Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Vida essa tão cheia de fases, a nossa! Quando jovens, ela parece longa e podemos nos dar ao luxo da indisciplina. Como adultos, começamos a nos preparar e agir para o próprio sustento, lutando por uma posição privilegiada e mantendo sonhos no foco principal. Tais sonhos podem ficar de lado quando começamos uma família e as preocupações se dividem com outras almas. Nova fase!
Como idosos, o tempo parece correr contra o relógio e cada ano nos vemos diferentes, deixando para trás a empáfia, tentando ludibriar o espelho para ainda nos acharmos suficientemente bons. No meio disto tudo, buscamos realizar ainda certos sonhos que ficaram para trás quando nos dedicamos a construir casa, família e profissão. E começamos a planejar viagens, cursos e até tentar relacionamentos baseados no companheirismo. Buscamos nos fortalecer para ainda continuar vivendo uma vida considerada saudável e digna para qualquer pessoa.
No meio de toda essa apreensão surgem os laços familiares e, numa nova fase, deixamos de lado novamente alguns sonhos para cuidar dos mais novos ou dos mais velhos. E nos sentimos uma folha de alface num sanduíche familiar. Tem quem simplesmente se abstém deste trabalho, porém quem ama incondicionalmente não consegue simplesmente sair de cena e deixar o teatro sem resposta. E acabamos por tentar fazer o relógio esperar, até que possamos novamente respirar e abrir as portas para a vida. Mas ele não pára! Ele segue meio algoz, debochando de nossos desejos.
Quando vemos, anoiteceu! E nos encolhemos cansados, tentando sanar algumas dores que já são mais frequentes, mesmo com toda vontade de nos movimentar. Porque esta é nossa vida, nosso corpo que envelhece e se ajusta conforme nossa bagagem emocional e psíquica, queira ou não. Uns podem enganar melhor que outros, mas na solidão sabem bem o que os incomoda e como enganar o mundo. Depende do próprio ego.
Parece que quanto mais sonhos e desejos se formam, mais desesperadas se tornam as fases, quando não se evolui para o próximo passo. Mas uma coisa precisamos ter em mente: o coração estará tranquilo quando olhamos ao redor e sabemos que fizemos de tudo para ver um mundo melhor, mesmo que nem sempre seja sobre nós, mas daqueles que são nosso mundo. E talvez a melhor fase seja a de ter certeza que fomos úteis e não apenas parte insignificante de uma pintura. Precisamos ser gratos por chegar na estação cujos anos são o futuro.
NAMASTÊ
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