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Coração Aberto

Quando decidi escrever me senti uma borboleta saindo do casulo. E junto com ela saíram os sentimentos e os pensamentos que muitas vezes não conseguimos transmitir. Descobri que ser poeta é opinar sem medo, escrever é desvincular-se de segredos e expressar-se é viver intensamente.

JosiLuA

terça-feira, 12 de maio de 2026

SENTIMENTOS

 Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)


São tantos sentimentos que borbulham dentro de nós, sinalizando o que estamos passando, quem somos e como reagimos à vida, que isto seria realmente nossa carteira de identidade. Olhando para o rosto de alguém já percebemos a intensidade do brilho no olhar, as marcas provocadas por raivas, tristezas e dores. Não temos botões que ligam e desligam o quê e como sentimos.

Alguns são muito intensos, outros se recolhem na própria dor. Em algumas situações, a emoção sobrepõe a razão causando sérios problemas para a vida de todos ao redor. Nossos sentimentos são comandados no cérebro, mas todo o corpo sente fisiologicamente as reações. Por isso, dependendo da intensidade destes sentimentos, o corpo fala através de dores de cabeça, alteração nos batimentos cardíacos, musculares e até ósseos.

O trabalho constante e intermitente de mente e corpo faz com que haja um controle dessas emoções violentas, sem afetar diretamente o corpo por causa deste controle. Ioga, meditação, exercícios de caminhada na natureza ou outros, podem ajudar. Mas, quando as emoções são muito reprimidas, o "engolir sapos" pode causar problemas estomacais como gastrites, úlceras ou intestinais.

Quando se retesa emoções o musculoesquelético também trava com dores na região superior da cervical, torcicolos e bruxismos na mandíbula. Já o coração também sofre com a raiva e tristeza, aumentando a pressão sanguínea e causando tonturas e falta de ar. E, para piorar a situação, o medo, ansiedade e muita tristeza afetam drasticamente nossa imunidade e força corporal. Podemos ainda ter dermatites e insônias.

Por tudo isso, precisamos perceber como estamos vivendo, quais sentimentos estamos nutrindo e como podemos auxiliar nosso corpo a ser mais estável e saudável. Quando temos raiva de alguém, somos nós que acabamos prejudicados. Quando a tristeza é cultuada em excesso, nos vitimizando, as transformações são visíveis.

É impossível parar de sentir, mas é possível mudarmos certos pensamentos e atitudes, favorecendo nossas vidas e o corpo que sofre com todo excesso. A primeira coisa é respirar profundamente levando oxigênio ao cérebro. Se ainda sentirmos muita vontade da violência, busquemos a natureza, a solidão, músicas que nos façam ter paz. Existem ferramentas que podem ser usadas para amenizar a brutalidade. Deixemos pessoas falando sozinhas, não revidemos, nem ria com deboche. Isto são fluidos inflamáveis para a violência. Estamos cuidando do próprio corpo ao evitar aqueles que não se importam com a própria vida. Precisamos ao menos tentar mudar a energia da violência que se expande pelo mundo.

NAMASTÊ 


Um comentário:

  1. A violência emocional que vivemos com um narcisista é difícil descrever, porque só entendemos depois que somos obrigados encerrar o ciclo, senão vamos morrer. O corpo reage e Deus dá um jeito de a gente sair. Mas só o tempo vai fazer a gente aceitar, porque não parece possível que sejam humanos.

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