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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O DIA DO CASAMENTO

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)


Hoje, mas tranquila e descansada, minha mente pôde meditar e se inspirar. Então resolvi escrever sobre o dia do casamento do meu filho Felipe.

Foram apenas quatro meses de preparação, desde que eles me informaram que iriam se casar no dia 05 de setembro de 2015. Eu fiquei muito feliz, pois sabia que a Manuela já se tornara minha filha. No início, seria apenas uma simples comemoração de união de escovas de dentes, com um almoço para os mais íntimos.

Aos poucos, com uma sugestão daqui e dali, a cerimônia tomou proporções. E as pessoas foram escolhidas, com carinho, pois a festa não podia tomar grandes dimensões. Infelizmente, algumas que gostaríamos que estivessem presentes não puderam ser convidadas. E outras que foram escolhidas no meio de tantas, deixaram de nos prestigiar, cada uma com seus motivos que respeitamos.

Meu filho é radialista e cantor e ela pedagoga. E, nessa mistura de idéias e ideais o casamento foi sendo organizado do jeitinho que ambos queriam. Sair do tradicional pode ser sim uma opção. Pelo visto, nem tudo que é superstição traz sorte. Fazer as coisas diferentes também traz. Afinal, depois de uma semana de muita chuva e frio, o sábado amanheceu tranquilo, sem chuvas e seco, permanecendo ao longo do dia. Presente de Deus, com certeza!

Uma sacerdotiza fez a cerimônia, lembrando a essência dos quatro elementos: fogo, terra, ar e água. A lenda dos índios Siox foi contada. Taça quebrada, espada com simbolismo de purificação e criação. Tudo diferente e belo. Deus estava presente e sorrindo. Pude senti-lo! As promessas e alianças também fizeram parte.

Me senti muito feliz e calma. Pensei que surtaria, depois de tanta correria e estresse, pois fomos nós que preparamos tudo: lembranças, decorações, idéias. Mas, ao contrário, sei que um anjo estava ao meu lado, colocando sua linda essência sobre meu coração de mãe.

Somos gratos aos que dedicaram seu tempo com entusiasmo para estar conosco nesta celebração. Somos gratos aos que se sentiram obrigados a ir, mas foram e participaram, deixando um pouco do seu carinho. Somos gratos aos que decidiram por não ir, porque sabemos que eles têm suas escolhas e que devem ter sido melhores para eles. E sabemos que lá estavam, quem devia estar. Porque é assim!

Mas somos gratos. Gratos pela energia, pela luz, pela festa maravilhosa e diferente. E, se o Pai Maior abençoou a festa, nada mais importa, a não ser que os anfitriões tenham, daqui para a frente a força de não abandonar por qualquer motivo seus sentimentos no barco das ilusões.

Esse dia será para sempre lembrado. Deve ser contado aos filhos e relembrado para que tanto a chama da lamparina, quanto a lâmina da espada sejam símbolos do fogo ardente da paixão e da proteção divina. Que São Miguel Arcanjo esteja ao lado deles empunhando sua espada e não deixando que nada os atinja, a não ser o grande amor.

As pessoas tem opiniões diferentes e sabemos que muitos não acreditam neste tipo de cerimônia, porque estão bitolados nas tradições. Quando aprenderem que o coração fala muito mais alto do que regras impostas pela sociedade, aprenderão a conhecer-se e descobrir quão valiosos podem ser os seres humanos, se pararem de julgar e de se sentirem donos da verdade.

Eu acredito na escolha dos meus filhos. E, sinceramente, que seja eterno enquanto dure. Viemos aqui para sermos felizes e espero que isso faça parte da vida deles. O resto é resto. Prender-se nas teias de uma vida social é para os que tem medo de viver.

Enfim, eles casaram! E o dia do casamento, tão esperado passou. Novas vidas iniciaram a jornada juntas e destas, espero que venham outras.

Sejam abençoados meus filhos Felipe e Manuela. E que os anjos envolvam vocês, seu novo lar e a nova vida. Respeitem a individualidade de cada um, pois viver juntos é compartilhar, mas não prender, muito menos tirar do companheiro sua própria essência.

E agora, deixo a lembrança do momento maravilhoso, onde meu filho canta seu amor para sua amada.

Namastê








segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A HUMILDADE DE APRENDER E ENSINAR

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)



Quem não se pegou no meio de um grupo se sentindo totalmente desconsertado, sem saber exatamente sobre o que falar ou sem conseguir dar uma opinião? Acredito que todos nós.

No mínimo, se a pessoa for um pouco insegura, ela tentará se afastar desse grupo porque não consegue ter voz ativa. Bem, não gostamos de lugares onde não podemos opinar ou entender o que estão falando. E, por que será que isso acontece?

Todos nós buscamos nos posicionar perante as pessoas e a vida. Estudamos, aprendemos de alguma forma algo melhor, nos aperfeiçoamos. E queremos mostrar nosso potencial para nos sentirmos seguros e parte do mundo.

Acontece que não conseguimos saber de todos os assuntos. E, por causa disso, as pessoas acabam se relacionando com nichos, no mínimo, parecidos com o seu. Isso inclui religiões, crenças, política, divertimento, trabalhos, etc.

A maneira como nos socializamos é buscando aprendizado e mostrando nosso potencial. No primeiro caso, queremos inovar, fazer coisas que nunca fizemos e tentamos entrar para algum grupo. Se nos empenhamos e temos a consciência e humildade para saber que tem uma caminhada sem muita sabedoria pela frente, podemos chegar a, realmente, fazer parte deste grupo, sem nos estressarmos ou desistirmos. Mas, se nossa auto-estima é baixa, talvez não aguentemos ver que os outros, mesmo há mais tempo fazendo determinada tarefa, são mais capazes que nós. E acabamos deixando de lado a idéia de aprender e fazer parte daquela comunidade.

No segundo caso, queremos impor idéias. Perigoso e um pouco irritante, algumas pessoas não sabem, de forma alguma, ouvir um não ou deixar os outros opinarem. Elas acham que sempre têm razão e querem "dominar" a maneira de pensar. Estes, quando contrariados, se tornam até hostis e podem tomar atitudes drásticas como prejudicar alguém do grupo de alguma forma.

Estas pessoas são vistas a todo momento, principalmente nas empresas. Normalmente tem cargos mais elevados, ou são os que professam de alguma forma. Ir contra eles é uma afronta. Nem todos são assim. Existem os que realmente sabem se colocar no papel de aprendizes e professores. O que é o correto para a vida, já que jamais saberemos tudo, pois o mundo está sempre em expansão.

Na verdade, este texto quer que você analise até que ponto você sabe ouvir e aceitar nãos. Quer saber se você é humilde o suficiente para acolher  alguém que apareça com uma idéia ou proposta melhor que a sua. Quer que você pense se não prejudica suas relações sendo tão intransigente e egoísta. E, finalmente, quer saber se você, mesmo tendo uma bagagem boa sobre determinadas coisas, é humildemente capaz de repassar ao mundo suas qualificações, sem medo de perder o trono.

Pois que a sabedoria está em ouvir e reciclar, baixar a guarda sobre certos conceitos e pré-conceitos, trabalhar sua arrogância e aceitar que alguém mais humilde possa te ensinar e não usar de chacota com alguém que saiba menos que você. Porque, neste último caso, é óbvio que você age assim, por pura insegurança e medo. Quando atacamos alguém, e isso a natureza ensina, é para nos defendermos de alguma coisa que pode estar pondo em risco nosso lugar no mundo,


Namastê

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A TUA LÁGRIMA

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)




Rola em teu rosto uma lágrima,
aquela lágrima que um dia chorei.
Agora essa mesma lágrima,
te faz entender o que um dia passei.

Essa lágrima tem sabor amargo,
porque vem do arrependimento.
Aprender a compreender e ouvir,
faz aproveitar melhor o momento.

Toda onda acaba na praia,
todo rio deságua no mar.
Só o amor se perde na vida,
porque as pessoas não sabem amar.

Um pássaro ferido não sai do ninho,
espera curar-se para o mundo ganhar.
Deixe-me a sós, preciso de mim,
O que tenho agora não posso trocar.

A tua lágrima de nada adianta,
se não acredita numa vida de amor.
Essa lágrima seca e sem vida,
só simboliza muito rancor.

Quero a paz e amar quem me respeita,
viajo numa floresta descobrindo meu caminho.
Não sou mestre, mas sim um discípulo,
buscando aprender, tentando não ser sozinho.

A tua lágrima, se fosse em outrora,
traria razão e muita piedade.
Mas agora, deixando a cortina se abrir,
guarde suas lágrimas, pois eu vou partir!


Namastê

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

DE QUEM É A CULPA?

Autoria: Josianne L.amend (JosiLuA)



A gente vive passando por situações e ouvindo coisas que nos machucam, por mais que queiramos viver no e pelo bem. Qualquer situação pode ser um estopim. Algumas coisas são preocupantes, outras bobagens. Mas na hora de discutir, não há dúvidas que, pelo menos um dos lados, acaba por extravasar mais a adrenalina e profere ofensas, que na verdade nada mais são do que nossas próprias projeções de vida ou formas de tentar acabar com o outro no primeiro round.

Além das brigas, o universo também nos dá lições e rasteiras que nos fazem raciocinar sobre a vida. Talvez seja essa mesma a função disso. Encontrar a nossa verdade, sem que nos escondamos atrás de performances.

Contudo, o ser humano tende a sempre culpar alguém pelo que somos ou pelo que não somos. É muito mais cômodo para a alma não carregar mais esta bagagem. Triste ilusão. E é daí que vem a sensação de culpa, que é um sentimento corrosivo e maldoso. Depois de destilar veneno ou de ter atitudes insensatas, sofremos com a culpa, por mais que tentemos escondê-la lá no fundinho.

Alguns passam a vida acreditando na sua verdade para não ter que enfrentá-la. Mas, de quem afinal é a culpa pelo relacionamento ter acabado, por não ter dado certo o emprego, pela vida mais ou menos que se leva?  Será mesmo que a culpa é das estrelas? Será que a culpa é do universo ou talvez do nosso vizinho?

Quanto temos de culpa em tudo o que acontece em nossa vida? Ao analisar esta pergunta, poderemos mudar diversos aspectos que insistem em nos prender na cela da agonia. Quando nos sentimos culpados temos duas opções: ou nos livrar da culpa tentando fazer com que o outro seja um algoz, ou assumir nossos erros e limpar logo tal história, sabendo como agir na próxima vez.

De quem é realmente a culpa de tudo que acontece conosco? Se fomos enganados, será que não é porque relaxamos nos cuidados com nossas coisas? Se ficamos doentes, será que não foi porque nos alimentamos mal, usamos tóxicos, exageramos nos esforços físicos e no trabalho? Se perdemos um amor, será que demos excesso de zelo ou falta do mesmo, faltando o equilíbrio?

Ouvir verdades é um motivo para que possamos trabalhar nossas culpas. Quando procuramos um terapeuta contamos nossas intimidades e advém verdades que muitas vezes não costumamos ouvir. Daí vem o trabalho com a culpa, com os medos, com nossas realidades.

Muitas vezes somos condenados porque agumas pessoas fazem questão de se proteger, modificando a história que, com o tempo, acreditam piamente nela. E nesta, contaminam outras pessoas que não se importam em saber a verdadeira história. Apenas julgam. E julgam duro. Por vezes, conforme o grau de contaminação, nós mesmos acabamos acreditando na tal história e entramos numa condenação pessoal. E mais culpa vem, sem que ao menos a tenhamos.

Mas todos temos culpa em alguma coisa. A questão é assumi-la e perdoar, não só o outro, mas a nós mesmos pelos pequenos ou grandes erros, sabendo que eles não devem ser repetidos.

Alcançamos a verdadeira paz quando essas culpas são dissipadas e podemos viver novamente, sem ter que viver batendo com o nariz na mesma porta.


Namastê





sábado, 1 de agosto de 2015

TODO DIA É DIA DE SER FELIZ

Autora: Josianne L.Amend (JosiLuA)




Acordar é como renascer. Ao dormir, morremos para o dia que se foi. O tempo é nosso controle mental. Se dormimos chorando, podemos até acordar com olheiras e um rosto amarrotado, mas acordaremos para um novo dia, uma nova experiência, cheia de oportunidades. Se quisermos sobreviver, temos que respirar profundamente e buscar saídas e otimizar nosso novo dia.

Não podemos ficar à mercê do tempo. Ele apenas existe em nossa existência. Ou aproveitamos o momento, ou ele continuará em seu caminho, perfurando os nossos sonhos sem dó, nem piedade.

Se o dia anterior foi ruim, se teve acontecimentos infelizes, podemos até nos dar o direito de sofrer por um determinado tempo. Lembrando que o algoz não pára para que possamos respirar. Ele continua, levando tudo consigo: pessoas, oportunidades, sonhos. E quando nos dermos conta, o que era para ser nosso, alguém já levou.

Portanto, ser feliz é a maior busca que podemos empreender. E não estou falando de TER. Pois que isso pode ser importante, mas não é a verdadeira busca. Quando conseguimos nos sentir em plenitude, muitas coisas deixam de fazer sentido. Se temos o melhor carro ou não, a melhor casa ou não, se viajamos para nos exibir ou não. Ser feliz é algo tão intenso, tão extraordinário, que o mundo hoje não está se dando conta desta importância. Transformaram felicidade em coisas materiais. Pura e simplesmente porque sentem-se bem em ser o centro das atenções perante a sociedade.

Se, ao dormir você chorou, lembre-se que todo dia é dia de ser feliz e que o tempo está correndo. Buscar a felicidade, estar sentindo-se completo não depende de coisas, nem de pessoas. Depende única e exclusivamente de nós. É muito mais difícil do que podemos conceber. Não parece mensurável, nem palpável. Vem de algum lugar dentro de nós que acaba por nos transformar completamente.

Pequenas coisas podem nos modificar e agir em prol deste sentimento, desta sensação anímica. Imaginem que somos uma caixinha de fósforos e que cada palito é um momento de felicidade. Riscamos este palito por inúmeras vezes em toda nossa vida, mas não somos completamente felizes. A caixa inteira é a felicidade. Se conseguíssemos acendê-la de uma vez só, talvez experimentássemos algo extraordinário. Mas apenas palitos são riscados. Algumas vezes dois ou até três de uma vez.

E o que faria esta caixa explodir em todo seu conteúdo? A busca do conhecimento, da sabedoria, do controle de seus próprios sentimentos. Impossível? Não sei, talvez muito difícil, já que vivemos num mundo em que muitos não se importam com energia, amor e sabedoria. E isso atrapalha os que se importam, pois vivemos constantemente sendo bombardeados de gracejos, zombarias e dúvidas, afetando nosso equilíbrio.

Precisamos de força, luz e muito treino. Isso se faz com técnicas, com persistência e com aquele que insiste em ser nosso condutor: o tempo.

Mas lembre-se: Todo dia é dia de ser feliz! Se hoje não dá, amanhã a oportunidade está te esperando de braços abertos. Quem sabe não está na hora de mudar o FOCO.


Namastê