Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Voltar no caminho pode ser alegria. Cada quadro que a mente vai expondo à nossa frente vai nos fazendo rir e se inspirar. Deixar-se fluir pelas boas lembranças é uma maneira de trabalhar saúde e satisfação pela nossa vida.
Estamos sempre falando do que é difícil e deixando de lado o que é incrivelmente curador à alma, que são as boas e inesquecíveis memórias. Adoro fazer este caminho de volta e perceber o quanto fui feliz no passado. Tenho recordações de um tempo em que as recompensas das dores são a chegada dos filhos e o amor indescritível de tê-los nos braços pela primeira vez.
Lembro da escola, das brincadeiras na hora do lanche, dos jogos, de andar de bicicleta pelas ruas com um lanchinho preparado na bolsa, dos banhos no chafariz, das festas de garagem, das viagens em família. Pego carona para um tempo mais próximo do agora e meus olhos se enchem de lágrimas com o nascimento das netas, acontecimento inexplicável ao coração.
Minha formatura, meu primeiro emprego, grandes amigos que me acompanharam e todas as loucuras de uma faculdade cheia de mistérios e coisas enigmáticas, do tipo investigar Poltergeist e casas mal assombradas. Realmente isso faz meus lábios se esticarem e minha mente sorrir.
As crianças são as que nos deixam muitas lembranças boas com suas verdades e, sozinha, acabo gargalhando quando me recordo da sinceridade delas. Ensiná-las a cozinhar me fez limpar uma cozinha inteira, inclusive o teto, da massa de bolo.
Abraçar meu filho depois do gol, a filha depois do balé, as netas depois de cada apresentação na escolinha e meu irmão sendo pai com 53 anos são telas maravilhosas, pintadas com os pincéis de Deus.
Poderia escrever um livro sobre esta galeria de arte incrível sobre a vida, pois as histórias são muitas e cheias de emoções e aprendizado. Vez ou outra, numa lembrança minuciosa, as portas se abrem para monstros que faço questão de deixar para fora. Aqui, só as boas lembranças, aquelas de guerra de travesseiros com os irmãos e ver chinelos voando do pé da mãe.
Ah, a vida é inexprimível! E vale muito a pena ter esses bons momentos de introspecção, onde a alma não cobra nada para ver estes filmes guardados tão bem dentro de nós. Alguns segredos são tirados do baú e mostram nossas malandragens inocentes, aquelas que só arrancam júbilos por termos vivido intensamente.
Experimente esse percurso! Ele traz tanta beleza, alegria e vitalidade, que entendo perfeitamente porque nosso corpo tem memórias. Elas lembram quem somos e tudo por que lutamos e realizamos, a fim de alcançar nossa felicidade, nossa maturidade e nossa grande lição de viver!
NAMASTÊ

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