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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

terça-feira, 11 de agosto de 2026

SENTINDO O NADA

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)



De repente parei. Fiquei inerte, olhando o nada. E o nada olhou para mim.

A respiração trancou e o coração acelerou. O tempo não se contava, apenas existia.

Era uma batalha, onde eu sentia o vazio, mas o nada me paralisava.

No fundo, não pensar, nem sentir, era bom. Trazia uma certa serenidade na alma. 

Ao mesmo tempo, queria dar um passo e ficar estática. Não conseguia decidir.

Fechei os olhos e me deixei envolver pelo nada. Paz, só paz! 

Ele não era ruim, apenas silencioso, calmo e sem vida. Algo inexplicavelmente sereno.

O perigo está justamente em gostar demais do nada. Ele absorve, hipnotiza e relaxa a tempestade interna. E nos sentimos como o mar sem ondas, sem vento. Só mar...

Quando me dei conta, o nada estilhaçou-se à minha frente. Aos poucos abriu-se uma porta de sons e imagens.

Algo parece ter dado corda novamente em mim. Pisquei algumas vezes os olhos e olhei ao redor. Estava tudo ali. 

O nada tinha sumido para dar lugar a tudo!

NAMASTÊ 

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