Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
A imagem mental que temos de nós, briga o tempo todo com a realidade no espelho. Aceitar que vamos nos desgastando é uma dificuldade com a qual cada um reage a seu modo. Contudo, dentro da mente, temos uma figura diferente daquela com a qual nos deparamos ao ver nosso reflexo.
Talvez seja isso que nos dê forças para continuar na caminhada, sem nos acharmos inúteis. Alguns são tão positivos que chegam a ser iludidos pela própria mente e agem como se a idade não mudasse nada na vida. Mas é interessante imaginar-nos e, pouco depois, tirar uma foto nossa. Ninguém quer se ver desleixado, sem pintura, ou ao natural. Isso nos frustra, porque percebemos que o tempo é maldoso e, como as folhas, perdemos o viço.
Porém, nossa imagem de outrora ainda está gravada na mente e é ela que aparece quando pensamos no vestido ou camisa da vitrine, na roupa que o manequim veste, ou no cabelo - que já não é mais o mesmo - querendo que seja igual ao da foto. Seria isto uma maneira de bloquear ou negar o tempo?
Somos o que pensamos ou o que nossa imagem real mostra? Talvez por isso ouvimos frases do tipo " será que não tem espelho em casa" ou " perdeu a noção do ridículo". Entretanto, existem pessoas que se aceitam como são de acordo com sua idade e, diga-se de passagem, algumas são bem charmosas.
Infelizmente, a vaidade é como um castigo para todos que anseiam pela eterna beleza da juventude. O medo de não ter a validação estética está causando furor em todos que são focados no exterior, na imagem e na beleza. E atrás disso, vem a depressão, as fobias e os complexos que boicotam a felicidade de viver plenamente, conforme o que se é.
As pessoas não são iguais. Umas preferem ser esportivas, outras elegantes, outras têm estilo boho e ainda outras vestem o que tem. E é incrível como não é a roupa ou a maquiagem que ilumina alguém, mas o brilho natural que cada um externa além da aura. É óbvio que chamamos atenção dependendo do traje, mas nem sempre somos o foco que atrai por causa disto. Às vezes, a pessoa silenciosa e humilde é a mais evidente. Mas isso só vê quem tem sensibilidade.
De qualquer forma, essa energia que nos segue, mesmo que o tempo nos seja ingrato, é benéfica, quando temos fôlego para viver intensamente e queremos fazer isto. Ainda assim, precisamos ter bom senso para entender que a vida é um ciclo e, se até as flores desabrocham e murcham, isto também acontece conosco. E quando murcharmos de todo, tenhamos a decência de dar espaço para novas flores.
NAMASTÊ

Nenhum comentário:
Postar um comentário
CRÍTICAS, ELOGIOS, OPINIÕES E SUGESTÕES SOBRE A LEITURA OU O QUE QUER LER SERÃO MUITO BENVINDOS.