Autora: Josianne Luise Amend (JosiLuA)
Se em algum momento simplesmente parássemos tudo só para voltar num determinado acontecimento da vida e analisássemos quadro a quadro os sentimentos que tivemos no decorrer daquela época, talvez o presente pudesse ser modificado. Sentir o que nos transformou e entender nossas ações, ao invés de lamentar o que hoje estamos passando pode ajudar em libertação.
Talvez, naquela época fomos induzidos pelo cansaço extremo, falta de maturidade, ignorância ou impaciência, levando-nos a saborear hoje amargamente as consequências. A culpa pode nos acompanhar por toda a vida e, mesmo tentando justificar nossos atos, no fundo sabemos que plantamos a semente errada. Nem tudo está perdido, quando aceitamos o erro e, sem orgulho, nos perdoamos e colocamos em prática, mudanças importantes na maneira de exercer nossa forma de agir e pensar.
Se prejudicamos o processo ao qual nos propusemos, por falta de experiência ou impulsividade, há como mudar, talvez não o que aconteceu, mas o que ainda pode ser salvo e que está em nossas mãos. Por isso, ter humildade e discernimento para enxergar nossos próprios erros é tão importante. Sem isso, andaremos numa esteira, encontrando de tempos em tempos os mesmos problemas, talvez com a mesma pessoa, talvez com outras. Este círculo vicioso é em grande parte o que não conseguimos trabalhar e aceitar como falhas.
Todos erram! Estamos aqui para aprender, como num grande laboratório da vida. Precisamos apenas ter consciência de que algumas coisas não funcionam, outras não se misturam e ainda outras podem mudar toda uma vida. É com experiências ruins que explodimos corações, adulteramos pensamentos e quebramos relações importantes. E nos perguntamos se foi inconsequência, falta de atenção ou excesso de egoísmo. Se há conserto não sabemos ao certo, pois não cabe só a nós e à nossa vontade. Envolvemos pessoas em situações traumáticas que, para elas, pode transformá-las duramente, ou quem sabe, se elas forem capazes, possa haver perdão. Fato é que somos responsáveis por boa parte do que acontece com a vida, dependendo de quem somos, como agimos e o que causamos.
Para haver cura, é preciso esforço e técnicas profundas que nos façam chegar ao exato momento em que viramos à esquerda, quando o caminho correto era à direita. Isso dói, mas o remédio existe e a leveza na alma é o prêmio para quem busca essa libertação. Caso contrário, vamos corroendo o sistema corporal com doenças e sérios desequilíbrios. Portanto, o primeiro passo é ouvir a voz interior nos dizendo a deixar de lado o orgulho e buscar ajuda, pois precisamos mudar pensamentos e palavras que apenas atraem depressão, desgosto e até energia obsessiva. Enquanto dissermos falsamente "eu estou bem", sabendo que lá dentro está uma bagunça, a vida só acumulará erros e tristezas. A consciência de limpar o laboratório pode ajudar a visualizar novos métodos e encontrar saídas para aquilo que o pensamento já tinha dado como perdido. A missão é construir, mesmo que precisemos juntar os cacos. Quem desiste fácil, passará a vida em culpa ou arrependimento.
Busquemos a cura e encontraremos paz!
NAMASTÊ
