Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Há um tempo para correr e um para parar. Não se pode viver plenamente, sem conhecer a vida ao seu redor. Não se pode entender as mensagens do universo, se só focamos no que é urgente. O silêncio e a observação nos faz entender e conquistar respostas.
O burburinho é a confusão mental; aquela que embaralha as cartas, sem deixar que se consiga jogar corretamente. A quietude traz a paz necessária para observar e definir melhor as táticas. Um único minuto de concentração pode curar um grande erro.
Temos que dar um tempo para observar o que há ao nosso redor, na caminhada, no lazer, na vida em geral. Conhecer onde vivemos, descobrir o que está atrapalhando, modificar o que está dando errado. Aprender sobre a natureza, perceber o que comemos e bebemos, olhar o céu, o mar, a terra, a areia, a mata. Sentir o vento, a chuva e o sol na pele. Não apenas saber que existem, mas que agem de alguma forma em nós.
Observar melhor o semblante dos amigos, da família. O dia não é igual para todos. Observar quem nos ajuda na limpeza, na corrida de carro, na saúde ou atrás dos balcões. Observar quem serve a comida, seja em nossa ou outra mesa. Observar e sentir os lugares que frequentamos, as pessoas que se dizem amigas, nossos momentos de solidão.
Quanto mais observamos, mais aprendemos e nos protegemos. Quanto mais observamos, mais conhecimento adquirimos e as decisões se tornam mais acertadas. Observar usa o poder da intuição, estimula o que está adormecido e esquecido. Observar faz entender o vôo dos pássaros, a água caindo na cachoeira e as borbulhas da água no fogo. Mas também ajuda a compreender o coração das pessoas, suas atitudes e confusões.
Não tem a ver com julgar, apenas sentir através do vislumbre. Nem a ver com modificar a vida ou as coisas, apenas entender. Observar é mais que usar os olhos, é usar a alma para estar dentro de um universo muito maior do que este que estamos acostumados a ver rapidamente. É ver não só a folha, mas suas ranhuras. Não só a pessoa, mas como ela fala, olha ou age. Não só a paisagem, mas os detalhes de cada montanha, planície ou curvas do rio. Não só o clima, mas como a natureza age com o frio ou calor. Observar é fazer parte do todo e conquistar a própria essência divina.
NAMASTÊ

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