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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

sábado, 31 de janeiro de 2026

NOSSOS DOIS LADOS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


Competimos o tempo todo com nós mesmos. Um sábio disse que temos dentro de nós um lobo mau e um lobo bom que vivem brigando, mas somos nós que fazemos um deles vencer, dependendo daquele que alimentamos mais. Se notarmos bem, parece realmente haver duas consciências dentro da mente.

Ao pensar em nos desculpar para ter tranquilidade,  imediatamente algo nos diz "você nem tem culpa", ou " deixa como está, não se rebaixe"! Talvez pensemos que chegou a hora daquela viagem e nos animamos, mas o lobo mau nos diz que é melhor guardar o dinheiro e continuar em casa sem nos esforçarmos. Quem sabe agora possamos investir na casa, no carro ou qualquer outro sonho, mas até perdemos o sono por medo de avançar.

Podemos também denominar os lobos como o louco e o cauteloso, o sábio e o desinteressado ou até o ousado e o apático. Não interessa quais entram em cena. A questão é que a mente está sempre acelerando e depois freando. De certa forma, isto é importante para que nossa impulsividade não cause estragos, ou nossa ociosidade tenha limites.

É por esta razão que as pessoas são diferentes no fazer, agir e no tempo de cada um. Alguns alimentam mais o lobo aventureiro e outros o seguro. Há o impulsivo e também o analítico. Para encontrarmos progresso e prosperidade é necessário equilíbrio no momento certo das coisas. Nesta hora entra a intuição que nada mais é que a vontade misturada com o medo, nos fazendo pensar, analisar e realizar, caso se perceba que tudo está em harmonia.

Chamamos de mau aquele lobo que nos influencia a caminhos incertos, atitudes impensadas e ações prejudiciais, atiçando-nos a não perder tempo e buscar soluções rápidas que anestesiem nossas ansiedades, sem perceber os estragos que serão causados. Ele sabe dos processos traumáticos que carregamos e usa-os para que o alimentemos mais. Fica martelando palavras como infeliz, frustrado, necessitado de amor em nosso cérebro incitando violência ou saídas imediatas para a crise existencial, impedindo o discernimento adequado.

Já o lobo bom é nossa essência divina, aconselhando ter cautela, paciência e boa vontade. Ele, quase sempre, nos dirige à uma consciência de que podemos fazer melhor, reparar erros e nos prepara para termos coragem e força de recomeçar, agindo a nosso favor, trazendo paz para nossas vidas.

Quando se fala em livre arbítrio é exatamente sobre isso que se explica: as escolhas são nossas, mas as consequências também. Tudo que vem muito fácil, também pode ir fácil! Os problemas fazem parte da matemática da vida, onde precisamos resolver se raiva mais orgulho resultam em perda de nossa essência, se luta mais disciplina são iguais a sucesso ou se culpa mais perdão são sinais de libertação. Vamos dar de comer, na medida exata e com maturidade, ao nosso sofrido e mascarado ego, para que haja transformação positiva em nosso caráter e teremos orgulho de nossa índole.

NAMASTÊ 


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