Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Estive pensando sobre a vida, quando me dei conta da cadência que ela é. Tipo musiquinha de soldado, sabe? Mais ou menos assim:
Um, dois... Acordo de novo
Três, quatro... Café no ato
Cinco, seis... Me trocar outra vez
Sete, oito... Trabalhar até dezoito
Nove, dez... Asseio, janta e dormir outra vez.
Mesmo com as diferentes atividades que possam surgir no meio de tudo, a vida nunca deixa o principal sair do ritmo: acordar, se arrumar, comer, asseio, trabalho, descanso.
Às vezes, parece que o tempo é curto, noutras rezamos para que acabe logo para espichar o corpo nos lençóis. A programação já está preparada e no dia seguinte começa a marcha: um, dois....!
Somos robôs com o roteiro pronto. Podemos mudar, se de repente ao abrir os olhos decidirmos não tomar café, sentar num sofá e ficar sem fazer nada até às dezoito horas. O problema é aguentar, por mais que seja tentador. Porque precisamos e queremos ter o que fazer, para depois dizermos para nós mesmos que o dia foi proveitoso. A consciência pesa por não aproveitar o tempo.
E, num compasso melodioso ou melodramático, preenchemos a vida com ritmos dinâmicos, sem nos darmos conta que a paisagem vai mudando rapidamente. Por algum motivo qualquer, há uma lombada ou freada brusca e retomar a velocidade vai se tornando cada vez mais difícil. A engrenagem já começa a dar sinais de desgaste. Mesmo assim, continuamos todos nos encontrando nas ruas pela manhã, seguindo o treinamento militar imposto pela necessária busca da sobrevivência. Só falta mesmo mais coordenação. Quem olha de fora da Terra, talvez pense que somos formigas indo buscar o alimento para o formigueiro. Umas carregando maiores pesos que outras. É realmente uma loucura pensar no movimento de nossas vidas. Melhor ir dormir para amanhã ter força novamente para marchar.
Boa noite!

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