Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
O que acontece com o corpo, quando o pensamento gira em torno do medo, da ambição, da maldade, da vingança, da calúnia? À primeira vista, nada. Mas as células cheias deste tipo de energia se descontrolam, a pele seca e os órgãos sofrem. Nas leis de Deus deveríamos expandir amor e luz e cuidar dos corpos. De todos os corpos que temos e somos.
O livre arbítrio tem a ver com isto também. Ele não é só sobre nossas decisões. Por isso, a atenção no que sentimos é fundamental. Somos um universo menor dentro do todo. Cada um tem seu universo vibrando conforme o que pensa, como age e como planeja ser.
Quando atingimos certo grau de conhecimento da paz, do perdão e da força da transmutação, mudamos. A mudança é tão significativa, que incomodamos. Alguns não se conformam como agimos ou perdoamos tão rapidamente. Rezamos, mas as palavras entram e saem de nós sem pensarmos no real significado delas. No Pai Nosso, por exemplo, a oração diz " assim como perdoamos a quem nos tem ofendido".
O perdão não é fraqueza, ao contrário, é sobre ser misericordioso. Em primeiro lugar, o perdão faz mais bem para nós, do que para aquele que nos feriu. Ele sim tem que lidar com seus demônios e escolhas. Ele sabe bem seus erros, mesmo sendo orgulhoso e arrogante e isto trará consequências futuras.
Temos papéis aqui na Terra. Nossos espíritos estão sempre lutando pela sobrevivência para que estes papéis (visíveis ou não, sentidos ou não) sejam cumpridos da melhor forma possível. Desistir de um papel é como quebrar uma cláusula no contrato da vida. Contudo, podem ocorrer mudanças nestas cláusulas, se for uma forma de evoluir, quando o que se faz perdeu o propósito.
Sim, a complicação em mensurar o certo e o errado, às vezes torna tudo mais difícil. E é nesta hora que entra a energia do coração, enviando ao terceiro olho a força da intuição. Basta ter espaço, tempo e vontade de se ouvir e deixar Deus falar.
Quando sentimos paz, estamos no caminho certo. Se sentirmos dúvidas, talvez precisemos de mais conexão com o Eu Superior e se apenas desdenhamos, é bom observar com que tipos de energia estamos nos conectando.
Enfim, as pessoas mais solitárias não se afastam porque não gostam de estar junto. Elas se viciam no silêncio e na própria voz interior, buscando as respostas dentro delas e não nas opiniões ou comentários de quem não tem tempo para si mesmo. O vozerio incomoda, o barulho perturba e a falta de alimento oportuno e sadio nas palavras, aborrecem. E elas se sentem angustiadas e deslocadas, pois a energia não combina mais com a vibração dos outros.
Isto não é soberba, é aprendizado. Tudo e todos têm um tempo para chegar em cada estágio na vida. Mas aqui nesta dimensão e nesta existência, todos ainda têm um grande caminho a percorrer, começando pelo respeito ao outro e pela energia que busca para a própria vida. Porém, a solidão pode ser companheira, mas sempre que haja necessidade, a caridade e o acolhimento devem estar em pauta.
NAMASTÊ

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