Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Eis a verdade no amor! Há uma misteriosa atividade cósmica quando amamos alguém sem pensar. Nisto estão inclusos sentimentos inexplicáveis que, muitas vezes tentamos entender. Complexidades que se acomodam perfeitamente no momento atual de nossas vidas. Somos seres à procura de encaixes, respostas e complementos.
A conexão se faz neste momento, em que alguém traz respostas ou se insere no caminho como a peça de um quebra-cabeças, aliviando o sentimento de solidão e até certo ponto, medo. Sim, medo de algo que levamos junto com a alma ferida e cujo remédio aparece inesperado, fazendo arder o coração. Neste momento, sentimos alívio, paz e esperança, pois encontramos um alicerce para nos apoiar quando o cansaço de imaginar saídas já são visíveis. E o sorriso volta a brotar, sem perguntar nada, apenas aceitando o óbvio.
Mas, como qualquer liga, com o tempo há desgaste e a conexão pode afrouxar. Tudo porque há mudanças, movimentos e curas. E, o que era um curativo, agora pode ser arrancado. Importante dizer que conexões fortes e bilaterais conseguem se aprofundar no conhecimento, se dedicando a recuperar falhas ou estragos. E, se for anímico e preciso, será permanente aqui e agora.
Quando a conexão é perdida por falta de experiência, imaturidade, frustração ou confiança de um, ou ambos os lados, este curativo temporário é arrancado, talvez até com violência, e dói. Dói mais termos que enfrentar a falta de palavras para agradecer o simples fato de alguém ter nos curado no momento que precisávamos, pois a ardência na extração do curativo traz raiva e até descrença na fé que tivemos. O uso inadequado de um remédio pode encobrir outras fraquezas ou feridas no decorrer de um ciclo. Esta droga pode esconder na fórmula mentiras que intoxicam a conexão.
Talvez a verdade seja aquela cujas almas se reencontram para terminar algo ou auxiliar um ao outro em um determinado tempo. Por isso, conexões perdidas, porém com respeito e contínua amistosidade, podem ser consideradas uma benção, onde a cura se faz de ambos os lados. Abre-se espaço para a continuidade do trabalho espiritual com outras almas que precisam ser encontradas, amadas e auxiliadas no seu despertar.
Temos um caminho a percorrer e pessoas a encontrar. Nestas conexões, presenciamos encontros perfeitos, mas também os que existem para trabalhar o espírito de um, de outro ou de ambos. Talvez um seja curado e queira seguir um rumo diferente, já que não encontra mais o necessário na ligação. Seria egoísmo, maldade ou falta de consideração? Talvez seja só vontade de buscar expandir o que já está bloqueando o crescimento. O outro, se não for atrás da própria cura, poderá carregar por toda vida a dúvida de ainda confiar e se entregar.
Necessário se faz esclarecer que a referida conexão é aquela que respeita e que se ajusta num destino curador. Não há verdade em conexões desajustadas, com dificuldade em passar carinho, sem ferramentas corretas no reparo para deixar ensinamentos, paz e felicidade em outra vida. A conexão a que se refere o texto é aquela que não espera inundar o chão para tentar o conserto, mas aquela que faz tudo para que a energia escoe livremente, mesmo que precise de uma restauração. E, se realmente percebermos que tal conexão é irrecuperável, mas que a liberdade pode trazer benefícios e possibilidades de curar outras feridas do espírito, talvez os padrões não sejam exatamente o que nos faça evoluir. Precisamos ouvir o chamado e deixar ir...!
NAMASTÊ
P.s. este texto se refere aos diversos tipos de ligações que temos com pessoas na vida.

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