de todas as minhas veias. Me sinto parte de algo maior do que o que vejo. Isto é simplesmente esplêndido! Parar, sentir e absorver o momento, a vida e a beleza da existência.

O sol tenta iluminar minha casa, com raios tímidos e tudo fica ainda mais divino. Só me deixo voar nos pensamentos, dançando com a energia que se esconde dos olhos, mas que age no coração. E sinto presenças, risos e olhares amorosos construindo uma clareza de amor e alegria na vida.

A vontade de nada é cheia de tudo. Coisas que deixamos passar, desde emoções, até sentimentos que já esquecidos, afloram com intenções definidas em nos transformar e libertar. Que venha toda essa libertação! Está tudo escrito nas estrelas, nos raios de sol, no cheiro da mata, no barulho da água correndo entre as pedras, na areia fina deslizando sobre nossos pés. O que precisamos é colocar em nossa agenda: hoje não vou fazer nada, vou me encontrar com meu Eu e me entregar ao que Sou em essência.

Precisamos aprender a respeitar este dia na vida dos outros. Deixá-los fluir, buscando recarregar algo que não se faz com pressa, nem barulho. Porque também nós precisamos e sentimos esta necessidade. Cada alma sabe bem quando precisa se conectar com o Divino. E não temos fios instalados na parede, mas conexões alimentadas pelo amor que temos, com vontade de se expandir pelo cosmos.

NAMASTÊ 

...vou fazer o bolo😍


sexta-feira, 24 de julho de 2026

VERDADEIRA IDENTIDADE

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Como tudo na vida, o tempo nos causa transformações e estas vêm acompanhando aprendizados, manias, mudanças físicas e maturação. Acontece que tudo isto não é uma transformação coletiva igualitária. Uns se destacam mais, outros não buscam o conhecimento em alguma ou nenhuma área.

Se pensarmos que a vida é feita de estágios, vamos envelhecendo levando em nós toda uma história que fica guardada em cada parte do nosso corpo. Nas lembranças está nossa infância, adolescência, juventude, a fase adulta e cada momento de nossa velhice. Casa fase, com novas descobertas e vivências criam mudanças corporais e mentais. 

A diferença entre as pessoas é justamente quando se dão ou não conta de tais mudanças, que no fundo é o normal da vida. Uns ficam estacionados na sua ignorância ou na criança birrenta, enquanto outros precisam lidar com o excesso de adultismo. Usar os papéis que tivemos durante a vida pode ajudar a tornar a vida séria ou divertida, quando necessário. E é por isso a importância de ter limites e respeitar a vida do outro, sem impor o que achamos correto com ignorância e sendo ditadores.

Na verdade, nossa verdadeira identidade é uma mistura de tudo que somos, nos transformando em pessoas únicas, especialmente agradáveis ou excessivamente irritantes. A cura sempre está na humildade e em aceitar a falta da própria autoconsciência, buscando uma forma saudável em evoluir com mudanças internas. Nunca é tarde demais para deixar de ser arrogante e entender que sua suposta forma de ser "dono de si" é apenas um escudo de controle sobre sua vida e a dos outros.

Quando aceitamos cada fase das idades e levamos o melhor das anteriores conosco, nos convertemos em pessoas conscientes, inteligentes e preparadas para o mundo. Isto inclui boas experiências, a força da busca autônoma, sem viver como ganchos pendurados nos outros. A alegria e os bons sentimentos, sem querer superar os outros na forma como eles são, somente por egocentrismo, e usar o que temos para crescer em corpo, mente e espírito, completam o ciclo de nossas vidas. Lembrando que o que vemos no espelho, não é exatamente o que o outro vê sobre nós. Pois o espelho não mostra nosso interior, mas os outros percebem através de nossa forma de ser, das palavras que saem de nós e das atitudes que temos ao interagir. 

E, lá na frente, teremos orgulho real da vida que tivemos na Terra se entendermos o verdadeiro significado de ser, através da busca em evoluir.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

PRESTE MAIS ATENÇÃO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



É, o tempo parece que está voando mesmo. Fui até a panificadora e comecei a reparar que meus vizinhos estão indo embora. Aqueles que passaram grande parte da vida nos cumprimentando, parando para conversar ou nos ajudando de alguma forma. Algumas casas estão com placas de "vende-se" e as casas estão vazias. Uns estão doentes e precisando da família, outros simplesmente não querem mais ficar sozinhos.

Comecei a pensar que este ano alguns familiares e conhecidos deixaram de viver e que aquela época em que nem pensávamos nisso foi embora. Uma nova geração começa aos poucos a se despedir, uns muito rápidos e outros silenciosamente. E estou entrando nesta geração, me preocupando em como tudo irá ficar para trás. Percebo que a gente apenas deixa de existir e a vida continua normalmente. Tem que continuar! 

Seria bobagem escrever sobre como queremos que seja nossa despedida? Na verdade, velórios são tão frívolos que sempre achei meio constrangedores. Mas, voltando ao tempo, essas casas vazias e pessoas antigas colocando suas posses em caminhões de mudança trazem uma certa melancolia. Nos acostumamos com aquela vizinha das plantas, ou o senhor que costuma sentar-se embaixo da árvore em frente de casa, num painel decorativo para nossas vidas. De repente, eles somem como se alguém resolvesse passar o pincel na tela.

Esses "amigos" da vida deixam suas histórias que nos contavam com alegrias ou desespero. Nossas casas vão passando para outras mãos que, ou são transformadas completamente, ou os novos se instalam apenas, dando uma nova personalidade. Os que ficam aprendem a receber os que chegam tímidos, ou percebem o antisocial tentando ser gentil. Sim, a vida é um carrossel girando sem parar e alguns vão caindo fora na força centrífuga. 

Como sou meio nostálgica, certos acontecimentos me fazem pensar na vida e em como o frenesi nos afasta dos bons tempos em que os avós, pais e vizinhos traziam as cadeiras para frente das casas, fumavam os palheiros ou tomavam o chimarrão, contando causos, enquanto a criançada se encontrava na rua para correr e brincar. Isto ia até o sol se pôr, mas nas cidades grandes não se vê mais. Talvez ainda no interior.

Enfim, uma simples caminhada até a panificadora me inspirou a perceber melhor a vida. Portanto, sugiro deixar o carro na garagem e aproveitar melhor a sua ida às compras, observando as pessoas e os acontecimentos que estão ocorrendo. Aproveite! Tem muita história para sonhar e viver!

NAMASTÊ 

QUAL É A SAÍDA?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Estamos todos dentro da aura da Terra. Vivemos com as emanações do planeta, com a energia de cristais, da força telúrica e cósmica. Todos recebem o mesmo, mas nem todos têm consciência destas forças. Como os pensamentos se unem ao nosso redor, captamos diversos tipos de energia, desde as boas, até as piores possíveis.

Os mais sensíveis costumam se afastar de locais fechados e tumultuados por não se adaptarem a algumas dessas energias. Muitas vezes nem sabem e arrumam desculpas para não participarem dos eventos tentando se preservar do incômodo. Outros levam consigo dores de cabeça ou mal-estar. Há uma mistura grandiosa de fontes energéticas por todo lado e só precisamos entender e estar atentos a elas. Isto não significa que precisamos nos isolar, mas que precisamos conhecer com quem interagimos, onde vamos e como fazer proteções.

Vivemos diariamente fechados em escritórios, ambientes públicos, igrejas, meios de locomoção e até nossas casas. Esta última é a principal fonte de preservação de nossas vidas. Precisamos abrir janelas, movimentar a energia e fazer limpezas, tanto físicas como espirituais sempre que possível. O ar acumulado vai deteriorando e começamos a ter sintomas de insônia, dores de cabeça, desânimo. Necessitamos reciclar e proteger nossa força vital sempre que possível. Alguns sentem muito mais que outros e a antipatia não significa falta de amor, nem isolamento, mas instinto de preservação.

Respeitar a ausência de alguns é entender a sensibilidade ou necessidade dessas pessoas não quererem se expor ou até não se sentirem à vontade com tanto barulho. E o barulho pode vir de uma única pessoa que não pára de falar. Com o tempo, mudanças ocorrem no padrão de comportamento de alguns, conforme estudos e técnicas de autoconhecimento e, o que antes era diversão, hoje pode se transformar em algo penoso e acabamos esponjas. Precisamos escolher entre agradar a nós ou a muitos. Isso implica em desagradar pessoas e virar alvo de comentários. Mas, até onde isto afeta? Obviamente, é um motivo para mais uma limpeza energética.

É difícil encontrar a saída para uma sociedade exigente, que nem sempre aceita ser enfrentada com mudanças. Na desculpa do amor, obrigam pessoas a ser o que não são, irem onde não querem ou fazer o que não sentem vontade. E a prisão emocional é uma das piores para se viver. O amor não está na obrigação, mas no sentimento diário de acolhimento, ajuda e atenção. 

Presos estamos todos na energia da Terra até nosso último suspiro. Mas não precisamos tornar nossas vidas acumuladas de pesos e prisões emocionais para apenas satisfazer egos e padrões. A fluidez do ir e vir quando se sente vontade é o melhor remédio para relacionamentos sadios. Mas ainda nos sentimos juízes e algozes das decisões alheias, mesmo não sabendo realmente o que se passa em cada coração. Porém, quando se trata de nós, inventamos rapidinho motivos para desfazer encontros e convites. Pense nisso!

NAMASTÊ 

terça-feira, 14 de julho de 2026

DECISÕES ERRADAS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Este texto é sobre carregar pesos desnecessários. Aqueles que nossa intuição já apontava, mas que as dúvidas sobre ser ríspida demais ou duvidar do próprio coração nos fazem desviar do caminho certo. Isto acontece sempre em nossas vidas, se o orgulho nos domina ou se não confiamos o necessário nas nossas possibilidades.

Precisamos ter coragem de realizar os sonhos sem intervenções e palpites, ainda mais quando ouvimos dentro de nós uma dúvida sobre a quem contar ou nos fazer companhia. Muitas e muitas vezes, trilhar o caminho solitário é necessário para aproveitar melhor os presentes deixados pelo universo. Se sentimos o chamado precisamos ir com fé e consciência de que lá estará tudo que precisamos para cuidar de nós. 

Já provei isto em várias ocasiões na vida e fui abençoada com anjos pela estrada, aprendendo a ter paciência, resiliência e dinamismo. Ainda assim insistimos fazer as coisas um pouco diferentes, mesmo tendo dentro de nós um rumor pedindo que continue na trilha já aberta por aqueles que nos protegem. E pagamos o preço por não ouvir.

Quando queremos algo mais do que apenas conhecer pessoas e lugares, precisamos da conexão com a divindade. E isto se faz na introspecção e respeito, atributos que nem sempre encontramos, principalmente quando pensamos ajudar aqueles que são medrosos, ansiosos ou controladores, mas ainda não estão suficientemente abertos para o processo. 

Talvez tudo seja parte de um plano maior, onde tal bagagem nos ensine a lidar com os desajustes da vida. Precisamos estar preparados para eles! Não há crescimento sem saber como o mundo fora de nós funciona. Não podemos nos acomodar só com acertos, pois nossos erros são necessários para equilibrar o peso na balança. Acontece que depois precisamos agir com precisão e retirar estas sobrecargas emocionais que nos corroem cada vez que nos culpamos ou pensamos no assunto. Esta limpeza é necessária, porém seria ótimo se conseguíssemos apagar pensamentos e lembranças. 

Mas podemos seguir em frente, certos de não repetir os erros, de ouvir a intuição e de andar no caminho com pessoas que respeitem nossas pegadas, se as convidarmos para conhecer nossa jornada. Não é sobre ignorar ou ter soberba, mas sobre nossa missão construída com quem nos olhe e compreenda, conectando energias que se completam.

NAMASTÊ 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

ENQUANTO A VIDA TEM CHANCE

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Enquanto ela chora, alguém se admira com a novidade.

Enquanto um se assusta com um golpe, outro recebe de volta o que emprestou.

Enquanto uns preparam o velório,  outros recebem uma nova vida na Terra.

Enquanto uns esperam pacientemente, outros se apressam sem perceber os detalhes.

Enquanto uns nem percebem os gastos, outros contam moedas para suprir suas necessidades.

Enquanto uns passam horas estudando uma nova descoberta, outros passam horas bebendo nos botecos.

A vida se disfarça e nos pega de surpresa. Os acontecimentos chegam pé ante pé ou como aviões supersônicos. O que muda é o destino de cada um, ou o que há dentro de nós? É a intenção, ou a natureza, o espírito, ou o caráter?

Por mais que admiremos alguém, não seremos igual, pois não é só o jeito, mas os sentimentos, a inteligência, a vontade que cada célula carrega. A singularidade é o que há de mais belo na criação. Preenchemos vazios, acalentamos a tristeza e admiramos o que só nossos olhos conseguem ver. 

Nem todos gostam do azul, nem todos usam vermelho. Porém, em algum momento podemos experimentar o que a oportunidade sugere, o que o coração transborda ou a mente recria. Mas, enquanto uns constroem, outros usam as fichas apostando em destruir, implantar medo e forçar situações.

Talvez hajam filas de valores ao vir para a Terra e cada um escolhe em qual deseja encarnar. Almas ainda testando a evolução e definidas em suas próprias consciências. Ao olhar para o mundo só enxergamos diferenças, algumas bem definidas, outras fantasiadas a fim de tentar ser o que sonham. A questão é que quando a humildade estiver sendo cultivada e a força for companhia, talvez a gente chegue onde quer, sem ter que afastar de ninguém a estrada que ele está a construir. 

Então, enquanto uns descobrem a cura, outros poderão ser curados. Mas isto é um mundo novo, onde a fila da virtude será uma só.

NAMASTÊ 


domingo, 12 de julho de 2026

O GRITO DA SAUDADE

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Quando a saudade se instala no peito, imediatamente a mente forma imagens, seja do lugar ou da pessoa. Cenários se tornam lembranças, palavras surgem como nuvens no céu e o coração chega a doer. A vontade é viver novamente aquilo que um dia marcou. É um olhar, um abraço, o sol batendo no lago, a paz em cima da montanha.

E, quanto mais pensamos e imaginamos tal época, mais externamos uma energia que, ao mesmo tempo é frustrante e impulsiva. O desejo de reviver alguns momentos é como néctar na experiência da vida. Tal energia é emanada pelo ar e viaja no espaço-tempo indo ao encontro de quem sentimos saudades. 

Não é à toa que os mais sensíveis e conectados espiritualmente acabam sentindo essa energia e entram em contato conosco, ou também pensam em nós ao mesmo tempo. No caso de momentos em determinados locais, estamos emitindo certa melancolia a eles. Da mesma forma que podemos sentir lugares cuja energia tem maldade e tristeza, outros têm paz e força.

É bom termos saudades! Isto significa que amamos aquele momento da vida, amamos tais pessoas e queremos novamente poder estar com elas. Saudades parece explicar o desejo de estar junto, de tocar, ouvir e olhar para alguém que estimamos. Se esta pessoa já não faz mais parte da vida é possível que estejamos nos conectando com sua energia espiritual. Não deixa de ser um momento em que há um reencontro através da imagem registrada na mente.

Lembrar não é o mesmo que sentir saudades. Esta é um coquetel de sensações boas no corpo, quase impulsiva o suficiente para que nos entreguemos a loucuras. Porém, ao mesmo tempo, quando acordamos e tomamos consciência do aqui e agora, nos sentimos desapontados, pelo menos momentaneamente, já que não podemos ter novamente aquele instante tão marcante. 

A saudade ajuda-nos a agir e, se realmente queremos, vamos nos inspirar, abrir caminhos e vencer obstáculos para que pessoas e lugares possam ser revisitados. Talvez nos inspire a rezar para alguém que precise de tal energia. Fato é que ter saudades não deixa de ser um sinal que a vida nos dá para que nosso coração possa ficar em paz, com a certeza de que o que é bom pode ser repetido, se movimentarmos o que parece impossível através da energia que enviamos. 

NAMASTÊ 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

CUIDE DO QUE PENSA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)

Nos momentos de raiva, cansaço extremo ou desilusões, deixamos a mente descontrolada, sem um raciocínio condizente com o que sentimos por alguém. Apesar do momento cheio de fúria, sabemos exatamente o amor que sentimos. Talvez por causa deste amor tão intenso, não controlamos a frustração e nos deixamos levar pelo próprio orgulho da falta de equilíbrio em tudo.

Acontece que pensamentos são energia e, se não temos paciência para mudá-los, acabam afetando mais ainda as relações estremecidas e já deterioradas. Cuidar do que pensamos e falamos é necessário quando não conseguimos ser o ideal nos papéis que exercemos e que imaginamos. Isto é necessário para que um dia a culpa não nos corroa e o arrependimento por não ter sido mais amoroso no tempo certo seja a oportunidade perdida.

Seria mais fácil amar, se todos conseguissem ser perfeitos, mas tal perfeição vem de como a vida tem nos tratado. Muitos não se conformam com o que tem e se sentem angustiados, outros já sofreram tanto, que tornam-se amargos. Infelizmente, a busca por trabalhar sentimentos através da espiritualidade, ainda é inabitual. Deixar ir o passado é limpar tais pensamentos, colocar sonhos e projetar beleza na própria vida. Precisamos nos estimular a fazer isso.

A medicina usa drogas para acalmar os pensamentos, mas não os elimina. E a pessoa apenas amortece a vida, sem ter chance de expandir a própria consciência com a oportunidade de sentir a felicidade real. Enviar a energia de maus pensamentos para alguém que nem tem a sorte de poder se defender é realmente algo irresponsável, principalmente se sabemos o amor que temos por ela. 

Nossos pensamentos fazem mal também a nós mesmos, já que a energia é absorvida pelas células. A própria oração que o Senhor nos ensinou diz: " livrai-nos do mal, amém"! Este mal que o ser humano alimenta dentro de si e que vai se expandindo por tudo, até que ao olharmos no espelho, veremos nossa face sem luz, sem brilho e sem felicidade. O corpo aos poucos se acostuma com tal energia e vivemos fingindo que a vida é feliz, com extremo consumismo, vaidade e ilusões, mas por dentro vivemos uma deterioração que o tempo irá cobrar. 

Portanto, comece hoje a acreditar, a ser mais amoroso, a ter melhores escolhas nos próprios pensamentos, mesmo que pareça impossível. Porque só no tempo de Deus as coisas serão resolvidas e a vida de todos poderá ser mais leve. Acredite em si, ajude quem precisa de apoio ao invés de exterminar chances de recuperação, tanto física, quanto espiritual.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 9 de julho de 2026

VOLTAR TAMBÉM É BOM

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Amo viajar, ir para lugares que nunca conheci, principalmente aqueles que me ensinam algo. Quando viajamos, entendemos que somos maiores, que nossa energia é expansiva e que podemos ser mais do que o que somos diariamente. Não é sobre soberba, mas sobre despertar. Há uma grande diferença entre viajar para se libertar e viajar para mostrar poder.

A escolha de lugares diz tudo sobre cada um. Prefiro os simples que tenham muita natureza e os que me ensinem algo sobre a vida, o passado e as pessoas. Porém, cada um sabe como atingir seus sonhos e o que quer trazer na bagagem. Cada pessoa está no seu processo de despertar.

Uma viagem tem que dar sabor, tem que dar paz e aprendizado. Devemos voltar sempre com certezas. Algumas mudanças nas escolhas, no estilo ou na maneira de se ajustar podem ser necessárias para dar mais certo o encantamento e a leveza dos momentos. Viajar também é experienciar o mundo! Um mundo muito mais amplo do que o da nossa rotina. E quanto mais se viaja, mais entendemos pessoas e as conhecemos fora de seus padrões habituais.

Não sei os outros, eu amo viajar, porém também amo voltar para o meu ninho. Chega uma hora que estar junto a tudo que faz parte da minha vida é necessário, é pacífico e fortalece o coração. Ao visualizar da janela do avião a chegada em Curitiba, minha cidade querida, com um horizonte digno de um quadro de proporções infinitas, senti gratidão.

As cores iam do vermelho, laranja, amarelo, verde claro e azul, numa linha imensa, acolhendo a capital paranaense que já se iluminava com a luz nas ruas e casas. Senti libertação e paz! Fui grata a Deus por cuidar de mim e de todo o caminho que percorri, me trazendo de volta ao convívio do lar. Ao desfazer as malas, as lembranças físicas e emocionais que trouxe ficarão para sempre, contando cada passo que dei e cada lugar que me acolheu, com pessoas maravilhosas. E com a graça divina sempre encontro os anjos pelo caminho.

Mas como ninho é ninho, aquele lugar todo nosso, onde sabemos exatamente onde tudo está, com nosso calor e cheirinho, com toda energia e carinho, voltar é um dos melhores momentos da viagem. Sim, a rotina reinicia, desligamos o modo avião e voltamos a nos conectar com o aqui e agora. Mas tudo isso é parte de uma vida de crescimento, cuja maturidade só vem com o tempo, a consciência e a amplitude de um espírito livre. E o mais importante e transformador é a sensação de pertencer ao lugar. Sensação esta que nos ensina a dar valor ao que somos em essência.

NAMASTÊ 


sexta-feira, 26 de junho de 2026

VOCE É O QUE É, SEMPRE?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Tirando alguns fatores como a presença de muitas pessoas estranhas à nossa convivência e talvez o próprio protocolo social, percebo muitos camaleões sociais, cujo comportamento muda completamente em reuniões. Se fosse só o comportamento, talvez não fosse tão preocupante quanto o é sobre a própria personalidade, que se transforma. E isso nos diz muito sobre pessoas, em quem confiar e com quem queremos estar, afinal se alguém muda seu jeito, suas palavras e atitudes, algo não está tão explícito sobre quem ela realmente é.

Todos devem conhecer alguém divertido, engraçado, humilde e simples quando está conosco, mas que se transforma em arrogante, onisciente e irritante quando está em grupo. Aquela pessoa que faz questão de te deixar sem graça com comentários desnecessários sobre seu jeito. E o que leva uma pessoa ser esse camaleão social?

Quando somos autênticos em qualquer lugar ou com qualquer pessoa, isto pode ser motivo de inveja ou ciúmes, levando o outro a tentar chamar a atenção para si através de atitudes que a sociedade elegeu como "elegância", mas que na verdade é apenas um rótulo na garrafa que não faz parte do conteúdo interior. 

O que é original é especial. E não estamos falando de comportamento imoral ou inadequado, que têm a ver com a educação. É sobre ser fiel a si mesmo, sendo alegre, compreensivo e protetor não só entre duas pessoas, mas a todo momento. Como julgar alguém que quando está a sós conosco é um e no social se transforma em irritante e cheio de moral, buscando oportunidades para nos envergonhar? 

Precisamos ser quem somos, sem medo de avaliações vindas de pessoas que não são felizes, não são honestas consigo mesmas e nunca saberão o que é ser quem realmente queremos ser. Pessoas transparentes são sinônimo de confiança e poder. Têm energia da luz divina e, talvez por isso, sejam alvos dos que não conseguem se iluminar, a não ser comprando pessoas com palavras que todos querem ouvir, ou com encenações de bondade.

É triste gostar de alguém, mas perceber este tipo de atitude quando estamos com outras pessoas. A única explicação é a de que estes oportunistas sociais precisam de aplausos e conquistar pessoas com a mesma energia, a fim de obscurecer quem brilha. Humilhar é uma forma de se colocar acima do outro, provocando queda energética em quem brilha. Quem concorda com as chacotas, provavelmente tem a mesma índole.

Admiro aqueles que tem coragem de ser exatamente o que são, pois é deles que vem a verdade. E conseguimos saber exatamente quem se fantasia e quem é o que é, estando a sós conosco ou numa multidão. Assim são os grandes e únicos que, muitas vezes são temidos pela real coragem de ser por fora o que são por dentro. Portanto, ser original é um grande avanço em toda energia que circula ao nosso redor, capacitando o entendimento de quem somos nós! Ganhar pontos é quem ainda joga com a própria vida, sem compreender que a beleza está em ser quem se é.

NAMASTÊ 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

O AMOR E O INVERNO

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Pode fazer o frio que fizer, meu coração sempre estará aquecido.

Um vento gelado, às vezes, pode até balançar a esperança, mas ele é forte. Espera, suporta e não se entrega. Ama apesar de! 

E o amor é assim. A gente treme, mas aquece. A gente chove, mas o sol aparece. A gente silencia, mas só da boca para fora, porque por dentro gritamos, sentimos e expandimos. E como é bom acordar amando! Parece que tudo fica mais fácil, bonito e iluminado. 

Como no frio, que cobrimos o corpo com mais roupas, o coração também se aquece mais com a bondade, a lembrança e o carinho vindo ao nosso encontro. Nem sempre respondemos aqueles que entregam diariamente sua afeição por nós com seus "bom dias". É como se colocassem uma echarpe num coração que possa estar frio e endurecido, magoado ou apenas distante. Mas esse coração se aquece e entende que é lembrado. E suspiros são como o vapor que sai do gelo aquecido.

É por isso que abraços são tão bons e aconchegantes. Os corações se tocam e o calor dilata. Se pudéssemos ver a energia que o amor causa num abraço verdadeiro, talvez isso se tornasse mais frequente. Porque envolve não só as pessoas, mas tudo ao redor. É como o sol que derrete aos poucos a geada. E quantos precisam derreter o gelo acumulado em seus corações!

Quem tem um pouco mais de sensibilidade, sabe que olhando nos olhos de alguém, que são as portas do coração, percebe quando esta pessoa precisa ser agasalhada, aquecendo seu coração e dando esperança para continuar. Talvez ela se esquive, conforme a raiva ou mágoa guardados, mas com jeitinho podemos perguntar se quer experimentar um casaco quentinho. E muitas se entregam!

O inverno tem essa beleza de momentos mais juntos e a vontade de expandir nosso calor, principalmente para aqueles que estão frios em sentimentos. Vamos doar o que temos sobrando! E, se estamos felizes e com o amor em dia, por que não levar esse amor e calor aos que estão esperando pela luz aquecer suas vidas? Isto é pura energia se ampliando para o universo. Seremos instrumentos a tocar músicas mais suaves e ritmos que embalam qualquer coração.

NAMASTÊ 


sexta-feira, 19 de junho de 2026

AS DESCULPAS QUE MAGOAM

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Já reparou como temos mania de encontrar respostas para o desprezo ou erro das pessoas que amamos? "Ah, coitada, está muito cansada! Ele tá cheio de coisas na cabeça! Eles são assim meio estranhos! O marido ou a esposa não deixa ela ou ele ter atitude!" E por aí vão as desculpas. Protegemos naturalmente aqueles que nos são valiosos, mesmo sabendo que não é bem a verdade. Mas, nos conformarmos com as desculpas que damos para a ingratidão, descaso ou desfeita de tais pessoas, coloca um curativo no nosso coração entristecido amenizando a dor, mesmo sabendo que não é bem a verdade.

Ainda não somos verdadeiros o suficiente ao ponto de dizer "não quero fazer isto ou me encontrar com você neste momento". O jeito de falar é que muda tudo.  Normalmente, para nos impor e já colocar um ponto final no assunto, falamos num tom não muito acolhedor e isto acaba ferindo. Talvez por medo disto, por orgulho ou pela simples falta de coragem em dizer o que pensamos, inventamos histórias que nem sempre se encaixam perfeitamente no contexto. Ambos os lados sabem que há uma mentira naquela página, mas convivemos com ela para não criar intrigas.

Na verdade, o que acaba machucando mesmo é que criamos expectativas sobre o que gostaríamos de fazer com ou por alguém, mas nos deparamos com um bloqueio na estrada. Precisamos sofrer com isto? É a pergunta que vale ouro! Infelizmente, há uma série de sentimentos que começam a brotar sobre se somos amados, se nossa companhia é maçante, se somos um peso físico, emocional ou financeiro e isto tudo acaba nos levando a questionar a vida. Se não conseguimos nos desvencilhar disto tudo, entramos em depressão. E, mesmo se nos chamam, às vezes, não conseguimos mais ser autênticos, receando nos tornar incompreendidos. Isto acontece muito, mesmo que se negue ou se tente esconder com frases como "eu não estou nem aí", " eu não ligo, sou mais eu" ou "sempre tem quem me queira por perto". Da boca para fora somos poderosos, independentes e donos de si, porém no fundo da alma as lamentações fervilham e vão acumulando dores. 

Infelizmente, dores estas que desequilibram a energia vital, trazendo alguns problemas de saúde. Somos seres necessitados de conforto e amor. Gostamos de ser presentes e de sermos lembrados. Precisamos das oportunidades que nos façam sentir necessários e presentes na vida dos que amamos e até dos que nos rodeiam. Portanto, dê uma chance para quem quer te ajudar e estar contigo. Estará produzindo bem estar a um mundo tão egoísta e sem empatia. Essa transformação é sua, é minha, é nossa, sendo autênticos sobre os por quês. 

A dor invisível que afeta os corações é muito silenciosa. Ela vai se acumulando e precisa esforço diário para curar. E só a alegria de se sentir amado e presente na vida das pessoas, traz novamente a força de continuar. Precisamos realmente prestar atenção em nossas palavras e na forma com que saem da boca, sem afetar os que nos querem bem. E, antes que a companhia deles não seja mais possível, é necessário buscar um tempo para acolhê-los sempre que pudermos.

NAMASTÊ 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

É FÁCIL DESAPEGAR?

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Aprender a desapegar nem sempre é tão fácil. Talvez doar umas roupas, o brinquedo ou o livro não seja um incômodo, mas deixar para trás histórias e momentos, remexem muito com sentimentos que nos fizeram felizes, crescer e ensinar. É o caso de vender uma casa, por exemplo. Precisamos desapegar com felicidade, quando vemos que a vida seguiu rumos melhores, que a prosperidade veio ao nosso encontro.

Porém, nem sempre deixar o simples, o básico e o aconchegante por algo mais luxuoso nos fará tão ou mais felizes, do que aquele lugar onde encontramos a energia que se ajustava a nós. Podemos até sentir aquela pequena vaidade por ter algo que possa deixar os outros de boca aberta, mas às vezes, há um buraco no coração que não fecha. E nos sentimos meio deslocados quanto ao conforto, à praticidade ou algo mais profundo, como um ninho mais íntimo e cheio de histórias.

O desapegar tem a ver com toda bagagem que precisamos trocar da mente e do coração. Há um certo medo no novo, que pode ou não trazer a satisfação esperada. Acontece que se precisamos por algum motivo deixar para trás coisas e pessoas, talvez seja porque há necessidade de crescimento e sair daquele quadrado que já está saturado e sem vida. Nas relações isto sempre acaba mal, quando um dos dois ainda não desligou o botão seguir em frente, insistindo em transformar a vida numa guerra de força e poder.

Aprender a desapegar do que não serve mais, do que já não traz movimento e aprendizado na vida, parece ser uma diretriz para todos nós, já que o maior dos desapegos seja o espírito do corpo físico. E diga-se de passagem, muitos têm problemas com isso! Precisamos entender que deixar para trás não significa necessariamente esquecer, mesmo porque tudo está bem registrado na mente. Temos livros de dramas, terror, romance, comédia e tantos outros sentimentos, todos prontos a serem tirados de nossa biblioteca mental, desempoeirados e lidos. E é interessante notar que as lembranças surgem através de pequenas coisas como músicas, cheiros, imagens. E revivemos o que estava escondido, talvez na hora certa para ajustarmos as ações do aqui e agora.

Portanto, o deixar ir não se perde como imaginamos. Ele está escrito no arquivo do universo, pronto para ser resgatado, mostrando alegrias e tristezas, faltas cometidas que possam nos envergonhar, mas também atitudes enaltecedoras. Podemos lembrar de pessoas incríveis ou cuja energia só nos trouxe dor, de momentos agradáveis, lugares acolhedores, mas também de desespero e terror. O que precisamos é usar cada fato como um aprendizado para a vida, estando mais alerta para definir o melhor, através de uma consciência internalizada, adotando o aprendizado como uma melhora no próprio comportamento.

NAMASTÊ 

terça-feira, 16 de junho de 2026

CORTINA DE FUMAÇA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



Estava aqui tomando meu café num dia cinza e frio, vendo as notícias, que priorizam o futebol. Comecei a pensar quão interessante somos nós, tão absurdamente manipuláveis. Milhões de pessoas torcem cada uma por seus times e saem por aí atacando outras, porque são de  outro time. Chegam a se matar, destroem lugares e voltam à época das cavernas. De repente, as mesmas pessoas, vestindo outra camiseta da mesma cor e simbolo torcem juntas, se abraçando e se unindo numa mesma vibração.

A falta de bom senso sobre esporte, política e religião cria lutas onde deveria ser só torcida, estupidez onde poderia ter união, arrogância onde deveria ter respeito. Realmente, pensam que o divertido não é exatamente o esporte em si, mas a guerra, cujas palavras e atitudes fazem alguém ser diminuído e sofrer. 

Quanto à política e a religião então, nem se fala! E o pior é que quem se afasta disso é frio, enfadonho e sem graça, porque a humanidade está tão acostumada a ferir, que o simples fato de ter tudo na paz torna-se estranho.  Chegamos à triste conclusão de que as pessoas gostam da energia apimentada, de sentir o sangue ferver, de tomar posse da discussão ou situação, cheios de soberba. Algo me diz que isto está no DNA, já que se olharmos o passado, as arenas ficavam lotadas para verem outros serem arrasados.

É interessante como o vento nas velas muda rapidamente a direção do barco e, num mar tão cheio de opiniões, ficamos simplesmente a mercê do que pode nos beneficiar em dado momento. As roupas que vestimos identificam nossa pobre personalidade, inconstante e volúvel. É algo dentro de nós que instiga ser de determinado grupo,  bancando a "maria-vai-com-as-outras", sem ao menos entender ou conhecer realmente e a fundo onde estamos nos integrando.

Essa cortina de fumaça criada em nossas mentes tira o foco de nossa vida real, do que está acontecendo com o mundo e como agir para sobreviver. É uma tática antiga para aliviar as tensões do povo, enquanto alguns poucos planejam como avançar financeiramente. E acreditamos que isto é diversão e felicidade.

Enfim, meu café hoje foi filosófico e meio amargo. Mas me pergunto, por que temos a mania de abafar a realidade e esconder mais ainda o que sentimos? Talvez pela pura vontade de nos sentirmos parte do todo e, mesmo que por pouco tempo, fingirmos que algum grupo nos olha e aceita, sem questionar nada. E não tem conserto, pois a grande massa não quer entender, só aproveitar. Somos eternos aprendizes num curso que nunca acaba.

NAMASTÊ 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

ENSINAR É MAIS FÁCIL

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



É mais fácil ensinar do que colocar em prática o que ensinamos aos outros. Eis uma sábia frase que nos acompanha pela vida e que tem uma explicação coerente. Quando nos colocamos em uma posição perante a vida dos outros, sem que isso nos afete completamente, o modo "saber resolver a situação" liga rapidamente. Mas, por quê?

Simplesmente porque não estamos envolvidos emocional e fisicamente nos sentimentos e na mente delas. Há uma parte boa e outra ruim nisto tudo. Resolver problemas com tranquilidade e sem estar nervoso faz parte do mecanismo do cérebro que liga e desliga certas partes, conforme o estresse. Nervosos, o córtex frontal, que é onde planejamos a vida, desliga e a dificuldade de solucionar questões é dificultada.

Por isso, quando vemos alguém muito nervoso pedimos que respire, se acalme e leve oxigênio ao cérebro tentando ativar áreas necessárias para a solução dos problemas. Mas, como todos nós somos uma rede de informações neurais, às vezes é muito difícil controlar hormônios e sentimentos.

O lado bom é que quem está fora do problema, talvez possa auxiliar e nos dar opções que ainda não tivemos condições de pensar. Nem sempre conseguimos ouvir estes conselhos e ensinamentos, já que o corpo está no modo "lutar ou fugir", devido às tristezas e estresses encontrados pelo caminho. 

Talvez, antes de se iniciar uma aula, sempre se devesse acalmar a mente dos alunos, focando no aqui e agora, trazendo algo animador e que colocasse tais cérebros em função analítica e crítica. Cada pessoa traz dentro de si o que ouviu e viu desde que acorda até chegar na escola, no trabalho ou dos assuntos ainda não resolvidos e que incomoda e desvia o pensamento do que seria necessário focar.

Voltando à frase inicial, isto também é válido para quem sempre tem uma solução para os problemas alheios. Na hora de resolver os seus, se recolhe em lágrimas e o desespero toma conta, mesmo que já tenha aconselhado alguém sobre o mesmo problema. Tendemos a nos distanciar emocionalmente dos desafios tendo uma postura de quem sabe muito bem como resolver, mas sofremos calados.

Com tudo isso, é bom aprender a ouvir quando estamos fatigados. Talvez nem todos tenham bons conselhos, mas ter opções que possamos usar ou testar tragam saídas que não enxergávamos. E lembrar que pensar com calma pode trazer melhores resultados sobre tudo na vida. Resumindo: tudo o que fizermos, deve ser feito quando nosso corpo estiver orientado a focar o aqui e agora, com os mecanismos necessários a nos levar à satisfação de acharmos saídas seguras de sobrevivência. O problema é aprender e colocar em prática.

NAMASTÊ